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Bovinos / Grãos / Máquinas

Pecuária de corte se recupera em 2024 e projeta novo ciclo de alta em 2025

Para garantir as melhores oportunidades do setor, Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior, presidente da Acrimat, diz que o produtor precisa entrar na atividade com uma estratégia clara, escolhendo entre criação, recria ou engorda conforme a vocação da região em que sua propriedade está instalada.

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Fotos: Shutterstock

Após enfrentar períodos difíceis, 2024 foi um ano de recuperação para a pecuária de corte no Brasil. O Valor Bruto de Produção (VBP) deve atingir a marca de R$ 151,9 bilhões, representando um crescimento de 1,88% em relação a 2023, quando o setor fechou o ano com faturamento de R$ 149,1 bilhões. As projeções foram divulgadas em novembro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e serão consolidadas em janeiro de 2025.

Segundo as Estatísticas da Produção Pecuária, divulgadas em dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2024 deve encerrar com recorde no abate de bovinos e na produção de carne. No terceiro trimestre, o abate cresceu 15,3% em comparação ao mesmo período de 2023, com alta de 3,9% frente ao segundo trimestre de 2024. O total de cabeças abatidas alcançou 10,37 milhões, superando pela primeira vez a marca de 10 milhões de cabeças em um trimestre. O desempenho no último trimestre pode consolidar um recorde anual histórico.

Essa boa oferta de animais é resultado da retenção de fêmeas entre o final de 2019 e 2021, um movimento estratégico do setor. Atualmente, a pecuária se encontra em uma fase de baixa de ciclo, não em número de animais, mas em termos de preços. Os valores do bezerro seguem em queda, o que desincentiva a retenção de fêmeas e, por consequência, aumenta o envio de fêmeas para o abate.

Em relação ao terceiro trimestre de 2023, foram abatidas 1,37 milhão de cabeças a mais no mesmo período de 2024, com aumentos em 25 das 27 unidades da federação. O abate de fêmeas subiu 19,6%, impulsionado pela desvalorização do bezerro em comparação ao ano anterior, enquanto o abate de machos apresentou alta de 12,5%.

Outro fator positivo foi a demanda aquecida pela carne bovina tanto no mercado interno quanto no externo. Conforme dados da Secex/MDIC, as exportações de carne bovina no terceiro trimestre de 2024 atingiram um patamar inédito de 706,43 mil toneladas, representando um aumento de 30,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando o Brasil como líder global no fornecimento de carne bovina.

De acordo com o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior, apesar da recuperação da arroba entre o fim de outubro e o início de novembro e da melhora no clima, o ano ainda foi marcado por muitas dificuldades para os pecuaristas. “Tivemos problemas com preços, seca, incêndios, insegurança jurídica e no campo, com risco constante de invasões de terras e ainda no Mato Grosso tivemos vários impasses para obter liberação de licenciamentos pela Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso para desmatar áreas legais. Então, no geral, considero que foi um ano razoável”, menciona.

Ribeiro Júnior destaca que a recuperação dos preços da arroba bovina no fim do ano trouxe algum alívio ao setor, com valores próximos ao que eram há dois anos, em torno de R$ 330/@, chegando em algumas regiões a R$ 450/@. “Porém, esses valores apenas recompõem as perdas acumuladas nos últimos anos, considerando os investimentos feitos no período”, afirma.

Outro ponto de atenção é o preço do bezerro, que esteve muito abaixo do ideal ao longo de 2024, mas deu sinais de melhora no fim do ano. Na segunda quinzena de dezembro, o Indicador do Bezerro Esalq/BM&FBovespa – Mato Grosso do Sul registrou preço de R$ 2.651,08, com peso médio de 201 quilos. Segundo Ribeiro Júnior, a tendência é de que os preços subam no início de 2025. “A perspectiva para 2025 é muito melhor. O cenário externo está pujante e crescente, com muitos países buscando o Brasil para garantir a segurança alimentar de suas populações. O mercado interno é mais sensível, pois depende da condição econômica do país e das políticas do governo federal”, expõe.

