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Pesquisa busca alternativas para reduzir uso de drogas veterinárias

Tratamentos alternativos e boas práticas de manejo têm apresentado resultados promissores

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O projeto Verdevet desenvolve pesquisas para reduzir o uso de drogas em bovinos de leite no controle de três doenças principais que afetam o rebanho: diarreia de bezerros, carrapato e mastite. Tratamentos alternativos e boas práticas de manejo têm apresentado resultados promissores.

O uso inadequado ou indiscriminado de medicamentos veterinários na produção animal aumenta os riscos associados à resistência aos antibióticos e antiparasitários e as chances de surgimento e propagação de bactérias e parasitas resistentes. Para combater essa tendência, a Embrapa Pecuária Sudeste (SP) tem feito estudos com homeopatia, fitoterapia, adição de mineral e controle biológico. Algumas pesquisas já foram concluídas, como homeopatia e utilização de zeólita, um tipo de mineral para controle da diarreia em bezerros.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Ana Carolina Chagas, além dos riscos da resistência, existe o perigo de resíduos em produtos animais, como na carne e no leite, com prejuízos à saúde humana e ao ambiente. "Normalmente, as doenças dos bovinos são tratadas com antibióticos. Mas a maioria das bactérias ou parasitas já está bastante resistente aos medicamentos. A tendência é a droga veterinária não funcionar ou funcionar parcialmente", explica.

Quando isso ocorre, segundo a pesquisadora, muitos produtores aumentam a dose do medicamento, diminuem o intervalo de aplicação ou não respeitam o período de carência do abate ou de venda do leite. Dessa forma, existe risco de intoxicação animal e resíduos de drogas veterinárias nos alimentos.

Experimento com homeopatia preveniu diarreia

No Sistema de Produção de Leite, foi conduzida pesquisa com homeopatia preventiva e adição do mineral zeólita em bezerros. A formulação da homeopatia foi composta de Arsenicum alb 12 CH, Nux vomica 12 CH, Podophyllum 12 CH, Carbo Vegetabilis 12 CH e Chino 12 CH. Cerca de 25% dos animais tratados com homeopatia não tiveram nenhuma ocorrência de diarreia no período do experimento.

Em fevereiro de 2015, a pesquisadora Teresa Cristina Alves iniciou os testes com 37 animais da raça Holandesa e cruzamento de holandês com jersey, sendo 19 machos e 18 fêmeas do primeiro dia de vida até o 60º dia.

As primeiras duas semanas de vida são as mais críticas para ocorrência de diarreia no animal, quando seu sistema imunológico ainda não está estabilizado. De acordo com Alves, é nesse período que mais se perde animais por causa da doença. Além disso, a debilidade o deixa suscetível a adquirir outras infecções e retarda o desenvolvimento do filhote.

Para o experimento, após o nascimento, os filhotes foram separados em três grupos: um para controle, com 13 bezerros; outro grupo tratado com homeopatia, também com 13; e um terceiro com 11 animais, que receberam aditivo mineral.

No primeiro dia, todos os animais receberam o colostro. A partir do segundo, passavam a receber o leite. No grupo de controle, apenas leite; no da homeopatia, o leite diluído com a fórmula homeopática; no outro grupo, leite misturado com o aditivo mineral.

A pesquisa observou diariamente as fezes dos bezerros – consistência, cor, odor e presença de sangue. Também foram avaliadas as condições gerais, como hidratação e apatia, para verificar doenças. Semanalmente, os animais eram pesados para análise do ganho de peso e a cada 15 dias era feita a coleta de sangue para realização do exame hematócrito.

Em casos de diarreia no grupo tratado com homeopatia preventiva, o animal era medicado com uma fórmula homeopática e soro caseiro para mantê-los hidratados. Apenas usava-se a medicina alopática caso o bezerro não apresentasse melhora após 24 horas.

Nos outros grupos, o veterinário orientava o tratamento adequado. "É claro que, no grupo da homeopatia, se o caso fosse muito grave, usaríamos o produto alopático, porque precisamos manter o bem-estar dos animais. Mas não ocorreu nenhum caso aqui", conta a pesquisadora.

