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Suínos / Peixes

PED já matou mais de 5 mil suínos no Japão

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Segundo o Ministério da Agricultura, a doença, conhecida por Diarreia Epidêmica Suína (PED, na sigla em inglês), começou a se propagar após um caso ter sido registrado em Okinawa em outubro do ano passado. Trata-se do primeiro registro da doença no Japão em sete anos, de acordo com a emissora pública NHK.
Segundo os dados divulgados pelo ministério, até a última segunda-feira, aproximadamente 32 mil porcos haviam sido infectados nas províncias de Okinawa, Kagoshima, Miyazaki e Ibaraki. Pelo menos 5 mil animais já morreram.
O vírus, que causa diarreia, vômitos severos e perda de apetite, é fatal apenas para suínos jovens (antes de completar um mês de nascido), e não representa ameaça à saúde humana ou à segurança dos alimentos, de acordo com o ministério.
Entretanto, se o vírus não for contido, os prejuízos recairão sobre os criadores, o que acarretará a alta nos preços da carne suína, que é amplamente consumida no país.
Para evitar a propagação da doença, o ministério pediu aos produtores de suínos para redobrar as práticas de segurança, incluindo desinfetar equipamentos, uniformes e, principalmente, os calçados de trabalhadores. Mas muitos dizem que a doença é difícil de evitar.
No dia 13 de janeiro, a Agência Estado noticiou que o mesmo vírus também tem perturbado a indústria dos Estados Unidos, impulsionando as cotações no mercado de US$ 9 bilhões de futuros de suínos e ameaçando elevar preços aos consumidores de alimentos. O vírus, que já se espalhou para propriedades de 22 Estados dos EUA, está diminuindo a oferta de carne suína e levando alguns traders e investidores a apostar que os preços dos suínos podem bater recordes este ano.
Ainda de acordo com a Agência Estado, esse vírus apareceu nos Estados Unidos pela primeira vez em abril do ano passado, onde já matou milhares de leitões desde então. A cepa que tem se propagado nos Estados Unidos é quase idêntica a uma versão que restringiu a produção de suínos na China, em 2012.

Fonte: Estadão

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Suínos / Peixes Suinocultura

Com margem esmagada pela alta dos custos, integrados querem melhor remuneração

Os insumos impactaram diretamente no custo de produção da atividade, pois na composição dos custos variáveis, a alimentação é o principal componente de custos na suinocultura

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O mês de agosto chega com a expectativa de que produtores de suínos com granjas localizadas no Oeste e Sudoeste do Paraná, que atuam no sistema de Integração, cheguem a um consenso em torno de um percentual de reajuste que leve em conta a alta nos custos de produção e o expressivo aumento dos gastos com mão de obra, manutenção, despesas administrativas, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e transporte, além dos investimentos feitos pelos produtores para atender ao Bem-Estar Animal e à Biosseguridade nas granjas.

As lideranças dos produtores integrados seguem em negociação com a agroindústria  e esperam que evolua a discussão que se arrasta desde o ano passado, em torno da planilha de custos, e que uma nova rodada de negociações possa ser decisiva desta vez, após as reuniões agendadas para analisar a planilha de custos em busca de se definir um reajuste que leve em conta a elevação dos custos de produção, que está esmagando a margem e deixando os integrados preocupados com os rumos da atividade. Uma reunião nesse sentido já está marcada para o dia 12 de agosto, em Toledo.

No caso de Unidades de Produção de Leitões (UPLs) e das Unidades de Produção de Leitões Desmamados (UPDs), os produtores vêm tratado do assunto com mais intensidade desde novembro do ano passado, segundo o coordenador da Cadec dessas unidades, Miguel Thomas, ligada à uma das agroindústrias que atua nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná. “Não temos conseguido avançar na definição de uma recomposição de valores que atenda as necessidade dos produtores e que faça frente à essa elevação dos custos de produção, especialmente pela alta nos preços dos grãos que elevou os custos com ração, assim como do aumento dos demais custos variáveis desembolsados pelos produtores e que representam o maior impacto na formação dos custos. Além disso, é preciso que se analise com mais atenção os custos com a depreciação de equipamentos e edificações e, ainda, a remuneração do capital investido na atividade”, aponta o produtor, que representa o pensamento dos demais integrados dessas unidades.

