Bovinos / Grãos / Máquinas
Pecuária de corte de Minas Gerais tem queda de quase 15% no faturamento
Um dos setores mais afetados foi a bovinocultura de corte, que experimentou uma queda significativa de quase 15% em seu VBP. Em 2022, esse setor contribuiu com R$ 13,6 bilhões, mas no ano passado esse número caiu para R$ 11,6 bilhões, saindo da quarta para a quinta posição em termos de importância na formação do VBP mineiro.

O desempenho econômico de Minas Gerais em 2023 reflete uma série de mudanças nas principais atividades agrícolas do Estado, impactando diretamente no Valor Bruto da Produção (VBP). Um dos setores mais afetados foi a bovinocultura de corte, que experimentou uma queda significativa de quase 15% em seu VBP.
Em 2022, esse setor contribuiu com R$ 13,6 bilhões, mas no ano passado esse número caiu para R$ 11,6 bilhões, saindo da quarta para a quinta posição em termos de importância na formação do VBP mineiro. As projeções foram divulgadas em novembro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Os números devem ser consolidados pelo Mapa em janeiro deste ano.

A cana-de-açúcar assumiu a quarta colocação deixada pela bovinocultura de corte, com um faturamento de R$ 13,5 bilhões em 2023, contra R$ 11,6 bilhões no ano anterior.
Já no ranking dos três primeiros, só a bovinocultura de leite faturou mais em relação a 2022. O café permanece como o líder incontestável na formação do VBP mineiro, apesar de uma redução em seu faturamento, saindo de R$ 27,7 bilhões em 2022 para R$ 26,7 bilhões em 2023. A soja se manteve como a segunda atividade mais importante, embora também tenha registrado queda, passando de R$ 21 bilhões em 2022 para R$ 18,6 bilhões em 2023. Já o leite, terceiro na formação do VBP, faturou R$ 16,2 bilhões em 2023, contra R$ 16,1 bilhões em 2022.
Ao analisar as oito atividades que mais se desenvolveram para o VBP mineiro, destaca-se o declínio acentuado no faturamento do milho, que registrou uma queda de quase 27%, passando de R$ 9,9 bilhões em 2022 para R$ 7,8 bilhões em 2023. O frango também teve uma diminuição, saindo de R$ 6,7 bilhões em 2022 para R$ 6,4 bilhões no ano passado. Em contrapartida, o setor de suínos experimentou um crescimento, alcançando R$ 3,8 bilhões em 2023, contra R$ 3,5 bilhões no ano anterior.
Essas foram as principais atividades responsáveis pelo VBP de Minas Gerais chegar a R$ 122,3 bilhões, um pouco abaixo dos R$ 125,4 bilhões atingidos em 2022. O estado é o quarto que mais contribui para o VBP total, representando 10,62% do VBP brasileiro em 2023.
Para conferir o desempenho das principais atividades agropecuárias de 2023 e as expectativas para 2024 acesse a versão digital do Anuário do Agronegócio Brasileiro clicando aqui. Boa leitura e um excelente 2024!

Bovinos / Grãos / Máquinas
Inteligência artificial já impulsiona receita em um terço das empresas do agro
Levantamento mostra que 33% das companhias do setor agropecuário associam aumento de faturamento ao uso de IA. Profissional aponta cinco estratégias para transformar dados em rentabilidade.

A inteligência artificial (IA) vem se consolidando como uma das principais ferramentas para aumentar a eficiência e a rentabilidade no agronegócio. Segundo a 29ª edição da Global CEO Survey, da PwC, 33% das empresas do setor agropecuário já relacionam o crescimento da receita à adoção de soluções baseadas em IA.

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Na pecuária, a tecnologia tem ampliado a capacidade de monitoramento dos rebanhos e permitido que decisões de manejo sejam tomadas com maior precisão. Para Thiago Martins, CEO da Cowmed, startup brasileira especializada em monitoramento inteligente de animais, a transformação digital está mudando a forma como os produtores utilizam informações biológicas para gerar resultados econômicos.
Uma das principais mudanças proporcionadas pela inteligência artificial é a possibilidade de acompanhar cada animal de forma individual, em vez de trabalhar apenas com médias do rebanho.
Segundo Martins, os sistemas baseados em redes neurais conseguem aprender os padrões específicos de comportamento de cada vaca, tornando os alertas mais precisos. “A inteligência artificial com redes neurais aprende o padrão único de cada vaca. Uma queda de 5% na ruminação pode ser irrelevante para um animal e um sinal de alerta para outro. Individualizar em escala é o que separa o monitoramento moderno do que existia até há poucos

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anos”, destaca.
Prevenção de doenças e redução de perdas
Outra vantagem apontada pelo executivo é a capacidade de identificar alterações metabólicas e doenças ainda na fase subclínica, antes mesmo do aparecimento de sintomas perceptíveis aos trabalhadores da fazenda.
A antecipação dos problemas reduz perdas de produção, descarte de leite e a necessidade de intervenções emergenciais. “Agir antes da percepção humana evita perdas invisíveis que comprometem a rentabilidade. O produtor passa a ser preventivo, o que impacta diretamente o EBITDA da operação ao mitigar o desperdício e o custo com intervenções de emergência”, explica.
Maior eficiência reprodutiva
A reprodução é considerada um dos fatores mais importantes para a rentabilidade da atividade leiteira. A identificação precisa do momento do cio, por meio de sensores e algoritmos, contribui para elevar as taxas de concepção e diminuir o intervalo entre partos. “A precisão ao identificar a janela ideal de inseminação reduz o intervalo entre partos, que é o gargalo mais caro de qualquer exploração. Com a IA, aumentamos a eficiência