Apesar disso, Ribeiro Júnior ressalta que a pecuária ainda enfrenta desafios. “O poder aquisitivo da população tem piorado, e isso impacta diretamente o consumo de carne bovina, que acaba sendo substituída por proteínas mais baratas. Como o mercado interno consome quase 75% da nossa produção, ainda aguardamos uma melhora”, menciona.

No mercado externo, a situação é mais favorável. “O mercado está aquecido e em crescimento contínuo. Muitos países procuram o Brasil, não apenas pela carne bovina, mas pela segurança alimentar que oferecemos. Há alguns anos, os Estados Unidos diziam que não comprariam nossa carne, e hoje figuram entre os principais compradores, importando mais de 150 mil toneladas por ano”, relembra.

Ele também destaca que outros mercados importantes estão se abrindo. “O México, que é concorrente direto do Brasil, também está comprando nossa carne, assim como o Canadá. O único concorrente direto que não compra carne bovina brasileira é a Austrália, além da Argentina e do Uruguai. Das 195 nações da ONU, 145 consomem carne brasileira. O Sudeste Asiático tem mostrado grande interesse, e a China segue como um dos maiores compradores”, enfatiza.

Recomposição do rebanho

O mercado pecuário brasileiro começa a dar sinais de mudança no ciclo produtivo após dois anos de abate elevado de fêmeas, o que reduziu a oferta de bezerros e impactou a estrutura de reposição. Segundo Ribeiro Júnior, o momento é de grande procura por novilhas para recompor os plantéis, impulsionando a valorização dos bezerros e marcando o início de um novo ciclo.

Segundo o presidente da Acrimat não haverá escassez de carne bovina, mas o valor da arroba tende a aumentar, dependendo do comportamento do mercado varejista e dos frigoríficos. “Talvez a arroba esteja um pouco mais cara, mas vai depender do mercado varejista e dos frigoríficos, que são nossos principais compradores e grandes moderadores do preço. Se o varejo não vender, vai precisar fazer descontos para baixar o valor da carne na gôndola. É a lei da oferta e procura”, explica.

Custos de produção

Outro fator positivo apontado é a previsão climática para 2025, que tende a ser mais favorável em relação a 2024. De acordo com Ribeiro Júnior, os lençóis freáticos começam a se recuperar com as chuvas recentes, o que pode reduzir os impactos de estiagens prolongadas.

No entanto, a recuperação dos pastos ainda é gradual, o que retarda a chegada de animais prontos ao mercado. Com isso, a carne disponibilizada atualmente é majoritariamente de confinamento, o que pressiona os custos de produção. “Sem o pasto, o custo operacional da produção aumentou em média 30%. Toda vez que sobe o preço da arroba, o confinador também aumenta o preço e os grãos sobem junto. Quem faz terminação a pasto precisa suplementar com grãos, e para quem confina, os custos com insumos também são altos”, destaca Ribeiro Júnior.

Pecuarista recupera margens, mas custos exigem planejamento

Com a valorização do bezerro, os custos para quem atua com recria e engorda já aumentaram mais de 50%, o que demanda maior planejamento financeiro. “O pecuarista que não fizer conta toma prejuízo. A pecuária de corte no Brasil está se recuperando, e o criador, que sofreu muito nos dois últimos anos, entregando bezerro entre R$ 800 e R$ 1 mil, hoje está conseguindo ter uma margem maior de lucro. A arroba tende a se manter acima de R$ 300, porque não tem muito animal pronto”, afirma.

Ainda assim, o momento é de cautela e de investimento consciente. Com pastos em recuperação e maior disponibilidade de água, o pecuarista ganha fôlego para reter animais, comprar matrizes e investir no plantel. “Agora o pecuarista está mais tranquilo para investir, mas muitos venderam tudo e saíram da atividade. Os que persistiram estão aproveitando o momento para planejar melhor a produção e buscar equilíbrio nas contas”, pontua Ribeiro Júnior, ressaltando que o desafio para o próximo ciclo será equilibrar custos crescentes com as oportunidades de mercado, em um cenário que promete ser mais favorável para a pecuária nacional.

