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Parceria entre BRDE e Sicredi estimula acesso ao Banco do Agricultor Paranaense
O Banco do Agricultor tem a finalidade de promover irrigação e geração de energia fotovoltaica no campo. Ele conta com subvenção econômica do Governo do Paraná.

A parceria entre o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e o Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) proporcionou R$ 101 milhões em investimentos no Paraná entre julho de 2021 e maio de 2022. Nesse sistema, o BRDE repassa recursos para o Sicredi, que opera o financiamento no mercado, especialmente junto aos pequenos tomadores.
Boa parte dos recursos foi direcionada dentro do programa Banco do Agricultor Paranaense, parceria entre o Governo do Estado, o BRDE e a Fomento Paraná, que conta com subvenção de parte dos juros pela administração estadual, após o empréstimo junto às instituições financeiras.
Durante esse período, foram 450 projetos atendidos com linhas de crédito que promovem sustentabilidade, inovação, coletividade ou bioeconomia. O Banco do Agricultor tem a finalidade de promover irrigação e geração de energia fotovoltaica no campo.
“A união entre BRDE, Fomento Paraná, governo estadual e Sicredi tem rendido bons frutos ao longo dos anos. Dessa maneira, o BRDE se move em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, ressaltou o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.
“A agricultura tem uma grande participação na economia paranaense e a presença do Estado, com assistência técnica e crédito, estimula a produção e melhora a produtividade, especialmente para a agricultura familiar”, acrescentou o diretor-presidente da Fomento Paraná, Heraldo Neves.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, a agricultura paranaense vive de parcerias com vários setores, sendo que o Banco do Agricultor é uma delas. “É o que garante um projeto inteligente, eficaz, inclusivo e participativo. O Estado cumpre, assim, uma de suas missões, que é atender com prioridade aqueles que mais necessitam e que teriam maiores dificuldades de crescer se não pudessem contar essa mão”, disse.
“Esses R$ 101 milhões são reflexo de uma parceria histórica que vem financiando o produtor rural, e também de uma estratégia do Estado e das instituições financeiras de atender pequenos empreendedores. Ou seja, fomentar o desenvolvimento com investimentos a longo prazo”, arrematou Paulo Cesar Starke, superintendente do BRDE.
O gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi, Gilson Nogueira Farias, lembrou que a renovação da matriz energética é uma das contribuições sociais dessa parceria. “Esperamos continuar contribuindo para com essa renovação da matriz energética que beneficia a todos, melhora a qualidade de vida, agrega renda e contribui para o meio ambiente”, destacou.
Além disso, Gilson lembra que o Banco Agricultor oferece subsídios melhores para contratos em municípios com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixo do que a média estadual. “Quanto menor é o IDH do município, maior é o subsídio oferecido pelo Governo pelo Banco do Agricultor, a fim de incentivar ainda mais a utilização de recursos nessas cidades”, explicou.
Banco do Agricultor
Lançado em 2021, o Banco do Agricultor Paranaense é um instrumento que possibilita ao Estado conceder subvenção econômica a produtores rurais, cooperativas e associações de produção, comercialização e reciclagem, e a agroindústrias familiares, além de projetos que utilizem fontes renováveis de geração de energia e programas destinados à irrigação, entre outros.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





