Bovinos / Grãos / Máquinas
Pecuária será um dos destaques do Show Rural Coopavel 2025
Salão Tecnológico da Pecuária foi pensado para ampliar a conexão entre a Coopavel e os produtores associados, apresentando soluções integradas que abrangem todas as etapas da produção.

A pecuária será uma das atrações do 37º Show Rural Coopavel, que acontece de 10 a 14 de fevereiro no Parque Tecnológico da cooperativa, em Cascavel, Oeste do Paraná. O evento, reconhecido por promover inovação e tecnologia para o agronegócio, contará com o Salão Tecnológico da Pecuária, espaço que reforça a presença da Coopavel no cotidiano dos seus cooperados integrados aos segmentos de produção de carne e leite.

Fotos: Divulgação/Coopavel
A zootecnista e coordenadora Josiane Mangoni destaca que o salão foi pensado para ampliar a conexão entre a Coopavel e os produtores associados, apresentando soluções integradas que abrangem todas as etapas da produção pecuária. “Queremos que o visitante se sinta em casa, porque esse espaço é dele. É aqui que ele pode conhecer todas as áreas da Coopavel, desde a fábrica de rações até o frigorífico, e ter acesso às grandes promoções do Show Rural”, ressalta Josiane.
O Pavilhão Tecnológico da Pecuária também abrigará setores estratégicos da cooperativa, como a Credicoopavel, a fábrica de fertilizantes, a indústria de saneantes Coopclean e a área de degustação de carnes. Segundo a coordenadora, o objetivo é evidenciar como a Coopavel está presente em cada fase da produção, ao lado do seu cooperado. “Estamos na vida do produtor desde o plantio dos grãos para a produção de rações, passando pela alimentação dos animais até a sanitização das propriedades e o cuidado com as finanças. Esse ciclo fortalece a cadeia produtiva e garante resultados melhores”.
Exposição e venda de animais
Para a edição de 2025, a Coopavel prepara novidades na área de rações, com lançamentos de produtos que prometem otimizar a produção pecuária. “Estamos sempre inovando para agregar valor ao dia a dia dos nossos cooperados”, complementa Josiane.
Haverá também exposição de animais em estrutura própria ao lado do salão tecnológico, com a participação de inúmeras associações de criadores. Em outro ambiente haverá comercialização de animais direto do criador ao comprador.

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O que mudou na pecuária de Mato Grosso para 45% dos bovinos serem abatidos com até 24 meses
Participação de animais jovens no abate atingiu o maior nível da série histórica, enquanto caiu a presença de bovinos acima de 36 meses, reflexo dos investimentos em genética, nutrição e manejo.

A pecuária de corte de Mato Grosso passou por uma mudança significativa no perfil dos animais enviados aos frigoríficos. No primeiro semestre de 2026, 45% dos bovinos abatidos no Estado tinham até 24 meses de idade, o maior percentual registrado desde o início da série histórica, em 2006.

Foto: Divulgação
Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram uma redução expressiva no tempo necessário para os animais atingirem condições de abate. Há duas décadas, em 2006, apenas 2% dos bovinos abatidos no Estado tinham menos de dois anos. No mesmo período, a participação dos animais com mais de 36 meses caiu de 65% para 22%.
A mudança está relacionada ao avanço de tecnologias aplicadas dentro das propriedades, com maior adoção de melhoramento genético, estratégias nutricionais, manejo de pastagens e ferramentas de gestão da produção. Com ciclos mais curtos, os pecuaristas conseguem aumentar o giro do capital investido e produzir mais carne utilizando a mesma área.

Foto: Fernando Dias
Segundo o diretor de projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a redução da idade de abate é um dos principais indicadores da evolução da pecuária estadual. “A redução da idade de abate é um dos principais indicadores da evolução da pecuária mato-grossense. Ela mostra que o produtor investiu em tecnologia, melhoramento genético, manejo e nutrição para produzir mais carne em menos tempo”, avalia.
Mais animais jovens no frigorífico
A mudança no perfil dos bovinos também acompanha o desempenho da produção em Mato Grosso. No primeiro semestre de 2026, o Estado registrou o abate de 3,65 milhões de animais, aumento de 3,58% em relação ao mesmo período de 2025.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelos machos, cujo volume de abate aumentou 13,05%. Já o envio de

Foto: Shutterstock
fêmeas aos frigoríficos caiu 4,26%, movimento associado à retenção de matrizes por parte dos pecuaristas para ampliar os rebanhos.
Além do impacto econômico, o abate de animais mais jovens também é apontado como um indicador de eficiência produtiva. Um ciclo mais curto reduz o tempo de permanência do bovino na propriedade, melhora o aproveitamento dos recursos disponíveis e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa por quilo de carne produzida. “Além dos ganhos econômicos, especialistas apontam que animais abatidos mais jovens também contribuem para uma pecuária mais sustentável. Com um ciclo produtivo mais curto, o bovino permanece menos tempo na propriedade, utiliza os recursos naturais de forma mais eficiente e reduz a emissão de gases de efeito estufa por quilograma de carne produzida, indicador cada vez mais valorizado pelos mercados internacionais”, destaca Bruno de Jesus Andrade.
A mudança observada em Mato Grosso reflete uma estratégia de intensificação da produção, com foco em elevar a produtividade por animal e por área, mantendo a competitividade da carne produzida no Estado nos mercados interno e externo.
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Ministério da Agricultura desmente nova tarifa chinesa sobre carne bovina brasileira
Sobretaxa de 55% só será aplicada a volumes que ultrapassarem a cota de importação definida pela China.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que é falsa a informação de que a China teria criado, neste mês, uma nova taxação sobre as importações brasileiras de carnes. A pasta esclareceu que a tarifa adicional de 55% anunciada pelo governo chinês no fim do ano passado está vinculada a uma medida de salvaguarda aplicada a todos os países exportadores e só incide sobre volumes que ultrapassarem as cotas estabelecidas.

