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Parasitas provocam falhas na atividade reprodutiva bovina

Estudo publicado em 2014 mostra que moscas, carrapatos e vermes podem custar maus de US$ 12 bilhões por ano para a bovinocultura

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Os parasitas podem causar grandes estragos no período reprodutivo nas fazendas brasileiras, tanto para a pecuária de corte como a de leite. Um estudo publicado em 2014 mostra que moscas, carrapatos e vermes podem custar maus de US$ 12 bilhões por ano para a bovinocultura. E o pior: eles são frequentes.

Para a doutora Daniela Miyasaka Cassol, médica veterinária e gerente Técnica Saúde Animal / Pesquisa Desenvolvimento e Inovação da Noxon Saúde Animal, de Cravinhos, SP, assim como deficiências de proteínas, minerais, vitaminas, aminoácidos, energia, o estresse térmico e as doenças infecciosas, “as doenças parasitárias provocam falhas na atividade reprodutiva bovina”.

Existem os parasitas internos e externos, mas ambos trazem enormes prejuízos. “Os parasitos internos são os vermes gastrintestinais e os parasitos que acometem os pulmões dos bovinos. Os principais atacam  o abomaso (estômago – Trichostrongylus axei, Haemonchus sp e Ostertagia sp.),o intestino delgado – T. colubriformis, Strongyloides papillosus, Toxocara vitulorum, Cooperia sp, Nematodirus sp, Bunostomun sp e Moniezia sp., o intestino grosso – Oesophagostomun sp, Trichuris sp., e o pulma?o – Dictyocaulus viviparus”, cita.

De acordo com a doutora Daniela, os principais sinais clínicos das verminoses em geral incluem retardo do crescimento, diarreias, hiporexia (diminuição do apetite), pelos arrepiados, desidratação, diminuição da produtividade, infecção bacteriana secundária e pneumonia. Ela cita um estudo que “diz que o potencial impacto econômico dos nematódeos gastrintestinais é de US$ 7,11 bilhões por ano”.

Os nomes dos parasitas externos são mais fáceis de dizer, mas são tão nocivos quanto os internos. “Os principais parasitos externos são carrapatos, bernes, mosca-dos-chifres, bicheiras e mosca-dos-estábulos. A mosca-dos-chifres tem o hábito alimentar hematófago (sugam sangue). Ela pica os animais de 25 a 40 vezes por dia (aproximadamente) e cada sucção pode durar de quatro a cinco minutos. O principal problema desta mosca é a irritação que ela causa aos animais, gerando estresse. Uma infestação média de 500 moscas leva a perda de 40 quilos por animal ao ano e 150 litros de leite (durante toda a lactação), devido à perda de sangue e aos efeitos irritantes de sua picada. Ela também causa danos ao couro do animal. O potencial impacto econômico da mosca-dos-chifres é de US$ 2,56 bilhões/ano”, destaca.

O carrapato causa prejuízos em duas frentes, comenta a especialista. “Os prejuízos causados pelos carrapatos podem ocorrer de forma direta, pelo efeito da picada, e entre as consequências estão a irritação e perda de sangue (acarretando na redução de peso e da produção de leite). As leso?es de pele causadas pelos carrapatos, além de serem prejudiciais às indústrias do couro, com repercussa?o no preço final do produto, são portas de entrada de bactérias e larvas de moscas (bernes e mii?ases)”, cita a primeira. “Devido à espoliação constante a que são submetidos os bovinos parasitados, a quantidade de sangue ingerido por uma teleógina (fêmea ingurgitada) varia de 0,3 a 0,5ml. Pesquisadores estimaram a perda me?dia de peso de um bovino, apo?s ser picado por 1,4 mil carrapatos, em 1kg de peso vivo”, amplia.

Ele causa problemas também pela “forma indireta, na transmissão de doenças, tais como a “Tristeza Parasitária Bovina (TPB)”. “Além dos gastos com medicamentos, manejo, mão-de-obra especializada e perda de animais, que podem vir a óbito”, menciona.

“O Ministe?rio da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em levantamento nacional realizado em 1983/84, estimou em um US$ 1 bilha?o anuais os prejuízos causados pelo carrapato-do-boi no Brasil, sendo 40% desse total relativo a? diminuição da produção de leite. Foi constatada a presença deste parasito durante os 12 meses do ano em 66,04% dos 2.048 munícipios investigados, e o carrapato foi mais frequente que o berne e a bicheira em 61,24% das vezes”, cita. “O potencial impacto econômico dos carrapatos fica em US$ 3,24 bilhões de dólares/ano” emenda.

