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Paraná reúne especialistas e elos da cadeia produtiva para debater inovações na avicultura
Estado líder no setor avícola será palco destas reflexões nos dias 9 e 10 de novembro
A avicultura brasileira é reconhecida mundialmente por sua eficiência e qualidade. Responsável por aproximadamente 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e pela geração de 3,6 milhões de empregos, o setor precisa estar em constante aperfeiçoamento. Com esse objetivo, entidades, pesquisadores e empresas do agronegócio vão se reunir no estado líder avícola nacional durante o V Workshop Sindiavipar, nos dias 9 e 10 de novembro, para debater soluções e inovações no setor.
O evento, organizado pelo Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), acontece em Foz do Iguaçu e terá dois dias de programação com reflexões sobre temas importantes dentro e fora da indústria. "Buscamos reunir especialistas de diversas áreas, abrangendo desde sanidade e gestão de pessoas até informações de mercado. Serão dias de intensa discussão sobre soluções inovadoras para um dos setores mais importantes da economia nacional", afirma o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins.
Entre os palestrantes já confirmados estão o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, que abordará "Perspectivas da Avicultura de Corte", o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Kroetz, com a palestra "Defesa Sanitária: Como superar nossos desafios", e a professora doutora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Elizabeth Santin, que trará o debate sobre "Qualidade Intestinal e o impacto na avicultura".
Além deles, o diretor mundial para Contas Estratégicas da Cargill Nutron, Mário Penz, falará sobre "Liderança e Gestão de Pessoas na Avicultura". Já o especialista do suporte técnico da Cobb, Victor Hugo Brandalize, traz sua palestra sobre "Controle de custos de produção na avicultura”. Ainda fecha a programação de palestras o gerente técnico comercial da Anpario, Leonardo Aguiar do Amaral, que trará o debate "Aditivos nutricionais como alternativa aos antibióticos".
O V Workshop Sindiavipar contará com outros dois destaques nesta edição. O primeiro é a realização do tradicional Jantar do Galo, na noite do dia 9 de novembro, que reunirá os principais representantes da cadeia produtiva de frango do país para uma confraternização. A abertura do jantar será feita pelo especialista em comércio internacional, Osler Desouzart, que ministrará a palestra sobre "Perspectivas do Mercado Mundial de Carne". Pela segunda vez, o evento também terá espaço para a feira de expositores ligados ao agronegócio e a indústria, como a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e a Vaccinar.
Segundo a gerente de comunicação e marketing do Sindiavipar, Mônica Fukuoka, "o Workshop busca apresentar soluções para todos os elos da cadeia produtiva, com discussões relevantes e programações paralelas de interesse do setor. Dessa forma, a avicultura se torna cada vez mais atualizada e versátil para os desafios que enfrenta diariamente", explica.
Inscrições
Os interessados em participar do evento, podem realizar a inscrição pelo site oficial da entidade (www.sindiavipar.com.br). Até o dia 31 de julho, associados, avicultores, parceiros e estudantes podem garantir presença pelo valor de R$ 200, e não associados pagam R$ 270. Após essa data, os preços do segundo lote serão R$ 250 e R$ 320 respectivamente. A partir de 7 de setembro, os valores serão reajustados para R$ 350 e R$ 450, respectivamente.
Serviço:
V Workshop da Avicultura Paranaense
Data: 9 e 10 de novembro
Local: Hotel Mabu Thermas Grand Resort, em Foz do Iguaçu (PR)
Inscrição: www.sindiavipar.com.br
Mais informações: [email protected]
Fonte: Ass. de Imprensa

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Acordo entre EUA e Irã reduz risco logístico no mercado global de fertilizantes
Estreito de Ormuz tem reabertura parcial após avanço diplomático, enquanto a ureia recua US$ 360 toneladas desde abril, com maior oferta no Golfo e retomada parcial das exportações da China.

O conflito no Oriente Médio teve um novo desdobramento em 14 de junho, com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, seguido pela assinatura eletrônica do documento no dia 15. Apesar disso, o texto final do acordo ainda deve ser divulgado na sexta-feira, mantendo incertezas no cenário.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná
O Estreito de Ormuz foi parcialmente reaberto e há expectativa de liberação total até o fim da semana, embora o fluxo ainda não esteja normalizado. A região é considerada estratégica para o transporte de matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.
No mercado de nitrogenados, a ureia registrou queda expressiva de cerca de US$ 360 por tonelada desde o fim de abril, retornando a patamares anteriores ao conflito. O movimento foi influenciado por um excesso pontual de oferta, com estoques acumulados no Golfo e o retorno parcial da China como exportadora. As cotações CFR Brasil recuaram para cerca de US$ 445/t, com negócios sendo fechados em níveis ainda mais baixos.
Nos fosfatados, o cenário segue mais pressionado. O enxofre, insumo essencial para a produção de MAP e SSP, avançou para cerca de US$ 1.250/t. Já o MAP permanece próximo de US$ 900/t CFR Brasil. Do lado da oferta, a China segue praticamente fora do mercado de fósforo, enquanto a Rússia opera com restrições ligadas a danos de infraestrutura decorrentes da guerra. No Oriente Médio, há impactos logísticos, e o Marrocos enfrenta limitação de capacidade associada à escassez de enxofre.
Nos potássicos, o mercado apresenta maior estabilidade. O KCl oscila em torno de US$ 405/t CFR Brasil, sustentado por um equilíbrio maior entre oferta e demanda globais, sem mudanças estruturais relevantes no período.
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Finep destina R$ 220 milhões para inovação na agricultura familiar
Editais vão apoiar o desenvolvimento de tecnologias em parceria com cooperativas rurais e da aquicultura.

