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Paranavaí vai receber maior núcleo de genética suína da América do Sul

A unidade de produção paranaense começou a ser erguida em abril e será a maior da América do Sul, com 70 mil metros quadrados de área construída, capacidade para alojar 3,6 mil fêmeas de elite e uma produção estimada em até 110 mil animais por ano

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A unidade de produção paranaense começou a ser erguida em abril e será a maior da América do Sul. Foto: José Fernando Ogura/AEN

O governador Carlos Massa Ratinho Junior visitou nesta terça-feira (3) as obras de instalação do novo núcleo genético e da unidade de disseminação de genes da empresa Agroceres Pic, no limite entre Paranavaí e Santo Antônio do Caiuá, no Noroeste. A multinacional é líder no segmento e, com a ação, promete inaugurar uma nova era no trabalho de melhoramento genético de suínos no Brasil, ajudando a fomentar a atividade na região.

A unidade de produção paranaense começou a ser erguida em abril e será a maior da América do Sul, com 70 mil metros quadrados de área construída, capacidade para alojar 3,6 mil fêmeas de elite e uma produção estimada em até 110 mil animais por ano. A previsão é que a sede comece a entrar em operação no primeiro semestre de 2022.

O investimento supera R$ 100 milhões, com a criação de 400 empregos diretos na fase de construção. Quando estiver em funcionamento, a empresa estima gerar 300 postos de trabalho entre diretos e indiretos.

“A vinda da Agroceres Pic para o Paraná gera emprego, renda e desenvolvimento. Sem contar que eleva a questão genética da nossa produção, do nosso rebanho. Nos ajuda também a atrair novos investimentos, com a possibilidade de instalação de mais granjas e frigoríficos nessa região do Estado”, afirmou Ratinho Junior.

O governador lembrou que o Paraná é o segundo maior produtor de suínos, atrás apenas de Santa Catarina. O segmento apresentou um aumento de 10,6% no primeiro trimestre deste ano. Foram 241,3 mil toneladas de carne produzidas e 2,5 milhões de porcos abatidos nos primeiros três meses de 2021, 211 mil a mais que no mesmo período do ano passado.

A projeção para 2021 é de alcançar 950 mil toneladas – em 2020 foram 936 mil toneladas, um aumento de 11,1% comparativamente a 2019. Perspectiva de crescimento que vem exatamente da intensificação da suinocultura em outros pontos do Estado, como a Região Noroeste, e também com a confirmação em maio por parte da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) de que o Paraná se tornou área de zona livre de peste suína clássica independente, o Estado garante vantagens sanitárias aos produtores locais no mercado internacional.

“Esse projeto vai além do Noroeste, ajuda o Paraná como um todo. Queremos, em pouco tempo, ser o líder de mercado na produção da carne suína. E vamos ser. Essa chancela da OIE nos abriu um novo campo, entrar em novos mercados, justamente por causa da nossa qualidade sanitária e da qualidade da nossa proteína animal”, destacou o governador.

Secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara lembrou que o Estado abate atualmente cerca de 10 milhões de cabeças de suínos por ano. Quantidade que, estimou ele, deve chegar a 18 milhões de cabeças em até sete anos.

“A instalação da Agroceres Pic ajuda a sustentar essa expansão que estamos buscando. Temos qualidade, sanidade, soja e milho para a ração dos animais e preço competitivo. Agora é exercitar nossa capacidade comercial para conversar com aqueles mercados que não falavam conosco”, disse Ortigara.

PROJETO – O núcleo genético gênesis e a unidade de disseminação de genes de Paranavaí estão instalados em uma área de aproximadamente 600 hectares. Destes, 10 hectares serão utilizados para a construção das unidades e o restante destinados à Área de Proteção Permanente (APP), reserva legal e recomposição da floresta nativa, com vistas ao fortalecimento da biossegurança da área. A empresa já iniciou o plantio de 200 hectares de eucalipto.

“A questão da biossegurança é muito importante para a empresa. Escolhemos a região por ainda não existir uma grande concentração de suínos, o que diminui o risco de entrar uma nova doença no rebanho. Pelo projeto ser para uma granja do tipo da pirâmide genética, temos de ter um alto status de saúde”, disse o gerente de produção da Agroceres Pic, Nevton Hector Brun.

“Mas contou também a parte logística, com a malha rodoviária do Paraná. Além disso, precisaremos de mão de obra mais qualificada, o que encontramos nesta região”, acrescentou.

A unidade deve entrar em operação em 2022 e o novo núcleo genético tem projeção para pleno funcionamento no primeiro trimestre de 2023.

Em paralelo, e para dar suporte às duas novas unidades de produção, a empresa vai construir também uma fábrica de ração que terá capacidade de produção de 35 mil toneladas por ano.

CRESCIMENTO – A instalação da empresa de melhoramento genético abriu novas possibilidades para Paranavaí. O prefeito Carlos Henrique Rossato Gomes contou que a cidade já começou a ser procurada por representantes de frigoríficos que pretendem montar base em Paranavaí, expandindo a cadeia produtiva do porco.

“É a entrada de uma nova vocação econômica em toda a Região Noroeste. Virão muitos outros investimentos em razão da Agroceres. Temos frigoríficos nos procurando e querendo saber mais sobre Paranavaí”, afirmou o prefeito. “Isso desencadeia em mais impostos que serão revertidos para a população em serviços públicos”.

 

TECNOLOGIA – A nova unidade terá alta tecnologia embarcada. Os ambientes dos galpões serão 100% climatizados, com controle de temperatura e ventilação, sendo monitorados, em tempo real, por um sistema de gestão de ambiência.

O investimento supera R$ 100 milhões, com a criação de 400 empregos diretos na fase de construção. Foto: José Fernando Ogura/AEN

E, para reforçar a biossegurança, todos os processos terão fluxo único, com isolamento dos colaboradores por setor. Dessa forma, não haverá contato entre os profissionais que trabalham nas diferentes áreas do núcleo genético.

Os projetos contarão também com o chamado Pig Performance Test, sistema eletrônico que coleta dados individuais de consumo de ração, tecnologia ainda inédita no Brasil. Serão ainda empregados novos conceitos de bem-estar animal, como gestação coletiva e enriquecimento ambiental em todas as fases de produção.

O novo núcleo genético da Agroceres PIC contará ainda com um sistema específico para lavagem e desinfecção de veículos, que garante a completa inativação de bactérias, fungos e vírus.

PRESENÇAS – Participaram da visita os deputados estaduais Tião Medeiros e Soldado Adriano José; o prefeito de Paranavaí, Delegado KIQ; o vice-prefeito de Paranavaí, Pedro Baraldi; o presidente da Câmara Municipal de Paranavaí, Leônidas Fávaro Neto; o presidente do Sindicato Rural Patronal, Ivo Pierin; o diretor e proprietário da empresa Prats, Gilberto Pratinha; além de lideranças políticas, empresariais e comunitárias da região.

Fonte: AEN

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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