Na reprodução

De acordo com a médica veterinária, é possível afirmar que as parasitoses causam problemas no período reprodutivo. “As deficiências de proteínas, minerais, vitaminas, aminoácidos, energia, o estresse térmico, as doenças infecciosas e parasitárias provocam falhas na atividade reprodutiva bovina, entre elas distúrbios do cio, alterações no ciclo reprodutivo, até a ocorrência de abortos. As verminoses afetam o crescimento dos animais jovens, atrasam sua puberdade e a idade ao primeiro acasalamento. O carrapato, a mosca-dos-chifres e as larvas do berne causam perdas de desempenho, tanto pelo parasitismo direto como pela transmissão de doenças e estresse, o que leva à redução do apetite e peso, alterações na secreção de hormônios e no desejo sexual (libido)”, comenta.

Ela destaca que bezerros novos são mais suscetíveis aos parasitos. “A partir dos três meses de idade é importante atentar-se às verminoses. Bovinos com idade até dois anos são sensíveis a esta parasitose e por isto devem receber atenção especial. Como as larvas dos vermes estão nas pastagens, os animais em sistema de pastejo se infectam continuamente. Em relação aos carrapatos, cuidado especial deve ser dado, pois eles podem ser acometidos pela Tristeza Parasitária Bovina”, orienta a profisisonal.

Diagnóstico

Para realizar o diagnóstico, orienta, é importante associar os sinais clínicos aos exames laboratoriais. “O exame parasitológico de fezes estima a carga parasitária por meio da contagem dos ovos presentes em quantidade conhecida de fezes (OPG). A coprocultura também pode ser recomendada. O hemograma possui grande valor diagno?stico, uma vez que nas verminoses podem ocorrer anemias severas, leucocitose e eosinofilia”, cita, ampliando: “Caso o animal venha a óbito os vermes adultos são vistos no intestino delgado, intestino grosso, traqueia e bro?nquios. Como diagno?stico diferencial, pode ser realizada a pesquisa por Clostridium sp, Salmonella sp, Escherichia coli e Shigella sp, pois sa?o agentes causadores das diarreias em bovinos”, explica.

Controle

Para a estudiosa, o controle estratégico reduz a contaminação das pastagens e deve ser repetido anualmente, em épocas previamente determinadas. “Assim, controlar significa prevenir doenças e perdas econômicas. Para ajudar os pecuaristas a controlarem as verminoses nos bovinos, recomendam-se alguns produtos de uso Injetável: Ivermectina 1%, Ivermectina 1% + ADE, Ivermectina 3,5% (longa ação), Abamectina 1%, Abamectina 1% + ADE, Fosfato de Levamizole (22,3%), Sulfóxido de Albendazol (13,6%), entre outros. Ivermectina Pour on (1%) também pode ser utilizada”, assinala.

Para bezerros recém-nascidos, orienta, é preciso “vermifugar logo após o nascimento com Ivermectina 1%, Ivermectina 1% + ADE, Sulfóxido de Albendazol 13,60%. A partir dos dois a três meses até o desmame recomenda-se vermifugar a cada 60 ou 90 dias”.

Já para bezerros na desmama a recomendação indica “Ivermectina Injetável 3,5% (longa ação), Ivermectina 1%, Abamectina 1% + ADE, Fosfato de Levamizole Injetável (22,3%). “Na cria e recria, deve-se vermifugar nos meses de maio e novembro com Ivermectina Injetável 3,5% (longa ação)”.

Para vacas prenhes, “é preciso tratar uma vez ao ano, com produtos à base de Ivermectina 3,5% (longa ação), Ivermectina 1% + ADE, Abamectina 1% + ADE. Trinta dias antes da data prevista para o parto, vermifugar os animais com Sulfóxido de Albendazole 13,60%”.

“Já bovinos na engorda (terminação), vermifugar os animais antes da entrada em pastagens vedadas utilizando Ivermectina 1% + ADE ou Abamectina 1% + ADE. Nos animais em confinamentos aplicar Sulfóxido de Albendazol injetável 13,60%, cita. “É importante respeitar os períodos de carência dos produtos”, frisa.

Controle estratégico dos carrapatos

Para o controle estratégico dos carrapatos, destaca a profissional, “é importante consultar o técnico (médico veterinário) para que ele possa adotar o melhor protocolo antiparasitário para cada propriedade rural. A escolha correta do carrapaticida, as frequências das aplicações dos produtos de uso veterinário, administração das doses corretas, com produtos eficazes, seguros e de alta qualidade são fundamentais para cada fase”.

De acordo com ela, o teste de sensibilidade do carrapaticida (“Biocarrapaticidograma”) é fornecido gratuitamente pela Embrapa Gado de Leite e deve ser utilizado com intuito de verificar qual “base química” deve ser utilizada da melhor forma nas propriedades. Informações de como realizar a colheita e o envio destes materiais podem ser consultados diretamente com a Embrapa Gado de Leite de Juiz de Fora, MG”, comenta.

