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Pesquisa de campo indica acúmulo de trabalho doméstico e alto grau de participação das mulheres na tomada de decisões
De acordo com a secretária da Agricultura, Silvana Covatti, a pesquisa reafirma que as mulheres têm um papel fundamental em todos os espaços que ocupam na sociedade.

Além do trabalho nas atividades ligadas ao campo, as mulheres com residência na área rural do Rio Grande do Sul acumulam quantidade significativa de trabalho doméstico, cuidados com os (as) filhos (as) e idosos e atividades externas à casa em proporções muito superiores às dos homens no mesmo ambiente. Somado ao maior envolvimento no domicílio, as mulheres também têm um alto grau de participação nas decisões relativas aos assuntos de produção na propriedade rural.
Estas e outras percepções sobre a participação feminina no campo constam no relatório técnico “Perfil das Mulheres Rurais do RS”, uma produção do Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG), em parceria com a Emater/Ascar e a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). A Emater, responsável pelo serviço de Extensão Rural do Estado, levantou os dados a partir de entrevistas com 5.103 mulheres de 461 municípios gaúchos representativos da população de mulheres rurais e realizadas entre os dias 16 de novembro de 2021 e 24 de janeiro de 2022. O questionário contava com cerca de 250 questões sobre a vida da mulher e da pessoa com quem divide as atividades do cotidiano.

Extensionista rural Clarice Emmel Bock, da Emater/Ascar, com a pesquisadoras Daiane Menezes, do DEE/SPGG
Elaborado pelas pesquisadoras Daiane Menezes, do DEE/SPGG, e pela extensionista rural Clarice Emmel Bock, da Emater/Ascar, o material foi divulgado na tarde desta terça-feira (8/3) durante evento na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). Além das questões relativas ao trabalho dentro e fora de casa, o estudo também abordou aspectos relacionados à violência, participação em espaços sociais e dificuldades enfrentadas com a Covid e representação política.

Secretária da Agricultura, Silvana Covatti
Para a secretária da Agricultura, Silvana Covatti, que participou da divulgação por videoconferência, a pesquisa reafirma que as mulheres têm um papel fundamental em todos os espaços que ocupam na sociedade. “A mulher gaúcha tem essa força, essa coragem, essa determinação e ela tem que estar onde ela quiser. Elas trabalham muito, trabalham dobrado, para vencer os desafios que se apresentam e para dar às suas famílias toda a estrutura necessária”, destacou Silvana, ao agradecer a participação das mulheres entrevistadas e de todos que se envolveram na pesquisa.
A amostra selecionada na Pesquisa de Campo da Emater buscou seguir as indicações dos dados oficiais divulgados em relatório técnico do DEE/SPGG de novembro de 2021 e apontou mulheres moradoras de propriedades da agricultura familiar (86% do total), com um perfil etário de 50 anos ou mais (53%), com Ensino Fundamental incompleto como escolaridade predominante (45%), majoritariamente brancas (88%) e casadas (73%). Em relação a trabalho e aposentadoria, 37% já está aposentada, 36% possui carteira de habilitação e 43% conta com renda familiar que varia entre dois e cinco salários mínimos.
Trabalho doméstico
A rotina de afazeres da casa é onde foram registradas as maiores diferenças no envolvimento de homens e mulheres no campo. Na cozinha, as mulheres são as responsáveis mais frequentes por fazer o café da manhã (82%), almoço (90%) e jantar (85%). O cuidado com a louça é feito regularmente pelas mulheres (87%), assim como a limpeza da casa, 89%, contra apenas 4% dos homens que disseram realizar a tarefa com regularidade, 8% dos filhos homens e 22% das filhas mulheres. Os percentuais são similares no cuidado com as roupas, em que há regularidade de 93% para mulheres contra 4% dos homens.
Já a conservação e consertos na casa são tarefas assumidas com maior regularidade por homens, 72% contra 17% das mulheres que disseram realizar o trabalho com frequência, 16% dos filhos homens e 2% das filhas mulheres. Atividades externas, como saídas para pagamentos de contas, são realizadas de forma paritária, aponta o relatório, com 56% de respostas regulares para homens e mulheres sobre a ação. Quando a atividade externa é a de compras no supermercado (79%) e compra de roupas (84%), no entanto, as mulheres seguem sendo as mais frequentes.
O cuidado de crianças, 56% das mulheres contra 36% dos homens, atenção às atividades escolares, 62% contra 17%, cuidados de animais domésticos, 64% a 46%, e atenção aos idosos da residência, 57% a 24%, são outras ações realizadas com maior regularidade por mulheres.
No quesito tomada de decisões, a participação das mulheres é relevante quando o tema são os assuntos domésticos (97%, de média a muito forte), enquanto nos assuntos ligados à produção é um pouco mais baixa, 80% quando o tema é o de investimentos nas atividades produtivas, sendo mais baixa nas compras de ferramentas e utensílios, de 50%.
Participação em espaços sociais e representação
A participação em atividades promovidas pela Emater é maior entre as mulheres do que entre os homens (91% a 68%), assim como em atividades religiosas (91% a 77%) e em atividades da comunidade em geral (86% a 75%). Nesta última, o destaque fica por conta da baixa participação dos filhos das atividades comunitárias (27%). Em espaços como sindicatos e cooperativas, mulheres e homens participam de forma paritária (50% a 49%), com similaridade nas associações (39% a 35%) e em baixa representatividade junto a movimentos sociais (8% a 7%).
Internet e tecnologias
A maior parte das mulheres entrevistadas disse já ter utilizado a internet ao menos uma vez (88%). Das que usam a tecnologia, 97% usa para trocar mensagens instantâneas, 93% para conversar por chamada de vídeo e de voz, 89% para usar redes sociais e 79% para procurar informações e serviços de saúde.
Com a pandemia, a pesquisa mostra uma mudança no hábito de compra e venda de produtos pela internet. Em relação às compras, 16% das entrevistadas disseram que passaram a fazer também pela rede e 32% afirmaram ter intensificado o comportamento. Quanto às vendas, 16% começaram a utilizar o meio e 26% intensificaram o processo.
Violência contra a mulher
Dados da pesquisa mostram que as mulheres entrevistadas consideram ações como tapas e empurrões atos de violência (98%), enquanto 91% das ouvidas indicam ser atos violentos qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. Sobre frases comuns de serem ouvidas relacionadas à violência contra a mulher, 30% das entrevistadas concordam que “Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, enquanto 2% concorda com a frase “Mulher que apanha é porque merece”.
Entre as demandas das mulheres, 50% responderam que almejam mudanças nos espaços de trabalho, nos estudos, na família, na comunidade ou na política. A esfera política é a principal esfera que as ouvidas na pesquisa almejam maior participação, resposta ouvida em 43% dos casos.
Mais da metade das entrevistadas disseram ainda ter algum problema de saúde, sendo a hipertensão o mais comum deles (30% das que afirmaram ter algo). Problema de coluna (20%), problema de visão (15%) e depressão (13%) estão na sequência da lista.
Em relação à pandemia da Covid-19 e seus impactos na vida no campo, 66% das mulheres confirmaram impacto na saúde emocional e 40% no aspecto econômico.
“Quando questionários detalhados como esse são realizados, é percebido um impacto imediato nas mulheres entrevistadas, pois causam uma reflexão sobre sua própria vida. Muitas delas verbalizaram que não tinham percebido antes quantas atividades exerciam”, destaca a pesquisadora Daiane Menezes.

Notícias
Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



