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Patense registra resultados expressivos e faz diagnóstico para 2016
A Patense, que está entre as 25 maiores exportadoras do Porto de Paranaguá, e conta com uma nova unidade no Rio de Janeiro*, tem a expectativa de crescer 80% no ano de 2016.
Apostando no que acredita ser uma vocação agroindustrial do Brasil e um mercado em crescimento, a Indústria de Rações Patense que atua no segmento da reciclagem e processamento dos subprodutos do abate animal – que resultam em produtos aplicados para nutrição animal, indústrias químicas, farmacêuticas e de biodiesel – registra resultados expressivos.
Segundo a Revista Globo Rural (Editora Globo), a Patense foi a líder do Setor de Nutrição Animal em 2015, considerada a melhor em nutrição animal e está entre as 500 maiores empresas de agronegócio do país.
Não é para menos. A empresa, que tem sua atenção totalmente voltada para esta atividade, processa cerca de 30 mil toneladas de subproduto/mês, e recebeu nos últimos anos, investimento importante na ordem de 150 milhões de reais. A receita bruta da empresa, em 2015, teve um crescimento de cerca de 25% em relação a 2014. É uma prática constante da empresa investir em desenvolvimento, inovação e tecnologia de ponta empregada na produção de farinhas e gorduras, e no armazenamento.
“Todo o transporte dos subprodutos é realizado por frota própria, em veículos adaptados, adequados e aprovados pelos órgãos reguladores, que garante a agilidade e a entrega da matéria-prima nas 4 unidades da empresa espalhadas pelo país. A coleta é realizada em mais de 500 cidades de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Paraná e agora também no Rio de Janeiro. Com isto, a empresa gera 700 empregos diretos e 1200 indiretos”, explica Clênio Antônio Gonçalves, presidente da Patense.
TAOSSO
Como apontam os indicativos econômicos, o mercado interno atravessa um momento de crise, e o agronegócio continuará “carregando o país nas costas”. Com a alta do dólar, juros altos, eleições municipais e a abertura de mercados, como o da Ásia, a economia brasileira encontra na exportação uma possível saída.
Nesta esteira, a Patense é um exemplo. Hoje, 30% de sua receita bruta vem do comércio exterior. O balanço e os números dos últimos anos são animadores. Se consolidados, até o final deste ano, a meta de faturamento – do presidente e de sua equipe de gestão – será superada.
“Em 2010, existia uma análise profunda de como o mercado interno brasileiro reagiria à crise que afetava o mundo. Diante disto e dos prognósticos favoráveis em relação à exportação, traçamos um plano estratégico de internacionalização de nossos produtos. Obtivemos o Certificado de Empresa Exportadora do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para duas indústrias: Patos de Minas e Itaúna -MG, e começamos a exportar para os continentes asiático, africano e sul-americano. Foi uma realização enquanto empresário e cidadão. Conseguimos adotar uma política econômica que contribui para superávits comerciais, não só das alterosas como do Brasil. Somos a única empresa mineira a realizar exportação direta de farinhas”, comemora Gonçalves.
A Patense, que está entre as 25 maiores exportadoras do Porto de Paranaguá, e conta com uma nova unidade no Rio de Janeiro*, tem a expectativa de crescer 80% no ano de 2016.
Rio de Janeiro
A indústria pesqueira do Rio de Janeiro não tem mais com o que se preocupar. A Patense está finalizando as obras de sua indústria no estado. Com a nova unidade, todos os subprodutos da atividade pesqueira serão recolhidos e processados. O início das atividades está previsto para final de março.
Fonte: Ass. Imprensa

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Agroceres Multimix reforça parceria com Copagril durante Agroshow 2026
Mais do que uma relação comercial, a parceria se estende à consultoria técnica, com atuação em fábrica, a campo e em áreas como sanidade e manejo.

Fortalecendo uma relação construída ao longo de mais de duas décadas com a Copagril e seus associados, a Agroceres Multimix esteve presente no Agroshow 2026, nos dias 14, 15 e 16 de janeiro de 2026, na Estação Experimental Copagril em Marechal Cândido Rondon (PR).
