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Pesquisa comprova benefícios do uso de aditivo nutricional à base de leveduras na produção de frangos de corte
Estudo conduzido pela Aleris em parceria com a ESALQ/USP demonstra impacto positivo na funcionalidade do aparelho digestivo para a maximização da conversão alimentar pelo uso da tecnologia

A modulação positiva da microbiota intestinal é um fator crucial para a saúde e o desempenho produtivo das aves de corte. Ao promover o equilíbrio adequado da microbiota, é possível favorecer a digestão, melhorar a conversão alimentar e fortalecer a resistência contra patógenos. Além disso, esse equilíbrio contribui para a regulação do sistema imunológico e reduz a necessidade de antibióticos, tornando a produção avícola mais sustentável e alinhada com as demandas atuais do mercado.
Diante desse cenário, a busca por soluções inovadoras na nutrição animal tem se destacado como um dos principais desafios do setor avícola. Nesse contexto, a Aleris, em parceria com a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), conduziu um experimento que testou uma tecnologia inovadora. Os resultados comprovaram um avanço significativo, ao proporcionar benefícios diretos à estrutura intestinal e à microbiota dos frangos de corte. Como consequência, foram observadas melhorias zootécnicas relevantes dentro dos aviários, reforçando o potencial dessa solução para impulsionar a produtividade e a sustentabilidade na avicultura.
O estudo conduzido pela equipe técnica da Aleris, liderada por Adriana Figueiredo, Gerente Técnica da companhia, nas instalações ESALQ/USP, comprovou eficácia e impactos positivos na funcionalidade digestiva e no equilíbrio bacteriano intestinal das aves.
Adriana explica que o aditivo nutricional avaliado no estudo se destacou por sua ação ‘espécie-específica’, integrando a suplementação de compostos pós-bióticos naturais combinados com aditivos que promovem o equilíbrio intestinal, promovendo ação direta na saúde e potencializam o desenvolvimento do lote testado.
“Este aditivo é o resultado de uma tecnologia desenvolvida pela Aleris, o Microbiota Activating Compounds (MAC), capaz de otimizar a modulação da microbiota intestinal de animais, especialmente aves de corte. Essa composição permite uma interação específica com a microbiota intestinal dos frangos, promovendo um ambiente mais estável para o desenvolvimento zootécnico e eficiência produtiva. A partir de moléculas e frações de leveduras oriundas de diferentes extratos de fermentação, considerando sua ação ‘espécie-específico’, o aditivo se mostrou capaz de integrar a suplementação de compostos posbióticos naturais que, combinados com aditivos que promovem o equilíbrio da saúde, são capazes de potencializar o desenvolvimento das aves”, detalha Adriana Figueiredo.
Para validar as interrelações, o estudo foi realizado com 120 frangos da linhagem Ross 708, submetidos a dois tratamentos experimentais durante 30 dias. “O primeiro grupo recebeu uma dieta controle, enquanto o segundo grupo foi suplementado com 500g do aditivo por tonelada de ração. Durante o período, foram analisados parâmetros como ganho de peso, uniformidade dos lotes, morfometria intestinal e composição da microbiota”, complementa Adriana.
De acordo com ela, os resultados demonstraram que os frangos suplementados apresentaram aumento de 17% na capacidade de absorção intestinal, evidenciado por alterações na morfometria do jejuno e do íleo. Além disso, o grupo suplementado obteve melhor uniformidade de lotes e um ganho médio de peso superior ao do grupo controle.
A suplementação de PROVILLUS 4Poultry melhora a histomorfometria intestinal (p<0,10) em ambos os segmentos avaliados; um efeito positivo de +17% na capacidade de absorção do tecido intestinal comparado ao controle.
Fonte: Aleris/ESALQ/USP
“Os resultados mostraram uma correlação positiva entre a composição da microbiota e os parâmetros de desempenho. A presença de bactérias do gênero Bacteroides, por exemplo, teve papel importante na fermentação de carboidratos e na produção de enzimas glicolíticas nos enterócitos”, enaltece Figueiredo.
Outro ponto de destaque foi a redução de biomarcadores prejudiciais, como Listeria, Ralstonia e Corynebacterium xerosis, microrganismos que podem comprometer a integridade intestinal das aves, reforçando a importância da adoção de estratégias nutricionais direcionadas à modulação da microbiota intestinal para a manutenção da saúde digestiva e do desempenho zootécnico das aves.
Diante desses resultados, a gerente salienta que o aditivo nutricional pode ser uma ferramenta valiosa para a nutrição e o bem-estar das aves, favorecendo um ambiente intestinal mais resiliente e funcional. Com isso, espera-se que o uso contínuo desse tipo de suplemento contribua para uma produção avícola mais eficiente e sustentável. “Esta pesquisa mostrou de forma mais precisa a ação do MAC na modulação da microbiota intestinal, provando ser uma abordagem estratégica para melhorar o desempenho zootécnico,”conclui Figueiredo.

