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Pecuaristas familiares recebem material genético para melhoramento dos rebanhos

Iniciativa faz parte do projeto “Qualidade e Excelência em Genética Bovina Taurina para a Agricultura Familiar (Qualigen)”.

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Foto: Fernando Goss

Pecuaristas familiares de Caçapava do Sul (RS) receberam ontem, na Embrapa Pecuária Sul, doses de sêmen de touros com genética superior comprovada por avaliações genéticas realizadas pela Embrapa Pecuária Sul, os kits para a inseminação artificial em tempo Fixo (IATF). A iniciativa faz parte do projeto “Qualidade e Excelência em Genética Bovina Taurina para a Agricultura Familiar (Qualigen)”, uma parceria entre a Embrapa Pecuária Sul, a Federação dos Trabalhadores Rurais do RS (Fetag-RS) e os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais dos municípios de Caçapava do Sul (RS) e Pinheiro Machado (RS).

No total, foram entregues 80 doses de sêmen de touros das raças Angus, Brangus e Braford, testados e classificados como elite em provas de desempenho realizadas pela Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS). O material foi entregue para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caçapava do Sul, Ademar Luis Vargas e pelo produtor Lasier Garcia, que também receberam 50 kits para a realização dos protocolos de inseminação artificial, como hormônios, sincronizadores de cio, entre outros produtos.

Segundo a coordenadora do projeto, a pesquisadora Vivian Dagnesi Timpani, da Embrapa Pecuária Sul, o objetivo da iniciativa é justamente disponibilizar aos produtores familiares material genético de reprodutores de raças taurinas com genética superior. O sêmen que está sendo utilizado é proveniente de touros que se destacaram em provas de desempenho (Prova de Avaliação a Campo – PAC e Prova de Eficiência Alimentar – PEA) realizadas pela Embrapa Pecuária Sul nas raças Angus, Brangus, Hereford, Braford e Charolês. “O projeto ainda tem como objetivo incentivar a utilização de ferramentas reprodutivas como Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF)”, complementa Vivian.

Para o produtor Lasier Garcia, que será um dos beneficiários desse projeto-piloto, a iniciativa é extremamente importante para o desenvolvimento de pecuaristas familiares, permitindo um avanço genético nos rebanhos e também aumentar a rentabilidade com a atividade. “Além disso, é uma oportunidade para dominarmos técnicas como a IATF, uma vez que para o pecuarista familiar é inviável manter touros com boa genética na sua propriedade”, destacou. Na propriedade de Garcia também será instalada uma das Unidades de Aprendizado Coletivo, da Rede de Pecuária Familiar Agroecológica do Rio Grande do Sul.

O Qualigen agrega mais uma frente nos esforços para a melhoria da pecuária do RS como parte da iniciativa da Embrapa Pecuária Sul e a Fetag/RS que criaram, em 2023, a Rede de Pecuária Familiar Agroecológica do Rio Grande do Sul. Esse trabalho tem como objetivos principais a qualificação dos produtores e de técnicos de extensão e assistência técnica, o aporte de tecnologias e a construção coletiva de conhecimento, tendo como base a sustentabilidade econômica social e ambiental dos sistemas de produção desses pecuaristas.

Fonte: Assessoria Embrapa

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Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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