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Perto de rio e áreas rurais, câmpus do Noroeste da UEM comemora 35 anos de pesquisas
Desde sua fundação, em 1990, o CRN expandiu suas atividades e consolidou-se como referência no ensino e pesquisa voltados para o agronegócio e as ciências biológicas. Atualmente, alcança 28 municípios da Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná (Amunpar), além de comunidades vizinhas dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

O Câmpus Regional do Noroeste (CRN) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), localizado em Diamante do Norte, completou 35 anos em 2025. Criado estrategicamente próximo ao Rio Paranapanema, na tríplice divisa entre Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, o CRN tornou-se um importante polo de educação, pesquisa e desenvolvimento para a região, contribuindo significativamente para a economia local e a formação profissional.
Desde sua fundação, em 1990, o CRN expandiu suas atividades e consolidou-se como referência no ensino e pesquisa voltados para o agronegócio e as ciências biológicas. Atualmente, alcança 28 municípios da Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná (Amunpar), além de comunidades vizinhas dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Com uma área total de 82,4 hectares, o campus abriga diversos setores de pesquisa, ensino e extensão. Entre os projetos desenvolvidos na unidade, estão estudos voltados para a suinocultura, bovinocultura de leite, piscicultura, apicultura, horticultura e mandiocultura, com impacto direto para produtores rurais da região. No campus também está instalada a Fazenda Escola, equipada com uma fábrica de ração.
O reitor Leandro Vanalli destaca que o campus de Diamante do Norte é um ambiente rico em pesquisa, com diversos projetos aplicados que contribuem para a economia circular da universidade e da própria região. Além disso, o local abriga o Colégio Estadual do Noroeste (CAEN), que, em parceria com a Secretaria de Educação do Paraná, a UEM e a Amunpar, forma técnicos em agropecuária. O colégio atende 268 estudantes em regime de internato.
Peixe, mel e mandioca
No Rio do Corvo, foi montado o sistema de tanques-rede, onde são realizadas pesquisas de melhoramento genético de tilápias desde 2008, em parceria com o Departamento de Zootecnia (DZO). A iniciativa não apenas fornece matrizes de peixes para todo o Brasil, mas também capacita produtores locais, promovendo o desenvolvimento da piscicultura na região.
As atividades realizadas no Rio do Corvo estão integradas ao Centro de Melhoramento Genético de Tilápias da UEM, localizado em Floriano, onde, desde 2005, é desenvolvido o Programa Tilápia Tilamax. O projeto recebeu reforço com doações da Receita Federal, incluindo um ônibus, um caminhão-baú, uma caminhonete, um veículo de passeio, um drone, notebooks e celulares.
Ainda na área de pesquisa com peixes, o Programa de Pós-Graduação em Física (PFI) desenvolve no campus, um estudo que promete revolucionar o tratamento de pacientes com dificuldade de recuperação por fratura ou encurtamento de membros.
A pesquisa do CRN impulsiona a inovação e a melhoria da produção agropecuária, sempre buscando parcerias para potencializar os resultados. Em colaboração com a Embrapa Mandiocultura e Fruticultura, por exemplo, o campus desenvolveu um importante trabalho de melhoramento genético da mandioca, chegando ao lançamento da variedade BRS 429. Esta nova linhagem se destaca por sua alta produtividade, precocidade, polpa amarela rica em betacaroteno e resistência a doenças, beneficiando pequenos e médios agricultores da região.
Outro projeto de destaque é o resgate e desenvolvimento da raça suína Moura, realizado em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Essa iniciativa visa preservar e fortalecer a criação da raça, garantindo melhores condições genéticas para os criadores locais e contribuindo para a diversificação da produção agropecuária.
Na área da apicultura, está em fase de desenvolvimento um centro de produção de rainhas de abelhas Apis mellifera africanizadas, que busca aumentar a produtividade e a qualidade do mel produzido na região. A ação conta com a participação direta de produtores locais, que contribuem com colônias de abelhas para ampliar a variabilidade genética do plantel.
O CRN também apoia produtores rurais da região por meio de projetos inovadores, como o Água para Todos, que, desde o ano passado, busca beneficiar propriedades localizadas nos arredores de Itaúna do Sul.
O projeto, vinculado ao Centro de Ciências Agrárias (CCA), prevê a captação de água do Rio do Tigre para distribuição eficiente entre os terrenos, promovendo a irrigação sustentável e impulsionando a produção agrícola local. Como iniciativa piloto, a ação pretende desenvolver novas tecnologias e oferecer assistência técnica aos produtores, fortalecendo o agronegócio regional.
Além disso, a produção de leite e derivados, carne suína, carne bovina, frutas, mandioca, mel e hortaliças integra o Programa Alimentos Solidários e Agricultura Sustentável (PASAS), que fornece alimentos ao Restaurante Universitário (RU).

Notícias
China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.






