Bovinos / Grãos / Máquinas Em Curitiba (PR)
Pecuária brasileira se reúne no Alimenta entre os dias 16 e 18 de junho
Busca ampliar a abrangência, trazendo para o debate setores como aves, suínos, bovinos, leite, ovos e peixes.

Nos dias 16, 17 e 18 de junho o Paraná será palco de um evento que vai reunir profissionais de todo o cenário da pecuária brasileira. O Alimenta – Congresso e Feira Internacional de Proteína Animal, acontece no Campus da Indústria da Fiep, em Curitiba (PR), com o objetivo agrupar todos os elos da cadeia produtiva de proteínas de origem animal.
O Alimenta surge como um marco no setor, fruto da união de eventos menores já realizados no Paraná, como o Dia do Leite O Presente Rural, o Congresso de Avicultores e Suinocultores O Presente Rural e o Workshop Sindiavipar. O novo formato busca ampliar a abrangência, trazendo para o debate setores como aves, suínos, bovinos, leite, ovos e peixes. Além disso, contará com uma feira de negócios robusta com grandes empresas fornecedoras de insumos para o setor e uma programação técnica de alto nível.
O que é o Alimenta?

O Alimenta é um congresso e feira internacional que vai unir produção, tecnologia e inovação no setor de proteína animal. O evento pretende debater temas relevantes como segurança alimentar, biosseguridade, automação, inteligência artificial, logística, novas soluções tecnológicas e a abertura de novos mercados. Durante três dias, produtores rurais, empresários, técnicos, médicos veterinários, zootecnistas, gestores de cooperativas, representantes de entidades de classe e investidores terão acesso a conteúdos exclusivos e oportunidades de networking em um espaço dedicado a fortalecer a cadeia produtiva.
Além das palestras e debates, a feira contará com estandes de empresas nacionais e internacionais que apresentarão suas soluções, produtos e serviços. O público esperado inclui profissionais de diversos segmentos, como fábricas de ração, agroindústrias e fornecedores de insumos e equipamentos, além de produtores e tomadores de decisão.
Local e estrutura
A escolha de Curitiba como sede do evento não foi por acaso. Segundo Roberto Kaefer, presidente do Sindiavipar e também do Alimenta, a capital paranaense oferece uma estrutura logística privilegiada, com aeroporto internacional, ampla rede hoteleira e o reconhecimento como um dos grandes polos da proteína animal no Brasil. “Curitiba é um símbolo do agronegócio paranaense e está estrategicamente posicionada para receber esse evento, que tem a ambição de se tornar uma referência nacional e internacional no setor”, destacou.
O Campus da Indústria da Fiep, que sediará o evento, é um dos centros mais modernos do estado, com infraestrutura de ponta para congressos e exposições. Edson Vasconcelos, presidente da Fiep, ressalta a importância de apoiar eventos como o Alimenta: “O Paraná é referência na produção de proteína animal, e o Alimenta será um ambiente de oportunidades para fortalecer ainda mais o setor”.
Os realizadores e organizadores

Eliana Panty, CEO da Hollus Comunicação, Roberto Kaefer, presidente do Sindiavipar e do Alimenta, e Selmar Marquesin, diretor do jornal O Presente Rural – Foto: Divulgação/Arquivo OPR
O Alimenta é promovido pelo Sindiavipar (Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná), em parceria com a Hollus Comunicação e Eventos e o jornal O Presente Rural. O evento também conta com o apoio da Fiep e de grandes players do agronegócio paranaense, como Frimesa e Lar.
Para Selmar Marquesin, diretor do jornal O Presente Rural, a criação do Alimenta reflete a evolução natural de eventos anteriores e o protagonismo do Paraná no setor. “O Alimenta consolida o Paraná como referência na produção de proteína animal. Nossa expectativa é das melhores possíveis. O evento tem tudo para mostrar o papel estratégico do estado em termos de produção, inovação e exportação de proteínas”, afirmou.
Eliana Panty, Ceo da Hollus Comunicação e organizadora do Alimenta, enfatizou o impacto que o evento trará para a cadeia produtiva: “O Alimenta nasce com o propósito de reunir todos os elos em um único espaço, promovendo debates e trocas que serão cruciais para o futuro do setor. Segurança alimentar, economia, tecnologia e inovação estarão no centro das discussões”.
A programação
O Alimenta 2025 contará com uma programação técnica de peso que vai ser anunciada em breve, reunindo palestrantes nacionais e internacionais de renome. Além do congresso, o evento terá uma mostra de trabalhos científicos e áreas específicas para rodadas de negócios, aproximando empresas e investidores do setor.
Alcance internacional
A expectativa é de que o Alimenta atraia um público diversificado, com participantes de vários estados brasileiros. “O Brasil atingiu recordes de exportação de proteína animal nos últimos anos, e o Paraná lidera essa trajetória. O Alimenta será uma oportunidade única de mostrar ao mundo a qualidade e a inovação do setor”, ressaltou Roberto Kaefer.
Por que participar?
Para as empresas, o Alimenta é uma oportunidade de ouro para expor suas marcas, produtos e serviços a um público altamente qualificado. “Este é o momento de estreitar relações, formar parcerias e ampliar horizontes”, destacou Selmar Marquesin. Já para os produtores e profissionais do setor, o evento será uma plataforma para adquirir conhecimento técnico, acompanhar tendências e se conectar com especialistas.
A feira de negócios terá estandes e abrigará expositores de toda a cadeia produtiva, desde fornecedores de insumos e equipamentos até representantes de agroindústrias e cooperativas.
“O Alimenta é uma oportunidade de melhoria contínua e negócios para a cadeia de proteína animal. Ele une conhecimento, inovação e negócios em um único espaço. O Alimenta tem tudo para se consolidar como um dos eventos mais relevantes do agronegócio brasileiro”, menciona Panty.
O acesso à edição digital do Bovinos, Grãos & Máquinas é gratuito. Para ler a versão completa on-line, basta clicar aqui. Boa leitura!

