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Parceria com a West Aves amplia participação da genética Embrapa no mercado
As linhagens avícolas Embrapa 011, 021, 031 e 041 serão comercializadas pela West Aves com a proposta de genética de qualidade com preço acessível

Com o objetivo principal de ampliar o mercado dos produtos da Embrapa Suínos e Aves, levando genética de qualidade com preço competitivo, a Unidade assinou contrato de licenciamento com a empresa West Aves para a multiplicação e comercialização das suas linhagens avícolas. Fazem parte do contrato a venda das linhas para frango de corte tipo industrial (Embrapa 021), poedeira tipo industrial (Embrapa 031 e 011) e frango de corte tipo colonial/caipira (Embrapa 041).
Para tanto, a West Aves implementou uma granja de reprodução no município de Piratini (RS), seguindo todos os requisitos técnicos e de biosseguridade. Também disponibilizou outras infraestruturas, como incubatório e fábricas de ração, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul para multiplicação dos produtos genéticos da Embrapa. O foco é a produção e comercialização da genética brasileira nos principais polos de produção, trazendo uma maior segurança alimentar para nós brasileiros, e também, ampliar o atendimento às regiões Norte e Nordeste e países vizinhos. A equipe comercial da West Aves já vem trabalhando nas vendas e divulgação junto aos parceiros para entregas a partir de maio de 2023.
- Granja bisavozeira da West Aves, instalada em Piratini/RS
Para o presidente da West Aves, Adilson Mognol, essa parceria representa um momento ímpar para a avicultura brasileira. “É um projeto de muita evolução para a avicultura brasileira, onde a genética brasileira está sendo comercializada, tanto de corte e postura industrial como de corte colonial, atendendo exigências de produtividade e biosseguridade. É um produto com a expertise da Embrapa que vai contribuir com o mercado da proteína animal no Brasil”, destacou. Ainda de acordo com Mognol, a equipe da West Aves está empenhada no projeto e trabalhando para a entrega de um produto nacional com alta qualidade, sanidade e produtividade visando, além do mercado nacional, também o internacional. “Esse empenho vai desde a equipe, que tem um currículo invejável dentro da avicultura, até a construção de granjas e incubatório. Tudo isso para entregar ao cliente um produto nacional de excelência”.
O chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, pesquisador Everton Krabbe, também destaca a relevância dessa parceria para a entrega de um produto nacional ao produtor e ao consumidor. “É um trabalho de pesquisa de muitos anos que vai chegar ao mercado, mantendo e preconizando o valor de produtividade, qualidade e, principalmente, de biosseguridade”, enfatizou.
Para a Embrapa Suínos e Aves, viabilizar essa parceria é importante não só para colocar as linhagens de maneira mais acessível no mercado, mas também possibilitar a manutenção e sustentabilidade financeira do Núcleo de Conservação Genética de Aves (NCGA), localizado na linha Suruvi, em Concórdia, SC.
Novas linhagens
A parceria entre Embrapa e West Aves também está no caminho da inovação aberta com o projeto intitulado “Melhoramento genético de frangos de corte e galinhas poedeiras”, que passou a integrar a programação de pesquisa da Embrapa. O projeto prevê o desenvolvimento de novos genótipos de frango de corte tipo industrial, frango de corte tipo colonial/caipira, galinha poedeira tipo industrial de ovos castanhos e galinha poedeira tipo industrial de ovos brancos a partir das linhas puras mantidas no Núcleo de Conservação Genética de Aves (NCGA). Além disso, visa capacitar e transferir know how para formação de recursos humanos a programas nacionais de melhoramento genético de aves, bem como manter o NCGA da Embrapa.
A infraestrutura da West Aves, com destaque para a granja de reprodução com status de bisavozeira em Piratini (RS), recebeu em outubro de 2022 o primeiro lote de linhas puras visando o desenvolvimento das novas linhagens que deverão chegar ao mercado nos próximos anos.
A West Aves
A West Aves é uma empresa brasileira que atua na produção e distribuição de produtos alimentícios. Uma extensa variedade de raças de pintainhos de corte e de postura são produzidas em incubatório e granjas com certificação do serviço veterinário oficial. Foi fundada em 2017 e tem sua matriz na cidade de Concórdia, região Centro-Oeste de Santa Catarina.
As linhagens
A poedeira tipo industrial Embrapa 011 é uma galinha híbrida, produzida pelo cruzamento de linhas puras, focadas na produção comercial de ovos de casca branca. Elas adaptam-se bem em sistemas de produção de ovos em gaiolas, como também em sistemas livres de gaiolas (CAGE FREE).
O frango de corte industrial Embrapa 021 é um híbrido duplo, de quatro linhas selecionadas para melhor conversão alimentar, maior ganho de peso e rendimento de carcaça. Tem potencial de alcançar 2,960 Kg aos 42 dias de idade, com conversão alimentar de 1,600 e rendimento de peito com osso e sem pele de 26,0%.
A poedeira tipo industrial Embrapa 031 é uma galinha híbrida, produzida pelo cruzamento de linhas puras, focadas na produção comercial de ovos de casca marrom (castanhos). Elas adaptam-se bem em sistemas de produção de ovos em gaiolas, como também em sistemas livres de gaiolas (CAGE FREE).
O frango de corte tipo colonial Embrapa 041 é híbrido de crescimento lento (slow growing), resultante de cruzamento controlado entre raças de galinhas pesadas e semipesadas. Ele tem carne mais consistente, com menos gordura.

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França
Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.
Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.
A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.
A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.
Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.
Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.
No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio
Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação
Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.
No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.
União Europeia
Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.
Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.
Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.
Salvaguardas
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.
Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação
Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”
Sobre o acordo
Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.
O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília
Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação
De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.
A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.
Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional
marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.




