Suínos
PeixeBR espera mais consumo interno e crescimento no mercado internacional em 2023
Abertura de mercado para o filé congelado e a tilápia inteira congelada impulsionam exportação de produtos da piscicultura brasileira em 2022. Com o aquecimento da produção e aumento na competitividade do peixe em relação às outras proteínas, o consumo per capita anual deve passar dos 10 quilos

Impactado pelo aumento dos preços dos insumos e pelo baixo poder aquisitivo dos consumidores, o setor de piscicultura apresentou crescimento estável em 2022 em comparação ao ano anterior. “A solução para isso é o produtor reduzir custos na produção e oferecer produtos de menor processamento para o consumidor final”, expõe o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), Francisco Medeiros, em entrevista ao Jornal O Presente Rural em meados de dezembro.
As exportações em 2022 cresceram mais de 50% em relação a 2021, que já haviam crescido 78% quando comparado a 2020. Um dos principais fatores para explicar esse crescimento foi a abertura de mercado para o filé congelado e a tilápia inteira congelada, que hoje respondem pelos principais produtos da exportação brasileira.
O mês de julho registrou US$ 2 milhões em receita, o maior valor exportado, enquanto agosto teve o menor valor (US$ 1,038 milhão), seguido de uma recuperação em setembro, quando atingiu US$ 1,490 milhão em produtos embarcados (Figura 1). “Entre os principais produtos exportados em 2022, a tilápia representou 88% do volume embarcado, seguido do tambaqui”, menciona Medeiros.
Apesar de manter a liderança entre as espécies exportadas no terceiro trimestre do ano passado, com uma receita de US$ 4,5 milhões, a tilápia apresentou queda de 36% frente ao trimestre anterior. Os embarques do tambaqui, segunda espécie mais exportada, seguiu o mesmo caminho, recuando 43%, totalizando uma receita modesta de US$ 21 mil no terceiro trimestre.
Diante deste cenário, as exportações apresentaram um recuo de 17% no faturamento do terceiro trimestre de 2022 em relação ao mesmo período de 2021, atingindo US$ 4,6 milhões. Segundo Medeiros, essa queda se deve, entre outros fatores, pela menor oferta de tilápia no mercado interno, o que reduziu a disponibilidade do produto para exportação. Entretanto, o acumulado do ano é 49% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior (Figura 2).
Após o primeiro semestre de forte alta, os filés frescos e filés congelados apresentaram queda de 48 e 49%, respectivamente, nos embarques feitos no terceiro trimestre, quando comparado com igual período de 2021.
Contudo, a categoria mais exportada foi a de peixes inteiros congelados, representando um faturamento de US$ 2,2 milhões, porém com queda de 30% em comparação com o segundo trimestre de 2022.

Presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), Francisco Medeiros: “A piscicultura está apenas começando no Brasil, teremos três décadas seguidas de crescimento, haja vista que a proteína animal mais consumida no mundo é de pescado” – Foto: Divulgação/PeixeBR
Produtos da tilápia lideram exportação
Conforme Medeiros, em relação às exportações de produtos da tilápia, a categoria de tilápia inteira congelada manteve a primeira posição no terceiro trimestre, com um total de US$ 2,2 milhões e crescimento de 14% em comparação ao mesmo período do ano anterior, mas com queda de 29% em relação ao terceiro trimestre de 2021.
Em seguida, os filés frescos foram o segundo produto mais embarcado, arrecadando US$ 949 mil, contudo também apresentaram queda, sendo de 27% frente a 2021.
Enquanto os filés de tilápia congelada ocuparam a terceira posição entre os mais solicitados e foi o único a registrar crescimento, gerando receita de US$ 901 mil, o que representa alta de 53% comparada com o mesmo período de 2021. “Em 2022 também aumentamos muito as exportações para Tawain com óleo e farinha de tilápia. Então hoje todos os produtos da tilápia são exportados, inclusive escama e pele”, menciona o presidente da PeixeBR.
Apesar da redução nos envios para fora do país, os filés congelados de tilápia tiveram o maior preço médio, sendo negociados a US$ 5,87/kg, seguido pelos filés frescos a US$ 5,65/kg. Já os subprodutos de tilápia impróprios à alimentação humana apresentaram o maior aumento frente ao mesmo período de 2021, sendo comercializados a um valor médio de US$ 1,04.
Estados maiores produtores e exportadores
Entre os estados maiores produtores de tilápia, Paraná segue líder, seguido de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, enquanto que Rondônia, Mato Grosso, Maranhão, Pará e Amazonas são os maiores produtores nacionais de peixes nativos.
O Paraná manteve também a posição de maior exportador de tilápia, totalizando US$ 2,7 milhões em negócios, o equivalente a 61% do volume total exportado no terceiro trimestre de 2022. A segunda posição ficou com a Bahia, que superou o Mato Grosso do Sul ao faturar US$ 659 mil com as vendas externas, o que representa 14% das exportações brasileiras, mesma participação de São Paulo, que teve receita um pouco menor, com US$ 623 mil; seguida de Mato Grosso do Sul com 9% (US$ 421 mil) e Goiás com 1% (US$ 52 mil).
Entre os principais produtos exportados pelos três principais estados, destaque para tilápia inteira congelada, que representou a principal categoria exportada pelo Paraná, gerando negócios que totalizaram US$ 1,5 milhão; seguida da Bahia com US$ 459 mil; Mato Gross do Sul com US$ 157 mil.
Destino do peixe brasileiro
O principal mercado que a piscicultura brasileira atende é os Estados Unidos, com participação de 83% das exportações nos primeiros nove meses do ano passado, com um volume de importação de US$ 3,8 milhões, queda de 29% em relação ao trimestre anterior e alta de 4% quando comparado a 2021. A segunda posição foi ocupada por Taiwan, com um volume de US$ 186 mil, que reflete 4% do total exportado, seguido do Japão com US$ 130 mil (3%), República Dominicana com US$ 123 mil (3%) e Tailândia com US$ 53 mil (1%).
Os peixes inteiros congelados foram a categoria de produto mais exportada para os EUA, com aumento de 6% frente a 2021, enquanto os filés frescos ocuparam a segunda posição, mas com queda de 23% em relação ao mesmo período de 2021. Por sua vez, os subprodutos impróprios para alimentação humana – pele, escama, farinha e óleo – foram a categoria mais exportada para Taiwan, Japão e Tailândia.
Consumo
Com o aquecimento da produção e aumento na competitividade do peixe em relação às outras proteínas, o consumo per capita anual deve passar dos 10 quilos registrados em 2021, o que é bastante significativo porque, segundo Medeiros, nunca se teve na história do Brasil um crescimento tão acentuado no consumo.
Esse cenário, segundo ele, está atrelado à melhoria da logística, a entrega do produto em um maior número de estabelecimentos para comercialização, provocado principalmente pelas empresas de processamento de frango, que hoje atuam também no setor de tilápia. “A piscicultura está apenas começando no Brasil, teremos três décadas seguidas de crescimento, haja vista que a proteína animal mais consumida no mundo é de pescado e nós temos, neste momento, as melhores condições para continuar crescendo, principalmente quando se trata de business internacional, uma vez que a nossa participação ainda é muito pequena”, ressalta.
Carro chefe da piscicultura brasileira
Quarto maior produtor mundial de tilápia, a espécie deve alcançar cerca de 65% de tudo que se cultiva no Brasil, um crescimento tímido em relação aos 63,5% da produção nacional registrada em 2021. “Entre três a quatro anos o Brasil deve estar próximo de ser o terceiro maior produtor mundial de tilápia, espécie que é a principal commodity do setor. Hoje o empresário do agro brasileiro tem uma expertise muito grande quando se trata de uma commodity do agrobusiness, razão pela qual a tilápia se destaca tanto em relação às outras espécies de peixes de cultivo”, analisa Medeiros.
Sistemas de produção
Para o presidente da PeixeBR, o modelo de integração fomentado pelas cooperativas agropecuárias, principalmente no Paraná e no Mato Grosso do Sul, e o sistema verticalizado representam os modelos mais competitivos para o crescimento da cadeia produtiva de peixes de cultivo no país.
Custo de produção
Nos últimos dois anos, os insumos representaram um impacto expressivo nos custos de produção, que afetam não somente a piscicultura, mas também outras cadeias, como suínos, aves e bovinos, proteínas com quais o peixe compete no dia a dia no prato do consumidor. “O produtor tem trabalhado para reduzir custos na produção e continuar pagando os investimentos e o custeio da atividade, no entanto, essa mudança de governo deixa incertezas em todos os mercados. Na piscicultura alguns investimentos estão suspensos aguardando exatamente uma estabilização política no país, que deve ser alcançada entre os 100 e 180 dias do próximo governo”, anseia Medeiros.
Confira mais informações na edição 2022 do Anuário do Agronegócio Brasileiro clicando aqui. Boa leitura!

Suínos
Da creche à sustentabilidade, 6º Encontro Técnico Abraves-SP apresenta estratégias para aumentar eficiência das granjas
Evento em Pirassununga (SP) vai discutir manejo de leitões leves, sanidade, nutrição e sistemas de produção para apoiar decisões técnicas na suinocultura.