Ainda de acordo com Miguel Thomas, os percentuais sinalizados pela agroindústria está bem aquém do que os produtores esperavam e longe de recompor as perdas das granjas. “Com a alta nos preços dos grãos, houve um desembolso maior para cobrir os gastos com insumos alimentares, e mesmo com reajuste nos preços recebidos pelos animais entregues, isso não tem sido suficiente para compensar os elevados custos de produção”, destaca Miguel Thomas. O fato foi apontado, inclusive, pelo levantamento do Sistema FAEP/SENAR-PR, divulgado em maio deste ano.

Os insumos impactaram diretamente no custo de produção da atividade, pois na composição dos custos variáveis, a alimentação é o principal componente de custos na suinocultura. No Sudoeste do Paraná, por exemplo, os gastos com ração representam mais de 60% na maioria das modalidades analisadas pelo levantamento do Sistema FAEP/SENAR-PR.

O presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Jacir Dariva, ele próprio um produtor integrado com granjas no Sudoeste, tem acompanhado de perto a discussão em torno dos custos de produção e a necessidade de se fixar uma recomposição que atenda às necessidades dos integrados. Dariva observa que “apesar desse quadro de coisas, tanto na suinocultura pelo sistema de integração, quanto no mercado independente, a cadeia se mantém otimista em relação aos próximos anos, diante do recente reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação e de Peste Suína Clássica (PSC) pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”. Para o presidente da APS, “o novo status sanitário do Paraná promete a abertura de novos mercados para o estado, que remuneram melhor pela carne suína que produzimos com base nas melhores condições de segurança alimentar e de biosseguridade. Isso sem contar que a Peste Suína Africana na China deve continuar repercutindo nas importações daquele país, que vão continuar aquecidas ainda por um bom tempo”, conclui Dariva.

O produtor Gilberto João Rossi, com granja produtora de leitões localizada em Sulina, destaca que “a renda do produtor está muito abaixo do custo de produção. Todos concordam que é preciso avançar em busca de um entendimento sobre os componentes dos custos efetivos ao produtor, e que a agroindústria precisa avaliar um percentual mais justo de reajuste”. Rossi é um dos que vem defendendo uma posição sobre a melhor remuneração dos produtores, e que se evolua para uma solução afim de contemplar os interesses dos integrados, sem prejudicar a indústria.

Já o suinocultor Reni Gerardi de Lima, também com granja no Sudoeste, destaca a preocupação geral dos produtores diante do elevado aumento dos custos de produção registrado nos últimos tempos. Cita que em determinados itens frequentemente consumidos nas granjas houve aumento de mais de 100% e em outros, até mesmo acima de 200%. “O custo de uma cela parideira, por exemplo, passou de R$ 2.600,00 para R$ 4.600,00. Mas a maior preocupação ainda é com a mão de obra nas granjas, cada vez mais escassa e muito cara. Em contrapartida, houve redução significativa na remuneração dos produtores, se comparado o rendimento por porca entre janeiro de 2020 e o período atual. Por isso, é preciso urgentemente um esforço em conjunto, da empresa e dos produtores, para que essa situação se defina o quanto antes”, ressalta Reni, que integra a Comissão Técnica da Suinocultura da FAEP.

Fonte: Assessoria/APS.
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Suínos / Peixes Sanidade Animal

Primeira ocorrência de PSA nas Américas acende alerta da suinocultura do Brasil

ABPA atualiza procedimentos de biosseguridade e reforça campanhas de prevenção

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Arquivo/OP Rural

A informação divulgada ontem (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e confirmada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) sobre a ocorrência de foco de Peste Suína Africana na República Dominicana disparou o alerta no setor produtivo de suínos do Brasil para a intensificação dos cuidados preventivos contra a enfermidade, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Conforme a entidade, os rígidos procedimentos de biosseguridade adotados pelo setor produtivo foram atualizados e divulgados aos associados pela diretoria técnica, com foco especial na movimentação de pessoas intrassetorial. A preocupação, agora, é com o reforço da exigência do cumprimento de quarentena para brasileiros e estrangeiros que atuam direta ou indiretamente no setor produtivo, e que estejam retornando ao Brasil.

