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Notícias Pecuária

Parceria entre pesquisa e rede de viveiristas abre novos horizontes para o capim-elefante no Brasil

É uma tecnologia democrática, acessível a pequenos e grandes produtores de leite

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Carolina Pereira

Quatro anos após o seu lançamento, em 2016, a nova variedade de capim-elefante BRS Capiaçu, desenvolvida pela Embrapa Gado de Leite (MG), já garantiu o seu lugar na preferência dos pecuaristas de leite de norte a sul do Brasil. Essa expansão em tempo recorde se deve, em grande parte, à parceria com redes de viveiristas credenciados, que garantem o fornecimento da cultivar aos produtores nacionais, além de contribuir para combater a pirataria de mudas.

Recentemente, com a inclusão de mais quatro viveiristas credenciados, a BRS Capiaçu passa a contar com fornecedores certificados pela Embrapa em toda a região do bioma Mata Atlântica. A Região Nordeste, que não tinha nenhum viveirista, passou a ter. O pesquisador da Embrapa Gado de Leite Samuel Oliveira diz que a instituição está fazendo um esforço para disponibilizar viveiristas em todas as regiões do País. “Isso ainda não foi possível porque dependemos da conclusão do teste de Valor de Cultivo e Uso (VCU) para estender a recomendação da cultivar para os biomas Cerrado e Amazônia, questão que em breve estará resolvida”, diz.

O teste VCU é uma das exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o registro de novas cultivares. Os registros são feitos por biomas. Até  agora, a cultivar BRS Capiaçu só possui o VCU para o bioma Mata Atlântica, embora já existam viveiristas interessados em comercializá-la nos estados do Cerrado e da Amazônia.

“A BRS Capiaçu é um grande sucesso entre os produtores de leite. Além de já estar sendo cultivada em todo o Brasil, a forrageira vem despertando também o interesse de produtores de fora do País. Recentemente, um pecuarista da Angola, na África, berço da maior parte das gramíneas usadas em nossa pecuária, adquiriu o produto”, conta Oliveira.

Segundo o chefe-adjunto de Transferência e Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, Bruno Carvalho, há também demanda para que o capim seja introduzido em outros países da América Latina, com negociações avançadas junto à República Dominicana.

“Com o bônus do sucesso, surge também o ônus da pirataria”, preocupa-se Oliveira. Segundo ele, há um comércio de mudas sendo vendidas por pessoas que não têm qualquer registro ou autorização da Embrapa. Ele chama a atenção para o problema: “A Embrapa Gado de Leite não se responsabiliza por mudas de BRS Capiaçu que não foram adquiridas por viveiristas credenciados”. O produto pode ser adquirido de três formas diferentes: mudas em estacas, germinadas ou micro propagadas (feitas a partir de tecido da planta). Quanto ao preço, isso irá depender do tipo de muda e dos ditames do mercado.

Viveiristas: produção e combate à pirataria de norte a sul do País 

Os viveiristas desempenham importante papel ao fazer com que as cultivares da Embrapa cheguem ao mercado, atuando indiretamente no combate à pirataria de mudas. É o que faz o pequeno produtor de leite na região do Vale do Paraíba José Cabello, que testou na propriedade dele a BRS Capiaçu como alternativa para alimentar o gado durante o inverno. A tecnologia o ajudou a descobrir uma nova atividade econômica: a de produtor de mudas. Para saber mais sobre a forrageira, manteve contatos com a equipe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite. Ao identificar o potencial da cultivar decidiu integrar a lista de licenciados para produção e comercialização de mudas e hoje já vai para a quarta safra, que ocupa cerca de cinco hectares da fazenda.

“Muitas mudanças ocorreram desde o plantio das primeiras mudas: do manejo correto até a embalagem e o atendimento de pós-venda aos clientes”, conta Cabello, da Mater Genética, localizada em São José dos Campos (SP). O produtor abandonou a venda de leite e agora comercializa bezerros, tendo como atividade principal a de viveirista. E não reclama: “A demanda tem sido crescente ano a ano e 2020 superou as expectativas nos meses de junho e julho, costumeiramente mais fracos de venda”, relata, destacando também os bons resultados com a silagem utilizada para alimentar o rebanho.  “Nossa relação com a Embrapa é bastante sólida. Recebemos o apoio técnico quando precisamos e levamos o nome da Empresa e a tecnologia a todos que procuram pela cultivar”, acrescenta.

