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Patense: Reciclagem animal tem nome e liderança

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*Por Daniel Azevedo
 
A liderança do empresário Clênio Antônio Gonçalves na Indústria de Rações Patense levou a história da reciclagem animal no Brasil a um patamar de respeito e admiração nacional e internacional. Do pequeno negócio familiar, fundado em 1970, a Patense é hoje a mais importante empresa do segmento no Brasil, tanto economicamente como em inovação e empreendedorismo.
 
Em 2012 o faturamento foi próximo dos R$ 200 milhões, enquanto premiações e certificações concedidas pelo setor privado e o governo acumulam-se com o passar dos anos. Entre elas, estão o Destaque Nacional do Enaex; o Certificado de Empresa Exportadora do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento); o título de Empresário do Ano da Fiemg, o Mérito Empresarial da Prefeitura de Patos de Minas, duas vezes entre “as 500 maiores do agronegócio” pela Ed. Globo, entre outros.
 
O empreendedorismo, a perseverança e a abertura a inovações do empresário levaram a Patense a tais resultados e reconhecimentos e, ao mesmo tempo, geraram centenas de empregos, riqueza onde atua e para o Brasil e, especialmente, preservação do meio ambiente. Como diz o slogan da Patense, “a visão sustentável faz parte do DNA da empresa”.  
 
A evolução da Patense potencializou-se a partir de 1998 quando a desossa das carcaças de animais passou a ser obrigatória para frigoríficos em todo o país. Assim, o que parecia uma ameaça tornou-se uma oportunidade de negócio, já que os processadores teriam também os ossos além dos resíduos não alimentícios.   
 
O empreendedor Clênio identificou que o caminho para viabilizar sua atividade seria mostrar aos donos de frigoríficos que o “foco” deles era a comercialização da carne e não na graxaria. Por seu lado, a Patense investiria em tecnologia e eficiência para, justamente, tornar outros subprodutos lucrativos. Esta “sacada” tornou diversos frigoríficos parceiros e, rapidamente, alcançou grande sucesso.
 
A reciclagem animal é uma atividade que ganha cada vez mais destaque na agroindústria, pois, além de importante atividade econômica, tem grande valor ambiental. Tal aspecto da reciclagem animal pode agregar valor aos produtos e, ainda, melhora a imagem da agropecuária na sociedade por preservar o meio ambiente.  
 
O empresário, assim, mantém a sua visão estratégica de marketing e, por meio de investimentos em comunicação, valoriza sua marca e o próprio conceito de reciclagem animal. A Patense é, hoje, sem dúvida a marca mais importante do segmento enquanto a criação da Abra (Associação Brasileira de Reciclagem Animal), em 2006, representa a reciclagem animal brasileira no Brasil e no exterior.
Clênio é presidente e liderança incontestável na Abra que ajudou a fundar pela necessidade de organização e representação coletiva da reciclagem animal. Por meio da Associação, realizou o primeiro diagnóstico completo do setor, onde ficou demonstrada sua importância econômica (um PIB de R$ 7 bilhões em 2010) e ambiental no Brasil. O próximo projeto da Abra é a criação do selo “Identidade do Setor de Reciclagem Animal”, que trará benefícios múltiplos a todos os envolvidos. “Os avanços conquistados tanto na Patense como na Abra foram possíveis por meio da formação de equipes altamente capacitadas e multidisciplinares pois, o crescimento pessoal, profissional e empresarial podem ser obtidos apenas pelo trabalho participativo e em equipe”, diz.
 
Evolução em números
A evolução da Patense está demonstrado em números. A história da empresa, até agora, pode ser dividida em quatro fases distintas. Até 2002, existia apenas a unidade de Patos de Minas que processava cerca de 3 mil toneladas de subproduto por mês, basicamente de origem bovina, com faturamento girando em torno de R$7 milhões por ano.
 
De 2003 a 2006, com o início de operação da unidade de Itaúna, o processamento passou para cerca de 8 mil toneladas por mês e o faturamento chegou ao patamar de R$20 a R$ 25milhões por ano. De 2007 a 2010, com novos investimentos nas unidades de Patos de Minas e de Itaúna, a produtividade chegou a 15 mil toneladas mensais e o faturamento pulou de R$ 37 milhões em 2007 para R$ 83 milhões por ano em 2010.
 
Em 2011 e 2012, um novo salto significativo elevou o processamento para 20 mil a 25 mil toneladas mensais e o faturamento à faixa de R$ 115 e R$ 163 milhões por ano. “Neste último ano, houve um crescimento da ordem de 42% no faturamento, o que é bastante significativo se comparado aos níveis de crescimento conseguidos por outros segmentos no país”, constata.
 
