Avicultura Obra completa
Paulo Dilkin lança livro Micotoxinas em Aves nesta terça-feira em Chapecó
Amanhã (06), o escritor participa de uma sessão de autógrafos no estande do jornal O Presente Rural, durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura, que acontece até quinta-feira (07) no município catarinense.

O livro Micotoxinas em Aves do pesquisador e professor Paulo Dilkin será lançado nesta terça-feira (05) em evento a ser realizado pela Agrifirm, detentora dos direitos autorais da publicação, na cidade de Chapecó (SC). Amanhã (06), o escritor participa de uma sessão de autógrafos do seu novo livro no estande do jornal O Presente Rural, durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura, que acontece até quinta-feira (07) no município catarinense.
A nova obra de Paulo Dilkin trata com bastante ênfase dos efeitos tóxicos das micotoxinas na agroindústria avícola e sua interferência na imunidade, na saúde e qualidade intestinal, na produção de ovos e na produtividade das aves.
Pelo Instagram @opresenterural está sendo realizado sorteios de alguns exemplares do livro Micotoxinas em Aves, que poderá ser retirado durante o Simpósio de Avicultura ou caso o ganhador (a) não estiver no evento pode solicitar o envio pelos Correios. Também haverá sorteio de alguns exemplares do livro aos visitantes da feira.
Esta obra apresenta um breve histórico das micotoxinas e alguns aspectos importantes relacionados à sua ocorrência em matérias-primas e alimentos. Dada a sua importância na avicultura, as aflatoxinas, fumonisinas, ocratoxina A, tricotecenos e zearalenona receberam capítulos próprios, além de abordar conhecimentos básicos da micotoxicologia aviária e é dirigido aos estudantes, médicos-veterinários, pesquisadores e profissionais do setor avícola.
Conforme o autor, esta obra é seguramente a coletânea de informações mais completa em micotoxicologia de aves. Dada a sua importância, já possui edições em Português, Espanhol e Inglês, como também já está sendo traduzido para o Mandarim.
O livro vai ser distribuído gratuitamente pele equipe de assistência técnica e consultoria da Agrifirm-Agrimprov em todo país. “É com orgulho e satisfação que esta obra chega ao seu destino. Esperamos que os conhecimentos nela disponibilizados, possam contribuir para que se alcance a excelência na produção avícola”, enfatiza Dilkin.

Avicultura Recorde histórico
Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre
Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.
Avicultura Mesmo com alta de até 21% em março
Preço médio do ovo na Quaresma é o menor em quatro anos
Quedas ao longo de 2025 e janeiro de 2026 no menor patamar em seis anos limitaram efeito sazonal típico do período religioso.

Os preços dos ovos subiram até 21% em março, movimento recorrente no período da Quaresma, quando parte dos consumidores substitui a carne vermelha. Ainda assim, levantamentos do Cepea mostram que o valor médio praticado no período religioso deste ano é o mais baixo dos últimos quatro anos nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de 2025 as cotações recuaram em boa parte dos meses, reduzindo a base de comparação para o início deste ano. Como reflexo desse comportamento, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas praças monitoradas.
Dessa forma, o mercado iniciou 2026 em patamar inferior ao observado em 2025. A reação verificada em fevereiro e março, embora expressiva em termos percentuais, não foi suficiente para que a média de preços desta Quaresma superasse a registrada em anos anteriores.
Avicultura
Avicultura brasileira reforça controles sanitários diante de novo cenário regional
Com avanço da influenza aviária em países vizinhos, setor intensifica monitoramento e reduz margem de erro.

A avicultura brasileira não parte do zero. Ao contrário, construiu ao longo de décadas um dos sistemas sanitários mais consistentes entre os grandes produtores globais. O status livre de influenza aviária em plantéis comerciais, mantido até aqui, é resultado de protocolos consolidados de biosseguridade, vigilância ativa e integração entre setor privado e serviço veterinário oficial. Ainda assim, o ambiente ao redor mudou. A confirmação recente de focos de influenza aviária de alta patogenicidade na Argentina, país vizinho e relevante na produção regional, reposiciona o risco e exige respostas mais rápidas, mesmo de cadeias já estruturadas.
O movimento não é de ruptura, mas de ajuste fino. Programas de controle de Salmonella vêm sendo revisados com maior rigor na granja, na fábrica de ração e no abate; o monitoramento de micotoxinas ganha centralidade pela relação direta com integridade intestinal e suscetibilidade a patógenos; e protocolos de biosseguridade são reforçados em pontos críticos, como o trânsito de pessoas, insumos e veículos. O que antes operava com margem de segurança passa a trabalhar com tolerância mínima a desvios, pressionado ainda por exigências sanitárias mais objetivas dos mercados importadores.
A consequência é uma cadeia mais sensível e interdependente. Sanidade, nutrição, manejo e logística deixam de operar como compartimentos técnicos e passam a responder como um sistema único, no qual qualquer falha – seja na qualidade da matéria-prima, na ambiência ou na execução de protocolos – pode comprometer desempenho, habilitação sanitária e fluxo de exportação. É nesse nível de precisão que a avicultura brasileira opera hoje: não para alcançar um padrão, mas para sustentá-lo sob pressão crescente.
Nessa reportagem especial produzida com exclusividade pelo jornal O Presente Rural, o foco está nos ajustes que a cadeia vem fazendo para manter esse padrão. A partir dos debates do Simpósio Facta, em Toledo (PR), do Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, em Limeira (SP), e do Simpósio Brasil Sul de Avicultura, em Chapecó (SC), o material identifica onde estão hoje os principais pontos de atenção sanitária.
O leitor encontrará o que está mudando na prática: reforço de biosseguridade, revisão de programas sanitários e maior rigor no monitoramento, da granja ao abatedouro. Não se trata de reconstruir o sistema, mas de reduzir a margem de erro em um ambiente mais exigente, dentro e fora do país.