Princípios ativos recomendados

Confira os principais princípios ativos utilizados:

Pour-on: Cipermetrina 6% + Clorpirifós 7% + Citronelal 0,5%. Fluazuron 3% + Clorpirifós 7% + Ciermetrina 6% + Citronelal 0,5% + Butóxido de Piperonila 5%. Fluazuron 3% + Abamectina 0,6%. Ivermectina 1%, entre outros.

Pulverização: Cipermetrina 15% + Clorpirifós 25% + Citronelal 1%. Cipermetrina 15%. Amitraz 12,5%, entre outros.

Injetáveis: Abamectina 1%. Ivermectina 1%. Abamectina 1% + ADE. Ivermectina 1% + ADE. Ivermectina 3,5%, entre outros.

Boas práticas

Para a doutora Daniela, boas pra?ticas de manejo, nutrição adequada, gene?tica de qualidade e adoção de programas sanitários estratégicos e adequados são fatores primordiais para o bom desempenho da pecuária brasileira.

Ela ressalta a importância do apoio profissional para o controle das parasitoses. “Consulte sempre o médico veterinário. Siga corretamente as orientações descritas nas bulas dos produtos. Temos que obedecer às boas práticas de aplicação de produtos de uso veterinário”, orienta.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de agosto/setembro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Pecuária brasileira investe em rastreabilidade e práticas sustentáveis para modernizar o setor

Programa da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável orienta produtores sobre recuperação de pastagens, formalização e monitoramento da cadeia para aumentar eficiência e atender exigências ambientais e comerciais.

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Foto: Divulgação

Pressionada por novas exigências ambientais, regras comerciais mais rigorosas e pela necessidade de ampliar a produção sem expandir área, e ao mesmo tempo impulsionada pelos avanços produtivos que vêm transformando o setor, a pecuária brasileira atravessa um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre emissões e desmatamento, o setor reúne condições técnicas e práticas sustentáveis para liderar uma transição baseada em tecnologia, eficiência, recuperação de áreas já abertas e maior integração dos produtores à cadeia formal.

Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável tem reforçado sua atuação como articuladora de propostas estruturantes e como referência técnica para o debate público. A entidade sustenta que a competitividade da carne brasileira dependerá da capacidade de transformar o momento atual em ativos estratégicos.

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe” – Foto: Clever Freitas

Um dos pilares dessa agenda é a recuperação de pastagens degradadas, apontada como eixo central do Caminho Verde, política pública defendida pela instituição para impulsionar a intensificação sustentável da atividade. A estratégia parte de um diagnóstico claro: “o Brasil possui um volume importante de áreas consideradas de baixa produtividade. Requalificá-las, por meio de manejo adequado, melhoria do solo, tecnologias e integração de sistemas, permite elevar a produção por hectare, reduzir emissões relativas e otimizar a produção”, explica a presidente, Ana Doralina Menezes.

De acordo com a profissional, o programa representa uma solução pragmática e alinhada às demandas globais. “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe. Recuperar pastagens é aumentar eficiência, melhorar renda no campo e responder de forma concreta aos compromissos climáticos”, afirma.

A transformação, porém, não se limita à dimensão produtiva. Parte relevante do desafio está na reinserção de pecuaristas na cadeia formal. A informalidade restringe acesso a crédito, assistência técnica, mercados que exigem comprovação socioambiental, além de fragilizar a imagem do setor como um todo, por isso é imprescindível que o pecuarista esteja alinhado e de acordo com o Código Florestal vigente.

Foto: Breno Lobato

Para o vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Lisandro Inakake de Souza, a inclusão é condição para que a transição seja efetiva. “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado. A formalização precisa ser vista como instrumento de fortalecimento econômico e não apenas como obrigação”, destaca.

A ampliação da rastreabilidade também integra esse movimento, uma vez que ela se apresenta como infraestrutura que conecta sanidade, ambiente e gestão. Em relação ao mercado, com compradores cada vez mais atentos à origem e à conformidade ambiental, sistemas consistentes de monitoramento tornam-se fator determinante para manutenção e novas aberturas. Por isso, como reforça a Mesa, transparência é elemento estruturante da competitividade. “Rastreabilidade é credibilidade. Ela protege quem produz corretamente e permite que o Brasil apresente dados sólidos sobre sua cadeia”, frisa Lisandro.