O evento, já consolidado como um dos mais importantes do agronegócio no Oeste do Paraná, reuniu produtores, parceiros e especialistas em torno de inovação, tecnologia e conhecimento técnico.
“A Agroceres Multimix participa do Agroshow há muitos anos, e o principal objetivo sempre foi fortalecer o relacionamento com a Copagril, com sua equipe técnica e com os produtores associados, que já são nossos parceiros. É um momento de proximidade, troca e construção conjunta”, destaca Fausto Maluf, consultor técnico comercial da empresa na região Oeste do Paraná.
Atualmente, a Agroceres Multimix fornece à Copagril a linha de premixes vitamínico-minerais utilizados nas fases de lactação, crescimento e terminação na suinocultura, com produtos disponíveis tanto nas lojas agropecuárias quanto na fábrica de ração e fomento da cooperativa.
Mais do que uma relação comercial, a parceria se estende à consultoria técnica, com atuação em fábrica, a campo e em áreas como sanidade e manejo.
O Oeste do Paraná é reconhecido como um dos principais polos de produção e exportação de proteína animal do país, resultado de um histórico ligado à colonização e ao forte papel das cooperativas no fomento da atividade. Nesse contexto, o Agroshow cumpre papel estratégico ao promover encontros técnicos, atualização de temas relevantes e integração entre os elos da cadeia produtiva.
Durante os três dias de evento, a Agroceres Multimix recebeu produtores, técnicos e parceiros em seu estande, reforçando seu compromisso com a nutrição animal aliada à assistência técnica e à construção de resultados consistentes no campo.
“Parabenizamos a Copagril pela organização e pela condução de um evento que vai além da exposição de soluções, consolidando-se como um espaço de diálogo, cooperação e evolução contínua do agro regional”, conclui Fausto.
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Somave Alimentos Amplia Capacidade Produtiva com Aquisição da Sanimax Brasil
A Somave, que já atua no abate e processamento de aves, amplia sua estratégia de transformação de subprodutos, tanto de origem própria quanto provenientes das principais indústrias do setor

A Somave Alimentos concluiu a aquisição das plantas da Sanimax Brasil, após aprovação dos órgãos reguladores e cumprimento das condições precedentes. A operação eleva a capacidade produtiva do grupo, triplicando o volume de transformação de subprodutos provenientes do abate e fortalecendo a atuação no segmento de rendering.
A Somave, que já atua no abate e processamento de aves, amplia sua estratégia de transformação de subprodutos, tanto de origem própria quanto provenientes das principais indústrias do setor. A operação passa a integrar a divisão Somave Feed Ingredients, responsável pela produção de farinhas e óleo dentro de padrões técnicos, operacionais e ambientais.
A iniciativa está alinhada aos objetivos estratégicos e sustentáveis da empresa, que incluem a atuação integrada em toda a cadeia de abate de aves. Os subprodutos da indústria passam a ser tratados como ativos relevantes, transformados de forma responsável e sustentável e reinseridos de maneira eficiente na cadeia de abastecimento da avicultura.
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Mitos x realidade: como a tecnologia transformou a segurança e a qualidade da carne suína no Brasil
Especialistas da MSD Saúde Animal e da ABCS explicam por que o uso de hormônios e o risco de cisticercose são falácias na suinocultura.

Nas últimas décadas, a suinocultura brasileira passou por um processo intenso de modernização e garantiu uma versão atualizada da carne suína. Hoje, ela é uma carne com diversos cortes magros, de alto valor biológico e rica em vitaminas do complexo B (especialmente B1, B3, B6 e B12), minerais essenciais, como zinco e ferro, e proteína. Mas, apesar de toda evolução, ainda há muitos mitos que cercam a produção de suínos e a qualidade da carne para consumo. Para esclarecer os principais pontos, profissionais da MSD Saúde Animal e da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) destacam tópicos importantes sobre a produção e composição nutricional.