Resultados

Cerca de 25% dos animais tratados por meio da homeopatia preventiva não apresentaram nenhum caso de diarreia no período investigado. O resultado é bastante positivo. Nos outros dois grupos, todos os animais tiveram uma ocorrência, pelo menos, de diarreia no transcorrer da pesquisa.

Além da saúde e bem-estar, o resultado reflete diretamente no bolso. O custo com  animais que não tiveram diarreia foi bem menor. "A economia foi em torno de R$ 10 por indivíduo só com uso de medicamentos. Para quem trabalha com grande número de bezerros, a redução é significativa", explica Alves. Além disso, não se pode ignorar a otimização do tempo com mão de obra e contratação de profissionais. E o mais importante foi a prevenção. "Conseguimos prevenir e reduzir o uso de antibióticos", afirma.

O grupo que recebeu o mineral zeólita não apresentou redução nos casos de diarreia. No entanto, a análise de amostras do intestino delgado, por meio de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), demonstrou melhor preservação do epitélio intestinal, diminuindo a frequência de diarreia. O objetivo da análise foi constatar se os tratamentos com homeopatia e mineral teriam alguma influência na preservação do epitélio das três porções do intestino delgado, poupando o animal de mais ocorrências de diarreia.

Segundo a pesquisadora Léa Chapaval, quando ocorre diarreia, há destruição do epitélio intestinal, devido ao aumento do fluxo de água para dentro da célula e da frequência de ocorrência da doença: "Com isso, há alteração histológica e desequilíbrio da flora microbiológica nesse local".

As células do epitélio são responsáveis pela absorção dos alimentos e produção das enzimas digestivas. A ação patogênica deve-se à eliminação da camada superficial da mucosa intestinal, que não consegue mais absorver os alimentos. No caso das análises, ocorreram alterações histológicas no epitélio intestinal nos animais tratados com homeopatia e com mineral, porém bem menor do que no grupo controle. O resultado foi positivo, já que, pela avaliação, os dois tratamentos protegeram o epitélio intestinal dos animais.

Manejo

Outra medida importante e que contribui muito para redução da diarreia em bezerros é o manejo adequado. Uma alternativa simples e com custos baixos. Para a pesquisadora Teresa Alves, o primeiro passo é garantir que o animal receba o colostro nas primeiras seis horas de vida. 

A higiene também pode evitar a doença. Deve-se higienizar os equipamentos usados para fornecimento de leite. Em caso de mamadeira, utilizar um bico para cada bezerro ou lavar antes de dar a outro filhote. Assim evita-se a transmissão dos microrganismos. 

O comedouro e o bebedouro precisam estar sempre limpos. "Aqui na Embrapa Pecuária Sudeste, elevamos os bebedouros e comedouros para evitar sujeira. No chão, o bezerro pisa e defeca no local, contaminando a comida e a água. Os microrganismos multiplicam-se e, consequentemente, aparece a diarreia", explica Alves.

Outra ação de extrema importância é separar os animais para evitar contato entre eles para não ocorrer contaminação cruzada. Os animais que apresentam sintomas da doença devem ser isolados para não transmitir aos outros. É importante o acompanhamento de um médico veterinário em casos de contaminação do rebanho.

É recomendado controlar a contaminação do local onde os filhotes ficam, pois a umidade e a sujeira aumentam a proliferação dos agentes transmissores. "Deve-se estar atento aos fatores que aumentam o risco de ocorrência da diarreia, tais como estação de nascimento, peso pós-parto e necessidade de tratamento para outras doenças antes de duas primeiras semanas de vida dos bezerros", ressalta Ana Carolina.

Essas atitudes, associadas às medidas preventivas, reduzem significativamente as chances de o bezerro ser infectado com a doença e reduzem os prejuízos físicos e financeiros que a diarreia pode causar. Os pesquisadores se dedicam agora a avaliar o uso de medicamentos homeopáticos para prevenção de mastite e controle de carrapato.

