Conectado com

Bovinos / Grãos / Máquinas

PER promove crescimento de 300% na bovinocultura leiteira

Publicado em

em

O Programa Empreendedor Rural (PER), desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR AR/SC), foi um divisor de águas na vida do empresário rural Rafael Rodrigo Schuster, de 26 anos, da linha São José, no município de São Carlos (SC). Músico profissional há mais de dez anos, ficou fora da propriedade dois atuando no Musical Integração. Três anos depois de retornar à propriedade a produção da bovinocultura leiteira cresceu 300%, de 80 para 400 litros/dia.
Rafael é formado em Administração de Empresas e entre os principais cursos profissionalizantes que participou estão o PER (2010) e o de Formação de Jovens Lideranças Cooperativistas (Fojolico). Em julho de 2015, ingressou na UFFS no curso técnico de fortalecimento da juventude rural no oeste de Santa Catarina e em agosto deste ano no curso de bovinocultura de leite do IFSC – Campus de São Carlos (SC).
A propriedade da família Schuster conta com 15,4 hectares de terra, 47 animais da raça Holandesa registrados juntos à Associação Catarinense de Criadores de Bovinos (ACCB), sendo 30 vacas e 17 novilhas. Os trabalhos na propriedade são realizados por Rafael e seus pais Silvenio e Sibila. A atividade principal é a bovinocultura leiteira, com moderna sala de ordenha e sistema de piqueteamento com sombra e água. Além disso, é realizada a produção de frangos em parceria com a irmã Rosilei e o cunhado Ejair.
O projeto de reestruturação da atividade do leite surgiu do interesse de Rafael em trabalhar na produção leiteira, por indicação da Cooperativa Regional Auriverde, que é parceira da empresa rural, contando também com o apoio da Epagri. “No programa, comecei a gostar mais da atividade rural, pois poderia ser dono da própria empresa, planejar os investimentos e fazer a gestão do negócio. Por isso, afirmo que foi um divisor de águas e por causa do PER estou em minha propriedade fazendo o que mais gosto e vivendo perto da minha família. Com o programa, passei a ver a propriedade de maneira diferente, como um ótimo negócio para viver bem e ganhar dinheiro”, justifica.
Com o projeto, Rafael planejou novamente com a família e começou a colocar em prática os conhecimentos e a buscar parcerias para auxiliá-lo. Implantou o sistema de piqueteamento e logo depois iniciou a construção da sala de ordenha, juntamente, com a melhora do plantel de animais, optando pela raça Holandesa. “Realmente foi uma grande mudança dentro da propriedade, tanto estrutural quanto social com a família e com a comunidade na busca de mais informações”, comentou.
Atualmente, a propriedade colhe cada vez mais os frutos do projeto, assim como vislumbra a ampliação de produção e melhoria genética dos animais, com investimentos, modernização e organização da propriedade, o que permite dinamizar o tempo. Rafael faz a administração da empresa rural, com uma gestão com ênfase nos controles e utilização de planilhas.  A intenção é que o processo seja o mais eficiente possível e o qualifique diariamente para que no futuro possa considerar a ação assertiva. “Quero olhar para trás e poder dizer que fiz a coisa certa”, argumentou.
Segundo Rafael, o programa permitiu ampliar sua visão, contribuindo para o sucesso das ações executadas na propriedade e levando o conhecimento para o resto da vida. “Estou obtendo conquistas tanto profissional quanto pessoalmente. A propriedade também recebeu o Prêmio Empreendedor Rural e conta com animais premiados em feiras”, destaca.
A orientação do empresário rural aos jovens que têm a oportunidade de fazer o programa é de que a aproveitem, pois é uma chance única para ampliar os conhecimentos e talvez possa ser um divisor de águas para visualizar o potencial que há em suas mãos.

Programa

O programa possui carga horária total de 136 horas, dividido em 17 módulos de 8 horas cada, tendo como público produtores rurais e seus familiares. Durante o programa, os participantes elaboram projetos para implantação, melhorias e/ou ampliação da atividade rural de suas propriedades.
O superintendente do SENAR AR/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, enfatiza que, desde 2007, o PER vem fazendo diferença para inúmeras famílias rurais, que, ao compreender que as suas propriedades são empresas rurais, passam a ter ganhos financeiros que permitem que os mesmos permaneçam no campo.

Fonte: Assessoria

Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações

Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

Publicado em

em

Foto: Ana Maio

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.

As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso

Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.

Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.

Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA Agro
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais

Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

Publicado em

em

Foto: Carlos Eduardo Santos

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.

O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.

O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.

A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.

O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
Continue Lendo

Bovinos / Grãos / Máquinas

Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira

Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

Publicado em

em

Foto: Julio Palhares

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.

O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.

De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.

A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.

O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.