Ao articular recuperação de pastagens no âmbito do Caminho Verde, inclusão produtiva e avanço da rastreabilidade, a instituição busca incentivar o setor de forma propositiva diante das transformações regulatórias e comerciais em curso. “Mais do que reagir a pressões externas, a estratégia é demonstrar que produtividade, responsabilidade socioambiental e inserção competitiva podem avançar de forma integrada, incentivando o produtor a atuar como centro da solução”, complementa Ana Doralina.

Uma agenda conectada ao campo

Lisandro Inakake de Souza, vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável: “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado”  – Foto: Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável

Para apoiar o pecuarista nos temas estratégicos que vêm moldando o futuro da atividade, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável iniciou 2026 com uma programação propositiva de webinars voltados à qualificação e à disseminação de informação técnica.

No dia 29, foi realizado o segundo encontro dedicado à reinserção de produtores na cadeia formal. Em 26 de fevereiro, o foco esteve na rastreabilidade, aprofundando desafios e caminhos para ampliar transparência e conformidade. Um terceiro webinar sobre reinserção está previsto para maio, dando continuidade às discussões.

Todos os conteúdos já disponibilizados podem ser acessados no canal oficial da instituição no YouTube, ampliando o alcance das orientações e fortalecendo o diálogo com produtores, técnicos e demais elos da cadeia.

“Nosso compromisso é transformar temas complexos em orientação prática para quem está no campo. Quando promovemos debates sobre recuperação de pastagens, reinserção na cadeia formal e rastreabilidade, estamos oferecendo instrumentos concretos para que o produtor tome decisões mais seguras, amplie sua competitividade e participe de forma ativa dessa nova etapa da pecuária brasileira”, finaliza a presidente.

Fonte: Assessoria Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável
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Sistema Faep assume coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira no biênio 2026/27

Fórum reúne entidades e produtores para discutir estratégias de competitividade e desenvolvimento da cadeia do leite.

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Foto: Isabele Kleim/Divulgação

O Sistema Faep está à frente da coordenação geral da Aliança Láctea Sul Brasileira para o biênio 2026/27. O comando é rotativo entre os Estados participantes e, neste novo ciclo, ficará sob responsabilidade do Paraná, representado pelo Sistema Faep. Mais recentemente, o Mato Grosso do Sul passou a integrar a iniciativa, ampliando a articulação regional em torno do fortalecimento da produção e da competitividade do leite brasileiro.

Ronei Volpi, coordenador geral da Aliança Láctea, em sua propriedade – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“A Aliança contribui para a integração entre os Estados e a construção de estratégias conjuntas voltadas à cadeia do leite. O Sistema Faep seguirá trabalhando ao lado das entidades do setor para avançar em pautas que ampliem a competitividade e as oportunidades para a produção”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Criada em 2014, a Aliança Láctea Sul Brasileira é um fórum público-privado que reúne representantes do setor produtivo e de instituições dos estados da região Sul. O grupo discute ações voltadas à cadeia leiteira e busca alinhar iniciativas nas áreas de produção, indústria e comercialização de leite e derivados, com foco nos mercados interno e externo. No ciclo 2026/27, a coordenação será exercida pelo consultor do Sistema Faep, Ronei Volpi, produtor rural com atuação há décadas na cadeia leiteira e participação em discussões voltadas ao desenvolvimento do setor.

A agenda de trabalho da Aliança para 2026 começou recentemente. No início de março, o Sistema Faep foi anfitrião da primeira reunião do ano, quando foram apresentados o Plano de Incentivo à Exportação de Lácteos e o plano de trabalho voltado à sanidade na cadeia leiteira, iniciativas que buscam fortalecer a competitividade do setor e ampliar oportunidades de mercado para os produtores da região.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Demanda externa impulsiona exportações brasileiras de carne bovina

Volume embarcado supera 267 mil toneladas em fevereiro, com crescimento expressivo em mercados como Rússia, México e Chile.

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Fotos: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 267.319 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa crescimento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita, refletindo a ampliação da demanda internacional pela proteína brasileira. O desempenho também supera levemente o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações somaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o melhor resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões, avanço de 23,8% em volume e 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano passado.

A carne bovina in natura segue como principal produto exportado, com 235.890 toneladas embarcadas em fevereiro, o equivalente a 88,2% do volume total exportado e 92,2% da receita obtida no mês.

Entre os destinos, a China permanece como principal mercado, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro, seguida pelos Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 t), Chile (13.857 t) e União Europeia (9.084 t) entre os principais compradores da carne bovina brasileira.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile apresentaram crescimento expressivo nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente, enquanto as exportações para a União Europeia avançaram 21,2% no período.

Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os números reforçam a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença nos mercados internacionais com regularidade de oferta, qualidade do produto e diversificação de destinos, fatores que sustentam o crescimento das exportações de carne bovina”, conclui.

Fonte: Assessoria ABIEC
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