Oportunidades e desafios a partir de 2025

Presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior: ” A perspectiva para 2025 é muito melhor” – Foto: Divulgação/Acrimat

Para garantir as melhores oportunidades do setor, o presidente da Acrimat diz que o produtor precisa entrar na atividade com uma estratégia clara, escolhendo entre criação, recria ou engorda conforme a vocação da região em que sua propriedade está instalada. “Não adianta entrar em áreas sem disponibilidade de grãos e alimentos para o gado se for uma ideia para fazer terminação. Só pasto dificulta, porque o processo é mais demorado”, comenta.

No Mato Grosso, por exemplo, a BR-163 conecta regiões de alta produção de soja e algodão, permitindo ao produtor integrar safras agrícolas com a pecuária em um modelo de diversificação eficiente. Já no Pantanal, em que a oferta de grãos é limitada, a vocação é mais especializada no sistema de cria.

Ribeiro Júnior ressalta a importância do uso de tecnologia e planejamento financeiro para aumentar a rentabilidade. “Hoje o pecuarista precisa colocar tudo na planilha: custos com pulverizações, drones, suplementação, insumos. Controlar os números é essencial para reduzir desperdícios e equilibrar as contas”, reforça.

Além dos desafios internos, fatores externos à porteira como infraestrutura, estabilidade política e aumento do consumo de carne impactam diretamente o setor. O transporte de animais, por exemplo, é um gargalo no Mato Grosso devido às longas distâncias entre propriedades e frigoríficos, o que afeta o bem-estar dos bovinos. “A pecuária é uma atividade de longo prazo e não especulativa, exigindo persistência e estabilidade, porque o produtor investe hoje para colher resultados daqui a três ou quatro anos. Precisamos cobrar melhorias governamentais e de infraestrutura para garantir a continuidade e o crescimento da pecuária de corte no Brasil”, sustenta.

Com a versão digital do Anuário, você terá acesso a análises aprofundadas e dados essenciais que ajudam a compreender o desempenho das principais atividades agropecuárias em 2024 e as tendências para 2025. Acesse a versão digital clicando aqui. Boa leitura e um excelente 2025!

Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas Edição 2026 encerrada com sucesso

Feicorte reforça protagonismo na cadeia da carne ao reunir negócios, genética e conteúdo técnico

Durante quatro dias, feira reuniu produtores, empresas, pesquisadores e especialistas em uma programação que integrou conteúdo técnico, genética, tecnologia, leilões e oportunidades de negócios para a pecuária.

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Foto: Agência Result/Feicorte

Em um momento em que a pecuária brasileira buscou cada vez mais inovação, conexão entre os elos da cadeia e acesso a conteúdo técnico de qualidade, a Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne encerrou, nesta sexta-feira (26), em Presidente Prudente (SP), mais uma edição marcada por novidades, grande presença de público e fortalecimento do setor.

Foto: Agência Result/Feicorte

Ao longo de quatro dias, o evento reuniu produtores, empresas, especialistas e lideranças em uma programação voltada à evolução da cadeia da carne, além de promover uma feira de negócios, vitrine genética, exposição, julgamentos e leilões de animais. 

Com debates, experiências e espaços de interação, a Feicorte 2026 reforçou o caráter técnico e estratégico da feira, proporcionando ao público uma imersão em temas centrais para o presente e o futuro da pecuária. “Chegamos ao fim de mais uma edição, com muito sucesso e um conteúdo de excelência. Foram dias de muitos debates, ativações e trocas que resultarão no fortalecimento da eficiência da produção pecuária e da qualidade da carne brasileira”, destacou a CEO da Verum e organizadora da Feicorte, Carla Tuccilio. 

Para a organizadora, o encerramento da edição confirmou o posicionamento da feira como

Foto: Agência Result/Feicorte

ambiente de integração entre os diferentes elos da cadeia. “Conseguimos fazer aqui, durante esses quatro dias de evento, o grande ponto de encontro da cadeia produtiva da carne”, enalteceu. 

Shopping Feicorte

A Feicorte 2026 reuniu animais de diferentes raças, como Canchim, Zebuínos, Wagyu, Angus e Santa Gertrudis, em uma plataforma de negócios contínuos. O Shopping Seleção Feicorte estreou na edição deste ano como um espaço voltado à comercialização direta de animais de alta qualidade, pacotes genéticos e reprodutores contratados. 