Com um jardim clonal de cerca de 600 metros quadrados, credenciado desde 2016, a Agro Comercial Afubra vende mudas da BRS Capiaçu de norte a sul do País. Embora localizada em Rio Pardo (RS), região que fica com 70% da produção, o viveiro comercializa o produto em 16 estados brasileiros, informa o gerente do departamento de produção agroflorestal da empresa, Juarez Pedroso Filho. “Nos surpreendemos com o aumento da demanda, que começou a chegar de Roraima, Tocantins, Amazonas e estados do Nordeste e Centro-Oeste. Na última safra, atendemos cerca de 300 agricultores familiares com a produção de 60 mil mudas rastreadas de ponta a ponta, com nota fiscal e atestado de origem genética para assegurar que estão recebendo uma cultivar da Embrapa”, diz.

Casos de compra e venda de mudas da BRS Capiaçu sem a mediação de um licenciado como a Afubra começam a acontecer. “Clientes contam até sobre venda de sementes da cultivar, coisa que não existe no mercado”, diz o engenheiro florestal. O viveiro atende sob encomenda e não ampliou a área de multiplicação de mudas, a despeito da demanda crescente pela cultivar e dos bons resultados comerciais.

“O agricultor está habituado a chegar no balcão e pedir um saco de sementes. A muda não está na prateleira e isso é uma mudança de paradigma à qual o produtor precisa se adaptar. A cada cliente que nos procura, explicamos que a entrega não é imediata, que a produção respeita os ciclos da planta e reforçamos ainda a importância de conhecer a origem da cultivar. Esse boca a boca é a nossa contribuição contra a biopirataria”, destaca Pedroso.

Capim grande: um caso de sucesso

Lançada pela Embrapa Gado de Leite em outubro de 2016, a nova cultivar de capim-elefante foi disponibilizada há apenas quatro anos, mas já rendeu frutos importantes para a pecuária de leite nacional. Quem a adota só tem elogios à qualidade da forrageira, conhecida pela versatilidade no uso (pode ser fornecida picada verde no cocho ou na forma de silagem) e pela alta produção de matéria seca (chega a produzir 50 toneladas de matéria seca por hectare/ano). Capiaçu, em tupi-guarani, significa capim grande, o que remete à alta produção.

Segundo o pesquisador Francisco Lédo, “a BRS Capiaçu é o maior lançamento da história do programa de melhoramento de capim-elefante da Embrapa”. Para ele, que fez parte da equipe que desenvolveu a cultivar, a grande inovação do produto é o fato de a gramínea poder ser utilizada para silagem a um baixo custo.

O material se adapta aos diferentes tipos de solo e tolera as variações climáticas, diminuindo os riscos na alimentação do rebanho. “A BRS Capiaçu é bastante eficiente no uso da água e tolerante a veranicos”, diz Lédo. Essas características favorecem sua adoção em diferentes regiões do País.  O interesse generalizado pela cultivar também se deve aos seus índices nutricionais e produtivos.

A produção de cerca de 50 toneladas de matéria seca por hectare/ano faz jus ao nome Capiaçu, que pode chegar a cinco metros de altura. “O resultado é a alta produção de biomassa, sendo essa a sua melhor característica”, afirma o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Antônio Vander Pereira, que coordenou os trabalhos de desenvolvimento da cultivar.

Utilizado para cultivo de capineiras e fornecido como picado verde, o capim apresenta maior valor nutritivo, conforme explica o também pesquisador da instituição Mirton Morenz: “Cortado aos 50 dias, pode chegar a 10% de proteína bruta. Mas para a produção de silagem é preciso que o material seja cortado com idade entre 90 e 110 dias, quando alcança de 18% a 20% de matéria seca, o que implica redução dos teores de proteína para aproximadamente 6%”. Morenz completa: “Embora apresente valor nutritivo menor quando comparada à silagem de milho, a silagem da BRS Capiaçu é de baixo custo, sendo uma alternativa para a alimentação dos rebanhos, principalmente, no período da seca”.