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No caso brasileiro, a cota definida pela China é de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina, a maior entre os países fornecedores. Dentro desse limite, permanece vigente a tarifa de importação de 12%, aplicada também às cotas destinadas aos demais exportadores.
Segundo a atualização mais recente do Ministério do Comércio da China (MOFCOM), o Brasil utilizou 80% da cota destinada ao país. Dessa forma, a sobretaxa de 55% ainda não se aplica às exportações

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brasileiras, pois o volume embarcado permanece dentro do limite estabelecido.
A medida chinesa faz parte de um mecanismo de salvaguarda para controlar o aumento das importações de carne bovina. A regra prevê a cobrança adicional apenas sobre o volume que exceder a cota anual definida para cada país exportador.
O Mapa reforçou que publicações que circulam nas redes sociais apresentam a informação de forma incorreta ao indicar uma nova tarifa específica contra a carne brasileira. Segundo o ministério, não houve alteração recente nas condições de acesso da carne bovina do Brasil ao mercado chinês.
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Mapa da brucelose no Brasil revela avanços e desafios
Santa Catarina é o único estado classificado como de menor risco, enquanto diferenças regionais mantêm a doença sob vigilância da pecuária brasileira.

A brucelose ainda apresenta comportamentos distintos entre os estados brasileiros, apesar dos avanços registrados nos programas oficiais de controle. Enquanto Santa Catarina alcançou a menor classificação de risco para a doença, com prevalência de apenas 0,9% de focos, outras regiões ainda enfrentam índices mais elevados, mantendo a enfermidade entre as principais preocupações da defesa sanitária nacional.

Foto: Fernando Dias
Os dados fazem parte da atualização do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em outubro de 2025. A classificação considera a prevalência de focos da doença e a efetividade das ações de vigilância e controle adotadas pelos estados.
A diferença entre os resultados evidencia que, embora o país tenha avançado no enfrentamento da doença, ainda há desafios relacionados à vacinação, aos sistemas de produção, à estrutura dos serviços veterinários e à velocidade na identificação de novos casos.
Causada por bactérias do gênero Brucella, a brucelose afeta principalmente bovinos e bubalinos. A enfermidade provoca abortamentos, infertilidade, nascimento de animais debilitados, redução das taxas de prenhez, descarte precoce de matrizes e perdas de produtividade, comprometendo a rentabilidade das propriedades. Além dos impactos econômicos, trata-se de uma zoonose, com potencial de transmissão aos seres humanos.
Diferenças regionais desafiam o controle da doença
Para a mestre em Agronomia Tatiani Janegitz, os números do PNCEBT mostram que o controle da enfermidade

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ainda depende de estratégias adaptadas à realidade de cada estado. “Embora o Brasil tenha avançado nos programas de controle da brucelose, os dados mostram que a doença ainda apresenta comportamentos distintos entre os estados. Por isso, é cada vez mais importante investir em diagnósticos mais rápidos e precisos, capazes de apoiar decisões sanitárias em tempo oportuno e reduzir a circulação do agente nos rebanhos”, afirma.
Segundo a especialista, a rapidez na confirmação dos casos é um dos fatores mais importantes para conter a disseminação da bactéria. Quanto menor o intervalo entre a coleta da amostra e o resultado do exame, mais cedo podem ser adotadas medidas como o isolamento dos animais positivos, a investigação epidemiológica e o bloqueio de novos focos dentro das propriedades.

Mestre em Agronomia Tatiani Janegitz: “Embora o Brasil tenha avançado nos programas de controle da brucelose, os dados mostram que a doença ainda apresenta comportamentos distintos entre os estados” – Foto: Divulgação
Diagnóstico molecular amplia capacidade de resposta
Os métodos sorológicos continuam sendo a principal ferramenta utilizada no diagnóstico da brucelose, mas novas tecnologias moleculares vêm ampliando sua participação nos programas de vigilância sanitária por permitirem a identificação direta do material genético do agente infeccioso com maior rapidez e precisão.
Para Tatiani, a modernização dos laboratórios é um passo importante para fortalecer a capacidade de resposta da defesa agropecuária diante da crescente demanda por testes. “As ferramentas moleculares e os sistemas automatizados estão transformando a rotina laboratorial ao permitir maior produtividade, padronização dos processos e rapidez na obtenção dos resultados. Isso fortalece os programas de vigilância sanitária e amplia a capacidade de resposta diante de doenças que impactam tanto a produção animal quanto a saúde pública”, destaca.
Embora o PNCEBT tenha ampliado o controle da enfermidade ao longo dos últimos anos, o Mapa aponta que fatores como o tamanho dos rebanhos, os índices de vacinação, os diferentes sistemas de produção e a estrutura dos serviços veterinários continuam influenciando a ocorrência da doença nas diferentes regiões do país.
Nesse contexto, a profissional reforça que a combinação entre vigilância sanitária, diagnóstico rápido e medidas de controle continua sendo um dos principais instrumentos para reduzir a circulação da brucelose nos rebanhos brasileiros e minimizar seus impactos sobre a produção pecuária e a saúde pública.