Ao mesmo tempo, foi reforçada a campanha “Brasil Livre de PSA” (www.brasillivredepsa.com.br), iniciativa da associação focada especificamente nos suinocultores de todo o país. A campanha traz alertas contra a visitação nas granjas, e indica cuidados para minimizar as chances da circulação da enfermidade no País.

Em caráter emergencial, a entidade também convocou o Grupo Especial de Prevenção à Peste Suína Africana (GEPESA) – formado por técnicos e especialistas das organizações associadas – para a discussão de novas ações no âmbito privado, em suporte ao trabalho de defesa agropecuária desempenhado pelo Ministério da Agricultura.

“Imediatamente após a divulgação da notícia, estabelecemos contato com o MAPA e iniciamos tratativas para a composição de medidas preventivas em portos e aeroportos, além das granjas, que são os principais pontos de atenção. O trabalho segue evoluindo em linha com o que o ministério já tem executado com sucesso”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin, lembrando que o Brasil não registra focos de PSA desde 1984.

Fonte: Assessoria ABPA
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Suínos / Peixes Mercado

Piscicultura exporta 158% mais em junho e 83% no 2º trimestre; Paraná lidera

Considerando o 2º trimestre, avanço nas vendas internacionais foi de 83% em relação a igual período de 2020 e de 22% frente ao trimestre anterior

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Divulgação

As exportações brasileiras de peixes de cultivo, lideradas pela tilápia, cresceram 158% em junho em comparação ao mesmo mês do ano passado. Considerando o 2º trimestre (abril a junho), o avanço nas vendas internacionais foi de 83% em relação a igual período de 2020 e de 22% frente ao trimestre anterior. O faturamento nesse período atingiu US$ 3,9 milhões. O Paraná superou Mato Grosso do Sul e assumiu a liderança nas exportações de tilápia. Santa Catarina vem em terceiro lugar e a Bahia em quarto. Entre os clientes da tilápia brasileira, os Estados Unidos lideram, seguido por China e Chile.

Os dados são do Ministério da Economia, elaborados pela Embrapa Pesca e Aquicultura. A divulgação é feita em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

O resultado acumulado do 1º semestre também é expressivo. No total, foram US$ 7,2 milhões em receita, com aumento de 35% sobre janeiro a junho de 2020. Destaque para produtos de tilápia, especialmente filé fresco e congelado, que representaram 84% das vendas internacionais. Estados Unidos (45%), China (13%), Chile (13%) e Colômbia (12%) foram os maiores compradores dos peixes brasileiros.

Em termos de produtos de tilápia, o filé fresco apresentou maior volume (US$ 927 mil), porém com queda em comparação ao semestre anterior (-15%). As exportações de filé de tilápia congelado aumentaram 305% no semestre, atingindo US$ 395 mil. Destacam-se também o forte crescimento das exportações de tilápia inteira fresca (402%) e congelada (232%).

“Trata-se de um resultado muito positivo”, diz Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR. “Se levarmos em consideração a pandemia e as restrições indevidas de entrada de nossos peixes de cultivo na União Europeia, o desempenho das exportações é satisfatório, pois mostra as empresas brasileiras atentas não apenas ao abastecimento do mercado doméstico mas também ao comércio global, buscando certificações internacionais, além da utilização de drawback e nossa parceria internacional com a Apex-Brasil”, assinala Medeiros, destacando as intensas negociações da Peixe BR com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para buscar a liberação das vendas para os países da UE, interrompidas devido a uma restrição à pesca extrativa, que impacta a piscicultura.

Fonte: Assessoria
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Simp. Brasil Sul de Suínos 2021

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