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reprodutiva ao respeitar o comportamento biológico individual de cada indivíduo”, afirma Martins.
Bem-estar e combate ao estresse térmico
As altas temperaturas representam um desafio crescente para a pecuária, especialmente em regiões de clima quente. Animais submetidos ao estresse térmico tendem a apresentar queda na produção e menor desempenho reprodutivo.
De acordo Martins, sistemas inteligentes conseguem detectar padrões de ofegação em tempo real, permitindo intervenções rápidas no ambiente. “Dispositivos de monitoramento inteligentes detectam padrões de ofegação em tempo real. Esta informação permite ajustes imediatos em sistemas de ventilação, garantindo não só aumento de produtividade, mas também bem-estar animal”,

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reforça.
Dados transformados em ativos
Com o acúmulo de mais de 4,8 bilhões de horas de dados em sua base, a empresa destaca que a análise de informações permite ao produtor tomar decisões fundamentadas em evidências, otimizar equipes e ampliar a escala produtiva. “Ao usar esta inteligência, o produtor profissionaliza a gestão e garante que a tecnologia se pague no campo através de um retorno financeiro inquestionável”, salienta Martins.
O avanço da inteligência artificial no agro reforça uma tendência de profissionalização da gestão das propriedades rurais, em que dados e tecnologia passam a desempenhar papel estratégico na busca por maior produtividade e competitividade.
Bovinos / Grãos / Máquinas Referente primeiro semestre
Campanha de vacinação contra Brucelose acaba dia 30 de junho em São Paulo
Nova fase terá início em 1º de julho e seguirá até 31 de dezembro para imunização obrigatória de bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade.

A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que a Campanha de vacinação contra a Brucelose no primeiro semestre acaba no dia 30 de junho. A campanha subsequente referente ao segundo semestre de 2026 tem início no 1º de julho com prazo para imunização das bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade até 31 de dezembro.

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Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.
A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível em Link.
A declaração de vacinação deve ser feita pelo médico-veterinário responsável pela imunização, que, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à campanha, validará a imunização dos animais.

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A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE.
Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao GEDAVE. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração.
O modelo alternativo de identificação, o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), de vacinação contra a Brucelose trata-se de uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante.
É estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o

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botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação à fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.
Para o caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, deverá ser solicitada nova aplicação que deverá ser feita ao médico-veterinário responsável pela aplicação ou ainda, para a Defesa Agropecuária.
Havendo a impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).
A Defesa Agropecuária informa ainda que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Arroba do boi recua apesar da escassez mundial de carne bovina
Ritmo menor das compras chinesas reduz a demanda dos frigoríficos por animais para abate, mesmo com estoques globais de carne bovina nos menores níveis desde 2006.

As cotações da arroba do boi gordo seguem em queda na parcial deste mês, em um movimento que contrasta com o cenário internacional de oferta restrita de carne bovina. De acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os estoques globais da proteína estão nos menores níveis desde 2006 e os preços no mercado externo permanecem próximos das máximas históricas.

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Ainda assim, o mercado brasileiro enfrenta pressão baixista, influenciada principalmente pelo comportamento das exportações para a China.
Segundo informações compiladas pelo Cepea com base em dados do governo chinês, o Brasil já havia utilizado cerca de 65% da cota de vendas de carne bovina destinada ao país asiático até maio.
Considerando o ritmo atual dos embarques e o tempo necessário para o transporte marítimo, que pode chegar a 60 dias , a expectativa é de que a totalidade da cota seja preenchida até julho.

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Esse cenário tem levado frigoríficos habilitados a exportar para a China a reduzir o ritmo de compra de animais para abate. Com menor necessidade de originar matéria-prima para atender novos embarques, a demanda por boi gordo perde força e contribui para a retração das cotações no mercado doméstico.
China adota postura mais cautelosa nas importações
Além da proximidade do limite da cota brasileira, outro fator influencia o comportamento do mercado. Conforme o Cepea, importadores chineses têm adotado uma postura mais conservadora nas negociações internacionais, diante do controle dos estoques internos de carne bovina no país.
Essa estratégia reduziu a intensidade das compras no mercado externo e diminuiu o ímpeto dos

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frigoríficos exportadores brasileiros, que passaram a atuar com maior cautela nas aquisições de animais terminados.
O resultado é um descompasso entre os fundamentos globais, marcados por oferta limitada e preços elevados, e a dinâmica observada no mercado nacional.
Mesmo diante de um contexto internacional favorável para a proteína bovina, a menor demanda da China por novos embarques tem sido suficiente para pressionar a arroba do boi gordo no Brasil.



