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Paraná veta reconstituição de leite importado e reforça proteção à cadeia leiteira
Nova legislação visa apoiar os produtores contra a competição desfavorável em relação às importações, que chegam ao mercado com custos menores, e teve aprovação unânime na Assembleia Legislativa.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou na quarta-feira (05) a , que proíbe a reconstituição de leite em pó e outros derivados de origem importada no Paraná. A nova legislação visa apoiar os produtores contra a competição desfavorável em relação às importações, que chegam ao mercado com custos menores, e teve aprovação unânime na Assembleia Legislativa.

Foto: Arnaldo Alves/AEN
O objetivo geral da nova legislação é proteger a cadeia leiteira no Estado, garantindo maior transparência ao consumidor paranaense. A lei determina que “fica proibido, no Estado do Paraná, quando de origem importada e quando o produto resultante for destinado ao consumo alimentar, a reconstituição por indústrias, laticínios e qualquer pessoa jurídica, de leite em pó; composto lácteo em pó; soro de leite em pó; e outros produtos lácteos”.
Com a nova legislação, ainda será possível a comercialização de produtos importados, desde que diretamente ao consumidor final e para uso doméstico, comercializados em embalagens próprias para o varejo e rotulagem seguindo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“O Paraná é um dos principais produtores de leite do Brasil, com milhares de famílias dependendo dessa atividade econômica, e tem uma indústria muito forte. É uma medida que vai assegurar mais competitividade e atende um anseio dos produtores e das federações”, afirma o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes.
Medidas de apoio
A sanção da lei que proíbe a reconstituição de leite importado no Paraná é mais uma medida de apoio aos produtores, sobretudo àqueles

Foto: Arnaldo Alves/AEN
da agricultura familiar.
A mais recente delas é a adesão ao convênio que trata da isenção de ICMS nas vendas internas de queijo, requeijão e doce de leite, produtos derivados do leite. A medida aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) atende a uma antiga reivindicação dos pequenos produtores e coloca o Paraná em igualdade de condições com São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que já haviam adotado o benefício fiscal.
O Governo do Paraná já havia alterado o tratamento tributário na importação de leite em pó, retirando a isenção de ICMS. Também foi aprovada a mudança na legislação do imposto de importação, que passou a ter uma alíquota de 19,5%, a única do Brasil e com o objetivo de frear as importações.
A Seab, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), também está com processo de contratação de 176 técnicos, além de concurso para 422 profissionais, visando ampliar a assistência técnica para produtores rurais e o apoio à agregação de valor à cadeia. A cadeia leiteira é o 4º produto que mais gera valor no campo paranaense.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
Outra maneira de melhorar a renda do produtor e reduzir o custo de produção é com estradas rurais em melhores condições. Nesse sentido, o Governo do Estado está investindo mais de R$ 1,5 bilhão para compra de duas mil máquinas da linha amarela (caminhões, retroescavadeiras, motoniveladoras, pás carregadeiras e outros equipamentos usados na manutenção de estradas rurais) para todos os municípios paranaenses com área rural.
No início do ano, o governador Ratinho Junior também anunciou mais R$ 2 bilhões para pavimentação de estradas rurais, beneficiando produtores em cadeias relevantes como leite, suíno e frango, além de fomentar o turismo rural. Com esse novo aporte, o Estado deve pavimentar mais 2,5 mil quilômetros das vias vicinais.
O governo também estuda a possibilidade de que o leite utilizado na merenda escolar dos colégios estaduais possa ser adquirido diretamente dos produtores, a exemplo do que já acontece com o programa Compra Direta Paraná, que faz a compra de alimentos produzidos por associações e cooperativas da agricultura familiar e os destina para entidades e equipamentos públicos, como restaurantes populares, cozinhas comunitárias, hospitais filantrópicos, CRAS e CREAS, entre outras instituições da rede socioassistencial.
Produção de leite
O Paraná tem a segunda maior bacia leiteira do Brasil, com 15,7% de participação, atrás apenas de Minas Gerais, com 23,8%, e à frente de

Foto: Isabele Kleim
Santa Catarina, que aparece em terceiro lugar. Segundo dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha, foram produzidos no Paraná 3,9 bilhões de litros de leite em 2024.
Já em 2025, a produção de leite alcançou 1,005 bilhão de litros no 1º trimestre e 1,017 bilhão no 2º trimestre, totalizando 2,022 bilhões neste ano. Do volume total produzido, 99,8% foi destinado à industrialização. Com o resultado, o Estado completa quatro trimestres consecutivos acima da marca de 1 bilhão de litros de leite adquiridos e industrializados.