Tal crescimento ocorreu como resultado de investimentos da ordem de R$ 60 milhões entre 2008 e 2012 e, também, por conta da diversificação das linhas de produção que incluíram a reciclagem de subprodutos de outros animais como suínos e aves além do expressivo crescimento da linha bovina. A expectativa para 2013 é de investimentos da ordem de R$10 milhões e ampliação do faturamento até a casa dos R$ 300 milhões.
 
Comércio exterior
 
O diretor-presidente da Patense sempre entendeu que o futuro de sua empresa estava no mercado internacional. E assim, no momento certo, após a estruturação da empresa, contratou profissionais com larga experiência e criou o Departamento de Exportação para estabelecer e executar os processos de comércio exterior da empresa.
 
Pouco tempo depois, a Patense obteve o Certificado de Empresa Exportadora do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para suas duas unidades industriais e, hoje, 30% de sua receita bruta vem do comércio exterior.
 
Assim, ajuda a economia da região, de Minas Gerais e do Brasil ao contribuir para superávits comerciais e ser a única empresa mineira a realizar exportação direta de farinhas. “Para o ano de 2013 a nossa expectativa é manter as exportações no mesmo patamar percentual, mesmo com o crescimento previsto da produção”, prevê.
 
Meio ambiente e inovação
 
A Patense sempre buscou conhecer novidades e, assim, introduziu modalidades de negócio inéditas no Brasil, chegando à frente dos concorrentes. A cultura de inovação gerou alguns bons exemplos como a fertirrigação, a caldeira de biomassa e reciclagem de subprodutos de animais de granja.
 
A empresa inovou ao transformar os 150 milhões litros de águas residuais geradas pela empresa em irrigação e adubo, o que eliminou por completo o despejo destas águas em rios ou córregos. A fertirrigação, como é conhecida, é um “case” clássico de sucesso da Patense.
 
O sistema injeta, ao mesmo tempo, adubo orgânico ou químico via água no solo e isso torna a irrigação mais econômica e a aplicação do adubo mais uniforme além de economizar mão-de-obra, reduzir a compactação do solo e os danos causados por máquinas e possibilitar o parcelamento da aplicação em quantidade ou época.
 
A aplicação do processo implica em investimentos em ativos ambientais para alcançar a sustentabilidade de todos os elos da cadeia produtiva. O balanço ambiental inclui ativos ambientais como: cobertura do solo, proteção das fontes de água, cultivo mínimo e plantio direto, fertilização adequada, reposição de matas ou pastagens em áreas impróprias para culturas anuais, corte planejado de árvores e reciclagem adequada de resíduos.
 
“A fertirrigação tem vários objetivos que vão desde um aproveitamento racional de todos os recursos disponíveis; mais estabilidade dos sistemas de produção; uso de novos componentes tecnológicos; integração dos sistemas produtivos para práticas sustentáveis social, ambiental e economicamente; estabelecer o princípio de que o resíduo de um sistema pode constituir-se em insumo para outro”, detalha.
 
Já a Caldeira de Biomassa é um equipamento que interage com a natureza sem poluir. O sistema de queima de combustíveis e os filtros permitem que a emissão de gases e particulados esteja dentro de padrões exigidos pelos órgãos reguladores. Além disso, o combustível usado (cavaco, briquetes, cascas de arroz, moinha de carvão vegetal, etc) garante a produção de energia renovável, limpa e sustentável sem o uso de combustíveis fósseis que causam o efeito estufa.
 
Quanto à reciclagem de animais de granja, a Patense iniciou junto ao MAPA, por meio da ABRA, um processo de aprovação do aproveitamento destes subprodutos em graxarias. Atualmente eles são destinados apenas para compostagem, ou seja, utilizados como adubo. Desta forma, o que na Europa e outros países é adubo, no Brasil será ração animal, barateando a produção.
 
Cultura empresarial 
 
A Patense constrói expressivos resultados econômicos, sociais e ambientais graças a implantação de uma cultura empresarial igualmente exitosa, que reflete o exemplo de empreendedorismo, de espírito de inovação e de valorização do trabalho em equipe do proprietário.   
A empresa adotou, por exemplo, a política de captar colaboradores de outros setores, sem vícios e com experiências variadas, e construiu, assim, uma forma inovadora de atuar que está sempre um passo a frente de concorrentes.
Do mesmo modo, adquiriu equipamentos de laboratório para estabelecer a mensuração da eficiência da sua produção bem como da geração de energia e vapor. Além disso, informatizou seus processos por meio de um software desenvolvido especificamente para administrar as várias etapas da produção de maneira rápida, eficiente e móvel com o uso de “palm tops” no lugar dos anteriores 30 mil boletos por mês. Este controle permite a supervisão logística da frota de cerca de 180 veículos.
 
