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Paulo Teixeira detalha ações do governo para reduzir preços dos alimentos
Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar menciona incentivos à produção e o programa Desenrola Rural como algumas das iniciativas para diminuir o custo com alimentação no Brasil.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, afirmou nesta semana que o governo está atuando em diversas frentes para reduzir os preços dos alimentos, e, segundo ele, os primeiros resultados já são visíveis nas prateleiras dos mercados. Entre as ações estão o incentivo à produção e o programa Desenrola Rural, ambos específicos para contribuir com a diminuição dos preços. “Se você for ao supermercado hoje, você já vai ver que os preços estão bem melhores que há um mês e dois meses. Mas tem muito o que fazer ainda porque os preços dos produtos precisam baixar mais”, mencionou.
Teixeira disse que uma equipe do MDA apurou no mercado melhora em preços como o do pacote de cinco quilos de arroz e do óleo de soja. Segundo ele, a alta do dólar durante a eleição presidencial nos Estados Unidos foi um fator que provocou aumento dos preços e, agora, os valores estão baixando. “Os alimentos que estão ancorados no dólar, na medida que o dólar baixou, estão baixando. Mesmo as carnes estão baixando. O ovo está fora de propósito e estamos fazendo um estudo desses alimentos que estão fora da curva: as carnes, o ovo, o açúcar e o café. Então, estamos fazendo para ver as medidas”, ressaltou.
Aumentar a produção de alimentos é umas das frentes incentivadas pelo governo. Com o Desenrola Rural, a intenção é viabilizar que os agricultores familiares endividados quitem os débitos e voltem tomar crédito com juros baixos para retomar ou ampliar a produção. “Queremos que aqueles que tenham pendência no banco possam renegociar essa pendência e possam tomar o financiamento agrícola para aumentar a produção de alimentos”, enfatizou.
O programa Desenrola Rural permitirá o refinanciamento de dívidas com descontos de até 96% para agricultores familiares, a partir da próxima segunda-feira (24). A iniciativa também vai facilitar o acesso ao crédito rural.
A medida de renegociação vale para dívidas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e outras, como cartões e empréstimos nas instituições financeiras, do Crédito de Instalação e dívidas já inscritas na Dívida Ativa da União (DAU), como impostos e outros débitos federais, todas com inadimplência superior a 1 ano.
Juros menores e mecanização
Já o Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 tem juros menores para financiar a produção de itens que integram a cesta básica. “Diminuímos os juros dos alimentos da cesta básica, então, os financiamentos aumentaram”, frisou.
Outra medida de incentivo à produção é a mecanização da agricultura familiar, que hoje tem o percentual de 20%. A meta, segundo o ministro, é triplicar. O Plano Safra da Agricultura Familiar tem uma nova linha para financiamento de máquinas agrícolas de pequeno porte.
Incentivo à agroecologia
Em março, o governo vai lançar um plano nacional para incentivar a redução do uso de agrotóxicos e substituição por bioinsumos, de acordo com o ministro Paulo Teixeira.
Ele mencionou ainda que a agroecologia tem sido alvo de incentivos com juros de 2% para crédito voltado à produção de alimentos orgânicos. Segundo Paulo Teixeira, a facilitação resultou em aumento na tomada de recursos.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



