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Paraná registra primeiro caso de gripe aviária em ave silvestre e governo reforça protocolo de contenção

Registro não altera a condição sanitária do Estado e do país, e não afeta a produção comercial. Também não há risco no consumo de carne e ovos, pois a doença não é transmitida por meio do consumo.

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Foto: Cristiano Voitina

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) informou, em uma nota publicada no último sábado (24) , a detecção de um caso de Influenza aviária (H5N1) de Alta Patogenicidade (IAAP) em ave silvestre no município de Antonina, no Litoral do Paraná. Esse é o primeiro caso registrado no Estado.

A infecção pelo vírus da gripe aviária em aves silvestres não altera o status sanitário do Paraná e do Brasil como livre de IAAP. Assim, não há impacto no comércio internacional de produtos avícolas. Também não há risco no consumo de carne e ovos, pois a doença não é transmitida por meio do consumo.

O diagnóstico foi confirmado na última sexta-feira (23). De acordo com a nota da Adapar, o vírus foi identificado em ave silvestre da espécie Trinta-Réis-Real (Thalesseus maximus). As amostras foram processadas no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA/SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional em diagnóstico de Influenza Aviária.

Foram intensificadas as ações de vigilância em populações de aves domésticas e silvestres em todo Estado, em especial nas regiões relacionadas a este evento. A depender da evolução das investigações e do cenário epidemiológico, novas medidas poderão ser adotadas pela Adapar para evitar a disseminação da doença e proteger a avicultura paranaense.

Não há propriedades de produção comercial no raio de 10 quilômetros do foco localizado em Antonina. O litoral do Paraná não possui uma produção avícola comercial expressiva, ficando distante de locais com produção intensiva. Outras investigações em aves silvestres estão em curso no Paraná.

Procedimento

No dia 21 de junho, a Adapar foi notificada sobre uma ave silvestre da espécie Trinta-RéisReal (Thalesseus maximus) apresentando quadro neurológico. No mesmo dia foram realizados os procedimentos de colheita de material e envio ao laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Campinas (SP), conforme prevê o protocolo estabelecido para estes casos.

Todas as propriedades em um raio de 10 quilômetros do foco foram fiscalizadas pela Adapar, e não foram observadas aves com sinais clínicos da Influenza Aviária. Produtores foram orientados a notificarem imediatamente qualquer caso suspeito. A Secretaria de Saúde do Estado foi comunicada e está monitorando as pessoas que tiveram contato com a ave infectada.

Ações

A Adapar atende 100% das notificações de suspeita. Quando verificado um caso provável, é feita a colheita de amostra para diagnóstico laboratorial, isolamento de animais, interdição da unidade epidemiológica (propriedade), verificação do trânsito e investigação de possíveis vínculos.

A Agência também promoveu a capacitação e o treinamento de profissionais em todas as Unidades Regionais do Estado, e conta com médicos veterinários com dedicação exclusiva e capacidade técnica elevada na área, para atendimento das questões sanitárias da cadeia avícola do Estado.

O que fazer

A primeira linha de defesa contra a influenza aviária é a detecção precoce e a notificação oportuna de suspeita da doença para permitir uma resposta rápida, a fim de evitar a disseminação. Os produtores e a população precisam ficar atentos aos sinais que as aves infectadas pelo vírus da gripe aviária apresentam.

Pelo risco de contágio, não se deve manipular aves silvestres mortas ou com sinais clínicos da doença. Todas as suspeitas de Influenza Aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves, devem ser notificadas imediatamente à Adapar, pessoalmente nas unidades locais ou no site www.adapar.pr.gov.br,  por meio da plataforma e-Sisbravet.

Cuidados

Os donos de aviários devem reforçar os cuidados com o fechamento de todas as frestas para evitar que qualquer outro animal, incluindo as aves silvestres, possa ter contato com as comerciais. Também é importante não deixar ninguém estranho à produção chegar perto das aves e que aqueles que precisam desse contato utilizem roupas e sapatos específicos para a atividade. As regras aplicam-se também a produtores de ovos. É fundamental sempre lavar as mãos e trocar roupas e sapatos antes de acessar as granjas.

