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Perspectivas econômicas e oportunidades do Brasil em liderar a transição para energias renováveis
Brasil tem uma oportunidade única de liderar a transição verde e colher os benefícios econômicos associados a ela. No entanto, para maximizar esses benefícios, é fundamental que o governo implemente políticas que incentivem investimentos e promovam a inovação em energia renovável e sustentabilidade ambiental.

O Brasil está em uma posição privilegiada para liderar a transição para uma economia mais verde e sustentável. Com recursos naturais abundantes, como água, sol e vento, o país possui todos os elementos necessários para se destacar no desenvolvimento de energias renováveis. “Para aproveitar plenamente essas oportunidades são necessárias políticas governamentais que incentivem investimentos e promovam a inovação”, ressalta o economista Marcello Corsi Janota de Carvalho.

Economista Marcello Corsi Janota de Carvalho: “Para aproveitar plenamente essas oportunidades são necessárias políticas governamentais que incentivem investimentos e promovam a inovação” – Foto: Divulgação
Ele enfatiza que, sem incentivos governamentais, como redução de impostos e acesso facilitado a linhas de crédito, o processo de transição pode ser lento demais, correndo o risco de o Brasil perder sua chance de se tornar um líder nesse cenário.
No que diz respeito ao câmbio, Carvalo prevê que o Brasil não sofra uma desvalorização significativa de sua moeda, devido à sólida produção agrícola e a uma economia mais forte do que o esperado. “Porém, não acredito que se apreciará a ponto de ser aproveitado pela maior parte da população”, afirma.
Quanto às commodities agrícolas, a produção robusta pode manter os preços em queda, o que é positivo para a balança comercial, mas, segundo o economista, pode representar desafios para os agricultores. “A inflação brasileira ainda está bem abaixo do que era esperado para um governo com maiores gastos, porém, devemos lembrar que esses impactos vêm com o tempo e não são sentidos de imediato. Caso a situação fiscal não melhore, a inflação não ficará nos níveis atuais e voltará a ser um problema”, alerta.
Em relação à inflação, apesar dos gastos governamentais elevados, ela permanece abaixo das expectativas. No entanto, Carvalho adverte que melhorias na situação fiscal são necessárias para evitar pressões inflacionárias futuras. Ele também destaca que o setor petroquímico, juntamente com o mercado de grãos, tem impulsionado a economia brasileira.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





