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Pecuária zebuína foi destaque durante Show Rural Coopavel

Evento realizado no Oeste do Paraná registrou mais de 384 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 5 bilhões em negócios.

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Foto: Divulgação

Realizado entre os dias 05 a 10 de fevereiro, o Show Rural Coopavel movimentou o setor da agropecuária nacional. Uma das maiores feiras do país, o evento, promovido em Cascavel (PR), registrou um número recorde de visitantes e se consolidou como uma das principais atrações do calendário anual da pecuária zebuína, contando com o apoio e participação da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu).

A associação participa do Show Rural desde 2016, ano em que o evento passou a contar com a presença de bovinos. Desde então, as raças zebuínas vêm sendo destaque na programação. “A ABCZ é uma parceira do Show Rural Coopavel, apoiando seus associados a participarem com seus animais e estando presente com um estande desde 2016. A diretoria da Coopavel sempre visualizou a importância da pecuária zebuína e do mercado internacional de exportação de carne oriunda do Paraná”, comenta o gerente de Melhoramento Genético da ABCZ, Lauro Fraga Almeida.

Também participaram do evento o diretor de Relações Públicas da ABCZ, Márcio Diniz Júnior, e o diretor do Pró-Genética, Torres Lincoln. “Visitamos o pavilhão onde foi realizada a Feira de Touros do Pró-Genética e ficamos entusiasmados ao ver o grande interesse dos produtores pela genética zebuína. A demanda tem sido crescente, justamente pela contribuição que estes animais estão proporcionando aos criadores, incrementando a produção de carne e leite nas fazendas, gerando maior rentabilidade aos envolvidos”, ressalta Torres Lincoln.

Já para Márcio Diniz, a feira também se destacou pela quantidade de visitas realizadas ao estande da ABCZ no recinto do evento. “O Show Rural é uma feira que vem melhorando ao longo dos anos – especialmente, no que diz respeito à tecnologia e ao avanço da modernização. A pecuária ficará cada vez mais forte no evento, com muitas oportunidades para conversar com sócios e produtores”, diz.

A adaptabilidade das raças zebuínas ao clima brasileiro e a resistência destes animais a parasitas, bem como a possibilidade de produzir carne e leite de forma sustentável são alguns dos fatores que atraem cada vez mais produtores a ingressar na pecuária zebuína. Nesta edição do Show Rural Coopavel, 53 exemplares com genética de Zebu passaram pela feira, somando animais das raças Nelore, Nelore Mocho, Nelore Pintado e Tabapuã.

Um dos criadores que levaram seus animais para a feira foi Geraldo Fontanella Júnior, da Fazenda Campo Novo, em Quedas do Iguaçu (PR). Criador de Tabapuã, Geraldo comemorou o sucesso da participação no Show Rural.

“A feira foi espetacular. Conseguimos uma ótima comercialização e consideramos o Show Rural uma excelente vitrine para a pecuária zebuína. Foi um privilégio participar e representar a ABCZ nesse grandioso evento”, conta.

O Show Rural também se apresenta como uma oportunidade para promover trocas de experiência com outros pecuaristas. É o que diz Fernando Sartor, criador de Tabapuã da Fazenda Sartor, da região de Cascavel. “As vendas foram ótimas e fizemos muitos novos contatos com outros produtores. O Show Rural é um grande parceiro da pecuária e nos permite trocar informações e divulgar a nossa marca com outros criadores”, afirma.

Já o criador de Nelore Ricardo Pulzatto, da Fazenda Santa Fé, localizada no município de Santa Fé (PR), esteve na feira como visitante e representando a ABCZ como conselheiro. Para ele, um dos atrativos do Show Rural é a oportunidade de se atualizar sobre o setor agropecuário. “Foi um grande sucesso. Participar destes eventos é uma maneira de se atualizar sobre a produção de novas variedades de soja e milho, por exemplo. Pude conhecer as novidades da Embrapa no que diz respeito às pastagens e encontrar novas formas de trabalhar”, destaca Ricardo.

Por fim, a Diretoria da ABCZ também comemora o sucesso do Show Rural, ressaltando a feira como um marco da pecuária zebuína e como uma vitrine para a importância do trabalho realizado no campo, por pecuaristas de pequeno e grande porte, em todas as regiões do Brasil.

