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Avicultura

Perfil de sensibilidade antimicrobiana de isolados de E.coli e Staphylococcus spp.

A sanidade dos plantéis avícolas é essencial para manter a alta produtividade do setor, e o controle eficaz das infecções respiratórias secundárias depende do uso estratégico de antimicrobianos como a Fosfomicina.

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Artigo escrito por Natalie Nadin Rizzo, Especialista Técnico BU Suínos & Aves Ourofino

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em 2024 o Brasil deve fechar produção de carne de frango em 15 milhões de toneladas, mantendo-se como o segundo maior produtor mundial, atrás dos Estados Unidos. O volume de carne exportada em 2024 fechou em 5,29 milhões de toneladas que geraram U$ 9,9 bilhões em receita, reforçando a posição do Brasil como primeiro exportador mundial de carne de frango.

Para a manutenção deste nível elevado de produção e produtividade, a sanidade dos plantéis é um quesito fundamental, uma vez que a introdução de patógenos, de maneira geral, causam um impacto econômico significativo, relacionado à diminuição do desempenho, da qualidade e da produção de ovos, da mortalidade e das condenações no abate.

Mesmo com as medidas de biosseguridade, o sistema de produção avícola tem enfrentado diferentes desafios sanitários. Dentre eles, doenças entéricas e respiratórias, causadas por microrganismos virais e bacterianos que agem de forma primária e/ou secundária e possuem comportamento multifatorial, conforme descrito na imagem na imagem 1.

A ocorrência de doenças respiratórias em aves, normalmente, é multifatorial e caracterizada por uma etiologia múltipla. As causas primárias dessas doenças estão frequentemente associadas a agentes virais e imunossupressores, como o vírus da Bronquite Infecciosa, o vírus da Influenza Aviária e o vírus da doença de Gumboro, que comprometem o sistema respiratório das aves. E entre os agentes secundários os principais patógenos bacterianos, envolvidos são o Mycoplasma gallisepticum, Staphylococcus spp., Bordetella avium, Pasteurella multocida, Riemerella anatipestifer, Chlamydophila psittaci e Escherichia coli.

Dentre estes patógenos, nos quadros observados de circulação viral e infecção respiratória secundária, a E. coli e o Staphylococcus spp. tem sido os patógenos mais detectados, e contribuindo para o aumento da mortalidade e redução do desempenho.

Portanto, o controle eficaz das doenças respiratórias na avicultura não se limita ao tratamento dos agentes primários, mas também exige uma abordagem estratégica para minimizar a proliferação desses patógenos secundários. A vigilância sanitária rigorosa, a biossegurança adequada, a ambiência, a vacinação e o manejo adequado das aves são essenciais para evitar a disseminação dessas infecções e reduzir os impactos negativos nas produções avícolas. Apesar das empresas avícolas terem todos estes cuidados, em alguns momentos observa-se a circulação de vírus primários e consequentemente possibilitando que os patógenos secundários infectem as aves de forma mais agressiva, causando perdas significativas. Desta forma, é imprescindível que as empresas tenham a sua disposição antimicrobianos que seja eficazes e que auxiliem de forma rápida e segura, o controle das infecções secundárias.

Uma das melhores formas para avaliar a eficácia dos ativos disponíveis contra os agentes bacterianos secundários é a análise de sensibilidade em laboratório.

Análise de sensibilidade

O objetivo desta avaliação foi gerar informação atualizada que possa auxiliar na decisão do técnico com relação ao uso responsável de antimicrobianos. Para avaliar o perfil de sensibilidade antimicrobiana, de Staphylococcus spp., e, E. coli de diferentes estados do Brasil e que estavam envolvidos em quadros respiratórios, foram submetidos ao teste de suscetibilidade a 6 antimicrobianos mais utilizados em quadros de infecção respiratória secundária: Fosfomicina, Doxiciclina, Enrofloxacino, Amoxacilina, Florfenicol e Sulfa+Trimetoprim.

Resultados

No gráfico 1 são apresentados os resultados do percentual de sensibilidade dos isolados de E. coli e Staphylococcus spp., frente aos diferentes antimicrobianos testados.

Dentre os ativos antimicrobianos avaliados, a Fosfomicina apresentou a maior sensibilidade quando comparada aos demais ativos. Os isolados de Staphylococcus spp. apresentaram 90% de sensibilidade a Fosfomicina, enquanto que os isolados de E. coli apresentaram 100% de sensibilidade a Fosfomicina.

Além do seu perfil de sensibilidade alta frente a agentes bacterianos, a Fosfomicina apresenta efeitos imunomoduladores aumentando a resposta fagocítica, estimulando a ativação e a capacidade bactericida de macrófagos e neutrófilos.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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