Peixes
Paraná, São Paulo e Minas Gerais lideram produção de tilápia no Brasil
Na lista dos dez principais produtores, o Maranhão foi o estado com o maior índice de crescimento devido ao novo arranjo produtivo local.

Polo produtor de tilápia brasileiro, o Paraná registrou 273,1 mil toneladas em 2025. Esse desempenho representou um crescimento de 9,1% em comparação ao ano anterior e colocou o estado no topo da lista de produção. Esses dados são da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). “Esse movimento vindo de empresas privadas e cooperativas mostram a força do setor no estado. São diversos os fatores que contribuem para o desenvolvimento da atividade que vêm se repetindo nos últimos anos, como agregação de tecnologia, orientação técnica e a participação de grandes cooperativas e agroindústrias”, diz o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.

Presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros: “Esse movimento vindo de empresas privadas e cooperativas mostram a força do setor no estado – Foto: Divulgação/Peixe BR
Em seguida, São Paulo aparece em segundo lugar na lista. Em 2025, a região totalizou 93,7 mil toneladas, volume 54% maior em relação ao ano anterior. Logo depois, vêm Minas Gerais (77.500 t), Santa Catarina (63.400 t) e Maranhão (59.600 t). O estado nordestino ganhou uma posição e fecha a lista dos cinco primeiros do ranking. “O Maranhão foi estado com o maior índice de crescimento (9,36%) entre os dez maiores produtores, mais até do que o Paraná, e tem demonstrado um arranjo produtivo local que permitiu essa ampliação nos últimos anos”, realça Medeiros.
Nesse grupo, Santa Catarina e Minas Gerais também tiveram aumento relevante, com 7,28% e 6,46%, respectivamente. Em termos de aumento de produção, destaque para o Ceará, que avançou 29,3% e, de novo, ganhou uma posição (18º).

Peixes
Embrapa leva tambaqui geneticamente editado e pirarucu defumado a evento em Brasília
Unidade de Palmas apresenta inovação em edição gênica com tambaqui e oferece degustação de pirarucu durante feira no Cerrado.

A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas/TO) vai participar da Feira Brasil na Mesa, que será realizada entre os dias 23 e 25 de abril, na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF). O evento integra as comemorações pelos 53 anos da Embrapa e reúne atrações como vitrines tecnológicas, degustações, cozinha show, rodada de negócios, seminários e atividades voltadas ao bioma Cerrado.
Nesta edição, a unidade participará com duas frentes principais: a apresentação de uma tecnologia de edição gênica e a oferta de degustação de pirarucu defumado.
Na vitrine tecnológica, o público poderá observar dois exemplares de tambaqui em aquário: um sem qualquer intervenção genética e outro submetido à técnica de edição gênica. O peixe editado apresenta um padrão diferenciado de coloração, resultado do bloqueio de um gene relacionado à pigmentação. Segundo o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia do centro de pesquisa de Palmas, Pedro Alcântara, a proposta deve atrair a atenção dos visitantes e contará com pesquisadores disponíveis para explicar o processo ao público durante o evento.
A tecnologia é desenvolvida pela Embrapa Pesca e Aquicultura dentro de pesquisas em edição gênica aplicada a peixes tropicais. De acordo com o pesquisador Eduardo Sousa Varela, o centro já concluiu o protocolo de edição gênica e utiliza o tambaqui como espécie de referência nas demonstrações. Ele explica que o objetivo é evidenciar resultados visuais, como a despigmentação, indicando a efetividade do processo.
Além da demonstração visual, a pesquisa também mira aplicações produtivas. A edição gênica pode contribuir para reduzir ou eliminar as espinhas intermusculares do tambaqui, estruturas que dificultam o processamento em filé. Com isso, a expectativa é ampliar o rendimento industrial e abrir novas possibilidades de mercado, incluindo exportação.
Na programação de degustações, a Embrapa também vai apresentar lombo de pirarucu defumado, preparado com técnica desenvolvida pela pesquisadora Viviane Rodrigues Verdolin dos Santos. O processo inclui salga, marinada e defumação a quente, utilizando madeira de goiabeira, em temperatura entre 50°C e 70°C, por cerca de três horas e meia.
Segundo a pesquisadora, a madeira de goiabeira contribui para um processo de defumação mais estável, com produção de fumaça contínua, influenciando cor, brilho e sabor do produto final.
Para o chefe-adjunto Pedro Alcântara, a tecnologia tem impacto tanto para o consumidor quanto para o produtor. Ele destaca que o método pode ser aplicado por agroindústrias ou produtores artesanais e contribuir para a agregação de valor ao pescado. Já a pesquisadora avalia que o processo pode até dobrar o valor do produto e abrir espaço para nichos de mercado, incluindo produção artesanal com potencial de certificações específicas.
Peixes
Tilápia impulsiona piscicultura em Mato Grosso do Sul com produção de 9,7 mil toneladas
Município de Selvíria concentra o maior volume, enquanto o Estado amplia participação no mercado nacional da espécie.

