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Pecuarista tem média de 59% em rendimento de carcaça

Receita vem de Cascavel, no Paraná, da fazenda de Piotre Laginski: “Têm animais que já atingiram até 67% de rendimento de carcaça. Hoje nossa média é de 59%”, revela o produtor

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A grosso modo, metade do peso de um boi abatido vira carne e a outra metade vira subprodutos. É o que se conhece por rendimento de carcaça. De maneira simplificada, conforme a Scot Consultoria, “a carcaça é composta pelo bovino abatido, sem cabeça, cauda, mocotós e couro”. “Diante disso, o rendimento é definido como a relação entre o peso da carcaça e o peso vivo do bovino abatido”. Quando esse rendimento começa a aumentar para 53-54%, os pecuaristas se sobressaem à média nacional e faturam mais com a venda para os frigoríficos. Mas tem gente que hoje já está atingindo mais de 60% de rendimento, um índice mais que invejável.

A receita vem de Cascavel, no Paraná, da fazenda de Piotre Laginski. “Têm animais que já atingiram até 67% de rendimento de carcaça. Hoje nossa média é de 59%”, revela o produtor. Para alcançar tamanha eficiência, o pecuarista apostou em recria a pasto e engorda em confinamento do Canchim, uma raça sintética produzida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que leva em seu DNA 5/8 de sangue do Charolês e 3/8 do Nelore.

Laginski explica que apostou no sistema há cerca de três anos por perceber que em uma pequena parcela da fazenda, poderia faturar mais em relação ao cultivo exclusivo de grãos. “No começo a gente acreditava, e agora confirmamos, que a pecuária nesse sistema de confinamento poderia ser mais rentável do que os grãos. É mais rentável por área”, comenta.

O pecuarista comenta que o segredo do sucesso começou com a escolha da raça. “Nós queríamos um animal que se adaptasse à região. Pesquisamos, fizemos vários testes, com várias cruzas, até chegar ao Canchim. É um animal de grande rusticidade e alta eficiência em ganho de peso. O seu desempenho é superior a outras raças, e ele se adaptou muito bem ao clima e ao solo da nossa região”, comenta. Outras características positivas da raça também incentivaram Laginski a optar pela raça. “A mãe produz muito leite, tem uma excelente habilidade materna, é muito dócil”, pontua. “É uma raça de fácil manejo”, amplia.

No começo, explica, eram 285 matrizes, mas os planos são ampliar a atividade. “Hoje já são 365 matrizes, mas queremos aumentar para 450 no ano que vem e chegar a 600 em 2019”, diz o produtor paranaense. “Queremos diminuir a compra de bezerros”, justifica.

As crias acompanham as matrizes a pasto até os sete meses, quando são confinadas para engorda. O produtor destaca, porém, que esses primeiros sete meses são fundamentais para o desenvolvimento na fase seguinte. “O animal precisa ganhar peso nesses sete meses que fica pastoreando, por isso cuidamos muito do manejo de pastagens”, destaca. O principal alimento na fazenda é a aveia, bastante adaptada à região.

Confinamento

Confinado, o Canchim começa a mostrar seu valor. Em um tempo relativamente curto, atinge os 550 quilos e está pronto para o abate. O nutricionista Paulo Bernardo Warken explica que o controle da dieta é fundamental para que Lagisnki atija tais níveis de rendimento. “É preciso muita dedicação, mas especialmente controle das dietas. Só uma dieta adequada vai refletir em desempenho”, aponta. A alimentação com silagem, grão úmido, farelo de soja e núcleo mineral proteico é rica em massa e grãos, comenta Laginski.

Uma das vantagens do Canchim, no modelo de confinamento, assegura o jovem produtor, é que ele atinge peso de abate em menos tempo. “É mais rentável porque atinge o peso cerca de 550-600 quilos em 16 meses. É um tempo relativamente bom, mas nosso objetivo é mais arrojado. Em dois anos, queremos estar abatendo os animais com 14 meses”, conta o produtor rural.

De acordo com o nutricionista Paulo Warken, o animal atinge esse peso nesse tempo porque tem bom desempenho especialmente na largura de garupa e de quartos traseiros.

Cooperativa e Grãos

Laginski faz parte de uma cooperativa que auxilia na venda, garantindo, de acordo com ele, “R$ 13 a mais por arroba”. “Não fosse a cooperativa não seria tão bom. Na verdade seria um desastre”, aposta. De acordo com ele, o associativismo permite o acesso a mais mercados e barganha melhores preços para os produtores.

Apesar de dedicar os maiores esforços à atividade, Piotre quer encontrar um número ideal para trabalhar com pecuária e agricultura. “Queremos chegar a 70% da área com agricultura e 30% com pecuária. Isso é o ideal para nós”, comenta. As três fazendas – o Canchim fica em apenas uma – juntas somam 648 alqueires, incluindo áreas preservadas. Em uma segunda fazenda, o produtor cria a raça Purunã. Em novembro, de acordo com Piotre, a carne passa a integrar o cardápio da rede de restaurantes Madero, que tem a carne de qualidade como principal destaque.

Genética

Os bovinos que se sobressaem aos demais, explica o produtor paranaense, são encaminhados para a comercialização. “Estamos investindo para vender genética também. Os melhores animais são separados. A maior parte vai para o abate, mas também trabalhamos com genética, tanto do Canchim quanto do Purunã”, articula.

Em sua visão, Laginski aponta em um ano bom para os negócios. Estamos nos estruturando bem e acredito que vamos começar a colher mais os frutos em 2018. Estamos motivados”, acentua. “Tivemos uma mudança de pensamento, visando obter maior produtividade por área, e estamos tendo um ótimo desempenho. O ano que vem vai ser excelente”, assinala o pecuarista.

Mais informações você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de novembro/dezembro de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações

Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

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Foto: Ana Maio

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.

As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso

Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.

Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.

Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA Agro
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais

Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

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Foto: Carlos Eduardo Santos

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.

O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.

O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.

A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.

O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira

Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

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Foto: Julio Palhares

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.

O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.

De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.

A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.

O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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