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O que mudou para o produtor de leite além do preço pago pelo litro
Boletim da Embrapa mostra melhora na relação de troca com os insumos, estabilidade no preço pago ao produtor e reajustes moderados dos lácteos no varejo.

O preço médio do leite pago ao produtor no Brasil chegou a R$ 2,67 por litro em maio de 2026, alta de 0,9% em relação ao mesmo mês do ano passado e avanço de 0,3% frente a abril. Os dados são do Boletim Indicadores Leite e Derivados, elaborado pelo Centro de Inteligência do Leite (CILeite) da Embrapa Gado de Leite.

Foto: Fredox Carvalho
Entre os principais estados produtores, Minas Gerais registrou o maior valor médio, com R$ 2,77 por litro, seguido por Paraná (R$ 2,70), São Paulo (R$ 2,68), Goiás (R$ 2,63), Santa Catarina (R$ 2,63) e Rio Grande do Sul (R$ 2,49).
Na comparação mensal, Minas Gerais apresentou alta de 2% e Goiás, de 1,6%. Já Paraná (-3%), Santa Catarina (-2,2%) e Rio Grande do Sul (-1,1%) registraram queda no preço pago ao produtor.
Outro indicador acompanhado pela Embrapa mostrou melhora no poder de compra do pecuarista. Em maio, foram necessários 29,9 litros de leite para adquirir uma mistura de 60 quilos composta por 70% de milho e 30% de farelo de soja, abaixo do observado em abril. A redução indica uma relação de troca mais favorável para o produtor, influenciada pelo recuo dos custos dos insumos utilizados na alimentação do rebanho.
No mercado consumidor, os preços dos produtos lácteos permaneceram praticamente estáveis. Em junho, o índice de preços do setor avançou 0,2%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses chegou a 3,3%, segundo dados do IPCA/IBGE compilados pela Embrapa.
Entre os derivados, os maiores aumentos mensais foram registrados pelo iogurte, com alta de 0,7%, e pelos queijos, que subiram 0,5%. O leite UHT recuou 0,2%, enquanto a manteiga teve queda de 0,4%. Os preços do leite condensado e do leite em pó apresentaram variação positiva de 0,1% no período.
Na avaliação do CILeite, o cenário indica estabilidade no mercado de leite. O produtor mantém preços ligeiramente superiores aos do ano passado, melhora sua capacidade de compra de insumos e encontra um mercado consumidor com reajustes moderados nos principais derivados.
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Déficit da balança comercial do leite já supera US$ 500 milhões
Boletim do CILeite/Embrapa mostra que o Brasil acumula saldo negativo de US$ 519 milhões em 2026, enquanto os preços internacionais do leite em pó voltam a subir.

O déficit da balança comercial brasileira de leite e derivados alcançou US$ 519 milhões no primeiro semestre de 2026, refletindo a forte dependência do mercado externo para abastecimento de lácteos. Os dados constam no Boletim Indicadores Leite e Derivados de julho, elaborado pelo Centro de Inteligência do Leite (CILeite) da Embrapa Gado de Leite.
Entre janeiro e junho, o saldo comercial correspondeu à importação líquida de 1,2 bilhão de litros de leite equivalente. Apesar de uma desaceleração nas compras externas em junho, o volume importado permanece significativamente acima do registrado no ano passado.

Foto: Fernando Dias
Em junho, o Brasil importou 211 milhões de litros equivalentes de leite, redução de 4,2% em relação a maio. Na comparação com junho de 2025, porém, as importações cresceram 35,2%.
As exportações seguiram em trajetória de queda. No mês, os embarques totalizaram apenas 4 milhões de litros equivalentes, recuo de 23,9% frente a maio e de 13% na comparação com junho do ano passado.
O resultado reforça o desequilíbrio do comércio exterior do setor, com importações muito superiores às exportações ao longo de 2026.
Além do comportamento da balança comercial, o boletim aponta recuperação das cotações internacionais do leite em pó, principal referência do mercado global de lácteos.
Em junho, o preço do leite em pó integral subiu 3,9% em relação ao mês anterior, chegando a US$ 3.507 por tonelada. O leite em pó desnatado registrou alta de 4,7%, sendo negociado a US$ 3.252 por tonelada.
A combinação entre déficit expressivo da balança comercial e valorização internacional do leite em pó indica um cenário de maior atenção para o mercado brasileiro. Caso os preços externos continuem avançando, a tendência é de aumento do custo das importações, fator que pode influenciar a dinâmica do abastecimento interno nos próximos meses.
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Agroleite libera inscrições para a Rota do Leite 2026
Participantes poderão conhecer fazendas cooperadas da Castrolanda com produção diária entre 6 mil e 64 mil litros de leite.