“Eventos como o Show Rural Coopavel demonstram o real impacto da produção de leite e carne de qualidade a partir das raças zebuínas, contribuindo para levar alimentos para a mesa dos brasileiros e de famílias ao redor do mundo. Para nós, é uma grande alegria assistir ao crescimento da feira, ano após ano, e esperamos continuar participando e contribuindo para essa evolução”, avalia o presidente da ABCZ, Gabriel Garcia Cid.

Fonte: Assessoria

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A verdade é aliada do agronegócio

A desinformação, ao se propagar, compromete o diálogo social e mina a confiança entre o campo e a cidade.

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Foto: Shutterstock

A circulação acelerada de informações, potencializada pelo ambiente digital, impôs à sociedade contemporânea um desafio que extrapola o campo da tecnologia e alcança a esfera ética, econômica e institucional: o combate sistemático à desinformação. No caso do agronegócio brasileiro, setor estratégico para a segurança alimentar, para a geração de empregos e para o equilíbrio da balança comercial, as notícias falsas produzem efeitos particularmente nocivos, pois distorcem percepções, fragilizam reputações e comprometem decisões públicas e privadas baseadas em dados equivocados.

As entidades de representação e defesa do setor primário da economia (como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e todas as Federações estaduais) vêm alertando sobre a transmissão intencional de mentiras na forma de narrativas simplificadoras e frequentemente ideologizadas, disseminadas com o objetivo de desqualificar a produção agropecuária nacional.

Artigo escrito por José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

Atribui-se ao campo, de forma leviana, a responsabilidade exclusiva por problemas complexos, como mudanças climáticas, insegurança alimentar ou crises ambientais, ignorando-se deliberadamente o arcabouço legal, científico e tecnológico que orienta a atividade rural no Brasil. Afirmações como a suposta inexistência de controle sobre o uso da água na irrigação, a ideia de que a produção de grãos avança indiscriminadamente sobre áreas protegidas ou a falsa noção de que a pecuária brasileira opera à margem de qualquer critério de bem-estar animal são exemplos de construções retóricas que não resistem à uma análise minimamente fundamentada.

A desinformação, ao se propagar, compromete o diálogo social e mina a confiança entre o campo e a cidade. O produtor rural passa a ser visto como antagonista do interesse coletivo, quando, na realidade, é protagonista de avanços relevantes em produtividade sustentável, rastreabilidade, inovação genética, agricultura de precisão e adoção de práticas conservacionistas. Esse descompasso entre percepção e realidade gera prejuízos concretos, desde restrições comerciais baseadas em argumentos infundados até a formulação de políticas públicas dissociadas da realidade produtiva.

Combater as notícias falsas não significa negar a necessidade de aperfeiçoamentos contínuos ou de fiscalização rigorosa. Ao contrário, pressupõe transparência, acesso à informação qualificada e valorização do conhecimento técnico-científico. Exige, sobretudo, o fortalecimento do pensamento crítico, da educação midiática e da responsabilidade na produção e no compartilhamento de conteúdos. Instituições representativas, imprensa profissional, comunidade acadêmica e sociedade civil têm papel complementar nesse processo.

A Faesc utiliza todos os seus canais de comunicação para levar cotidianamente à sociedade informações verdadeiras, verificáveis e confiáveis sobre tudo o que envolve o universo rural, mas o enfrentamento da desinformação sobre o agronegócio é uma tarefa permanente, que demanda compromisso com os fatos, respeito à ciência e disposição para o diálogo. Defender a verdade sobre o campo brasileiro é defender o desenvolvimento sustentável, a soberania alimentar e o futuro de milhões de famílias que produzem com responsabilidade, sob uma das legislações ambientais mais exigentes do mundo. Trata-se de um dever institucional e cívico que não pode ser relativizado.

Fonte: Artigo escrito por José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)
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Mudanças climáticas lideram lista de preocupações no campo paranaense

Levantamento apresentado no Show Rural Coopavel indica que 91% temem impactos climáticos e 40% citam pragas e despesas como entraves à rentabilidade.

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Foto: Divulgação/Embrapa Soja

Os produtores rurais do Paraná iniciam 2025 sob forte atenção aos impactos climáticos e à sustentabilidade econômica do negócio. Dados da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, com recorte exclusivo de 2025, apresentados durante o Fórum ABMRA de Comunicação, realizado no Show Rural Coopavel, nesta quarta-feira, 11, mostram que 91% dos agricultores do estado acreditam que as mudanças no clima causarão algum tipo de impacto em suas propriedades nos próximos anos. A radiografia é maior do que a média nacional, que chega a 86% de preocupação pelos produtores rurais.

