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Pecuaristas do Marrocos buscam gado vivo no Brasil

País precisa ampliar compras do produto no mercado internacional. Federação se reúne com potenciais parceiros comerciais em busca também de carne de gado congelada.

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Foto: Shutterstock

Pecuaristas marroquinos visitaram produtores de carne nesta semana em busca de parceiros comerciais brasileiros. Em reunião realizada na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo, os integrantes da Federação Marroquina de Operadores do Setor Pecuário apresentaram os desafios que o setor tem enfrentado para abastecer o mercado local com gado vivo e carne congelada, como o alto custo e a necessidade de usar intermediários nas negociações.

Presidente da Federação, Mohamed Jabli afirmou que a comitiva de sete representantes da instituição visita frequentemente potenciais parceiros para seus negócios. Decidiram vir ao Brasil porque o País é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de cabeças de gado e carne, com produtos de qualidade e capaz de atender às suas demandas.

Eles participaram de reuniões com empresas do interior de São Paulo, em cidades como Presidente Prudente e Barretos. Com uma das companhias, disse Jabli à ANBA, um negócio poderá ser concretizado já no começo da próxima semana.

Do encontro participaram o vice-presidente de Relações Internacionais e secretário-geral da Câmara Árabe, Mohamad Mourad, a diretora de Relações Institucionais, Fernanda Baltazar, e o diretor Arthur Jafet. Os empresários afirmaram que a Federação foi fundada há dois anos e meio para dialogar com o governo e apresentar os desafios que o setor enfrenta.

Entre eles, a necessidade de buscar carne de gado e gado vivo no mercado internacional desde que uma seca atingiu o país há sete anos. Desde então, os pecuaristas marroquinos passaram a comprar gado vivo de países europeus, como Portugal e Espanha. Custos altos e dificuldades dos próprios fornecedores em abastecer o mercado local levaram os importadores a buscarem alternativas: Austrália, Argentina, Uruguai e Brasil foram alguns dos países avaliados pela Federação, que vê no Brasil um parceiro em potencial também em razão dos preços competitivos.

Parceria comercial entre Brasil e Marrocos

“Hoje, importamos tendo um intermediário entre o vendedor e nós, compradores. Queremos fazer negócios diretamente, sem o intermediário. E queremos ter a confiança das empresas exportadoras para concretizar os negócios”, disse Jabli durante o encontro com a Câmara Árabe.

Mourad à (dir.) e Jabli: convite para uma nova visita ao Brasil – Fotos: Marcos Carrieri/ANBA

Mourad e Baltazar disseram que a instituição realizou, recentemente, uma viagem ao estado do Pará, no Norte do Brasil, e segundo maior produtor de gado vivo no País, que já tem Egito e Omã como destino das suas exportações do produto. “O Marrocos fica mais perto do Pará do que esses países”, disse Mourad citando um benefício do qual o os marroquinos podem desfrutar.

Baltazar apresentou as atividades que a Câmara Árabe desempenha na relação entre Brasil e Marrocos e disse que, possivelmente em setembro, uma missão de empresários marroquinos visitará o Brasil. Mourad sugeriu que essa pode ser a ocasião para os pecuaristas conhecerem mais empresas no País e visitarem os produtores do Pará.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), organizados pelo departamento de Inteligência de Mercado da Câmara Árabe apresentados na reunião, mostram que o Brasil exportou US$ 1,395 bilhão ao Marrocos em 2024, em alta de 12,7% sobre 2023, sobretudo em açúcar, cereais e gado vido. O Marrocos, por sua vez, exportou US$ 1,387 bilhão, em queda de 1,7% na mesma comparação, principalmente me fertilizantes, produtos químicos e roupas.

Fonte: ANBA

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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026

Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

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Foto: Fernando Kluwe Dias

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E.  Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.

Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.

Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.

Fonte: Assessoria Fundesa-RS
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça

Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

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Fotos: Divulgação/CooperAliança

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.

Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.

Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.

Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”

Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”

Fonte: Assessoria CooperAliança
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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina

Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

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Foto: Divulgação/Angus

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Foto: Shutterstock

A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.

Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.

Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

Foto: Shutterstock

alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados.  “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o  gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.

Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.

Fonte: Assessoria Minerva Foods
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