Estão abertas as inscrições para a Rota do Leite do Agroleite 2026, que acontecerá entre os dias 03 e 07 de agosto. A organização liberou no site oficial do evento na tarde desta quarta-feira, 15 de julho, os links para inscrições dos interessados em participar da atividade que leva os visitantes até propriedades leiteiras de cooperados da Cooperativa Castrolanda, localizadas em Castro (PR), a Capital Nacional do Leite.
As vagas são limitadas a 43 visitantes por fazenda e as inscrições encerram quando todas forem preenchidas. A atividade é organizada pela área de negócios Pecuária da Castrolanda e neste ano contará com visitas a 10 propriedades, sendo três (3) na terça-feira, dia 04/08, duas (2) na quarta-feira, dia 05/08, quatro (4) na quinta-feira, dia 06/08, e uma (1) na sexta-feira, dia 07/08.
As propriedades variam em tamanho e sistemas de confinamento, com produções diárias de leite que variam entre 6 mil e 64 mil litros de leite, sendo todas de alto desempenho dentro de suas condições. O supervisor de Assistência Técnica da Castrolanda, Maiquel Wagner, destaca que as visitas são uma oportunidade para que os visitantes do Agroleite tenham contato direto com propriedades que possuem gestão eficiente.
“As visitas da Rota do Leite contam com propriedades de diferentes realidades, algumas mais focadas em automação e alta tecnologia, outras que se destacam pelo padrão genético e qualidade do leite. E o mais interessante é que todas as tecnologias que os visitantes conhecerem nas propriedades, eles encontram no Agroleite”, relata Maiquel.
Inscrição
A inscrição deve ser feita pelo site do Agroleite, acesse clicando aqui, no menu ‘Rota do Leite’, abaixo da foto principal. Do site do Agroleite o interessado será encaminhado para a plataforma Sympla para fazer a inscrição, cujo custo simbólico será de R$ 15,00 por inscrição e inclui o transporte até a propriedade escolhida.
Conforme política da plataforma Sympla, os cancelamentos de pedidos pagos serão aceitos até sete dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento. O Sympla ainda permite editar o participante de um ingresso uma única vez, essa opção fica disponível até 24 horas antes do início do evento.
Recomendações
Recomenda-se que os participantes observem a previsão do tempo e em caso de previsão de chuva levem guarda-chuva e/ou capa de chuva e botas. Os inscritos devem comparecer ao local de embarque, indicado no mapa do evento com 15 minutos de antecedência. Caso os inscritos não compareçam, será possível que outros interessados integrem o grupo na hora do embarque fazendo o pagamento via PIX.
Agroleite 2026
O Agroleite 2026, vitrine da tecnologia da cadeia do leite da América Latina, será realizado entre os dias 03 a 07 de agosto em Castro-PR, a Capital Nacional do Leite, no Parque Tecnológico Agroleite e Parque Dario Macedo. Todas as informações da programação são divulgadas no site, acesse clicando aqui, no aplicativo Meu Agroleite e nas redes sociais @agroleitecastrolanda. O evento é promovido pela Cooperativa Castrolanda, aberto ao público e gratuito.
Parceria e patrocinadores Diamante
O evento é realizado em parceria com o Governo do Estado do Paraná e Prefeitura Municipal de Castro. Na cota diamante o Agroleite 2026 recebe a assinatura de Alta Genetics, Biofarm, Boehringer Ingelheim, CBC Seguros, Ceva, Cogent Iamax, Coonagro, De Heus, Grupo Calpar, Grupo Barigui, Hércules- Estruturas e Construtora, Inpasa, JA Saúde Animal, Lactalis, Lely, Menarim Agro, MSD Saúde Animal, Nobre Nutrição Animal, Nutrição Castrolanda, Nutrivital, Nutron, Ourofino Saúde Animal, Seal Plus, Select Sires, Sicredi, ST Genetics, Tortuga, UCB Vet Saúde Animal e Vaccinar.
Confira abaixo o cronograma completo de visitas:
Sempre Verde
Proprietário: Douwe Jantinus Groenwold
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade conta com animais da raça holandesa confinadas em sistemas Compost Barn em cross ventilation. Propriedade caracterizada pelo elevado padrão genético e excelência na gestão de dados.