A iniciativa foi organizada em parceria com a Central Leilões e registrou compradores de cinco estados diferentes. Foram comercializados 48 machos e sete fêmeas das cinco raças, incluindo também pacotes de sêmen e embrião. 

Foto: Agência Result/Feicorte

Ovinos da raça Suffolk estreiam na Feicorte 

O evento recebeu, pela primeira vez a exposição oficial de ovinos da raça Suffolk, ampliando a diversidade de espécies em pista e reforçando o espaço da feira como vitrine genética da pecuária. A avaliação, realizada quarta (24) e quinta-feira (25), reuniu animais de alto padrão e destacou a evolução da raça no país. 

O resultado confirmou a qualidade dos animais em pista e chamou a atenção de criadores e especialistas, que acompanharam de perto o julgamento conduzido pelo jurado irlandês Patrick O’Keefe.  

Julgamentos de raças 

Entre os destaques da edição esteve a realização de julgamentos de raças bovinas, promovidos ao

Foto: Agência Result/Feicorte

longo dos quatro dias da feira. Foram realizadas avaliações que analisaram fatores como a morfologia (aparência física), o padrão racial e a funcionalidade zootécnica dos animais para garantir que eles sejam produtivos no campo e rentáveis para a indústria.  

Raça Angus 

Realizado pela primeira vez no estado de São Paulo, o julgamento de animais rústicos das raças Angus e Ultrablack foi realizado dentro da programação da Feicorte. A avaliação, na sexta-feira (26), reuniu criadores de diferentes estados e consagrou exemplares de qualidade superior nos principais títulos dos campeonatos individuais de machos e fêmeas. 

Foto: Agência Result/Feicorte

No Grande Campeonato Individual de Fêmeas da raça Angus, a Grande Campeã foi a TAT TEI1655 (Lote 12), do expositor Valdomiro Poliselli Júnior, da Fazenda Cardinal, de Mococa (SP). Entre os machos da raça Angus, o Grande Campeão Individual foi o touro TAT FIV797 (Lote 23), dos expositores Rodrigo Arnt e Nilo Arnt do Sítio Nhá Dota, de Tibagi (PR). Na raça Ultrablack, os animais de Valdomiro Poliselli Júnior também dominaram os pódios feminino e masculino. 

Raça Santa Gertrudis 

A pista de julgamentos recebeu o Julgamento Nacional da raça Santa Gertrudis na quarta-feira (24). A avaliação técnica das linhagens ficou a cargo do jurado Marcelo Moura, especialista em raças zebuínas.

Os campeonatos de pista evidenciaram o trabalho de seleção do criatório Santa Gertrudis da

Foto: Agência Result/Feicorte

Malagueta, que conquistou as duas premiações máximas da exposição. O touro Vaticano da Malagueta levou o título de Grande Campeão, enquanto a matriz Melissa da Monte Sião sagrou-se Grande Campeã. 

Raça Wagyu 

O julgamento oficial da raça na Feicorte 2026 consagrou Morgana 1923 Guidara FIV e Delicado 52 PWI FIV como os grandes campeões de pista. O Wagyu também estará representado no Leilão Pecuária Solidária nesta sexta-feira (26), às 19 horas, por meio da oferta de 50 doses de sêmen do reprodutor Samurai.

Na programação gastronômica da feira, a associação integrou seleção genética e consumo ao comercializar hambúrgueres na estação do Espaço Beef Hour e inovar com o serviço de niguiris de Wagyu para o público que visitou a Beef Hour das Raças, no primeiro dia da feira. 

Foto: Divulgação

Leilão de cavalos Paint Horse e Quarto de Milha 

3º Leilão Feicorte – Quarto de Milha e Paint Horse, realizado na quinta-feira (25), no Espaço Tatersal, reuniu matrizes, potros, potras e animais domados, comercializando 21 exemplares para 18 compradores de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rondônia e São Paulo. 

Organizado pelos criadores Celso Cuba e Celso Luís Cuba, o remate evidenciou a força da equinocultura na programação da Feicorte 2026 e ofereceu genética de qualidade para criadores e competidores.  