Valores 
 
Os valores de uma empresa são, em última análise, a extensão dos valores pessoais e familiares de seus líderes. No caso da Patense, o exemplo do empresário Clênio mostra que é preciso “manter os valores acima de qualquer lucro” pois “a clareza nos negócios leva segurança aos clientes”.
 
Este comportamento e conduta refletem-se no tratamento dispensado pelo empresário ao grande círculo de amigos de longa data ou os mais recentes bem como no envolvimento da própria família (mãe, esposa, filho e irmãos) nas atividades da empresa. “Não basta ser honesto, tem que mostrar que é, pois esta postura traz segurança para colaboradores e a sociedade”, finaliza.
Fonte: Ass. Imprensa Safeway/ Daniel Azevedo
Foto: Agência Is Branding

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Notícias Energia no campo

Copel e Ocepar unem equipes para melhorar fornecimento de energia às cooperativas

Grupo técnico vai mapear gargalos na rede elétrica e definir ações para ampliar a qualidade e a confiabilidade do serviço no campo.

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Foto: Divulgação/Copel

A Copel e o Sistema Ocepar vão integrar equipes técnicas para mapear o sistema elétrico, que atende a cooperativas, e atuar em conjunto para ampliar a eficiência, a qualidade e a confiabilidade da distribuição de energia.

Foto: Divulgação/Copel

A iniciativa foi anunciada pelo diretor Comercial da Copel Distribuição, Julio Omori e o coordenador Gerencial Técnico e Econômico da Ocepar, Silvio Krinski, durante o Fórum de Energia, na sede da Copacol, em Cafelândia.

Realizado na última quinta-feira (18), o evento reuniu representantes de diversas cooperativas da região Oeste paranaense. “Este fórum foi extremamente positivo, pois tivemos a oportunidade de sinalizar soluções de melhorias que já havíamos mapeado internamente na Copel”, afirmou Omori.

Silvio Krinski ressaltou a estratégia definida no evento. “Em grupo, temos a possibilidade de identificar com clareza os principais desafios que o setor produtivo enfrenta atualmente. Com isso, buscamos, de forma colaborativa, construir soluções viáveis e alinhadas à realidade de todos os envolvidos. Acreditamos que os melhores resultados surgem quando há integração”, disse.

O grupo de trabalho, a ser formado entre as partes, será encarregado de promover o alinhamento técnico entre as instituições para desenvolver alternativas conjuntas de melhorias fornecimento de energia. Copel e Ocepar definirão um cronograma de reuniões para a formatação das equipes. “Compreendemos a real prioridade das cooperativas relacionadas à energia. A integração técnica nos permitirá direcionar ações pontuais para gerar maior impacto e resultados em menor tempo, atendendo de forma mais efetiva às expectativas dos produtores rurais”, reforçou o diretor Comercial da Copel. “Esses feedbacks reforçam ainda mais a responsabilidade e o compromisso da Copel em evoluir continuamente, sempre antecipando demandas e se preparando para desafios cada vez maiores”, completou Julio Omori.

Fórum de Energia

Foto: Divulgação/Copel

Com a participação de mais de 40 pessoas, entre representantes da Copel e de cooperativas do Oeste paranaense, o Fórum de Energia tratou de ações relacionadas ao fornecimento de energia nas propriedades rurais e de melhorias na qualidade da distribuição.

Anfitriã do encontro, a Copacol conta atualmente com 10,5 mil cooperados e mais de 16,8 mil colaboradores e exporta para mais de 85 países.

No evento, gestores da cooperativa aproveitaram para apresentar os números do Planejamento Estratégico Cooperar para Crescer 2024-2028 e destacaram a importância da Copel para os cooperados. “À medida que a Ocepar viabiliza o encontro entre técnicos e gestores da Copel e das cooperativas, cria-se um espaço qualificado para discutir temas relevantes, muitas vezes complexos e até sensíveis, como a qualidade da energia. Esse ambiente promove o diálogo, a escuta ativa e o aprofundamento das questões, permitindo que as discussões saiam do campo da percepção e avancem para uma análise mais técnica e orientada à solução. Esta é uma construção conjunta”, pontuou o superintendente de Logística da Copacol, Itamar Ferrari.

