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Paraná reforça vigilância contra gripe aviária com operação no Litoral

Ação preventiva da Adapar mobiliza equipes em sete municípios até 27 de março.

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Foto: Pablo Henrique/Adapar

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), por meio da Divisão de Sanidade Avícola, iniciou uma nova ação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no território paranaense. Desta vez, a operação ocorre no Litoral do Estado.

A iniciativa teve início nesta terça-feira (17), com uma reunião realizada no Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no município de Pontal do Paraná. As atividades seguem até o dia 27 de março e abrangem os sete municípios da região – Pontal de Paraná, Paranaguá, Guaratuba, Matinhos, Morrestes, Antonina e Guaraqueçaba.

Além dos 16 servidores da autarquia, participam também médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Essa ação é da Petrobras e faz parte das condições para o licenciamento ambiental emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação é executada pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná.

A reunião inicial apresentou aos participantes os objetivos e a metodologia de trabalho da operação. Foi destacado que o Paraná registrou 13 focos da doença em aves silvestres em 2023 e, desde então, não houve novas ocorrências no Estado. Atualmente, não há suspeitas em investigação, e a ação tem caráter preventivo, baseada em análise de risco.

A chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka, foi responsável por orientar os servidores e falou sobre a importância das ações contínuas de fiscalização, orientação e prevenção, como o principal pilar da defesa sanitária. “A manutenção de equipes a campo, com ações contínuas de vigilância, orientação e fiscalização, é essencial para mitigar o risco e preservar o status sanitário da agricultura paranaense, garantindo a segurança da cadeia produtiva”, afirma.

Ações

As atividades do Serviço Veterinário Oficial, realizadas pela Adapar e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), incluem a fiscalização de propriedades com criação de aves. Também fazem parte das ações a orientação sobre a prevenção à introdução do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e da Doença de Newcastle -DNC (doença viral contagiosa), além da educação sanitária voltada a proprietários de aves de subsistência.

O PMP-BS contribuiu diretamente com a operação. Na tarde do primeiro dia, os veterinários do projeto auxiliaram os servidores da Adapar em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias, com foco no reconhecimento de possíveis sinais das enfermidades.

O médico-veterinário e responsável técnico do PMP-BS, Fábio Henrique de Lima, destaca a importância da atuação conjunta para a proteção da sanidade animal no Estado. “O trabalho executado pelo Laboratório da Ecologia de Conservação com a Adapar foi algo essencial para que a gente conseguisse controlar não só a questão da parte produtiva em relação à gripe aviária, mas também em relação à conservação da fauna marinha”, comenta.

Fábio ainda salienta a importância da parceria para a valorização dos órgãos públicos que atuam nessa área. “A valorização desses órgãos públicos e também da Universidade Federal, faz com que a gente, por meio de pesquisa, ciências, estudos, extensão, consigamos cada vez mais entender, diminuir esses riscos e ter a possibilidade de trabalhar em conjunto. Esse fortalecimento não cresce apenas em uma área, mas sim faz o que chamamos de uma só saúde, o que deve ser o nosso norte”, salientou.

Desenvolvimento

Após as orientações iniciais, as equipes definiram as rotas de atuação. Cada grupo será responsável pelas vistorias em locais previamente selecionados e deverá seguir um cronograma, com o objetivo de cumprir as metas de fiscalização estabelecidas.

A fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar, Anna Carolina Penna, que atua no escritório local de Ivaiporã e que participa pela primeira vez de uma operação, destacou a expectativa em contribuir com as ações em campo. “É um trabalho totalmente diferente do que estamos acostumados no interior, onde trabalhamos mais com os animais de produção, então, ter esse contato diferenciado aqui no Centro do Mar é importante para a gente. Viemos para somar”, avalia.

Relevância

A manutenção do status sanitário de área livre de influenza aviária é fundamental para a saúde pública e para a economia do Estado. O Paraná é o maior produtor de proteína animal do Brasil e lidera, com ampla vantagem, o segmento de carne de frango, sendo responsável por mais de um terço da produção nacional.

Além da conexão com o conceito de Saúde Única — que integra a saúde humana, animal, vegetal e ambiental —, o controle de doenças impacta diretamente na geração de empregos, no desenvolvimento econômico e no abastecimento alimentar em nível nacional.

Fonte: AEN-PR

Avicultura

Manejo do frango de corte moderno norteia debate em painel do SBSA

Especialistas discutem como equilibrar eficiência produtiva, bem-estar animal e sustentabilidade na avicultura, com foco em aplicações práticas no campo durante 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura.