Leilão CV Nelore Mocho  

Leilão CV Nelore Mocho, realizado na quarta-feira (24), no Espaço Tatersal da Feicorte, registrou pista limpa e confirmou a confiança do mercado na qualidade genética dos animais ofertados. Ao todo, foram comercializados 52 touros, com faturamento total de R$ 943.220,00 e média de R$ 18.138,84 por animal. 

O remate reuniu 28 compradores de seis estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas

Foto: Agência Result/Feicorte

Gerais, Rio de Janeiro e Goiás, e encerrou com 100% dos lotes vendidos, resultado comemorado pela marca CV Nelore Mocho. 

Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas – Fêmeas 

Na noite de quinta-feira (25), a terceira edição do Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas – Fêmeas focou na comercialização de matrizes, embriões e prenhezes da raça Nelore PO. O remate registrou liquidez absoluta com a venda de 100% dos lotes ofertados e alcançou uma média superior a R$ 21 mil por animal. 

Foto: Agência Result/Feicorte

Mais de 100 pecuaristas compareceram ao recinto para acompanhar os lances presencialmente, atraídos pelas condições especiais de parcelamento e pelas facilidades de frete para estados como São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. 

Simpósio ReprodOeste  

4º Simpósio ReprodOeste – Edição Fêmeas Precoces, realizado na Feicorte nesta sexta-feira (26), reuniu professores, alunos e especialistas da pecuária para discutir temas relacionados à fisiologia reprodutiva, manejo de novilhas, melhoramento genético, biotecnologias da reprodução, eficiência alimentar e estratégias para aumentar a precocidade sexual das fêmeas bovinas.    

A abertura do simpósio foi conduzida pela médica-veterinária, mestre e doutora em Ciência Animal e docente da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Caliê Castilho Silvestre, que destacou a relevância do tema desta edição, voltado às fêmeas precoces e sua relação com a eficiência dos sistemas de produção. Segundo ela, o foco está alinhado às estratégias de melhoramento genético que buscam avançar simultaneamente na precocidade sexual e na precocidade de terminação dos animais.  

Fonte: Assessoria Feicorte
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Aplicativos para manejo de bovinos ganham versão web e ampliam alcance aos produtores

BovConfort, BovCria e BovSan deixam de ser exclusivos para Android e agora podem ser utilizados em computadores, tablets e celulares com qualquer sistema operacional.

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Foto: Divulgação O Presente Rural

Os aplicativos BovConfort, BovCria e BovSan passaram a contar com versão web, ampliando o acesso às ferramentas desenvolvidas para apoiar a tomada de decisão na bovinocultura. Com a novidade, os sistemas podem ser utilizados em computadores, tablets e celulares com qualquer sistema operacional, sem a limitação anterior, quando estavam disponíveis apenas para dispositivos Android.

De acordo com a pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi), Adriana Tarouco, coordenadora do projeto que desenvolveu as plataformas, as funcionalidades foram mantidas. “As funcionalidades permanecem as mesmas, com a vantagem de poder acessar pelo computador também, além dos dispositivos móveis”, destaca.

As três ferramentas foram desenvolvidas no âmbito do projeto Desenvolvimento de Ferramentas Digitais para a Bovinocultura e oferecem suporte técnico aos produtores e profissionais do setor em diferentes áreas da atividade pecuária.

O BovConfort auxilia na avaliação dos efeitos das condições climáticas sobre a produtividade de bovinos leiteiros; o BovCria reúne informações voltadas ao manejo reprodutivo; e o BovSan apoia decisões relacionadas à saúde dos rebanhos de corte.

Para acessar os aplicativos clique em:

BovConfort: https://bovconfort.vercel.app/

BovCria: https://bov-cria.vercel.app/

BovSan: https://bovsan-master.vercel.app/

Quem já tem os aplicativos no celular deve acessar os links acima para reinstalar as versões mais recentes.

Fonte: Assessoria Seapi
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Feicorte amplia debate global e aproxima produtor brasileiro de inovação no campo

Especialistas de quatro países apresentaram tecnologias, estratégias de manejo e tendências que podem aumentar a eficiência, a rentabilidade e a qualidade da carne produzida no Brasil.