O levantamento também revela quais são os desafios do produtor paranaense, colocando o clima como o principal, citado por 67% dos entrevistados. Na sequência estão pragas e doenças e custos de produção com 40% em ambos os cenários.

Fórum ABMRA de Comunicação apresentou dados inéditos do perfil do produtor rural paranaense – Foto: Divulgação

Para o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, o retrato apresentado pela pesquisa é estratégico para o mercado. “Esses dados são fundamentais para que as empresas deixem de falar com um produtor genérico e passem a se comunicar com o produtor real de 2025, o qual é mais qualificado, mais pressionado pelo clima e pelos custos e muito mais atento à comercialização. Quando entendemos exatamente quais são suas prioridades e desafios, conseguimos construir estratégias de comunicação mais assertivas, com mensagens relevantes, escolha adequada de canais e abordagens que realmente dialoguem com a tomada de decisão no campo”, afirma.

O perfil do produtor rural no estado apresenta uma característica de maturidade de idade com média de 47 anos. Em termos de escolaridade, 35% concluíram o ensino médio e 10% possuem ensino superior completo.

A tradição familiar permanece como principal motivador para atuar no agro, mencionada por 53% dos entrevistados, enquanto 46% destacam o conhecimento adquirido no setor.

Fonte: Assessoria ABMRA
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Exportações aos EUA recuam pelo sexto mês seguido e déficit triplica em janeiro

Vendas ao mercado americano somam US$ 2,4 bilhões, com queda de 25,5% pressionada por tarifas e retração do petróleo no início de 2026.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

As exportações brasileiras para os Estados Unidos iniciaram 2026 em retração. Segundo o Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborado pela Amcham Brasil, as vendas ao mercado americano somaram US$ 2,4 bilhões em janeiro, queda de 25,5% na comparação anual e o sexto recuo consecutivo.

As importações brasileiras de produtos norte-americanos também diminuíram, com baixa de 10,9% no mesmo período. Como a contração das exportações foi mais intensa, o déficit comercial brasileiro na relação bilateral alcançou cerca de US$ 0,7 bilhão — mais que o triplo do registrado em janeiro de 2025.

Tarifas e petróleo pressionam a balança

O desempenho negativo foi puxado principalmente pelos óleos brutos de petróleo, cuja receita caiu 39,1% em relação a janeiro do ano anterior. Produtos sujeitos a tarifas adicionais registraram retração média de 26,7%, com destaque para os bens enquadrados na Seção 232, que recuaram 38,3%.

Entre os itens com maior impacto negativo estão semiacabados de ferro ou aço, sucos, elementos químicos inorgânicos e combustíveis derivados de petróleo.

“O início de 2026 segue marcado por pressões relevantes sobre o comércio bilateral. A combinação entre a queda das exportações brasileiras e a manutenção de tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem aprofundado o desequilíbrio na balança comercial entre Brasil e Estados Unidos”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Produtos sobretaxados ampliam retração

A análise do conjunto de bens afetados por tarifas adicionais indica que a queda foi superior à média geral. Produtos sujeitos a sobretaxas de 40% e 50% registraram retração expressiva, assim como itens vinculados à Seção 232, especialmente cobre e produtos siderúrgicos.

O movimento reforça a tendência observada nos meses anteriores, com manutenção de barreiras tarifárias pressionando o fluxo bilateral.

Resiliência parcial na pauta exportadora

Apesar do cenário adverso, parte da pauta exportadora apresentou desempenho relativamente mais robusto. Entre os dez principais produtos enviados aos Estados Unidos em janeiro, seis tiveram desempenho melhor do que as exportações brasileiras para o restante do mundo. É o caso de café não torrado, carne bovina, aeronaves, celulose e equipamentos de engenharia.

Em contrapartida, produtos que perderam espaço no mercado americano mostraram desempenho superior quando destinados a outros países, sinalizando reorientação geográfica das vendas externas.

Mesmo com o aumento do déficit global dos Estados Unidos no comércio de bens, o Brasil segue entre os poucos países com os quais os norte-americanos mantêm superávit comercial relevante. “Avançar no diálogo econômico de alto nível é essencial para restaurar previsibilidade, reduzir barreiras e criar condições para a retomada do fluxo comercial ao longo de 2026”, conclui Abrão Neto.

Fonte: O Presente Rural
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