Doença

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, muitas vezes resultando em graves consequências para a saúde animal, para a economia e para o meio ambiente.

A Influenza Aviária de alta patogenicidade é caracterizada principalmente pela alta mortalidade de aves que pode ser acompanhada por sinais clínicos nervosos, digestórios e/ou respiratórios, tais como andar cambaleante; torcicolo; dificuldade respiratória e diarreia.

Até a presente data, a Influenza aviária de Alta Patogenicidade foi identificada em aves silvestres nos seguintes Estados: Espírito Santo (26 focos), Rio de Janeiro (13 focos), Rio Grande do Sul (1 foco), São Paulo (3 focos), Bahia (2 focos) e Paraná (1 foco), totalizando 46 focos em todo o país.

Fonte: AEN-PR

Notícias No Oeste do Paraná

Biometano ganha protagonismo em debate nacional no 8º FSBBB

Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, que ocorre em abril de 2026 em Foz do Iguaçu, reúne especialistas para discutir produção, políticas públicas, mercado e os desafios de expansão do biometano no Brasil.

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Foto: Divulgação

“Biometano: bem feito, suficiente, bem distribuído”. Esse é o tema do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), que vai ocorrer em Foz do Iguaçu (PR), no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, de 14 a 16 de abril de 2026. Diversos painéis temáticos na programação do evento vão apresentar diferentes aspectos a respeito da produção, de políticas públicas, mercado de certificados, da mobilidade com o uso do biometano, de investimentos na cadeia de produção, a relação com o gás natural e oportunidades e desafios setoriais.

Realizado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), o evento é organizado pela Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria (SBERA).

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas em primeiro lote até o dia 16 de janeiro, acesse clicando aqui, ou enquanto durarem as 100 unidades disponíveis nesse lote.

Potencial e oportunidades

O coordenador geral do Fórum, diretor presidente do CIBiogás, Felipe Souza Marques, destaca que o debate é fundamental, levando-se em conta as novas oportunidades para o setor criadas a partir da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), sancionada no final de 2024. O marco legal permitirá ampliar a participação deste biocombustível na matriz de energia do Brasil. “Estamos vivendo um momento decisivo para o biometano. A demanda que virá é uma conquista de muito esforço do setor, que agora precisa responder à altura, com produtividade, qualidade e estratégia de distribuição. Temos muito a crescer se soubermos aproveitar essa oportunidade”, antecipa Felipe.

O avanço no potencial de mercado traz também desafios, como a qualidade empregada na produção, a necessidade de ampliação do volume gerado e das redes de distribuição. O biometano tem sido usado, por exemplo, em frotas de caminhões e em processos industriais, em substituição aos combustíveis fósseis, como parte do processo de descarbonização.

O volume de biometano produzido já deu um salto em 2024, em relação a 2023. Segundo o Panorama do Biogás no Brasil de 2024, publicação do CIBiogás, o aumento foi de 58%. Também expandiu o número de plantas de biometano em processo de autorização na Agência Nacional do Petróleo em comparação ao levantamento anterior.

Esses novos contextos estarão norteando os debates no 8º FSBBB. Além das plenárias temáticas com a participação de especialistas que são referência na área, o evento incluirá o Espaço de Negócios, a presença de startups, a premiação Melhores do Biogás e cinco roteiros de Visitas Técnicas a plantas produtoras, entre outras agendas na programação.

Visitas Técnicas

A região Oeste do Paraná é uma importante referência para o biogás no Brasil, com unidades e projetos envolvendo exemplos de desenvolvimento da cadeia de biogás. Os participantes do 8º Fórum terão a oportunidade de conhecer, na prática, o funcionamento de unidades geradoras de biogás e biometano, no último dia do evento, dia 16 de abril, durante as Visitas Técnicas, que são opcionais e contratadas separadamente ao ingresso para o Fórum.