Bovinos / Grãos / Máquinas
Nova tarifa da China sobre carne bovina atinge Brasil e outros fornecedores
Sobretaxa de 55% será aplicada a volumes importados fora da cota anual estabelecida pelo governo chinês a partir de quinta-feira (01°).

A decisão do governo chinês de impor uma tarifa extra sobre a carne bovina importada deve redesenhar o fluxo do comércio global do produto a partir de 2026. Anunciada nesta quarta-feira (31), a medida estabelece uma sobretaxa de 55% para volumes que ultrapassarem as cotas definidas para grandes fornecedores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos.
A política entra em vigor já nesta quinta-feira 01º de janeiro, com validade prevista de três anos. Segundo o Ministério do Comércio da China, o mecanismo faz parte de um conjunto de salvaguardas voltado à proteção da produção interna, que enfrenta dificuldades em um cenário de excesso de oferta no mercado doméstico.
Para o próximo ano, a cota total destinada aos países afetados será de 2,7 milhões de toneladas, volume próximo ao maior patamar já registrado pelo país, de 2,87 milhões de toneladas importadas em 2024. Apesar da previsão de ampliação gradual dessas cotas ao longo do período de vigência da medida, os limites iniciais ficaram abaixo do volume comprado nos primeiros 11 meses de 2025 de alguns dos principais exportadores, entre eles Brasil e Austrália.

Ao justificar a decisão, o governo chinês afirmou que o crescimento das importações teve impacto direto sobre a indústria local. A avaliação foi divulgada após uma investigação iniciada em dezembro de 2024, que concluiu que o aumento da carne bovina estrangeira no mercado interno causou prejuízos significativos ao setor produtivo nacional.
Analistas avaliam que a mudança deve provocar retração nas compras chinesas em 2026. Para Hongzhi Xu, analista sênior da Beijing Orient Agribusiness Consultants, a pecuária bovina da China enfrenta limitações estruturais e não consegue competir com grandes exportadores, como Brasil e Argentina. Segundo ele, esse desequilíbrio não pode ser corrigido no curto prazo, mesmo com avanços tecnológicos ou ajustes institucionais.
No Brasil, a sinalização oficial foi de tranquilidade. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o anúncio não representa motivo de grande preocupação. Em entrevista à TV Globo, ele destacou que o país avançou ao longo de 2025 na abertura e consolidação de novos mercados internacionais para a carne bovina, o que reduz a dependência do mercado chinês.
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Brasil assume a liderança global na produção de carne bovina em 2025
Dados do USDA mostram que o país superou os Estados Unidos pela primeira vez na série histórica, com 12,35 milhões de toneladas produzidas.

O Brasil assumiu em 2025 a liderança mundial na produção de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos pela primeira vez desde o início da série histórica divulgada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
De acordo com relatório publicado na última terça-feira (09), a produção brasileira alcançou 12,35 milhões de toneladas neste ano, enquanto os Estados Unidos registraram 11,81 milhões de toneladas. O documento não especifica até qual mês os dados foram consolidados.

Os números do USDA trazem dados comparativos desde 2021 e, até então, o Brasil nunca havia superado os norte-americanos em volume produzido. A virada em 2025 marca um novo patamar para a pecuária bovina brasileira.
Para 2026, porém, a projeção do órgão norte-americano indica equilíbrio entre os dois países. A estimativa aponta produção de 11,7 milhões de toneladas no Brasil e 11,71 milhões de toneladas nos Estados Unidos.
O volume atribuído ao Brasil pelo USDA fica acima da projeção oficial brasileira. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou produção de 11,38 milhões de toneladas, número que já representava crescimento em relação a 2024.
Além de liderar a produção em 2025, o Brasil mantém a posição de maior exportador mundial de carne bovina.
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Vacinação contra brucelose entra na reta final em São Paulo e novo ciclo começa em janeiro
Campanha do segundo semestre termina dia 31, enquanto a imunização de bezerras de três a oito meses segue de 1º de janeiro a 30 de junho de 2026, com aplicação obrigatória por veterinário credenciado.

A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que a Campanha de vacinação contra a Brucelose no segundo semestre acaba nesta quarta-feira (31). A campanha subsequente referente ao primeiro semestre de 2026 tem início na quinta-feira, dia 1º de janeiro com prazo para imunização das bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade até 30 de junho.
Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.
A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível clicando aqui.
A declaração de vacinação deve ser feita pelo médico-veterinário responsável pela imunização, que, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à campanha, validará a imunização dos animais.
A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE.
Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao GEDAVE. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração.
O modelo alternativo de identificação – o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) – de vacinação contra a Brucelose trata-se de uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante.
É estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação à fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.
Para o caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, deverá ser solicitada nova aplicação que deverá ser feita ao médico-veterinário responsável pela aplicação ou ainda, para a Defesa Agropecuária.
Havendo a impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).
A Defesa Agropecuária informa ainda que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.