Mato Grosso do Sul registrou avanço na piscicultura e reforçou sua presença entre os principais produtores do país. Durante o Encontro Técnico de Piscicultura, realizado pela Semadesc na Expogrande 2026, foram apresentados dados que apontam crescimento da atividade, impulsionado pela profissionalização e pela abertura de mercados internacionais.
O Estado ocupa atualmente a 6ª posição na produção nacional de tilápia. Entre os municípios, Selvíria lidera com 9,71 mil toneladas, seguido por Mundo Novo e Dourados. A atividade integra a estratégia estadual de desenvolvimento do agronegócio.

Foto: Jonathan Campos/AEN
Segundo dados apresentados no evento, a produção brasileira de pescado superou 1 milhão de toneladas em 2025. A tilápia respondeu por 707.495 toneladas, o equivalente a quase 70% do total.
No comércio exterior, houve mudança no perfil das exportações sul-mato-grossenses. Em 2017, o foco estava na venda de peixe fresco. Já em 2025, predominam produtos com maior valor agregado, como filés congelados. Os Estados Unidos concentraram 99,96% das compras, com mais de US$ 1,3 milhão em produtos processados.
A tendência, de acordo com os dados apresentados, é de crescimento da agroindustrialização no setor, com maior participação de produtos processados na cadeia.
A projeção de aumento da demanda global por pescado também indica expansão do mercado. A estimativa é de necessidade adicional de 735 mil toneladas até 2055.
No cenário nacional, a piscicultura cresceu 4,41% em 2025. A produção de tilápia avançou 6,8%, enquanto os peixes nativos registraram leve queda de 0,63%.
O Estado também ocupa posições relevantes em outras espécies, sendo o 6º maior produtor de pacu e patinga e o 11º de pintado e cachara. Na aquicultura geral, Mato Grosso do Sul está na 13ª colocação nacional.
Peixes
Preços da tilápia têm leve variação entre regiões na segunda semana de abril
Cepea aponta estabilidade no mercado, com pequenas altas e diferenças regionais nas cotações.

Os preços da tilápia registraram leve variação entre as regiões produtoras na semana de 13 a 17 de abril de 2026, segundo dados do Cepea.
Nos Grandes Lagos, o valor ficou em R$ 10,05 por quilo, com alta de 0,10% na comparação semanal. Em Morada Nova de Minas, o preço foi de R$ 9,82/kg, com variação de 0,03%.
No Norte do Paraná, a tilápia foi cotada a R$ 10,46/kg, com leve alta de 0,08%. Já no Oeste do Paraná, o valor ficou em R$ 8,98/kg, registrando a maior variação da semana entre as regiões, de 0,44%.
No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, o preço foi de R$ 10,23 por quilo, com alta de 0,11% no período.