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Feicorte reúne cadeia produtiva da carne em Presidente Prudente (SP) - Foto Divulgação/Agência Result

Com a presença de palestrantes internacionais, a Feicorte 2026 ampliou o diálogo entre a pecuária brasileira e experiências consolidadas em outros países. Realizada em Presidente Prudente (SP), a feira mostrou como esse intercâmbio técnico pode apoiar o produtor na busca por mais eficiência, qualidade e competitividade.

Com especialistas dos Estados Unidos, Canadá, Paraguai e África do Sul, a feira reforçou na

Foto: Agência Result/Feicorte

programação do Fórum Feicorte sua proposta de aproximar o pecuarista brasileiro de informações, experiências e tendências já aplicadas em outros mercados, contribuindo para o avanço da atividade no país.

Segundo a integrante da organização da Feicorte e diretora técnica da DGT Brasil, Liliane Suguisawa, o intercâmbio promovido por meio das apresentações agrega valor tanto pela atualização técnica quanto pela mudança de percepção sobre o Brasil no cenário internacional. “A internacionalização da programação é um dos grandes diferenciais da Feicorte. Trazer nomes de renome internacional agrega conhecimento, inovação e conteúdo de alta relevância para o setor”, afirmou.

A presença de especialistas de outros países já foi prova do impacto positivo dessa troca na Feicorte

Foto: Divulgação/Agência Result

2025. “No ano passado, ficaram convencidos de que o Brasil é um player importante no cenário global, com uma cadeia que focada em produzir com excelência”, destacou.

Neste ano, a Feicorte ampliou ainda mais esse movimento ao reunir convidados de diferentes países e perfis técnicos. “Além de trazerem conhecimento sobre tecnologias e práticas que já estão mais avançadas em seus países, eles também observam o avanço da profissionalização da cadeia da carne no Brasil e passam a nos respeitar ainda mais no mercado internacional”, frisou

Para a diretora técnica da DGT Brasil, o benefício é direto para o pecuarista, que passa a ter contato com soluções e tendências que ajudam a aprimorar a produção, aumentar a eficiência e buscar carne de maior valor agregado. “Nós já somos os maiores produtores e exportadores de carne do mundo. Mas, para fazer carne de qualidade, que é a carne mais disputada e que recebe o dobro do valor no mercado internacional, é preciso ir além do que fazemos hoje”, ressaltou.

Intercâmbio com especialistas mundiais

Sócio diretivo do Condomínio Valente Gomes, Eugênio Valente Gomes, detalhou como a implantação de um sistema de produção intensiva permitiu acelerar o giro do rebanho em pastagens no Paraguai – Foto: Divulgação/Agência Result

A programação destacou a aplicação de tecnologias nutricionais para a otimização do ciclo pecuário, tema de uma das palestras internacionais do Fórum Feicorte.  Com o tema “Case Taj Mahal – Estrategia nutricional que utilizamos no Paraguai”, o sócio diretivo do Condomínio Valente Gomes, Eugênio Valente Gomes usou como exemplo a propriedade localizada no Chaco Central paraguaio para abordar a implantação de um sistema de produção intensiva, que permitiu acelerar o giro do rebanho em pastagens. O modelo adotado na propriedade paraguaia baseia-se na recria intensiva a pasto (RIP), método que combina o pastejo com a suplementação de concentrado no cocho.

Consultor sul-africano especialista em nutrição de ruminantes e pecuária de corte, Conrad Coetzer, destacou que a pecuária de confinamento da África do Sul compartilha características com a brasileira e pode oferecer referências para aumentar a eficiência dos sistemas de produção – Foto: Divulgação/Agência Result

Já a palestra “Pecuária sem fronteiras: as oportunidades do modelo sul-africano”, foi apresentada pelo consultor sul-africano especialista em nutrição de ruminantes e pecuária de corte, Conrad Coetzer, ao mostrar que a pecuária de confinamento da África do Sul possui mais semelhanças com o Brasil do que se imagina e pode oferecer lições valiosas.

A programação deste ano ainda contou com a palestra do cientista estadunidense, Tad Sonstegard, no primeiro dia, que falou sobre aplicação da edição gênica e da seleção genômica na pecuária tropical. No segundo dia, o médico-veterinário mexicano e que atua no Canadá, Luis Burciaga, destacou transformações no comportamento do consumidor e seus impactos sobre a cadeia global da carne.