Uso responsável

As condições climáticas brasileiras favorecem a reprodução de parasitas, a proliferação de bactérias e de organismos que causam doenças em animais. Tal fato, segundo a pesquisadora Ana Carolina, contribui para o uso intenso de drogas veterinárias. Na maioria das vezes, o tratamento com medicamentos é realizado sem consulta a especialistas e de forma indiscriminada. "As pessoas, infelizmente, não procuram informações técnicas, não consultam veterinários ou técnicos que poderiam orientar melhor na escolha desses medicamentos e como usar adequadamente. Muitas vezes, trocam os produtos sem ter ideia das consequências aos animais e ao meio ambiente", destaca Ana Carolina Chagas.

Alternativas mais naturais, como a fitoterapia, a homeopatia e o uso de minerais, podem contribuir para a melhoria da saúde animal e, ainda, reduzir a utilização de antibióticos e antiparasitários, prolongando a vida útil dos produtos comerciais hoje disponíveis e diminuindo os riscos da resistência e contaminação ambiental. 

Sistema de cria em estacas diminui incidência de diarreia em bezerras

A diarreia está entre as principais causas de morte de bezerras, trazendo prejuízos para os produtores de leite, tanto pela perda de futuras vacas como pela necessidade de utilização de medicamentos. Uma técnica de manejo que vem sendo testada na Embrapa Pecuária Sul está alcançando bons resultados na diminuição da incidência de diarreia: o sistema de cria em bezerras em estacas. Segundo Renata Suñé, pesquisadora desse centro da Embrapa, essa prática já é utilizada por produtores do Uruguai e há cerca de dez anos é testada experimentalmente em Bagé (RS).

No sistema de cria em estacas, a bezerra é apartada da mãe logo após o nascimento e presa em uma estaca em local sombreado com árvores ou sombrite. Com uma corda de cerca de 2,5 metros, o animal tem espaço para se movimentar e o leite é servido em balde colocado em um arco próximo à estaca. Na primeira semana também começam a ser oferecidos concentrados, em pequena quantidade, e feno, que fica no espaço entre duas estacas.

De acordo com Renata, pelo fato de as bezerras não estarem em contato direto com outros animais, como nos sistemas convencionais de cria, diminui muito a incidência de diarreia causada por contágios. "Quando o animal fica doente, o tratamento é individualizado, diminuindo a necessidade de uso de medicamentos de forma mais ampla", complementa. Em sistemas convencionais, a aglomeração de animais e a umidade que pode estar no local onde são mantidos são determinantes na incidência de diarreias e pneumonias. Isso leva a um baixo desempenho dos animais, além de gastos com medicamentos e prejuízos com a morte de bezerras.

Para avaliar a aplicação desse sistema, foram instaladas três Unidades de Referências Tecnológicas (URTs) no Município de Santana do Livramento, que fazem parte do Verdevet. O objetivo é avaliar os resultados da aplicação desse manejo em sistemas de produção. Segundo Renata, além da diminuição de diarreia e do uso de medicamentos, outra vantagem com a cria de bezerras em estacas é um maior ganho de peso. "Nos experimentos que fizemos, constatamos um ganho de peso em média 28%, quando comparados com os sistemas convencionais", declara.

Para Nilton Soares Garcia, pequeno produtor de leite e proprietário da fazenda onde está instalada uma das URTs, a primeira experiência com a adoção do sistema foi bastante positiva. "O que mais me chamou a atenção foi o desenvolvimento da bezerra. Em quatro meses desde que começamos, o animal teve um ganho de peso bem maior e vai poder entrar no sistema de produção mais cedo", ressaltou Garcia, que produz leite em uma propriedade de 14 hectares, onde atualmente mantém um plantel de sete vacas em lactação. Renata diz que o maior ganho de peso é em decorrência do desenvolvimento mais acelerado do rúmen e a alimentação com concentrados e pasto mais cedo.