Empresas Ameaça silenciosa
Como a Doença de Gumboro Afeta a Sanidade, Performance e Rentabilidade das Aves
Altamente contagiosa, a enfermidade viral desafia o sistema imunológico das aves e pode gerar prejuízos expressivos à avicultura industrial

A avicultura industrial brasileira, reconhecida mundialmente por sua eficiência produtiva, enfrenta desafios cada vez mais complexos no manejo sanitário dos plantéis. Entre esses desafios, a Doença de Gumboro, também chamada de Doença Infecciosa da Bursa (DIB) é altamente contagiosa. A enfermidade viral acomete principalmente aves jovens entre 3 e 10 semanas de idade, comprometendo o sistema imunológico e impactando diretamente o desempenho zootécnico das granjas.
A doença é causada por um vírus do gênero Avibirnavirus, notável por sua resistência ambiental — capaz de permanecer ativo por longos períodos mesmo após procedimentos de limpeza e desinfecção. Ao atingir a bolsa de Fabricius, órgão essencial à formação das células de defesa das aves, o vírus provoca imunossupressão severa, tornando os animais mais vulneráveis a outras infecções e interferindo na eficácia de vacinas de rotina.
Além do impacto financeiro direto, os efeitos produtivos da doença são amplos e muitas vezes silenciosos na forma subclínica. Em um cenário de alta densidade de alojamento, o controle da imunossupressão é um fator decisivo para sustentar a competitividade da produção de frangos no país.
“A Doença de Gumboro é uma ameaça muitas vezes silenciosa, mas de alto impacto econômico. Mesmo infecções subclínicas, podem reduzir o ganho de peso, comprometer a conversão alimentar e afetar a qualidade dos ovos. O monitoramento eficaz é o primeiro passo para conter o avanço da enfermidade e proteger o potencial produtivo das granjas”, destaca Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil.
Na prática, o produtor pode perceber a presença da doença por sinais clínicos como depressão, diarreia aquosa, desidratação e penas arrepiadas. Contudo, é a observação de indícios produtivos como a queda na taxa de ganho de peso diário ou a redução na qualidade dos ovos que costuma revelar a circulação do vírus em sua forma subclínica. Em lotes de alto desempenho, qualquer variação nesses parâmetros representa perda direta de margem e eficiência.
“Em granjas industriais, onde milhares de aves convivem em densidades elevadas, a probabilidade de disseminação viral é alta. O controle eficaz depende de um conjunto de medidas: vigilância sanitária constante, diagnóstico laboratorial preciso e imunização bem planejada. Mais do que uma rotina de biosseguridade, trata-se de uma estratégia de rentabilidade”, reforça Muniz.
A prevenção da Doença de Gumboro deve ser encarada como um investimento zootécnico estratégico. Além da escolha de vacinas adequadas à realidade imunológica dos lotes, é essencial realizar o acompanhamento técnico dos resultados, observando tanto o desempenho produtivo quanto a resposta imunológica. O uso de vacinas como a Poulvac® Procerta® HVT-IBD vacina de vírus vivo congelado contra as doenças de Marek e Gumboro, torna-se uma ferramenta fundamental dentro de estratégias preventivas consistentes e de longo prazo. A vacinação pode ser feita via subcutânea, ou in ovo em ovos embrionados de galinha saudáveis com 18 a 19 dias de idade.
Para a Zoetis, líder mundial em saúde animal, o enfrentamento da Doença de Gumboro faz parte do ciclo contínuo de cuidado. A empresa reafirma que, em um cenário global cada vez mais desafiador, sanidade é sinônimo de desempenho, e o cuidado com a imunidade é o alicerce da produção avícola moderna.
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Boehringer Ingelheim anuncia Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing de Aves e Suínos
A executiva assume a posição anteriormente ocupada por Filipe Fernando, que ascendeu ao cargo de Head de Grandes Animais da empresa