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Foto: Roberto Ignacio Betancourt

Os médicos-veterinários Rodrigo Tedesco Guimarães e Lucas Volnei Schneider serão os palestrantes do painel Manejo do Frango de Corte Moderno, durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). A apresentação está amrcada para o dia 08 de abril, às 14 horas, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e será realizado de 07 a 09 de abril de 2026.

Médico-veterinário Rodrigo Tedesco Guimarães será um dos palestrantes do 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura – Foto Divulgação

Rodrigo Tedesco Guimarães é médico-veterinário formado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), no Rio Grande do Sul, com MBA em Gestão Empresarial pela Faculdade da Serra Gaúcha. Especialista em frango de corte e ambiência, é responsável pelo suporte técnico aos clientes da Aviagen no Brasil. Com 21 anos de atuação na indústria avícola, acumulou experiência em empresas como Frigorífico Nicolini, Agrofrango e Sadia/BRF (MBRF). É coautor do capítulo “Manejo Inicial e do Crescimento” do livro Produção de Frangos de Corte, 3ª edição da Facta.

Ao antecipar os temas que serão discutidos durante o Simpósio, Guimarães destaca que o melhoramento genético transformou a avicultura mundial e impõe novos desafios ao setor. “O melhoramento genético foi decisivo para tornar a carne de frango a proteína animal mais consumida no mundo. Evoluímos muito neste aspecto e em nutrição, manejo e biosseguridade, mas o grande desafio agora é equilibrar eficiência produtiva com bem-estar animal, sustentabilidade ambiental, qualidade da carne e segurança alimentar. Precisamos manter altos níveis de produtividade sem comprometer a saúde das aves, buscando desempenho aliado à robustez fisiológica e menor impacto ambiental”, avalia.

Médico-veterinário Lucas Volnei Schneider será um dos palestrantes do 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura – Foto Divulgação

Lucas Volnei Schneider é médico-veterinário, com MBA em Gestão e Desenvolvimento de Pessoas e formação técnica em Agropecuária pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. Atualmente atua como Gerente sênior de produção avós na Cobb Genetics América Latina. Com sólida trajetória na indústria avícola desde 2005, Schneider possui ampla experiência na produção de matrizes e frangos de corte, com foco na gestão de pessoas, melhoria de processos operacionais e implementação de práticas estratégicas voltadas à eficiência produtiva e à geração de resultados no setor.

“O manejo adequado do frango de corte é um ponto importante quando falamos de eficiência produtiva na avicultura moderna”, destaca a presidente da Comissão Científica do SBSA, Daiane Albuquerque. “Aspectos relacionados à ambiência, densidade, bem-estar animal, controle de variáveis ambientais e aplicação correta de protocolos técnicos impactam diretamente no desempenho zootécnico, na conversão alimentar e na sustentabilidade da produção. Durante o painel, os especialistas trarão uma abordagem prática e atualizada sobre os desafios do manejo nas diferentes fases de crescimento, alinhando tecnologia, gestão e aplicabilidade no campo”, ressalta.

Compromisso

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, salienta que o SBSA mantém o compromisso de oferecer temáticas alinhadas às demandas da cadeia produtiva. “O Simpósio busca reunir especialistas que tragam conhecimento técnico com aplicação direta no dia a dia da produção. O manejo do frango de corte é um tema estratégico para a competitividade do setor, e a contribuição dos palestrantes reforça essa proposta”, afirma.

Para acompanhar a palestra e demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no 26º SBSA. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair, que ocorre simultaneamente ao Simpósio, custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site: https://nucleovet.com.br/simposios/avicultura/inscricao.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Fórum debate gripe aviária e reforça medidas de prevenção no Rio Grande do Sul

Encontro em Montenegro reúne setor público e produtivo após foco de H5N1 em aves silvestres no Taim.

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Fotos: Cassiane Osório

Órgãos públicos e representantes do setor produtivo se reuniram na terça-feira (17), em Montenegro (RS), para discutir o cenário da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no Brasil e no mundo. O encontro ocorreu após a confirmação, no fim de fevereiro, de um foco do vírus H5N1 em aves silvestres na Reserva Ecológica do Taim.

Na abertura, o secretário adjunto de Agricultura do Rio Grande do Sul, Marcio Madalena, destacou que o Estado já vinha se preparando para a doença desde 2023. Segundo ele, essa mobilização antecipada permitiu uma resposta mais rápida quando houve registro em granja comercial em 2025. A meta, afirmou, é manter o Estado como referência em biosseguridade e controle sanitário.

O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, ressaltou a atuação conjunta entre produtores, Serviço Veterinário Oficial e população durante o foco registrado em Montenegro. Ele destacou que ações dentro das propriedades são fundamentais para proteger a atividade.

