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Pela primeira vez neste ano, custos da pecuária leiteira têm ligeira alta

As altas são atribuídas ao aumento dos preços das matérias-primas no último mês – influenciado pela valorização do dólar frente ao Real.

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Foto: Gisele Rosso

Em agosto, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira avançou 0,25%, considerando-se a “média Brasil” – formada pelas bacias
leiteiras dos seguintes estados: BA, GO, MG, SC, SP, PR e RS. O aumento pela primeira vez em 2023 está atrelado principalmente às valorizações de concentrados, adubos e corretivos. Além disso, o preço do diesel, que vinha apresentando retração nas bombas em períodos anteriores, avançou em  agosto na maioria das regiões acompanhadas – resultando em alta nas operações mecânicas realizadas dentro da propriedade.

Após cinco meses de quedas nos preços dos concentrados, esse grupo de insumos registrou leve acréscimo de 0,37% na “média Brasil” em agosto. Apesar da desvalorização do milho no período – devido principalmente à alta oferta –, a elevação esteve atrelada às recuperações nas cotações da soja e derivados, nos cenários nacional e internacional, fruto da alta demanda e da menor oferta. As valorizações mais expressivas dos concentrados foram observadas em SP e no PR (+1,89% e +1,27%, respectivamente).

O grupo de adubos e corretivos terminou agosto com valorização de 2,04% na “média Brasil”. As altas são atribuídas ao aumento dos preços das
matérias-primas no último mês – influenciado pela valorização do dólar frente ao Real. Além disso, a menor oferta de produtos no mercado, em razão de novos conflitos no Leste Europeu, e o aumento da demanda por agricultores, que se preparam para o plantio, aqueceram as cotações desse grupo de insumos.

Os custos com as operações mecânicas de reforma e manutenção realizadas dentro da propriedade registraram aumentos na “média Brasil” de 3,21% e 3,05%, respectivamente, de julho para agosto. A elevação do preço do diesel nas bombas explica a alta neste grupo.

Relação de troca

Considerando-se o leite captado em julho, foram necessários 22,8 litros para a aquisição de uma saca de 60 kg de milho – piora de 5,8% frente ao
mês anterior, devido à desvalorização de 5,7% do leite no mesmo período. Apesar da piora, a relação de troca ainda está abaixo da média dos últimos 12 meses, de 28,4 litros.

Fonte: Assessoria Cepea

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Preços do trigo têm comportamento desigual entre os estados em janeiro

Cotações recuam em Santa Catarina e Paraná, enquanto Rio Grande do Sul e São Paulo registram maior firmeza.

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Foto: Pixabay

Em janeiro, os preços do trigo apresentaram movimentos distintos dentre os estados acompanhados pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, os preços foram influenciados pelas diferentes condições de oferta e demanda.

Foto: Cleverson Beje

Enquanto em Santa Catarina e no Paraná as cotações cederam, pressionadas por liquidação de estoques, no Rio Grande do Sul e em São Paulo, os valores estiveram mais firmes. No estado sulista, o bom fluxo das exportações deu suporte aos preços. Em São Paulo, o movimento de avanço foi verificado pelo terceiro mês consecutivo e foi influenciado pela restrição vendedora.

Levantamento do Cepea indica que, em Santa Catarina, o preço médio foi de R$ 1.158,92/tonelada em janeiro, recuos de 1,6% em relação a dezembro e de 18,3% em relação a janeiro/25 e o menor patamar real desde março/18 (as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI de dezembro/25).

No Paraná, a média mensal foi de R$ 1.178,66/t, baixa de 0,4% na comparação mensal e de 15,2% na anual e também a menor desde outubro/23, em termos reais. Já no Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.050,89/t em janeiro, a mais elevada em três meses, com avanço mensal de 1,4%, mas queda anual de 16,1%. Em São Paulo, o preço médio atingiu R$ 1.257,25/t em janeiro, avanço de 0,4% frente ao de dezembro, porém, recuo de 19,9% em relação a janeiro/25.

Fonte: Assessoria Cepea
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Show Rural tem estrutura de ambulatório, pontos de atendimento e ambulâncias

Equipe com 16 profissionais, cinco ambulâncias e três pontos de atendimento, estrategicamente posicionados, estarão a postos para assegurar a tranquilidade dos visitantes.

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Foto: Divulgação

Equipe com 16 profissionais, cinco ambulâncias e três pontos de atendimento, estrategicamente posicionados, estarão a postos para assegurar a tranquilidade dos visitantes que virão a Cascavel para prestigiar e conhecer as novidades da 38ª edição do Show Rural Coopavel.

Os atendimentos da área de saúde no evento são de responsabilidade do médico Fernando Sonomiya, que contá com o suporte de 3 médicos, 3 enfermeiros, 5 técnicos de enfermagem e 5 socorristas. Além do ambulatório médico central, em frente ao prédio do Show Rural Digital, equipado inclusive com oito leitos de observação, haverá pontos de atendimento no acesso principal ao parque, mirante e proximidades da Embrapa. Eles funcionam, diariamente, das 8h às 18h.

“Nossa estrutura está apta para prestar o primeiro atendimento e para garantir suporte em encaminhamentos para a unidade hospitalar, caso haja necessidade”, pontua Fernando. Das cinco ambulâncias, duas são UTIs Móveis. A equipe e a estrutura disponibilizada pelo Show Rural ainda contará com reforço de parcerias com a FAG (Faculdade Assis Gurgacz), Hospital São Lucas e Trans Life.

Recomendações

Doutor Fernando dá algumas recomendações a quem visitar o Show Rural: aproveitar ao máximo os 11 quilômetros de ruas cobertas do parque para se proteger principalmente do sol forte, usar chapéus e bonés, utilizar dos bebedouros com água gelada (são 110 distribuídos por toda a área da feira técnica) para se hidratar com regularidade, utilizar calçados confortáveis e não esquecer de passar protetor solar.

