Suínos
Parceria público-privada assegura manutenção e investimentos na Estação Quarentenária de Cananeia
ABCS e ABEGS renovam parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária, garantem investimentos EQC e reforçam o controle sobre a entrada de material genético importado no país.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e a Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS) firmaram, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Primeiro Termo Aditivo ao Acordo de Cooperação Técnica nº 073/2020, assegurando a manutenção, a modernização e a plena operacionalização da Estação Quarentenária de Cananeia (EQC) até dezembro de 2030.
O aditivo prorroga a vigência da parceria e atualiza o Plano de Trabalho, consolidando o modelo de cooperação entre o setor público e a iniciativa privada. A renovação garante previsibilidade institucional e continuidade dos investimentos em infraestrutura, biosseguridade e qualificação técnica.
Localizada no litoral sul do Estado de São Paulo, a EQC é o único quarentenário oficial do país autorizado a receber suínos importados destinados à reprodução. Trata-se de uma estrutura estratégica para o Brasil, pois viabiliza a entrada controlada de material genético de alto valor zootécnico, sob rígidos protocolos sanitários e supervisão permanente do Serviço Veterinário Oficial (SVO).

O novo Plano de Trabalho contempla na estrutura do Ministério da Agricultura e Pecuária- EQC a realização da manutenção preventiva e corretiva das estruturas físicas e operacionais da EQC, a modernização da estação de tratamento de efluentes, com adequação às normas ambientais vigentes, investimentos em equipamentos e melhorias estruturais, além da realização de treinamentos técnicos anuais voltados à biosseguridade e aos protocolos sanitários. Também estão previstas ações de comunicação institucional e a produção de material técnico para reforçar a relevância estratégica da EQC para o setor.
A Estação desempenha papel central na proteção sanitária do rebanho suíno brasileiro. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, o controle rigoroso realizado na EQC é fundamental para a mitigação de riscos sanitários e para a preservação do status sanitário nacional. “A Estação fortalece o potencial produtivo da suinocultura, impulsiona a eficiência genética e contribui diretamente para ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional”, afirma.
Já para o presidente da ABEGS, Alexandre Rosa, a formalização do Termo Aditivo fortalece a governança do sistema e dá estabilidade ao ambiente de investimentos. “A manutenção e modernização da EQC são fundamentais para garantir segurança sanitária, avanço genético e previsibilidade para as empresas que investem no Brasil. Estamos falando de um instrumento estratégico para sustentar o crescimento da suinocultura brasileira e ampliar nossa presença no mercado global”, destaca.
A ABEGS e a ABCS seguem responsáveis pela elaboração de estudos técnicos, pela execução das melhorias estruturais previstas e pelo apoio às ações de capacitação, sempre em conformidade com a legislação sanitária e ambiental. Com a renovação até 2030, o acordo reafirma o compromisso conjunto entre governo e setor produtivo com a excelência sanitária, a inovação genética e a sustentabilidade da cadeia suinícola nacional.

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.









