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Pecuária bovina de Goiás entra na pauta da Caravana do Agro Exportador

Evento em Goiânia reúne especialistas, adidos agrícolas e setor produtivo para discutir acesso a mercados, exigências sanitárias e oportunidades de exportação.

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A pecuária bovina de Goiás e seu potencial no comércio internacional estarão no centro dos debates da Caravana do Agro Exportador, que será realizada no dia 17 de março, em Goiânia. O encontro ocorre na sede da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa) e integra uma iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) voltada a aproximar produtores, entidades do setor e instituições estratégicas das oportunidades de exportação do agro brasileiro.

Promovido em parceria com a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), o evento acontece das 8h às 18h e deve reunir especialistas, representantes do setor produtivo e adidos agrícolas brasileiros que atuam em mercados estratégicos no exterior.

A programação foi estruturada para discutir os principais fatores que influenciam a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global, incluindo exigências sanitárias, rastreabilidade, sustentabilidade e acordos comerciais. Também entram na pauta temas como cotas e tarifas de importação, padrões de qualidade exigidos pelos compradores internacionais e estratégias para ampliar a presença da carne brasileira em mercados consolidados.

Durante o encontro, especialistas vão apresentar análises sobre o acesso ao mercado chinês e as oportunidades de exportação para a União Europeia, além de discutir ações de promoção comercial e os desafios regulatórios enfrentados pelo setor.

A agenda inclui ainda palestras sobre rastreabilidade bovina, sustentabilidade na produção pecuária e perspectivas para a pecuária de corte brasileira. Uma mesa-redonda com representantes da indústria frigorífica, produtores e instituições parceiras deve aprofundar o debate sobre o papel de Goiás na expansão das exportações do agronegócio nacional.

A expectativa é que o evento fortaleça o diálogo entre governo, cadeia produtiva e mercado internacional, ampliando o entendimento sobre requisitos técnicos e oportunidades de negócios para a pecuária brasileira.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pela internet, onde também está disponível a programação completa do encontro.

Fonte: O Presente Rural com Seapa

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Exportações de carne bovina somam 1,36 milhão de toneladas em 2026

Receita alcança R$ 40,2 bilhões entre janeiro e maio, alta de 20,2% sobre 2025. Resultado é impulsionado por preços elevados e dólar valorizado.

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo recorde em 2026. Entre janeiro e maio, o País embarcou 1,36 milhão de toneladas da proteína, o maior volume já registrado para o período na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.

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O resultado representa crescimento de 14,4% em relação aos cinco primeiros meses de 2025 e de 26,6% na comparação com o mesmo intervalo de 2024.

Além do aumento dos embarques, a receita obtida com as vendas externas também atingiu um novo recorde. No acumulado do ano, o faturamento chegou a R$ 40,2 bilhões, valor 20,2% superior aos R$ 33,4 bilhões registrados entre janeiro e maio do ano passado.

De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a combinação entre o dólar valorizado e os preços mais elevados da carne bovina exportada ajudou a impulsionar o desempenho do setor. No acumulado do ano, o valor médio pago pela tonelada exportada ficou próximo de R$ 29,5 mil.

Maio registra maior faturamento do ano

Considerando apenas o mês de maio, o Brasil exportou 290,4 mil toneladas de carne bovina, volume 2,5% superior

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ao registrado em abril e 17,2% acima do observado no mesmo mês de 2025.

A receita acompanhou o crescimento dos embarques. O faturamento alcançou R$ 9,04 bilhões no mês, avanço de 5,3% frente a abril e de 28,1% na comparação anual. Trata-se do maior valor mensal registrado pelo setor em 2026 até o momento.

O preço médio da tonelada exportada foi de R$ 31.135,21 em maio, patamar acima da média observada no acumulado do ano.

Foto: Shutterstock

Mercado externo ganha ainda mais relevância

Na avaliação do Cepea, o desempenho das exportações reforça a importância crescente do mercado internacional para a pecuária brasileira.

O cenário ocorre em um momento de transição entre safra e entressafra, período marcado por aumento na oferta de animais prontos para abate, consumo doméstico mais enfraquecido e maior concorrência de outras proteínas no mercado interno.

Com a demanda externa aquecida e os preços internacionais sustentados em níveis historicamente elevados, as exportações seguem desempenhando papel decisivo na absorção da produção brasileira e na formação da receita do setor pecuário.

Fonte: O Presente Rural
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Rússia reconhece Brasil livre de febre aftosa sem vacinação

Decisão acompanha o novo status sanitário concedido pela OMSA e amplia a confiança internacional no sistema brasileiro de defesa agropecuária.