Fonte: Embrapa

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Mudanças no Proagro deixam 116 mil produtores fora da cobertura na safra 2024/25

Estudo da FGV-Agro indica que 111 mil ficaram sem Proagro e sem seguro rural, ampliando risco financeiro e dificultando acesso ao crédito.

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Foto: Gilson Abreu

Ao menos 116 mil produtores rurais deixaram de aderir ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) na safra 2024/2025. O dado consta em estudo do FGV Agro e aponta um efeito colateral das mudanças implementadas no programa entre 2023 e 2025: a exclusão simultânea de produtores tanto da política de garantia quanto do acesso ao crédito rural.

Foto: Gilson Abreu

O Proagro funciona como instrumento de quitação de dívidas de custeio em caso de perdas na lavoura, voltado principalmente a agricultores familiares, pequenos e médios produtores. Em 2023, o programa pagou R$ 10,5 bilhões em indenizações, valor superior aos quase R$ 3 bilhões desembolsados em sinistros pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) no mesmo período. A partir desse cenário, o governo promoveu alterações no regramento com o objetivo de conter despesas.

Segundo a pesquisa, essas mudanças resultaram na saída de produtores do Proagro sem que houvesse migração correspondente para o seguro rural privado subvencionado.

Dos 116 mil que ficaram fora do programa na última safra, cerca de 111,1 mil não contrataram nenhum tipo de cobertura, nem pelo Proagro nem pelo PSR.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Para os pesquisadores, a mudança de regramento pode ter produzido um ‘peso morto’ de beneficiários do Proagro que ficaram descobertos de instrumentos de gestão de risco e, ainda, excluídos da política de crédito rural. O estudo alerta também para a ampliação do risco sistêmico pela falta de uma entrada clara no mercado segurador.

A deputada Daniela Reinehr (PL-SC) criticou os efeitos práticos das alterações. “

Deputada Daniela Reinehr (PL-SC): “As mudanças no Proagro foram apresentadas com o objetivo de combater fraudes e organizar o sistema, mas o efeito que chegou na ponta foi completamente diferente” – Foto: Divulgação/FPA

Hoje a realidade é que milhares de produtores perderam acesso ao crédito e a proteção da sua safra. Não dá para corrigir um problema criando outro ainda maior”, afirmou.

Perfil dos beneficiários 

O levantamento analisou o período de julho de 2019 a junho de 2025 e identificou 530,1 mil beneficiários do Proagro, divididos em três grupos: 218 mil esporádicos (até dois contratos), 261 mil recorrentes (de três a nove contratos) e 51 mil multicontratantes (dez ou mais contratos).

Com base no novo regramento, que considera, entre outros critérios, o limite de até seis comunicações de perdas por CPF e por Cadastro Ambiental Rural (CAR), os pesquisadores identificaram quem deixou de se enquadrar no programa.

Coordenador da Comissão de Infraestrutura e Logística da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Tião Medeiros (PP-PR): “O governo deixou de proteger muitos pequenos e médios produtores” – Foto: Divulgação/FPA

Também foram analisados produtores de soja, milho e trigo com contratos de custeio entre R$ 100 mil e R$ 300 mil, para estimar o potencial de migração ao PSR. Nesse recorte, foram encontrados 210,6 mil produtores: 52% esporádicos, 45% recorrentes e 3% multicontratantes.

Considerando apenas recorrentes e multicontratantes, cerca de 69 mil ficaram fora do Proagro na safra 2024/2025. Desses, apenas 9 mil deixaram de atender aos novos critérios. Os outros 60 mil não optaram nem pelo Proagro nem pelo seguro rural.

Para os pesquisadores, o dado reforça o entendimento de que há uma lacuna entre política pública e a capacidade de absorção do mercado. “Refletir sobre como canalizar esforços para incrementar a demanda por instrumentos de gestão de risco desses beneficiários é fundamental. Ampliar a rede de distribuição e de peritos, oferecer produtos de seguro aderentes ao contexto de risco de cada produtor, estimular a criação de programas de subvenção estaduais e municipais, bem como um esforço de aculturamento de gestão de risco são ações essenciais”, registraram.