Segundo Pereira, o custo elevado da silagem de milho é o que a torna inacessível a muitos produtores. A BRS Capiaçu é uma tecnologia democrática, que une grandes e pequenos pecuaristas. “Podemos dizer que acertamos em cheio com a BRS Capiaçu, que é, no mínimo, 30% mais produtiva do que as outras variedades. A chave do seu sucesso é a versatilidade”, afirma Pereira.

Potencial de produção e valor nutritivo

A BRS Capiaçu se destaca pela alta produtividade e qualidade da forragem, quando comparada a outras cultivares de capim-elefante. Veja abaixo os índices de produção e nutritivos para plantas com 60 dias de crescimento:

Silagem – A silagem da cultivar BRS Capiaçu apresenta valor nutritivo comparável ao do milho, com menor valor energético. É indicada para vacas secas e animais jovens. Se utilizada para animais em lactação, a alimentação deve ser suplementada com uma fonte de energia, de acordo com a produção da vaca.

Fonte: Embrapa Gado de Leite
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Notícias Perda da Safra

Mais de 25 mil agricultores familiares irão receber benefício do Garantia-Safra em abril

Benefício será pago em parcela única de R$ 850 para produtores de 27 municípios em sete estados

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Divulgação/MAPA

Portaria Nº 18, que determina o pagamento do Garantia-Safra, foi publicada nesta sexta-feira (16) pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Neste mês, receberão o pagamento agricultores de Alagoas, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, da Paraíba, de Pernambuco e Sergipe. O montante chegará a mais de R$ 21,5 milhões.

Diante do cenário imposto pela pandemia do Covid-19, a Secretaria de Política Agrícola decidiu antecipar, de forma excepcional, o pagamento do Programa Garantia-Safra na safra 2019/2020. Conforme publicado na Portaria 15, de 14 de abril de 2020, esse pagamento será realizado integralmente em parcela única de R$ 850.

O Garantia-Safra tem como objetivo garantir a segurança alimentar de agricultores familiares que residam em regiões sistematicamente sujeitos à perda de safra, por razão de estiagem ou enchente. Têm direito a receber o benefício os agricultores com renda mensal de até um salário mínimo e meio, quando tiverem perdas de produção em seus municípios igual ou superior a 50%. O benefício Garantia-Safra é disponibilizado obedecendo o calendário de pagamento dos benefícios sociais.

Benefício bloqueado

Com o lançamento do serviço “Solicitar Requerimento de Defesa após Bloqueio do Benefício Garantia-Safra”, na plataforma Gov.br, os agricultores aderidos ao Garantia-Safra que tiveram a concessão do benefício bloqueado nos municípios com autorização do pagamento no mês de janeiro/2021, devem cumprir com as orientações dispostas na Portaria Nº 25, de 8 de julho de 2020, para regularização do benefício.

Caso o benefício esteja bloqueado, o agricultor deve acessar o seu perfil no Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra, neste link, e verificar o motivo do bloqueio através da notificação que consta no perfil. O agricultor terá até 30 dias, após a publicação da Portaria que autoriza o pagamento do benefício, para se manifestar quanto o bloqueio.

A relação dos agricultores que tiveram o benefício bloqueado, de forma cautelar, será encaminhada pelas Coordenações Estaduais aos gestores municipais.

Fonte: MAPA
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Notícias Sustentabilidade

Estudo com participação paranaense aponta crescimento da agricultura sustentável

Tecnologias que diminuem a emissão de gases de efeito estufa na agropecuária fazem do Brasil um dos principais protagonistas no debate sobre mudanças climáticas

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Divulgação/AENPr

O agronegócio brasileiro vem se comprometendo cada vez mais com a adoção de práticas que poupam os recursos naturais e diminuem a emissão de carbono para a atmosfera. Essa é a conclusão do artigo Desenvolvimento da agricultura de baixo carbono no Brasil, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado ao Ministério da Economia.

“A adoção de tecnologias que diminuem a emissão de gases de efeito estufa na agropecuária faz do Brasil um dos principais protagonistas no debate mundial sobre mudanças climáticas”, aponta Tiago Santos Telles, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) e um dos autores da pesquisa.