Cinco opções de roteiros mostram experiências que envolvem o aproveitamento de diferentes tipos de resíduos para obtenção de biogás destinado a aplicações energéticas (energia elétrica, térmica e biometano).

Fonte: Assessoria
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Rio de Janeiro reforça controle do uso de agrotóxicos com regulamentação da aplicação por drones

Estado avança na fiscalização ambiental e sanitária ao estabelecer regras para uso da tecnologia, com foco em segurança, rastreabilidade e proteção à saúde da população.

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Foto: Divulgação

No Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos, celebrado em 11 de janeiro, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, destaca o fortalecimento das ações de fiscalização e controle do uso de agrotóxicos com a regulamentação da aplicação por drones no Estado do Rio.

A medida estabelece regras claras para o uso dessa tecnologia na agricultura, com foco em segurança, transparência, responsabilidade ambiental e proteção à saúde da população, ampliando o monitoramento das atividades no campo. “O Governo do Estado tem o compromisso de conciliar inovação tecnológica com responsabilidade ambiental. Essa regulamentação garante que o uso de drones na agricultura ocorra de forma segura, com controle rigoroso e respeito ao meio ambiente e à saúde da população”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Com a resolução, publicada em fevereiro de 2025, tornou-se obrigatório o cadastro das empresas prestadoras de serviços de aplicação de agrotóxicos com drones no Sistema de Controle Informatizado de Monitoramento de Agrotóxicos do Estado do Rio de Janeiro. A ferramenta permite o acompanhamento detalhado das operações, fortalecendo as ações de fiscalização e da Defesa Sanitária Vegetal.

A norma define os procedimentos para o registro e a operação das empresas, incluindo exigências como licenciamento ambiental, indicação de responsável técnico habilitado e cumprimento das boas práticas na aplicação de agrotóxicos. Outro ponto importante é a obrigatoriedade de que todas as operações realizadas com drones sejam registradas no sistema da Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal em até 72 horas após a aplicação, garantindo rastreabilidade e maior controle das atividades. “O uso de drones na aplicação de agrotóxicos já é uma realidade no campo. Com essa regulamentação, avançamos no controle sanitário e asseguramos que essa tecnologia seja utilizada de maneira responsável, protegendo o produtor rural, o meio ambiente e a sociedade”, destacou o secretário interino de Agricultura, Felipe Brasil.

Descarte de agrotóxicos

O regulamento também estabelece obrigações relacionadas às boas práticas no uso e no descarte de agrotóxicos, determinando que as empresas mantenham responsável técnico habilitado, garantam a capacitação dos operadores e possuam credenciamento para o recebimento e a destinação ambientalmente adequada das embalagens vazias.

Essas informações devem constar em um projeto técnico, que orienta os usuários quanto ao uso correto e seguro dos produtos e incentiva a devolução adequada das embalagens. “Estamos unindo inovação, fiscalização e sustentabilidade. Essa regulamentação reforça o compromisso do Estado com uma agricultura moderna, segura e ambientalmente responsável”, ressaltou o coordenador de Defesa Sanitária Vegetal, Ilso Lopes.

Fonte: Assessoria Governo Rio de Janeiro
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Produtor rural tem até o fim de janeiro para definir forma de recolhimento do Funrural

Escolha entre contribuição sobre a folha ou sobre a comercialização vale para todo o ano e impacta os custos da produção.

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Foto: Shutterstock

O produtor rural tem até o final de janeiro para decidir ou alterar a forma de recolhimento da contribuição do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Conforme a Lei 13.606, a opção escolhida entre pagar pela folha de salários ou pela comercialização da produção será válida para todo o ano.

Para auxiliar nessa decisão, que impacta diretamente os custos da produção, o Sistema FAEP disponibiliza gratuitamente um simulador desde 2019. A ferramenta é especialmente útil para produtores com empregados registrados, pois calcula qual das duas modalidades é mais vantajosa.

O produtor interessado pode realizar essa simulação e obter orientação presencial, basta comparecer ao sindicato rural da sua região. Consulte a lista de sindicatos rurais do Paraná para encontrar o mais próximo de você e agendar o atendimento.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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