Críticas ao orçamento do seguro rural

O coordenador da Comissão de Infraestrutura e Logística da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Tião Medeiros (PP-PR) , atribui parte do problema ao custo do seguro no mercado e à condução orçamentária do governo. “Com as mudanças e o custo elevado do seguro no mercado, a opção foi não fazer nenhuma cobertura. O governo deixou de proteger muitos pequenos e médios produtores”, ressaltou.

Na mesma linha, o coordenador da Comissão de Meio Ambiente da FPA, deputado Rafael Pezenti (MDB-SC) , citou a

Coordenador da Comissão de Meio Ambiente da FPA, deputado Rafael Pezenti (MDB-SC): “Ao tirar do Proagro esses produtores, o governo não criou nenhuma linha, não absorveu esses produtores no PSR” – Foto: Divulgação/FPA

insegurança orçamentária do PSR. “Esses agricultores, ao final da safra, mesmo com intempéries, sempre tinham no Proagro a garantia de que pelo menos o banco eles iam conseguir pagar. Ao tirar do Proagro esses produtores, o governo não criou nenhuma linha, não absorveu esses produtores no PSR”, afirmou.

Parlamentares lembram que, no fim do ano passado, produtores receberam cobrança da parte subvencionada do seguro após bloqueio no orçamento do PSR. Em 2025, dos R$ 1,06 bilhão destinados ao programa, cerca de R$ 565,3 milhões foram executados.

A FPA tentou incluir na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 um mecanismo para impedir o congelamento desses recursos, mas o dispositivo foi retirado entre os vetos presidenciais.

Fonte: O Presente Rural com FPA
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Aurora Coop premia produtores e técnicos por excelência no campo

Evento em Chapecó reconheceu 31 profissionais com destaque em produtividade, gestão e desempenho nas cadeias de aves e suínos.

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Produtores premiados e lideranças do Sistema Aurora Coop - Fotos: Keli Magri/MB

A produtividade do agro que nasce nas propriedades rurais ganhou reconhecimento na 11ª edição do Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista, promovido pela Aurora Coop nesta quarta-feira (1º), no Clube Caça e Pesca, em Chapecó. A premiação homenageou técnicos agropecuários e empresários rurais cooperados ao Sistema Aurora Coop que alcançaram resultados superiores em eficiência, gestão e desempenho zootécnico nas cadeias de aves, suínos e sustentabilidade.

Cássio Basso, primeiro lugar como técnico destaque nas categorias suinocultura (Suicooper II) e Propriedade Rural Sustentável da Aurora (PRSA)

O evento, realizado anualmente, premiou nesta edição 31 profissionais e traduziu, em cada categoria, o nível técnico exigido por uma das maiores cooperativas de alimentos do país. Criada em 1969, a Aurora Coop é formada por uma estrutura com presença nacional e internacional, apoiada na produção integrada e na consistência dos resultados obtidos no campo. São 14 cooperativas filiadas e mais de 150 mil famílias rurais que fazem parte do Sistema.

O diretor vice-presidente de agronegócios, Marcos Zordan, destacou que os números alcançados pelos premiados refletem um nível de excelência que posiciona os cooperados entre os mais eficientes do país, com ganhos expressivos de produtividade e qualidade.

Presidente Neivor Canton destacou que o desempenho apresentado pelas propriedades premiadas sustenta o crescimento do sistema: “O produtor é a razão maior da existência do sistema cooperativo e, por isso, hoje estamos homenageando a essência da nossa existência”

“Nós temos que tirar o chapéu para todos os produtores. O mercado tem nas mãos hoje o melhor produto para ser comercializado, graças ao que vocês produzem e à forma que produzem. Vocês são os verdadeiros artistas desse negócio”.