Visita a campo

Como parte do Fórum de Energia, os técnicos da Copel e da Ocepar visitaram uma propriedade de produção de tilápias de um cooperado da Copacol, no município de Nova Aurora. A produção de pescados é atendida pelo Copel Agro, que dá suporte a cerca de 76 produtores da cadeia de proteína, que inclui ainda leite, frango e porcos.

Foto: Divulgação/Copel

Para o piscicultor Pedro Gurski, a proximidade entre Copel, cooperativa e produtor rural é fundamental para que, diante de qualquer necessidade ou eventual problema, seja possível atuar de forma mais rápida e eficiente. “É positivo para todos. Essa troca de informações permite a compreensão mais profunda da nossa realidade no campo. Hoje, dependemos diretamente da energia para garantir a produtividade e a entrega do produto final. Qualquer falha no fornecimento pode gerar prejuízos financeiros significativos, além de outros impactos relevantes”, observou Gurski.

Foto: Divulgação/Copel

Segundo o gerente-executivo do Copel Agro, Marcelo Gonçalves, muitas das necessidades relatadas pelos representantes das cooperativas no evento em Cafelândia são prioridades no programa. “Temos estudos e iniciativas em andamento, o que reforça que estamos no caminho certo. Ao mesmo tempo, surgiram novos pontos que abrem oportunidades para evoluirmos ainda mais no atendimento”, disse.

Pela linha direta 0800 643 76 76, o Copel Agro ultrapassou a marca de 51 mil atendimentos em junho, com 95% de aprovação dos clientes, em pouco mais de dois meses de funcionamento.

O superintendente de Engenharia da Copel, Denis Mollica, considera que estar próximo do cliente e compreender as suas necessidades auxilia na evolução dos serviços prestados. “Saímos desta visita e do encontro mais ricos em informação e com o relacionamento ainda mais fortalecido com nossos clientes. O compromisso da Copel é melhorar sempre”, ressaltou Mollica.

Fonte: Assessoria Copel
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Segunda safra e manejo do solo tornam vazio sanitário etapa estratégica da produção de soja

Em Mato Grosso, período de restrição ao plantio é usado para intensificar sistemas e influenciar produtividade futura.

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Foto: Divulgação

O início do vazio sanitário da soja costuma transmitir a impressão de que as atividades nas fazendas diminuem. Em Mato Grosso, no entanto, a realidade é outra. Mesmo com a proibição do cultivo da oleaginosa, o campo segue em ritmo intenso, impulsionado pelas culturas de segunda safra e pelos manejos que definirão o desempenho da próxima temporada.

Foto: Júnior Knoff

Maior produtor de soja do Brasil, o Estado vive um período estratégico do calendário agrícola. Além do milho de segunda safra, culturas como algodão, sorgo, gergelim e milheto permanecem em desenvolvimento e exigem acompanhamento constante.

De acordo com o mestre em Agronomia Talis Melo, o vazio sanitário é uma medida essencial para o controle da ferrugem asiática, mas está longe de representar uma paralisação das atividades. “Hoje não temos soja no campo, porque o plantio é proibido durante o vazio sanitário. Mas isso não significa que a atividade para. O milho de segunda safra tem participação fundamental na rentabilidade do produtor. Além dele, culturas como algodão, sorgo, gergelim e milheto seguem em desenvolvimento e exigem manejo constante”, afirma.

Ao longo dos últimos anos, Mato Grosso consolidou um modelo produtivo baseado em duas grandes safras anuais. O que antes era chamado de “safrinha” tornou-se uma segunda safra de grande relevância econômica, responsável por ampliar a renda e a sustentabilidade financeira das propriedades rurais.

Além do retorno econômico, essas culturas exercem papel importante na preparação da próxima safra de soja. O cultivo consorciado de milho com braquiária, por

Foto: Divulgação

exemplo, contribui para a formação de palhada, melhora a estrutura do solo, conserva a umidade e favorece o desenvolvimento da lavoura subsequente.

Segundo Melo, as decisões tomadas neste período têm reflexos diretos sobre a safra 2026/27. Estratégias de controle de plantas daninhas, manejo fitossanitário, escolha de cultivares e uso de plantas de cobertura são fatores que influenciam a produtividade da soja que será semeada nos próximos meses. “Os manejos realizados agora no milho, no algodão, no sorgo, no gergelim e em outras culturas refletem diretamente na safra de soja 2026/27. Este é um momento de planejamento e preparação, em que o produtor trabalha para construir os resultados que deseja alcançar na próxima temporada”, destaca.

