Conectado com

Avicultura

Pesquisa da Embrapa auxilia IBGE na revisão e atualização de série histórica de abate de frangos em estabelecimentos inspecionados

O IBGE estudou a série completa da pesquisa e incluiu novas variáveis de apoio no questionário aplicado desde 2019

Publicado em

em

Foto: Lucas Scherer/Embrapa Suínos e Aves

Um trabalho da Embrapa Suínos e Aves de Concórdia-SC ajudou na metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para revisar e atualizar os registros de peso de carcaça de frangos que são divulgados na Pesquisa Trimestral do Abate de Animais. A série histórica da pesquisa iniciou em 1997 e, a partir desta nova metodologia, foram efetuados ajustes cuja necessidade foi identificada pela Coordenação de Estatísticas Agropecuárias do instituto, conforme comunicado da Diretoria de Pesquisas do IBGE divulgado no início da semana.

Segundo o IBGE, “após consultas aos informantes da pesquisa via Central de Entrevistas Telefônicas Assistidas por Computador (CETAC), visitas presenciais e discussão técnica com a Embrapa Suínos e Aves, foi confirmado que muitos informantes da pesquisa repassavam o peso vivo dos animais ao invés do peso de carcaça e que a maioria dos informantes não possui registros adequados de peso de carcaça para fornecer, e sim do peso vivo”.

Assim, o IBGE estudou a série completa da pesquisa e incluiu novas variáveis de apoio no questionário aplicado desde 2019, como o peso vivo, além do peso de carcaça que já era informado, e separação dos dados por categorias abatidas (galetos, frangos e frangões). Contando ainda com o apoio da Embrapa Suínos e Aves, conseguiu identificar os erros e corrigi-los.

A correção

A correção foi realizada com base na série individual dos estabelecimentos, aplicando-se, na maioria dos casos, modelo matemático para transformação do peso vivo em peso de carcaça. Para tanto, baseou-se no estudo disponível no Comunicado Técnico número 582 da Embrapa Suínos e Aves, de outubro de 2021. O “Método para estimar o peso de carcaça fria em função do peso vivo de frangos de corte” é um trabalho dos pesquisadores Arlei Coldebella, Gerson Scheuermann, Luizinho Caron e do analista Anildo Cunha Junior. O comunicado pode ser baixado gratuitamente no endereço www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1135271/1/final9504.pdf.

No comunicado, é mostrado que a estimativa do peso de carcaça fria de frangos de corte a partir do peso vivo segue três passos. No primeiro passo, foram levantados dados de peso vivo e peso de carcaça quente (sem pés, vísceras e cabeça). Com esses dados, foram calculados os parâmetros para estimar o peso da carcaça quente em função do peso vivo das aves.

No passo dois, foram utilizados dois trabalhos para obter o coeficiente brasileiro de condenação de carcaças. O coeficiente obtido foi multiplicado pela estimativa do peso de carcaça quente para obter o peso dessa carcaça descontando as condenações.

No passo três, foi calculado o percentual de absorção de água pelas carcaças ao passar pelo sistema de pré-resfriamento líquido. Com base na absorção, foi proposto um fator para multiplicar pelo peso da carcaça quente descontando as condenações e estimar, então, o peso da carcaça fria. Ao final, foi adicionado o peso de outras partes comestíveis (pés, coração, moela e fígado) ao peso da carcaça fria.

Para subsidiar o trabalho a equipe de pesquisa da Embrapa Suínos e Aves utilizou dados oriundos de avaliações em 20 abatedouros nos meses de janeiro de 2020 a março de 2021 de pelo menos duas linhagens diferentes de frangos, com lotes de ambos os sexos, desde griller (ave com peso médio vivo de aproximadamente 1,5 kg) até frangão, além de utilizar dados internacionais.

Série revisada

A divulgação da série completa revisada no SIDRA (1997 a 2022) está prevista para o dia 10 de fevereiro, data da divulgação dos Primeiros Resultados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária para o 4° trimestre de 2022.

Fonte: Assessoria Embrapa

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
Continue Lendo

Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

Publicado em

em

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo
Editora O Presente 35 anos

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.