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Paranaguá registra recorde diário de embarque de milho

Em um único dia, por um único berço, Porto de Paranaguá embarca mais de 57 mil toneladas do grão; por hora, foram 2.383 toneladas do produto

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Divulgação/AENPr

O Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá embarcou na terça-feira (25) 57.193 toneladas de milho em um único berço de atracação. Foram mais de 2,3 mil toneladas de grão por hora. O volume supera a marca anterior, registrada em 8 de dezembro de 2015, quando foram 51,6 mil toneladas em um único dia.

Segundo o presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o desempenho comprova que os portos paranaenses estão preparados para exportar a safra recorde de milho brasileira. “Nosso modelo do Corredor de Exportação, as regras de operação para priorizar o produto, a capacidade dos nossos equipamentos e a produtividade dos operadores portuários são diferenciais”, diz.

O Berço 213, espaço no cais em que o navio atraca para receber a carga, conta com dois equipamentos carregadores (shiploaders) e tem regras especiais para operação, com prioridade para os exportadores que tenham carga disponível e condições para o embarque em 36 horas.

“Atracação prioritária significa entrar antes que os demais navios para operar naquele espaço. Para isso, é preciso ter capacidade técnica e operacional que garantam que o navio será carregado dentro do tempo estimado”, afirma o diretor operacional Luiz Teixeira.

Segundo ele, caso não cumpram o prazo, a pena para os operadores é ter que desatracar o navio imediatamente e assumir custos extras com novas atracação e desatracação e com a estadia do navio. “Além disso, nesta segunda vez, não terão prioridade”, diz Teixeira.

No caso da operação recorde, o plano de carga era de 61.408 toneladas e o carregamento deveria estar concluída em, no máximo, 34 horas. A operação foi realizada em menos de 29 horas. Os operadores foram a Cargill, Centro Sul e Louis Deyfus. O navio carregado com o milho foi o Puppis Ocean que partiu com destino a Shibushi, no Japão.

Milho

O Porto de Paranaguá é um dos principais pontos de saída do milho brasileiro. Na quinta-feira (27), um navio carrega 63,7 mil toneladas. Ainda para esta semana, outros dois navios estão programados para atracar e carregar 136.550 toneladas do grão.

No pré-agendamento, sete embarcações devem carregar 424.450 toneladas do produto e mais cinco já foram anunciados para chegar e carregar 292 mil toneladas, entre os dias 29 de junho e 10 de julho.

Nos últimos dez dias (de 15 a 25 de junho), sete navios carregaram um total de quase 381,2 mil toneladas do grão.

Previsão

De acordo com os responsáveis pela Divisão de Silos dos Portos do Paraná, as expectativas em relação ao embarque de milho pelo Porto de Paranaguá continuam altas. Segundo a projeção dos operadores, nos próximos três meses 2,7 milhões de toneladas do grão devem ser descarregadas nos terminais.

“Devemos quebrar recorde no embarque do produto também no mês. O volume esperado para a chegada do produto para embarque é alto. O mercado está aquecido e a nossa produtividade está ajudando muito”, afirma Teixeira.

A projeção para os demais produtos é de 1,4 milhão de toneladas de farelo de soja, 2,6 milhões de toneladas de soja, e 900 mil toneladas de açúcar (a granel).

No total, são esperadas mais de 7,6 milhões de toneladas de granéis sólidos para exportação, chegando para descarregar nos terminais do Porto de Paranaguá até agosto.

Fonte: AEN/Pr

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho

Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

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Foto: Freepik

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.

Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB

“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.

O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.

Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja

Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

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Foto: Breno Lobato

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.

O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.

Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.

Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho

Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.

Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.

Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.

Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.

A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.

Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).

Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.

Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.

Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.

A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.

Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.

Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.

E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.

Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
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