Como exemplos dessas tecnologias, aponta o pesquisador do IDR-Paraná, está o plantio direto, uso de estratégias que aproveitam a fixação biológica de nitrogênio pelas plantas e, ainda, a exploração conjunta de espécies florestais em áreas de pastagens e de cultivo de grãos.

O estudo foi realizado com o objetivo de aferir o cumprimento das metas estabelecidas no Plano ABC, de 2010, e partiu da reunião e análise de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Embrapa, Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo no Brasil (MapBiomas) e do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg).

A pesquisa também aponta desafios. “É necessário ampliar os investimentos na recuperação de pastagens degradadas e no tratamento de dejetos animais”, alerta Telles.

Plano ABC

O Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura, ou simplesmente Plano ABC, foi elaborado em 2010 como parte da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC).

A PNMC, por sua vez, foi um desdobramento interno da participação brasileira na 15ª Conferência das Partes (COP 15), realizada na Dinamarca em dezembro de 2009. Desse evento resultou o Acordo de Copenhague, em que o Brasil, país signatário, se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) – principalmente metano, dióxido e monóxido de carbono – até 2020.

No Brasil, cerca de 31% do total desses gases são gerados na agropecuária, aponta Telles, principalmente a emissão de metano na criação de bovinos, a liberação de carbono em certas práticas de manejo do solo e, ainda, o desmatamento para a liberação de novas áreas.

O Plano ABC definiu como principais diretrizes a recuperação de pastagens degradadas, a disseminação da produção integrada de lavouras, pecuária e florestas, o incremento do plantio direto, a difusão da fixação biológica de nitrogênio, a ampliação das florestas plantadas e a ampliação no tratamento de dejetos animais.

Resultados

Telles explica que o estudo avaliou a evolução do uso da terra entre 2010 e 2020, juntamente com a adoção das tecnologias preconizadas no Plano ABC. “A maior parte das metas foi alcançada”, afirma.

Os dados indicaram aumento no plantio de árvores em estabelecimentos agropecuários. “Os agricultores se dedicaram ao reflorestamento, cresceu a área de florestas destinadas à preservação permanente ou reserva legal”, acrescenta Tiago Telles.

Quanto à disseminação de tecnologias conservacionistas, o destaque foi a adoção de sistemas integrados de lavouras, pecuária e florestas. Segundo Telles, a meta do Plano ABC era expandir a adoção desse modelo de produção para 4 milhões de hectares. “Foram convertidos 13,76 milhões de hectares”, diz o pesquisador.

A expansão do plantio direto no período é outra importante constatação do estudo. A meta do Plano ABC era expandir em 8 milhões de hectares a área com esse sistema de cultivo. Foram alcançados 16,74 milhões de hectares, um incremento de 209,22% sobre a proposta inicial.

Houve importante crescimento de áreas dedicadas às florestas plantadas – 140% acima da meta – e adoção de estratégias para a fixação biológica de nitrogênio, que alcançou 14,55 milhões de hectares e superou em mais de 260% o objetivo inicial definido pelo Plano ABC.

A baixa adoção do tratamento de dejetos animais e o pequeno incremento na recuperação de pastagens degradadas foram os pontos negativos verificados no estudo.

Frente à meta de tratar 4,4 milhões de metros cúbicos de dejetos animais, obteve-se 1,7 milhão, cerca de 39%. Dos 15 milhões de hectares de pastagens recuperados inicialmente previstos, meros 5,44 milhões de hectares, ou 36,30%, foram alcançados.

Políticas públicas

O pesquisador José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, do Ipea, destaca a importância de avaliar as políticas públicas. Para ele, o estudo permitiu verificar o esforço brasileiro em busca de maior sustentabilidade na produção. “Os resultados destacam o Brasil como líder mundial na construção de uma economia de baixo carbono”, conclui.

Autoria 

Juntamente com Telles e Vieira Filho, integram o conjunto de autores do artigo as pesquisadoras Ana Júlia Righetto e Marina Ronchesel Ribeiro, ambas ligadas ao IDR-Paraná. A íntegra do texto pode ser acessada aqui.