O médico-veterinário Leonardo Rossi, gerente nacional de vendas da unidade de negócio de Suinocultura na MSD Saúde Animal, começa destacando que um dos mitos mais comuns na produção da proteína animal é sobre o uso de hormônios de crescimento para acelerar o ganho de peso, prática que não acontece no Brasil. “É proibida e fiscalizada por legislação do Ministério da Agricultura e Pecuária”, diz.
Leonardo também pontua que o melhoramento genético, as melhores práticas nutricionais, o controle sanitário respaldado por evidências científicas em constante validação, a ambiência controlada e as novas tecnologias, como identificação eletrônica, monitoramento e gestão individual dos suínos, trouxeram maior eficiência aos sistemas produtivos. “Conseguimos acompanhar cada animal do nascimento ao abate, garantindo transparência e confiabilidade da cadeia produtiva. O uso da tecnologia como ferramenta catalisadora para uma produção eficiente e sustentável é justamente o que mantém o Brasil como quarto maior produtor mundial de carne suína, aproximando-se da terceira posição a cada ano”, afirma o profissional.
Ainda segundo o médico-veterinário, as boas práticas de produção já não são mais uma vantagem competitiva no mercado de suinocultura, é condição para existir. “Produzir alimento saudável e inócuo para o consumidor, com ética social e ambiental, são pilares que sustentam a credibilidade das empresas produtoras frente aos mercados consumidores da carne suína brasileira”, exalta.
Biosseguridade
O conjunto de medidas adotadas em uma granja, ao qual chamamos de protocolo de biosseguridade, visam impedir a entrada e disseminação de agentes infecciosos no sistema produtivo. Isolamento físico, protocolo vacinal eficiente e controle sanitário rigoroso são exemplos de procedimentos indispensáveis para assegurar a biosseguridade dos plantéis. “O robusto status sanitário da suinocultura brasileira foi construído há anos e é mantido a muitas mãos, desde órgãos governamentais até a iniciativa privada, o que nos garante acesso aos mercados mais exigentes e um crescimento consistente no volume exportado”, pontua Rossi.
Como reflexo direto dessa segurança sanitária, o destaque da carne suína também é cada vez maior em território nacional. O consumo per Capita de Carne Suína foi de 18,6 kg/habitante em 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Comparado ao consumo de dez anos atrás, o índice cresceu 26,5%.
Maciez e melhor custo-benefício
Iuri Pinheiro Machado, consultor da ABCS, ressalta que a produção de suínos adotou linhagens geneticamente selecionadas para produzir mais carne e com menos gordura. “Avanços na nutrição com dietas balanceadas, formulações mais precisas e manejo alimentar tecnificado garantiram um desenvolvimento mais eficiente e um produto final mais alinhado ao que o consumidor moderno busca”, explica.
Além dos benefícios nutricionais da carne suína, Iuri destaca que ela não perde em nada para outras carnes e ainda possui mais maciez e melhor custo-benefício. “Hoje, os suínos produzidos nas granjas tecnificadas do Brasil, que representam a maior parte da produção, são criados com biosseguridade rigorosa, ambientes controlados, manejo sanitário profissional, rastreabilidade e inspeção. Isso elimina o risco associado à produção industrial. O que o consumidor precisa saber é que a carne suína é segura, nutritiva e atende aos padrões sanitários elevados”, expõe Machado.
O consultor da ABCS também reflete que um dos mitos mais persistentes, mas que não condiz com a realidade da suinocultura moderna, é de que o suíno é o vilão da cisticercose (infecção parasitária grave causada pelas larvas da tênia). Machado detalha que a cisticercose está relacionada a condições sanitárias inadequadas, e não ao consumo de carne suína inspecionada e de procedência segura. “O produto nacional cumpre rigorosos requisitos sanitários, ambientais e de qualidade, inclusive são reconhecidos mundialmente”, pontua.
Tanto que, atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de carne suína do mundo, ocupando posição de destaque no cenário global e exportando para mais de 100 países.