Zordan também sublinhou os resultados gerados pela eficiência e qualidade produtivas dos cooperados. “Nos últimos 15 anos, graças aos produtores, a área técnica, as filiadas e a Aurora Coop, foi possível melhorar significativamente os ganhos na suinocultura e na avicultura. É sinal que nós estamos no caminho certo e não podemos sair dele”.

Para o diretor presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, o desempenho apresentado pelas propriedades premiadas e pelo trabalho técnico sustenta o crescimento do sistema e projeta o cooperativismo como referência nacional em eficiência produtiva.

“O produtor é a razão maior da existência do sistema cooperativo e, por isso, hoje estamos homenageando a essência da nossa existência. Se somos o maior exportador de carne suína e nossos produtos abastecem o mercado interno e 80 países, é graças a vocês. Todas essas famílias produtoras das 14 cooperativas filiadas merecem esse reconhecimento pelo seu trabalho, pela sua dedicação e pela seriedade com que encaram sua atividade. Somos 87 mil produtores no campo, mais de 50 mil colaboradores diretos e mais de 20 mil nas cooperativas filiadas. Notem o tamanho dessa família que em 57 anos foi possível criar. Todos estão fazendo a sua parte e demonstram hoje aqui que é possível, sim, fazer cada vez melhor”.

Premiados

Entre os 11 técnicos agropecuários premiados, estão os jovens Cássio Basso e Luisa Cesari. Ele levou dois prêmios nos primeiros lugares como técnico destaque na suinocultura (Suicooper III) e no programa Propriedade Rural Sustentável Aurora Coop (PRSA). Ela foi a vencedora da categoria técnica destaque na avicultura.

Diretor Marcos Zordan afirmou que os números alcançados pelos premiados posicionam os cooperados entre os mais eficientes do país: “Nós temos que tirar o chapéu para todos os produtores”

Cássio trabalha na Aurora Coop e presta assistência técnica a 42 suinocultores da Cooperalfa nos municípios gaúchos de Barra do Rio Azul e Atatiba do Sul. O auxílio, a capacitação e o acompanhamento dos produtores no manejo, produção, gestão empresarial e leis ambientais deram resultado e asseguraram os prêmios. “Eu me sinto muito feliz por estar sendo reconhecido pelo meu trabalho no campo. É muito gratificante, pois esse prêmio representa que meus produtores assistidos tiveram uma grande evolução ao longo desse período dentro da Aurora Coop. Só tenho a agradecer imensamente aos produtores e aos meus colegas de trabalho e toda a equipe da Aurora Coop por estar aqui”, destaca.

Luisa Cesari, primeiro lugar como técnica destaque na avicultura

Luisa compõe a equipe de técnicos da unidade da Aurora Coop de Erechim/RS e há oito meses atende 31 avicultores da Cooperalfa e da Copérdia em Aratiba/RS. Ela afirma que a região é altamente produtiva, o que ajudou na conquista do prêmio. “Divido esse prêmio com todos os produtores que atendo e com minha equipe de técnicos da Aurora Coop em Erechim que fazem um ótimo trabalho. Meu desafio nestes oito meses de casa foi manter os bons resultados já alcançados, através da assistência técnica voltada especialmente ao manejo. Estou muito feliz e grata”.

Família de Luiz Marcos de Lima, cooperados da Cooperalfa de Caxambu do Sul, ganhou o primeiro lugar na categoria Lote Macho na avicultura 

A família de Luiz Marcos de Lima, cooperados da Cooperalfa de Caxambu do Sul (SC), ganhou o primeiro lugar na categoria Lote Macho na avicultura. Há dois anos no ramo, Luiz, a esposa Cleusa, o filho Roberto e a nora Gabrieli produzem 34 mil aves por lote, cerca de 200 mil aves por ano. A criação de frangos é a principal atividade da família que também trabalha com lavouras, piscicultura e produção de morangos. “No último ano, nós tivemos os melhores resultados, tanto em produtividade quanto em renda, fortalecendo ainda mais nossa atividade”, conta Roberto. “Esse prêmio nos enche de orgulho e a gente expressa nossa gratidão às duas cooperativas, a Aurora Coop e a Cooperalfa, que estão sempre nos apoiando. E é um reconhecimento pelo nosso esforço diário, pela união da nossa família que traz bons resultados”, acrescenta Gabrieli.