Fonte: AEN/Pr
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Notícias Milho

Colheita do milho atinge 77% da área cultivada no Rio Grande do Sul

As lavouras da Metade Sul apresentam produtividades boas, pois sofreram menos com a estiagem da primavera

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Segue a colheita da cultura do milho, apesar de menos intensa, pela prioridade da soja e do arroz, e atinge 77% da área cultivada no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na quinta-feira (15) pela Emater/RS-Ascar, em convênio com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seadpdr), 12% das áreas de milho estão em maturação, 9% estão em enchimento de grãos e 2%, em floração (pendoamento). As lavouras da Metade Sul apresentam produtividades boas, pois sofreram menos com a estiagem da primavera.

Na Regional de Santa Rosa, 84% da área foi colhida. Apesar das chuvas no final de novembro e dezembro, a produtividade média das lavouras de milho grão (somando safra e safrinha) está em 3.116 quilos por hectare. Com a retomada das chuvas no estádio reprodutivo, mesmo que tardiamente, estas devem amenizar os danos sofridos pela cultura nos meses anteriores. A colheita das áreas de milho deve atrasar um pouco em função das máquinas colhedoras estarem priorizando a da soja. Assim que finalizarem, deve ser retomada a colheita do milho.

O milho, na região de Passo Fundo, teve 94% das áreas colhidas. Na de Erechim, 80% colhida, com perdas de 40%. A produtividade está em 5.529 quilos por hectare. Empresas fazem contratos de compra a R$ 80,00/sc. Na de Porto Alegre, a colheita avançou para 64% da área, com produtividade média de 4.538 quilos por hectare, dentro do previsto. O atraso no plantio, o clima e a presença de cigarrinhas (praga nova e muito agressiva) preocupam produtores sobre o desenvolvimento do milho do tarde. Com as últimas chuvas, a maioria das lavouras está fora de perigo, e deverá apresentar boas produtividades.

Milho silagem

Na Regional de Bagé, a ensilagem das lavouras de milho avançou de forma significativa. Na Campanha, permanecem relatos de excelentes produtividades, com lavouras atingindo até 60 toneladas por hectare de massa verde. A alta produção exigiu maior atenção com a regulagem das ensiladeiras e trabalho em velocidades mais baixas. As produtividades elevadas reduziram a área necessária de produção para enchimento de silos, e produtores reservam parte das lavouras para a colheita de grãos, visando reduzir custos com aquisição de ração para bovinos de corte e de leite.

Na Regional de Pelotas, segue a colheita, chegando a 81% das áreas. O preço da silagem ensacada posta no local de compra permanece estável em R$ 0,50/kg e comercializada na propriedade, entre R$ 0,25 e R$ 0,35/kg. Já na de Erechim, a produtividade média é de 25,8 toneladas por hectare, redução de 35%. A colheita chegou a 90% da área.

Soja avança para final da colheita

A colheita da soja se encaminha para o final em algumas regiões. Propriedades menores já estão encerrando a atividade. No RS, 54% da área cultivada com soja foram colhidas, estando 37% em maturação e 9% das áreas em enchimento de grãos.

Na Regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita avançou para 35% da área ocupada com a oleaginosa. As condições climáticas foram favoráveis à operação, mas na progressão dos dias o teor de umidade nos grãos já estava aquém do ideal, gerando alguns danos mecânicos ao tegumento, prejudicando a produção de sementes. As precipitações ocorridas no dia 11/04 devem amenizar a situação. A produtividade continuou satisfatória, em média, acima da expectativa inicial, chegando a até 4.800 quilos por hectare, incomuns para a região. Contudo, em microrregiões com menores precipitações, as produtividades partiram de 1.500 quilos por hectare.

Nas regionais de Erechim e Passo Fundo, lavouras de soja estão 70% e 80% colhidas, respectivamente. O desenvolvimento continua satisfatório. Conforme a colheita avança, a produtividade diminui, principalmente em plantios efetuados em dezembro. Na Regional de Erechim, a produtividade média de 3.720 quilos de soja por hectare, 11% maior que a média do Estado. Municípios com mais tradição no cultivo, como Quatro Irmãos, Ipiranga do Sul, Jacutinga e Sertão, a produtividade é maior do que 4 mil quilos por hectare.

Fonte: Emater/RS-Ascar
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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