ILPF em destaque no evento

Foto: Divulgação/Agência Result

Ao aproximar o público de soluções voltadas à produção sustentável de grãos, pastagens e florestas em um espaço de dois mil metros quadrados, a Área Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) integrou, por mais um ano, a programação do evento. A iniciativa, em sua terceira edição, tem como objetivo demonstrar como a integração dessas atividades contribui para aumentar a produtividade, recuperar áreas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Segundo a gerente de Comunicação da Rede ILPF, Luciana Gentille, o espaço foi criado para aproximar produtores, técnicos, estudantes e profissionais do agro das tecnologias que vêm transformando o setor agropecuário. Ela explica que a iniciativa representa a união de esforços da Rede ILPF, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP) e de empresas associadas para levar conhecimento, inovação e sustentabilidade às propriedades rurais.

O assunto também foi tema da programação técnica do evento, com a palestra “ILPF no Pontal Paulista: Produzir Mais, Recuperar Áreas e Gerar Novas Oportunidades no Campo”, conduzida pelo gerente de Políticas e Desenvolvimento Agrário do ITESP, Vivaldo Netto, e pelo assistente técnico da CATI Regional de Presidente Prudente, Marco Aurélio Fernandes.

Estratégias para maximizar a rentabilidade na pecuária

O Fórum “O Boi Brasileiro: Um Mundo de Oportunidades” evidenciou temas de relevância durante

Foto: Divulgação/Agência Result

todo o dia. O gerente de Pesquisa e Soluções da Inbra Nutrição Animal, Felipe Santos Dalólio, ministrou a palestra “Da desmama a máxima eficiência – como o bezerro pode produzir mais”, em que reforçou a importância do pecuarista compreenda a fisiologia dos animais durante a fase de recria.

O zootecnista Rogério Coan apresentou, pela manhã, o tema “Pasto de alta performance: o novo modelo da recria”, que destacou a possibilidade da recria ser um dos negócios mais rentáveis da pecuária de corte, desde que seja conduzida com foco em eficiência produtiva, controle de custos e uso de tecnologia. O especialista voltou ao palco, na parte da tarde, para tratar do tema “TIP: a estratégia que acelera ganho e rentabilidade”, técnica que consiste na terminação de bovinos mantidos em pastagens de qualidade, recebendo uma dieta formulada com elevada participação de concentrado, sempre ajustada às características da forragem disponível.

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A palestra “Cada quilo conta: a eficiência alimentar que gera lucro”, ministrada pelo gerente de Negócios da Inbra Nutrição Animal, André Nagatani, mostrou aos participantes do evento que, na pecuária, eficiência não significa apenas produzir mais, mas sim transformar de forma mais eficiente cada quilo de alimento consumido pelos animais em carne e rentabilidade.

Espaço Origens 

A diversidade cultural, gastronômica e empreendedora do estado de São Paulo foi destacada com o Espaço Origens, viabilizado em parceria com o Sebrae e a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP).

Além de tecnologias, bebidas, doces tradicionais, mel e artigos como fivelas, biojoias contemporâneas, cutelaria e peças confeccionadas em couro legítimo, o espaço também contou com a presença da Queijaria Monte Alegre, de Diamantina, e da inLida, startup voltada à gestão da pecuária de cria.

Programação desta sexta-feira (26)

A ciência e a prática da pecuária moderna se encontrarão na 4º Simpósio ReprodOeste no último dia da Feicorte 2026. Realizado pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), o evento trará como tema central a “Edição Fêmeas Precoces”, focando em estratégias que permitem aos produtores antecipar resultados e otimizar o ciclo produtivo das matrizes.

A programação da sexta-feira ainda engloba o primeiro julgamento de animais rústicos do estado de São Paulo, com a raça Angus, assim como o julgamento da raça Sindi. A edição deste ano será encerrada com o Leilão Pecuária Solidária, a partir das 19h, projeto beneficente que reverte 100% da renda arrecadada para o Núcleo Tthere, de Presidente Prudente, focado na qualificação profissional e inclusão social de pessoas em situação de vulnerabilidade. 

Fonte: Assessoria Feicorte
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