Melhorar a produtividade sem comprometer a sanidade do rebanho exige decisões técnicas em todas as etapas da produção. Manejo de leitões, nutrição, biosseguridade e gestão dos sistemas de criação estão entre os fatores que determinam o desempenho das granjas e influenciam diretamente os custos e os resultados da atividade.
Diante desse cenário, a atualização técnica tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante para médicos-veterinários, zootecnistas, consultores e produtores, que precisam incorporar novos conhecimentos à rotina das granjas.
Esses temas estarão em debate no 6º Encontro Técnico Abraves-SP, que será realizado em 09 de setembro, no campus da Universidade de São Paulo (USP), reunindo profissionais da cadeia suinícola para discutir soluções aplicáveis aos sistemas de produção.
Entre os destaques da programação está a palestra do médico-veterinário Vinícius Cantarelli, que abordará estratégias de manejo de leitões leves na fase de creche, uma etapa decisiva para o desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.
O médico-veterinário Caio Abércio da Silva discutirá a sustentabilidade dos sistemas de produção, apresentando abordagens voltadas à eficiência técnica, econômica e ambiental da suinocultura.
Promovido pela regional paulista da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES), o encontro busca aproximar pesquisa científica e prática de campo, oferecendo aos participantes ferramentas para aprimorar a tomada de decisão nas granjas.
A programação completa e as inscrições estão disponíveis aqui.
Suínos
Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína
Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.
De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.
Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.
Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.
Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.
O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.
Raça Landrace
No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.
A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.
É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.
Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.
Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.
Suínos
Pig Fair destaca tecnologias para impulsionar a produtividade na suinocultura
Feira paralela ao Simpósio Brasil Sul reunirá empresas, pesquisadores, técnicos e produtores entre os dias 11 e 13 de agosto, em Chapecó.

Tecnologia, inovação e geração de negócios marcarão a 17ª Brasil Sul Pig Fair, feira paralela ao 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo mais de 50 empresas nacionais e multinacionais que apresentarão as principais tendências, produtos, serviços e tecnologias voltadas à cadeia produtiva da suinocultura.
A Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de biosseguridade, diagnóstico, genética, nutrição, vacinas, aditivos, equipamentos, automação, ambiência e tecnologia, proporcionando aos participantes contato direto com soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das granjas. Além da exposição de produtos e serviços, a feira se destaca como um ambiente estratégico para networking, troca de experiências e fortalecimento de parcerias entre empresas, pesquisadores, técnicos, produtores e representantes da agroindústria.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a Pig Fair complementa a programação científica do Simpósio ao aproximar o conhecimento técnico das soluções disponíveis no mercado. “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos. Essa interação entre indústria, pesquisa e campo é um dos grandes diferenciais do SBSS”, afirma.
Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a integração entre a programação técnica e a feira fortalece o papel do evento como um ambiente de atualização completa para os profissionais da cadeia produtiva. “Enquanto o Simpósio apresenta as principais discussões científicas e tendências do setor, a Pig Fair permite que os participantes conheçam, na prática, as soluções que estão sendo desenvolvidas pelas empresas. É um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de oportunidades para toda a suinocultura”, ressalta.
Os expositores também preparam lançamentos e novidades para esta edição, reforçando a Pig Fair como uma vitrine das principais inovações do mercado. Durante os três dias de evento, os congressistas poderão visitar os estandes, conhecer novas tecnologias, compartilhar experiências e ampliar o networking com profissionais de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.
SBSS
As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.
Tecnologias e negócios
Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.
O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.
Programação geral
• 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
• 17ª Brasil Sul Pig Fair
Terça-feira (11)
WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA
9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa
• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático
• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética
• Interações e associações de drogas antimicrobianas
Palestrante: Everson Zotti
9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico
• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?
• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)
• Aprendizado com falhas diagnósticas
Palestrante: Edison Magalhães
10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis
• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”
• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos
• O que realmente é necessário para resolver o problema
Palestrante: Augusto Heck
11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento
• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)
• Como monitorar a efetividade do tratamento
• Tecnologias para detecção precoce de falhas
Palestrante: Luiz Carlos Giongo
11h30 – Mesa Redonda
13h30 – Abertura da Programação Científica
Painel Produção – A BASE
13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade
Palestrante: Rafael Ulguim
14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)
Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann
14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)
Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa
15h25 às 15h55 – Mesa Redonda
16h00 às 16h30 – Coffee break
16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína
Palestrante: Luis Rua
17h10 às 17h30 – Perguntas
17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS
18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.
Palestrante: Marcos Jank
20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (12)
Painel Biovigilância – Gestão Integrada
08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação
Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila
08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos
Palestrante: Alisson Mezzalira
09h20 as 09h50 – Mesa Redonda
09h50 às 10h20: Coffee Break
Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades
10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão
Palestrante: Jose Soto
10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária
Palestrante: Andres Gomez
11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade
Palestrante: Ricardo Rauber
12h00 às 12h30 – Mesa Redonda
12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço
12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos
Painel Sanidade – Saúde Respiratória
14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação
Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske
15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel
Palestrantes: Luciano Brandalise
15h30 às 16h00: Coffee Break
16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle
Palestrante: Ricardo Yuti Nagae
16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura
Palestrante: Lederson Trindade de Lima
17h35 às 18h00 – Mesa Redonda
18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)
20h00: Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (13)
08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional
Palestrante: Bruno Silva
09h10 às 09h30 – Perguntas
9h30 às 10h00 – Coffee Break
Painel Pessoas – Gestão e Performance
10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados
Palestrante: Creici Lamonato
10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance
Palestrante: Rogério Facin
11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação
Palestrante: Anderson Queirós
11h45 às 12h15 – Mesa Redonda
12h15 – Sorteio de brindes e encerramento






