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Paraná tem melhor desempenho do País em geração distribuída de energia renovável pelo 3º ano

No Estado, os 706 MW de potência de energia renovável instalada em 2024 estão distribuídos em mais de 45 mil unidades consumidoras, o que representa potência instalada de 15,8 kW por unidade, a maior do Brasil.

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Foto: Gabriel Rosa

O Paraná fechou 2024, pelo terceiro ano seguido, como o principal estado a responder positivamente na relação potência instalada/unidade consumidora em Geração Distribuída (GD) de energia. Essa modalidade permite a geração no local ou próximo ao ponto de consumo, diferente da geração centralizada, que é composta por usinas de grande porte, são conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A GD pode fazer uso das fontes eólica, solar (que responde por quase 100% das instalações) e biomassa para gerar energia.

Fotos: Roberto Dziura

O cenário de GD no Paraná evidencia que o Estado tem sido mais efetivo na instalação de energia renovável, particularmente a solar, em locais onde a demanda é maior, como avicultura, pescado de água doce, cadeia leiteira e agroindústrias. A primazia paranaense na relação potência instalada/unidades consumidoras vem se estabelecendo há três anos, quando o RenovaPR e o Banco do Agricultor Paranaense foram estruturados e reforçaram o atendimento à agricultura familiar paranaense.

Dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica referente ao ano de 2024 apontam que o Estado foi o quarto colocado em potência instalada durante o ano passado, com 706 Megawatts (MW). Ele fica atrás de São Paulo (1.478 MW), que tem território 1,24 vezes maior que o do Paraná; Minas Gerais (811 MW), que é 2,9 vezes maior; e Mato Grosso (718 MW), 4,5 vezes mais extenso que o território paranaense.

No entanto, quando se analisa a potência instalada em relação ao número de unidades consumidoras (UC) o Paraná apresenta o melhor desempenho. São mais de 45 mil unidades consumidoras, o que representa potência instalada de 15,8 quilowatts (kW) por UC. Minas Gerais (mais de 55 mil UC) vem a seguir com 14,7 kW para cada uma, Mato Grosso (cerca de 60 mil UC) com 12,1 kW por unidade, e São Paulo (perto de 153 mil UC) com 9,6 kW para cada uma.

No Sul do Brasil, o Rio Grande do Sul encerrou o ano passado com potência instalada de 495 MW distribuída por mais de 45 mil unidades consumidoras, o que representa 10,9 kW para cada uma. Já Santa Catarina teve 93 MW de potência instalada em cerca de 6,6 mil unidades, com 14,2 kW para cada UC.

“Esse é um dado importante para mostrar que o Estado também tem instalações com energia renovável que atendem residências ou unidades com pouco consumo, mas evidencia que a maioria dos investimentos estão vinculados aos setores que mais demandam energia, com vistas a apoiar a produção”, disse Herlon Goelzer de Almeida, coordenador do Programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR).

RenovaPR e banco

Pelo RenovaPR, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) acolhe e analisa propostas de agricultores e agroindústrias que pleiteiam instalação de equipamentos para uso de fontes renováveis no meio rural. Em três anos, foram acatados 9.375 projetos no montante de R$ 1,49 bilhão.

Estes são os que pleitearam a subvenção das taxas de juros por meio do Banco do Agricultor Paranaense, que conta com o apoio do Fundo de Desenvolvimento Econômico, administrado pela Fomento Paraná. O banco tem várias linhas que possibilitam ao agricultor conseguir financiamento mais facilitado, inclusive com o Estado equalizando o total dos juros. Nessa situação está a instalação de equipamentos que visam à produção própria de energia renovável.

“Praticamente todos os empreendimentos no Estado nos setores de avicultura e piscicultura de água doce já possuem produção própria de energia, o que significa dizer que o Paraná conseguiu avançar bastante nessa política pública”, destacou Almeida. “O próximo passo é reforçar ainda mais o tratamento de dejetos com projetos de biogás e biometano”.

Para isso estão sendo preparados eventos de discussão e apresentação de propostas com vistas à destinação adequada dos dejetos. Um deles será em 12 de fevereiro, durante a realização do Show Rural, em Cascavel, quando novas políticas sobre o assunto serão anunciadas.

Fonte: AEN-PR

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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