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Programa incentiva pecuária sustentável e já conserva 31 mil hectares no Mato Grosso
Iniciativa envolve mais de 150 produtores, reforça rastreabilidade na cria e aposta na inclusão para recuperar fazendas e proteger a floresta mato-grossense.

Com o objetivo de tornar a fase de cria, considerada um dos principais gargalos da cadeia produtiva, por ser menos tecnificada e bastante pulverizada, mais eficiente e responsável, por meio de capacitação técnica, suporte à regularização ambiental e fundiária, acompanhamento socioambiental contínuo e um protocolo de rastreabilidade individual dos animais, além de incentivar boas práticas na pecuária, preservação ambiental e inclusão produtiva, a Marfrig em parceria com a instituição holandesa IDH desenvolvem o Programa de Produção Sustentável de Bezerros, implantado no Vale do Juruena, em Mato Grosso, com mais de 150 pecuaristas, com predominância de pequenos produtores.
Ao longo do primeiro ciclo, a iniciativa contribuiu para a conservação de mais de 31 mil hectares de floresta nativa e para a intensificação de 1 mil hectares de pastagens. Além disso, cerca de cinco mil bezerros foram identificados individualmente, reforçando os mecanismos de rastreabilidade e transparência na cadeia de fornecimento.
O Programa de Produção Sustentável de Bezerros no Vale do Juruena terá um investimento da Marfrig de € 1,75 milhão até 2026, e tem metas ambiciosas: conservar mais de 53 mil hectares de florestas; intensificar 7 mil hectares de pastagens e promover a recuperação florestal de 1,5 mil hectares. Essa iniciativa está integrada ao Programa Verde+, plataforma de sustentabilidade da Marfrig criada em 2020 para garantir uma cadeia de fornecedores de animais 100% monitorada, com baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE) e livre de desmatamento.
Inclusão como estratégia socioambiental
Um dos princípios do Programa Verde+ é a inclusão. A iniciativa oferece suporte técnico, assessoria jurídica e ferramentas de diagnóstico geoespacial a fornecedores que estejam impossibilitados de fornecerem para a companhia por alguma incompatibilidade com os compromissos socioambientais da empresa, e que foram suspensos, permitindo que se regularizem e retornem de forma segura à cadeia de fornecimento.
Essa abordagem inverte a lógica tradicional de exclusão, promovendo a recuperação produtiva e ambiental de propriedades para a conformidade com as melhores práticas socioambientais. Como resultado, só em 2024, 633 fazendas foram reincluídas na cadeia de fornecimento da empresa, o equivalente a 7% do total de fornecedores ativos no período. Desde 2021, já são 4.194 fazendas regularizadas, evidenciando o compromisso da Marfrig com uma pecuária mais inclusiva, responsável e sustentável.
“Seguimos comprometidos em construir uma pecuária que seja, ao mesmo tempo, produtiva, inclusiva e responsável. Esse programa é a prova de que é possível gerar valor para os produtores, proteger as florestas e oferecer ao mercado uma cadeia cada vez mais transparente e sustentável”, expõe o diretor global de sustentabilidade da Marfrig, Paulo Pianez.

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Governo federal prepara decreto de salvaguardas para acordo Mercosul-UE
Texto será analisado pela Casa Civil e estabelece mecanismos para proteger produtores nacionais em caso de aumento das importações europeias.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou na quarta-feira (25) que o decreto sobre as salvaguardas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) será enviado para a Casa Civil, onde passará por análise jurídica antes da publicação. A salvaguardas são instrumentos de proteção a produtores nacionais. 


Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
O texto prevê mecanismos para proteger produtos agrícolas, caso sejam sancionados por organismos europeus. Isso porque, no final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul, cujas medidas seriam acionadas se importações em grande volume causarem ou ameaçarem prejuízo grave aos produtores europeus.
O setor do agronegócio nacional quer que essas salvaguardas sejam assumidas também pelo governo brasileiro, em caso de aumento das importações de produtos europeus concorrentes. “Sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta, para passar pelos ministérios, o decreto de salvaguardas”, declarou o vice-presidente.
A fala foi feita após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), relator do projeto que ratifica o acordo entre o bloco europeu e o sul-americano, que vai criar uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, com produção avaliada em US$ 22 trilhões e mercado consumidor de 720 milhões habitantes.
A Casa Civil poderá consultar outros ministérios, como a Fazenda, para depois enviar o decreto para assinatura do presidente da

Bandeira do Mercosul
República, antes que o Senado Federal aprove a ratificação do acordo. O texto da ratificação foi aprovado na quarta-feira pelo plenário da Câmara dos Deputados.
Como funcionam as salvaguardas
Salvaguardas são mecanismos previstos em acordos comerciais que permitem a um país reagir a surtos de importação decorrentes da redução de tarifas negociadas. Caso fique comprovado dano grave à produção nacional, o governo pode:
- Estabelecer cotas de importação;
- Suspender a redução tarifária prevista no acordo;
- Restabelecer o nível de imposto anterior à vigência do tratado.
O decreto deverá definir prazos, procedimentos de investigação e condições para aplicação das medidas.
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Câmara autoriza uso de até R$ 500 milhões do FGO para crédito do Pronaf
Projeto visa ampliar garantias para agricultores familiares sem impactar as contas da União e segue para sanção presidencial.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei 2213/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto, de autoria do Senado, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Administrado pelo Banco do Brasil, o FGO facilita o acesso ao crédito por empresas e setores específicos, diminuindo os riscos para os bancos.
De acordo com o projeto, até R$ 500 milhões do FGO poderão ser utilizados para garantir as operações do Pronaf, que oferece linhas de crédito com condições especiais a agricultores familiares. O texto aprovado altera a Lei 13.999/20, que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Um ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda definirá como esses recursos serão alocados, quais limites máximos de garantia poderão ser concedidos, os critérios de elegibilidade dos agricultores familiares e de suas cooperativas.
O ato deve indicar ainda quais operações do Pronaf poderão receber cobertura do FGO. As instituições financeiras autorizadas a operar

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
crédito rural no Pronaf poderão solicitar essa garantia, respeitados os limites proporcionais de suas carteiras e o montante efetivamente aportado pela União e pelos demais cotistas.
O relator do projeto, deputado Rogério Correia (PT-MG), disse que a medida não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União. O deputado citou o Balanço Patrimonial Consolidado do próprio FGO, referente a dezembro de 2024, que mostra que o fundo detinha R$ 43 bilhões em ativos totais, o que demonstra, segundo Correia, que a eventual destinação de até R$ 500 milhões para operações do Pronaf representa uma fração modesta de sua capacidade financeira.
“A medida não afeta sua aptidão [do FGO] para dar cobertura às garantias relacionadas ao Pronampe, nem compromete a estabilidade do fundo. Diante desse cenário, conclui-se que o projeto não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União, uma vez que apenas autoriza a utilização de recursos já existentes no FGO”, afirmou
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Argentina e Uruguai aprovam Acordo Mercosul-UE; Brasil ainda depende de aval do Senado
Após sessões extraordinárias em Montevidéu e Buenos Aires, países iniciam processo de integração comercial.