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A Rússia passou a reconhecer oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação. A comunicação foi feita pelas autoridades sanitárias russas na última quarta-feira (10) e representa mais um desdobramento internacional do novo status sanitário obtido pelo Brasil junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

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A medida tem relevância tanto sanitária quanto comercial. Além de validar os avanços brasileiros no controle e erradicação da doença, o reconhecimento cria condições mais favoráveis para a presença de produtos agropecuários brasileiros no mercado russo, especialmente aqueles ligados às cadeias de proteína animal.

O reconhecimento é resultado de um trabalho conjunto conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que vêm atuando para que a nova condição sanitária do país seja aceita pelos principais parceiros comerciais.

A classificação de país livre de febre aftosa sem vacinação é considerada um dos mais elevados níveis de reconhecimento sanitário internacional para a pecuária. O status foi concedido ao Brasil pela OMSA após anos de evolução dos programas de vigilância, controle e defesa sanitária animal.

Na prática, o reconhecimento por parte da Rússia reforça a credibilidade do sistema brasileiro de defesa agropecuária e reduz barreiras relacionadas à sanidade animal nas negociações comerciais entre os dois países.

A decisão também fortalece a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos de origem animal em um mercado que historicamente figura entre os importantes destinos das exportações

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brasileiras de carnes. O reconhecimento amplia a segurança jurídica e sanitária para os fluxos comerciais e pode favorecer futuras negociações de acesso e ampliação de mercado.

Para o governo brasileiro, o posicionamento das autoridades russas demonstra confiança nos mecanismos de controle sanitário adotados pelo país e consolida um dos principais argumentos utilizados pelo setor exportador: a capacidade de oferecer produtos com elevado padrão sanitário e rastreabilidade reconhecida internacionalmente.

O reconhecimento ocorre em um momento em que o Brasil busca converter os ganhos sanitários obtidos nos últimos anos em novas oportunidades comerciais, ampliando a competitividade das exportações agropecuárias e fortalecendo sua presença nos mercados globais de proteína animal.

Fonte: O Presente Rural
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Rastreabilidade deve ampliar competitividade da pecuária brasileira nos próximos anos

Implementação do PNIB e aumento das exigências por transparência e comprovação de origem ampliam a importância da identificação individual dos rebanhos.

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A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável defendeu a rastreabilidade como um dos pilares para a competitividade da pecuária nacional durante encontro regional promovido pela Mesa Global de Carne Sustentável (GRSB) e pelo Bezos Earth Fund, realizado em maio na cidade de São Paulo.

Foto: Divulgação/MBPS

Na oportunidade, a presidente da Mesa Brasileira, Ana Doralina Menezes, afirmou que a identificação individual dos animais passou a ocupar posição estratégica nas discussões sobre acesso a mercados, transparência, sanidade e sustentabilidade. “O debate sobre rastreabilidade vai além de uma exigência de mercado. Estamos falando de uma infraestrutura estratégica para fortalecer a confiança entre campo, indústria, sociedade e mercados, além de apoiar uma pecuária cada vez mais sustentável, inclusiva e competitiva”, afirmou.

Segundo Ana Doralina, o Brasil atravessa um momento importante para o fortalecimento dessa agenda. Entre os fatores que impulsionam o tema estão o reconhecimento internacional do país como livre de febre aftosa sem vacinação e a implementação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), que prevê a identificação individual do rebanho brasileiro até 2032.

Durante o encontro, a entidade também destacou sua atuação nas discussões sobre o desenvolvimento de sistemas

Foto: Divulgação/MBPS

de rastreabilidade no país. Desde 2022, a Mesa Brasileira participa de debates técnicos relacionados à interoperabilidade entre plataformas, ampliação do acesso dos produtores às ferramentas de identificação animal e construção de políticas públicas voltadas ao tema.

Além da participação em fóruns nacionais e internacionais, a organização tem defendido a criação de condições que favoreçam a adoção dos sistemas nas propriedades rurais, incluindo assistência técnica, acesso ao crédito, integração de dados, segurança jurídica e mecanismos de inclusão produtiva.

Foto: Divulgação/MBPS

Para a entidade, a ampliação da rastreabilidade depende da participação coordenada de diferentes segmentos da cadeia pecuária e da construção de um ambiente capaz de gerar confiança e credibilidade para produtores, indústria e consumidores. “A rastreabilidade pode ser mais do que uma resposta às pressões externas. Ela pode se consolidar como a base de uma nova proposta de valor para a pecuária brasileira, conectando origem verificável, produtividade, sustentabilidade e confiança”, destacou Ana.

A participação da Mesa Brasileira no encontro reforçou a presença da entidade nas discussões internacionais sobre o futuro da produção pecuária e os mecanismos necessários para ampliar a competitividade do setor em mercados cada vez mais atentos à origem e à transparência dos produtos agropecuários.

Fonte: O Presente Rural
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