Já o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, lembrou que o Brasil foi um dos últimos grandes produtores a registrar casos de gripe aviária, o que, segundo ele, reforça o nível sanitário do país. Kerber também destacou o volume de exportações de proteína animal, superior a 50 mil toneladas por dia.

A médica-veterinária Daniela Pacheco Lacerda, do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura e Pecuária (DSA/Mapa), apresentou dados sobre a Influenza aviária no mundo e no Brasil, apontando algumas diferenças.  “Enquanto no Hemisfério Norte se consegue perceber uma sazonalidade na ocorrência da H5N1 de novembro a março, os meses mais frios, no Hemisfério Sul não há um padrão tão claro. Isso se deve ao nível de influência da migração das aves e a mudança das temperaturas. No Brasil ainda temos uma série histórica limitada, mas os casos têm se concentrado nos meses de abril a agosto”, pontuou.

Médica-veterinária Daniela Pacheco Lacerda: “Enquanto no Hemisfério Norte se consegue perceber uma sazonalidade na ocorrência da H5N1 de novembro a março, os meses mais frios, no Hemisfério Sul não há um padrão tão claro”

De acordo com Daniela, um dos maiores desafios presentes na prevenção e contingência da gripe aviária é a complexidade epidemiológica da doença. “A quantidade de espécies afetadas, a interface com animais silvestres, vírus distintos introduzidos por diferentes rotas, além de ser uma zoonose com potencial pandêmico, são alguns dos pontos que a tornam tão complexa na sua prevenção e controle”, enumerou.

Essas características levam à necessidade do alinhamento de diversas competências em uma atuação interinstitucional integrada. “Agricultura, Saúde e Meio Ambiente precisam trabalhar coordenados com o setor privado, no conceito de Uma Só Saúde. Aqui no Rio Grande do Sul, percebemos que a interação entre essas instituições tem aumentado o nível de sensibilidade, auxiliando na detecção precoce da influenza aviária”, exemplificou.

A biosseguridade nas granjas foi outro tema central. O consultor técnico Paulo Raffi destacou que a identificação de pontos críticos nas propriedades é essencial para evitar a entrada do vírus na avicultura comercial. Entre os principais riscos estão falhas no controle de acesso de pessoas e veículos, presença de aves silvestres, problemas estruturais e manejo inadequado.

Ele explicou que as melhorias podem começar por ajustes operacionais, com menor custo, e avançar para mudanças estruturais ao longo do tempo.

O evento foi encerrado com perguntas do público e reuniu 212 participantes de forma presencial. A transmissão online registrou mais de 1.100 acessos, com espectadores de diversos estados brasileiros.

Fonte: O Presente Rural com Seapi
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Avicultura

Alta na oferta puxa queda nos preços do frango no Brasil

Recuo de 3,4% em fevereiro em São Paulo reflete maior disponibilidade, custos mais baixos e redução nas margens da avicultura, segundo a Consultoria Agro Itaú BBA.

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Foto: Jonathan Campos

Os preços da carne de frango registraram nova queda em fevereiro. Em São Paulo, a ave inteira congelada recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo comercializada a R$ 7,20 por quilo, valor 14,5% inferior ao registrado em fevereiro de 2025.

Na primeira quinzena de março, as cotações seguiram em níveis contidos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, na média ponderada da região Sul houve nova redução no spread da avicultura, que ficou em 34%, mesmo com leve queda de 1% no custo de produção.

Foto: Shutterstock

Os custos com ração apresentaram recuo ao longo de fevereiro, acompanhando a redução nos preços do milho e do farelo de soja.

No comparativo com outras proteínas, a carne de frango ganhou competitividade. Isso ocorre em função da alta contínua do dianteiro bovino. Na parcial de março, foram necessários mais de 3 quilos de frango para a compra de 1 quilo de carne bovina, patamar 34% superior ao observado no mesmo período do ano passado e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Pelo lado da oferta, os alojamentos de pintinhos em janeiro cresceram 3,6% em relação a janeiro de 2025, movimento que influenciou a disponibilidade de produto em fevereiro.

As exportações seguiram aquecidas. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 2026, a alta é de 4,5%.

O preço médio das exportações também avançou, com aumento de 3,7% na comparação anual. Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento nas compras no primeiro bimestre, com exceção da China, que teve queda de 16%, e do México, com recuo de 22%.

Apesar da valorização em dólares, a variação cambial neutralizou os ganhos em reais. O spread das exportações ficou em 45%, levemente abaixo do registrado há um ano, mas ainda acima da média dos últimos cinco anos, de 35%.

Fonte: O Presente Rural
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