Controle da ferrugem asiática

Em Mato Grosso, o vazio sanitário da soja começou em 08 de junho e se estende até 06 de setembro. Durante esse período, os produtores devem eliminar todas as plantas vivas de soja existentes em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e locais onde possa ocorrer germinação espontânea.

A medida busca interromper o ciclo da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura e capaz de provocar perdas de até 90% da produção quando não controlada adequadamente.

Fonte: O Presente Rural
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Redução da jornada pode acrescentar R$ 11,9 bilhões aos custos do transporte de cargas no Brasil

Estudo da CNT estima alta anual de 8,66% nas despesas com mão de obra em um setor que já enfrenta déficit de mais de 100 mil motoristas.

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O primeiro semestre de 2026 impôs uma nova camada de desafios ao Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Responsável por cerca de 65% da movimentação de mercadorias no Brasil, o setor precisou se adaptar simultaneamente a mudanças regulatórias, aumento de custos operacionais, maior rigor na fiscalização eletrônica e escassez de mão de obra, cenário que elevou a complexidade das operações e pressionou a rentabilidade das empresas.

Presidente da FETCESP, Carlos Panzan: “O primeiro semestre mostrou que o desafio das transportadoras deixou de ser apenas operacional” – Foto: Divulgação

Entre as principais mudanças estiveram as novas exigências relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), alterações no Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) e a ampliação dos mecanismos de fiscalização digital.

Na avaliação da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), essas transformações exigiram investimentos em tecnologia e revisão dos processos internos. “O primeiro semestre mostrou que o desafio das transportadoras deixou de ser apenas operacional. Hoje, as empresas precisam acompanhar um ambiente regulatório cada vez mais dinâmico, investir em tecnologia, reforçar controles internos e manter capacidade de adaptação rápida para preservar eficiência e competitividade”, afirma o presidente da FETCESP, Carlos Panzan.

Diesel e frete pressionam as margens

Além das adequações regulatórias, o setor continua convivendo com dificuldades estruturais. O diesel segue entre os principais fatores de pressão sobre os custos das transportadoras.

Em março, o combustível chegou a acumular alta de 19% e permanece representando entre 35% e 50% do custo

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operacional das empresas. Em algumas operações, esse percentual pode ultrapassar 70% do valor total do frete.

Ao mesmo tempo, levantamento da NTC&Logística apontou uma defasagem média de 10,1% no frete rodoviário no início deste ano, o que reduz a capacidade das empresas de repassar os custos e compromete as margens de operação.

Segundo a FETCESP, a adaptação às novas regras deixou de ser uma demanda pontual e passou a integrar a estratégia das empresas. Para a entidade, o segundo semestre deve ser marcado principalmente pelos desafios relacionados ao ambiente econômico, político e trabalhista.

Escassez de motoristas preocupa setor

Entre os temas que mais mobilizam as transportadoras está a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho e o possível fim da escala 6×1.

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Estudo encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá elevar em 8,66% os custos com mão de obra no setor de transporte, gerando impacto anual de aproximadamente R$ 11,9 bilhões.

O levantamento aponta ainda que seriam necessários cerca de 240 mil novos trabalhadores para manter os atuais níveis de operação e atendimento.

A preocupação é ainda maior no transporte rodoviário de cargas, que enfrenta um déficit estimado em mais de 100 mil motoristas profissionais, além da dificuldade para preencher outras vagas operacionais. “Estamos diante de uma discussão que exige equilíbrio. O transporte de cargas é uma atividade essencial para o abastecimento da economia e qualquer mudança estrutural precisa considerar seus impactos sobre custos, produtividade e capacidade de atendimento”, afirma Panzan.

Segundo semestre deve exigir mais planejamento

As empresas também acompanham com atenção o cenário político e econômico, especialmente diante do calendário eleitoral e da implementação gradual da Reforma Tributária.

Para a FETCESP, a previsibilidade será um dos fatores decisivos para a competitividade do setor nos próximos

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meses. “A tendência é que o segundo semestre continue exigindo elevado nível de planejamento e capacidade de adaptação das empresas. O setor precisa de previsibilidade para investir, organizar operações e manter competitividade. Quanto maior a estabilidade regulatória e o diálogo entre poder público e setor produtivo, maiores serão as condições para que as transportadoras continuem operando com eficiência e segurança”, destaca o presidente da entidade.

Diante desse cenário, a federação defende a ampliação da participação das empresas em pesquisas de confiança do setor, argumentando que um diagnóstico mais preciso sobre custos, ambiente regulatório e expectativas dos empresários pode contribuir para orientar políticas e fortalecer a representação institucional das transportadoras em um período marcado por mudanças e incertezas.

Fonte: Assessoria FETCESP
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