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia a chegada de Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing da unidade de negócios de Aves e Suínos, assumindo o cargo anteriormente ocupado por Filipe Fernando, novo diretor de Grandes Animais da companhia.
A gerente é graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria, onde também concluiu o mestrado. Além disso, possui doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No âmbito profissional, Patricia conta com mais de 18 anos de experiência em empresas nas áreas de saúde, produção e nutrição animal, com forte atuação em marketing estratégico.
“Estou muito contente e animada em iniciar esse novo capítulo profissional em uma empresa líder e referência global na área da saúde, como a Boehringer Ingelheim. Com minha sólida experiência técnica e prática no segmento de avicultura e suinocultura, estou ansiosa para colaborar com a equipe e contribuir ativamente para os resultados e inovações da empresa”, afirma Patricia Aristimunha.
A chegada da executiva, que ingressou no cargo na primeira semana de novembro, reforça o compromisso da Boehringer Ingelheim em fortalecer sua liderança e inovação no mercado de saúde animal, especialmente nos setores de aves e suínos. Com sua vasta experiência no segmento, a empresa espera que Patrícia impulsione ainda mais as estratégias de marketing da companhia, contribuindo significativamente para o sucesso contínuo de seus clientes e parceiros no agronegócio.
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Ventilação eficiente é chave na preparação do agro para a chegada do calor
Manutenção preventiva dos motores ajuda a reduzir perdas e preservar o bem-estar animal

Com a chegada da primavera e a aproximação do verão, as altas temperaturas passam a impactar diretamente a produção animal no Brasil. O calor excessivo é um dos principais fatores de estresse térmico, comprometendo o desempenho dos animais, reduzindo a produtividade e elevando riscos sanitários e econômicos para os produtores.
Segundo Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento, a manutenção preventiva dos motores é fundamental nesse período. “A confiabilidade dos motores determina o bom funcionamento dos sistemas de ventilação, que são essenciais para manter as granjas em condições adequadas”, afirma.
Manutenção e ventilação: aliados da produtividade
A ventilação é um dos recursos mais eficazes para preservar o bem-estar dos animais durante os meses mais quentes. Para que os equipamentos cumpram sua função com eficiência, é essencial que os motores estejam revisados e em pleno funcionamento. Entre as ações mais importantes estão a manutenção dos motores, isolamento térmico das estruturas, controle da umidade e fornecimento constante de água fresca, além de ajustes na densidade de lotação em períodos de calor extremo. “Esses sistemas precisam operar com segurança e sem falhas para garantir conforto térmico, reduzir o estresse dos animais e evitar perdas na produção”, reforça Menezes.
Segundo ele, a Hercules Energia em Movimento oferece soluções adequadas para esse tipo de demanda, com motores monofásicos, trifásicos e customizados, todos com alta eficiência energética, conformidade com as normas NEMA e IEC, e aprovação do Inmetro. Os equipamentos são projetados para atender ambientes de produção animal, que exigem desempenho constante mesmo em condições severas.
Alta nas temperaturas exige preparação antecipada
De acordo com previsões do INMET e da Climatempo, a primavera e o verão de 2025/2026 devem registrar temperaturas acima da média histórica em várias regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul. A previsão também aponta para chuvas mal distribuídas e períodos prolongados de tempo seco, elevando o risco de ondas de calor e agravando os desafios para a criação de aves.
Esse cenário reforça a necessidade de antecipar cuidados com a climatização das áreas de produção animal. “Ambientes bem ventilados ajudam a mitigar os efeitos do calor excessivo, preservando o desempenho zootécnico das aves e garantindo a continuidade da produção com segurança”, conclui Menezes.