Família cooperada da Cooper A1, em Iporã do Oeste, Atenor, Márcia e Roberta Kickow, premiados como suinicultores destaques campeões na categoria Unidade Produtora de Desmamados (UPD) (Keli Magri/MB)

Outra família premiada é a de Atenor, Márcia e Roberta Kickow. Eles são cooperados da Cooper A1, em Iporã do Oeste (SC) e levaram o primeiro lugar como suinicultores destaques na categoria Unidade Produtora de Desmamados (UPD). Com 550 matrizes produtivas, a família tem na atividade a principal fonte de renda e investe em qualidade para acompanhar as inovações do setor. “Estamos na quarta geração da família que trabalha na suinocultura e procuramos sempre fazer os cursos técnicos e investir em conhecimento para entregar maior qualidade”, ressalta Atenor. “Esse prêmio mostra que estamos fazendo certo e é uma motivação a mais pra gente continuar trabalhando”, complementa a esposa Márcia.

Todos os premiados receberam certificados e os primeiros lugares na categoria técnica garantiram R$2 mil. Já os empresários rurais nas primeiras colocações ganharam uma viagem à Brasília com acompanhante.

11º Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista

Avicultura

Técnicos Destaques

1º lugar: Luisa Hartmann Cesari

2º lugar: Leandro João Klosinski

3º lugar: Tainan Cenci

Técnico Destaque – Produção

Gabriele Tais Smaniotto

Técnico Destaque – Recria

Renata Cristina Defiltro

Avicultor Destaque – Recria

Luciano Lunedo

Avicultor Destaque – Produção

Dirceu Bellaver

Avicultor Lote Macho

1º lugar: Luiz Marcos de Lima (Cooperalfa)

2º lugar: Ivo Luiz Favero (Cooperalfa)

3º lugar: Cristiano Perondi (Copérdia)

Avicultor Destaque Lote Fêmea

1º lugar: Elisio Renato Ceconi (Cooperalfa)

2º lugar: Vanessa Luza (Coopercampos)

3º lugar: Juciel Taglian (Cooperalfa)

Avicultor Destaque Lote Recorde

Deivid Junior Enderle Paniz (Cooperalfa)

Pedro Angelo Munerol (Cooperalfa)

Vilson Luiz Finger (Cooperitaipu)

Valdemir Saretto (Cooperalfa)

José Biazi (Cooperalfa)

Suinocultura

Técnico Destaque – Creche

1º lugar: Juliano Perotoni

Técnicos Destaques – Suicooper III

1º lugar: Cassio Basso

2º lugar: Joel Ficagna

3º lugar: Gabriel Cavalli

Suinocultor Destaque – Creche

Rafael José Schleicher (Auriverde)

Suinocultores Destaques – Suicooper III

1º lugar: Aldair Ghisleri (Auriverde)

2º lugar: Sérgio José Muller (Cooper Auriverde)

3º lugar: Ivan Carlos de Bastiani (Cooperalfa)

Suinocultores Destaques – Unidade Produtora de Desmamados (UPD)

1º lugar: Atenor e Roberta Kickow (Cooper A1)

2º lugar: Libório Endler (Auriverde)

Propriedade Rural Sustentável (Prsa)

Técnicos Destaques

1º lugar: Cassio Basso

2º lugar: Joel Paulo Ficagna

3º lugar: Iuri Armando Taufer

Fonte: Assessoria Aurora Coop
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Agro goiano pode sequestrar até 5 toneladas de CO2 por tonelada de grãos

Pesquisa do programa Goiás Verde revela que soja e outras culturas armazenam carbono no solo e na biomassa, com dados monitorados por inteligência artificial em 11 fazendas do estado.