Fonte: Assessoria Coopavel
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Embrapa divulga orientações técnicas para aplicação de produtos fitossanitários

Material será lançado durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel.

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Foto: Rafael Soares

A tecnologia de aplicação de produtos fitossanitários interfere diretamente na eficiência e na segurança da produção de alimentos. Por isso, a Embrapa Soja (PR) e a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) organizaram orientações para mitigar problemas e dificuldades enfrentados em condições de campo. As informações integram a publicação Tecnologia de Aplicação de Pesticidas, que será lançada durante o Show Rural Coopavel.

O controle de pragas, doenças e plantas daninhas começa com a realização do diagnóstico do problema, a definição do produto mais indicado e sua subsequente aplicação. “O uso de pesticidas exige equipamento em perfeitas condições de uso, boa regulagem, informações sobre condições climáticas e conhecimentos técnicos e científicos para que o alvo seja atingido, sem colocar em risco a segurança humana e ambiental”, explica Dionísio Gazziero pesquisador da Embrapa Soja.

Fotos: RRRufino

Gazziero diz que para que os produtos fitossanitários cumpram sua função com eficiência e segurança, é necessário escolher o produto correto e respeitar processos técnicos e ambientais. “Desde o momento em que a calda sai do pulverizador até atingir o alvo, é necessário seguir orientações técnicas para evitar perdas, contaminações e impactos indesejados”, complementa.

De acordo com os autores, a aplicação terrestre ou aérea de pesticidas continua sendo o método mais rápido e eficaz de controle fitossanitário. Ainda assim, especialistas alertam que o sucesso dessas operações depende diretamente da qualidade dos equipamentos, da correta regulagem, da capacitação dos operadores, da escolha das pontas de pulverização e, principalmente, do respeito às condições ambientais. “Quando o processo não é bem conduzido, o ingrediente ativo pode não atingir o alvo. Isso favorece a deriva, a evaporação e a contaminação de culturas vizinhas, dos recursos hídricos e até do próprio aplicador”, ressalta o professor da Unicentro, Cleber Maciel.

Segundo pesquisadores da área, a tecnologia de aplicação reúne conhecimentos científicos e técnicos voltados à correta deposição do produto no alvo biológico, na quantidade necessária, com o menor custo possível, e mínimo impacto ambiental. Essa tecnologia considera fatores como o tipo de produto utilizado, o alvo a ser controlado, o equipamento aplicador e as condições meteorológicas no momento da aplicação.

Atenção redobrada

As condições climáticas estão entre os fatores que mais influenciam a eficiência da aplicação, ressaltam os autores. Ventos acima do recomendado, baixa umidade do ar e altas temperaturas aumentam significativamente o risco de perdas por deriva e evaporação. “Estudos indicam que as melhores condições para aplicação ocorrem com ventos entre 3,2 e 6,5 km/h, umidade relativa mínima de 55% e temperatura inferior a 30 °C”, observa Maciel.

Para Gazziero, o tamanho das gotas também desempenha papel central nesse processo. Gotas muito finas favorecem a cobertura do alvo, mas são mais suscetíveis à deriva. Já gotas maiores reduzem o risco de contaminação ambiental, e são indicadas para herbicidas mimetizadores da auxina (compostos sintéticos que imitam o hormônio vegetal auxina, causando um crescimento desordenado e caótico nas plantas). “Casos de fitointoxicação em culturas sensíveis ao produto levaram órgãos reguladores e fabricantes a recomendar, e em alguns casos exigir, o uso de gotas grossas ou extremamente grossas, além da adoção rigorosa de boas práticas agrícolas. A escolha correta das pontas de pulverização e da pressão de trabalho também é considerada estratégica”, acrescenta o pesquisador.

Regulagem e calibração de máquinas

Para os autores da publicação, outro ponto crítico é a regulagem e a calibração dos pulverizadores. Gazziero afirma que as inspeções de campo mostram que boa parte dos equipamentos opera com algum tipo de problema, comprometendo tanto a eficácia do controle quanto a segurança ambiental. “A calibração correta garante que o volume de calda aplicado corresponda ao planejado, considerando velocidade, pressão, espaçamento entre bicos e altura da barra”, avalia.

Falhas como vazamentos, filtros obstruídos, bicos desgastados e variações excessivas de vazão são mais comuns do que se imagina e podem reduzir drasticamente a qualidade da aplicação. “A manutenção dos equipamentos, o respeito às condições ambientais no momento da aplicação e o treinamento de operadores e técnicos são apontados como importantes gargalos do setor”, pontua Maciel.

Misturas em tanque

Vale destacar que a mistura de diferentes produtos fitossanitários – herbicidas, fungicidas, inseticidas e fertilizantes foliares – no mesmo tanque é amplamente adotada no Brasil, principalmente para otimizar tempo e custos operacionais. Apesar da funcionalidade, as misturas em tanque exigem cuidados rigorosos. “As incompatibilidades físicas e químicas podem comprometer a eficácia dos produtos, causar entupimento de bicos, formar espuma e até aumentar fitotoxicidade nas culturas. Por isso, seguir as informações técnicas sobre como proceder nos casos de mistura é fundamental”, afirma Maciel.

Os autores dizem ainda que o sucesso do manejo fitossanitário não depende apenas do produto, mas também da forma como ele é aplicado. “Por isso, seguir critérios técnicos, respeitar as condições ambientais e investir em capacitação são medidas fundamentais para garantir produtividade no campo, com segurança para o aplicador, o consumidor e o meio ambiente”, conclui Gazziero.

Fonte: Assessoria Embrapa Soja
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