Produção de leite diária: 52.000 litros
Data da visita: 04 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
Chácara Drentina
Proprietário: Eduardo Groenwold
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade é composta por animais da raça holandesa, confinadas em Free-Stall e Compost Barn. A propriedade apresenta excelentes resultados produtivos e animais com alto padrão genético.
Produção de leite diária: 6.000 litros
Data da visita: 04 de agosto
Saída do parque: 13h30
Previsão de chegada na propriedade: 14h
Previsão de retorno ao parque: 16h30
Agropecuária Conde
Proprietário: Marco Noordegraaf
Localidade: Estrada da Ilha
Perfil da fazenda: a propriedade possui animais da raça holandesa, em sistema de confinamento Free Stall, com ordenha realizada em Carrossel. A propriedade apresenta excelentes resultados produtivos e animais com alto padrão genético.
Produção de leite diária: 24.000 litros
Data da visita: 04 de agosto
Saída do parque: 13h30
Previsão de chegada na propriedade: 14h
Previsão de retorno ao parque: 16h30
Genética ARM
Proprietário: Armando Rabbers
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade é composta por vacas da raça holandesa confinadas em sistema Free Stall. Propriedade foi a primeira da América Latina a utilizar o sistema de ordenha robotizada.
Produção de leite diária: 6.000 litros.
Data da visita: 05 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
Centro de Treinamento para Pecuaristas (CTP)
Localidade: Maracanã
Perfil da fazenda: a propriedade é caracterizada por ser uma instituição de formação profissional, focada em oferecer treinamentos, cursos e aulas para produtores rurais e demais públicos da área. A propriedade é dividida em grande unidade (com vacas holandesas confinadas, produzindo 13.000 litros de leite por dia) e, pequena unidade (com vacas da raça jersey semiconfinadas e com produção diária de 1.600 litros de leite).
Data da visita: 05 de agosto
Saída do parque: 13h30
Previsão de chegada na propriedade: 14:00h
Previsão de chegada no parque: 16h30
Agropecuária Harm
Proprietário: Lucas Rabbers
Localidade: Maracanã
Perfil da fazenda: a propriedade possui vacas confinadas da raça holandesa, apresenta ordenha convencional e ordenha robotizada. A propriedade apresenta excelentes resultados produtivos e animais com alto padrão genético.
Produção de leite diária: 38.000 litros
Data da visita: 06 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
Chácara Ressaca
Proprietário: Vitalino Wacherski
Localidade: Maracanã
Perfil da fazenda: a propriedade é composta por vacas da raça holandesa, confinadas em Free Stall, caracterizada pela excelência nos resultados produtivos, baseada na sucessão familiar.
Produção de leite diária: 6.000 litros
Data da visita: 06 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30
Agropecuária FINI
Proprietário: Hans Jan Groenwold
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade possui vacas da raça holandesa, confinadas em sistema Free Stall. Caracterizada por ser referência em genética.
Produção de leite diária: 43.000 litros.
Data da visita: 06 de agosto
Saída do parque: 13h30
Previsão de chegada na propriedade: 14h
Previsão de retorno no parque: 16h30
Agropecuária ARKAFLA
Proprietário: Armando Carvalho
Localidade: Socavão
Perfil da fazenda: propriedade caracterizada como referência em produção e tecnologia. Os animais da raça holandesa são confinados em sistema Free Stall e a ordenha é realizada em Carrossel.
Produção de leite diária: 64.000 litros.
Data da visita:06 de agosto
Saída do parque: 13h
Previsão de chegada na propriedade: 14h15
Previsão de retorno no parque: 17h30
Chácara Bonança
Proprietário: Henk Boele Kassies
Localidade: Castrolanda
Perfil da fazenda: a propriedade é composta por animais da raça holandesa. O sistema é o semiconfinado e os resultados produtivos são excelentes.
Produção de leite diária: 6.000 litros.
Data da visita: 07 de agosto
Saída do parque: 8h30
Previsão de chegada na propriedade: 9h
Previsão de retorno no parque: 11h30