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Foto: Shutterstock

O agro goiano tem potencial para retirar da atmosfera até 5 toneladas de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases de efeito estufa, a cada tonelada de grãos produzida. É o que mostram os resultados preliminares da pesquisa conduzida pelo programa Goiás Verde, uma iniciativa do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com o Centro de Excelência em Agricultura Exponencial (Ceagre).

A pesquisa é fruto de investimento de quase R$ 4 milhões do governo estadual, e está sendo realizada há aproximadamente um ano em 11 fazendas de Cristalina e Rio Verde, com foco na mensuração e no monitoramento de gases estufa, com destaque para o CO2. Na primeira etapa, a pesquisa gerou 2,4 mil amostras de solo em 400 pontos de coleta. “Os resultados preliminares mostram que, dentro de uma mesma propriedade rural, as áreas de agricultura têm o potencial de apresentarem percentuais semelhantes de matéria orgânica no solo e de carbono até 30 cm, em comparação às áreas de preservação com mata nativa”, explica o coordenador de Desenvolvimento Tecnológico do Ceagre, Fernando Cabral.

Tecnologia monitora a troca de gases e água entre o sistema solo-planta-atmosfera, gerando dados inéditos para a gestão agroambiental em Goiás – Foto: Secti

Outro dado interessante é o potencial de assimilação de dióxido de carbono pela soja para cada tonelada de grãos que é produzida. “Isso mostra que a produção agrícola também está retirando carbono da atmosfera e armazenando isso em sua biomassa e no solo, evidenciando como as técnicas de cultivo da agricultura tropical brasileira podem ser sustentáveis”, afirma Cabral.

Dados de solo, planta, atmosfera e gases, que são analisados por uma equipe de especialistas em ciências das plantas e solos, geotecnologias e ciência da computação, que utilizam modelagem de dados através de inteligência artificial, como machine learning e deep learning.

A equipe multidisciplinar conta com cerca de 34 integrantes, entre graduandos e 15 doutores. “Estamos dando um passo decisivo com uma pesquisa pioneira no Brasil”, ressalta o vice-governador Daniel Vilela, destacando: “Nosso país é a grande potência do agro, mas por muito tempo dependemos de modelos científicos internacionais que não traduzem a nossa realidade. Agora, com investimento em ciência e tecnologia, Goiás assume o protagonismo para demonstrar o real potencial sustentável da nossa produção”.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás, José Frederico Lyra Netto, evidencia a importância do agro. “Há uma percepção errada de que a produção automaticamente prejudica o meio ambiente. Não é assim. Investimos quase R$ 4 milhões em uma grande pesquisa, com equipamentos de ponta e diversos pesquisadores, para entender o balanço do carbono. Os resultados preliminares mostram que o agro pode, sim, ser sustentável”, salienta.

Goiás Verde

Foto: Divulgação

Ainda em sua primeira etapa, a pesquisa passou a contar também com duas torres de fluxo que vão medir por meio de 16 sensores, em tempo real, quanto de carbono e água as culturas absorvem ou liberam, além de outros parâmetros da atmosfera e do solo da lavoura.

A tecnologia monitora a troca de gases e água entre o sistema solo-planta-atmosfera, gerando dados inéditos para a gestão agroambiental em Goiás. O projeto também integra dados de campo com imagens de satélites (Landsat e Sentinel), drones e ferramentas de inteligência artificial.

O objetivo é transformar essas práticas agrícolas em ativos mensuráveis, permitindo que o produtor rural comprove o uso de técnicas de baixo carbono, como é o caso da agricultura regenerativa e bioinsumos, permitindo o acesso a mercados internacionais e incentivos financeiros. “Aqui é o campo de pesquisas dos sonhos e não podemos perder esta oportunidade. Temos várias expertises reunidas para evidenciar que o país tem um grande potencial de sequestrar carbono por meio da agricultura”, garante Alexandre Baumgart, diretor da Baumgart Fazendas Reunidas, em Rio Verde, umas das propriedades nas quais a pesquisa é realizada.

Fonte: Assessoria Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás
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