Dois editais públicos, lançados na terça-feira (30) pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), preveem o pagamento de R$ 220 milhões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a agricultura familiar e a aquicultura no país. A iniciativa faz parte do programa CooperaMais Brasil Tecnologia no contexto do Plano Safra voltado a agricultores familiares. 

Para acessar os recursos, os candidatos deverão atuar obrigatoriamente em parceria com cooperativas da agricultura familiar ou da aquicultura.
Política pública

Foto: AEN
Os editais integram uma política pública liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em articulação com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Fazenda.
O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, destacou que o Plano Safra incorpora, com os editais, a inovação como instrumento permanente e fundamental de desenvolvimento para os trabalhadores.
Segundo ele, o programa tem como objetivo promover a difusão de inovações que ampliem a produtividade, agreguem valor à produção e garantam a inclusão socioprodutiva e a segurança alimentar no país.
Ciência e desenvolvimento

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
O primeiro edital (ICTs, no valor de R$ 100 milhões) é voltado a instituições científicas, tecnológicas e de inovação para o desenvolvimento de soluções integradas, transferência tecnológica, capacitação e extensão no campo.
O outro (Empresas, de R$ 120 milhões) é relacionado ao desenvolvimento industrial de maquinários e insumos específicos de pequeno porte, como tratores, implementos agrícolas, máquinas para plantio e colheita de culturas essenciais à agricultura familiar.
A íntegra das chamadas públicas e os critérios de participação vão ser disponibilizados no portal da Finep.
Crédito

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 somará investimentos de R$ 97,3 bilhões para programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural.
Desse total, R$ 85,2 bilhões serão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de quase 9% do crédito, comparado à última safra.
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Produção recorde de soja deve manter mercado pressionado em 2026/27
De acordo com a Consultoria Agro Itaú BBA, oferta elevada no Brasil e nos Estados Unidos pode limitar a recuperação dos preços.

A perspectiva de produção elevada no Brasil e nos Estados Unidos deve ampliar a oferta global de soja na safra 2026/27 e manter pressão sobre os preços internacionais. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, uma eventual recuperação das cotações dependerá principalmente das condições climáticas e do ritmo das compras chinesas.

Foto: Jaelson Lucas/AEN
No relatório divulgado em junho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimou a produção brasileira em 186 milhões de toneladas na safra 2026/27. Para os Estados Unidos, a projeção é de 121 milhões de toneladas, volume 4% superior ao da temporada anterior.
O USDA também prevê esmagamento recorde de soja nos Estados Unidos, estimado em 74,8 milhões de toneladas, impulsionado pela demanda por óleo destinado à produção de biocombustíveis. Em nível global, a expectativa é de um aumento de aproximadamente 14 milhões de toneladas no processamento em comparação com a safra 2025/26.
Apesar da demanda aquecida, o mercado acompanha a capacidade da China de absorver simultaneamente o aumento da oferta de soja produzida por Brasil e Estados Unidos. Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o acordo comercial anunciado em maio amplia o potencial de compras da soja norte-americana, mas seus efeitos ainda são limitados e dependem de confirmação oficial por parte do governo chinês.

Foto: Aprosoja MT
Nos Estados Unidos, as condições climáticas permanecem favoráveis no Meio-Oeste, e as previsões para o trimestre entre junho e agosto indicam bom desenvolvimento das lavouras. Ao mesmo tempo, a ausência de novas compras chinesas da soja norte-americana e a redução das apostas dos fundos em altas na Bolsa de Chicago (CBOT) continuam influenciando as cotações no curto prazo.
Segundo a consultoria, o cenário para 2026/27 ainda é de pressão sobre os preços diante da possibilidade de produção recorde no Brasil e de uma safra cheia nos Estados Unidos, caso o clima de verão confirme o potencial produtivo das lavouras.
Uma mudança nesse quadro poderá ocorrer caso haja problemas climáticos na produção norte-americana ou na próxima safra brasileira. Além disso, um El Niño de forte intensidade poderá provocar impactos negativos sobre a produção na América do Sul. A Consultoria Agro Itaú BBA também destaca que um aumento das compras chinesas de soja dos Estados Unidos tende a favorecer a valorização dos contratos negociados na Bolsa de Chicago.
