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Paraná reforça sistema de agricultura com novos técnicos e frota para atuação no campo
Estado empossa 324 servidores e inicia entrega de mais de 600 veículos para ampliar a presença técnica, a assistência aos produtores e a execução de políticas públicas no agronegócio.

O Governo do Paraná reforçou o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), conjunto de órgãos e entidades do governo que atuam de forma integrada para planejar e executar políticas públicas voltadas ao agronegócio paranaense. O governador Carlos Massa Ratinho Junior deu posse, na segunda-feira (26), a 324 novos servidores que vão atuar nos órgãos do Seagri, além de entregar os primeiros 250 de mais de 600 veículos adquiridos para dar agilidade aos trabalhos de campo.

Governador do Paraná Carlos Massa Ratinho Junior: “Esses novos servidores assumem a responsabilidade de atender órgãos importantes do governo, que têm a função de atender o agricultor lá na ponta, dar todo o amparo técnico, levar novas técnicas para o melhorar a produção, especialmente dos pequenos agricultores do Paraná” – Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Estão sendo contratados engenheiros agrônomos, ambientais e civis, administradores, assistentes sociais, economistas, técnicos de manejo e meio ambiente e profissionais de outras áreas. Eles ingressam como servidores da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná). Além desses três órgãos, o Seagri é formado também pelas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa).
A posse oficial e entrega de veículos ocorreu durante um grande evento no Palácio Iguaçu, marcado também pelo lançamento dos programas Paraná Conectado e Se liga aí, Paraná. O governador ressaltou que o ingresso dos novos profissionais marca mais um avanço para a agricultura paranaense, garantindo maior presença técnica nos territórios e mais apoio para o desenvolvimento sustentável do agronegócio do Estado. “É um dia muito importante para a agricultura do Paraná, com muitos investimentos que fortalecem a vocação paranaense, que é produzir alimento e ser o supermercado do mundo”, afirmou Ratinho Junior, ressaltando: “Estamos contratando novos servidores, que assumem hoje sua responsabilidade de atender órgãos importantes do governo, que têm a função de atender o agricultor lá na ponta, dar todo o amparo técnico, levar novas técnicas para o melhorar a produção, especialmente dos pequenos agricultores do Paraná”.
Além disso, destacou Ratinho Junior, os veículos adquiridos pela Seab vão dar condições para que os servidores possam chegar até os produtores rurais. “Essas viaturas vão atender todo esse corpo técnico, para que eles possam chegar às propriedades do Estado”, enfatizou.
Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, a atuação dos novos servidores vai permitir o planejamento e

Secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Márcio Nunes: “A entrada de novos técnicos fortalece o agronegócio do Paraná” – Foto: Geraldo Bubniak/AEN
execução de políticas públicas voltadas ao agronegócio, abrangendo agricultura familiar, produção, inovação, defesa agropecuária e desenvolvimento sustentável. “A entrada de novos técnicos fortalece o agronegócio do Paraná. Eles permitem uma proximidade com os produtores rurais, trabalhando na assistência técnica, extensão rural, na pesquisa e na defesa sanitária e agropecuária”, afirmou Nunes, acrescentando: “Isso tem feito a diferença na agricultura paranaense, que é uma das mais produtivas do Brasil e chega a mais de 170 países ao redor do mundo”.
A entrega dos mais de 600 veículos ao Siagri beneficiará diretamente os produtores rurais paranaenses, fortalecendo a capacidade operacional dos órgãos envolvidos, ampliando o atendimento no campo e contribuindo para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da competitividade do agronegócio no Estado.

Foto: Ari Dias/AEN
Posse de novos servidores
Na Seab, tomaram posse 173 novos servidores. Todos ingressaram por meio do Quadro Próprio do Poder Executivo (QPPE) e passam a integrar a carreira efetiva do Estado, reforçando áreas estratégicas de formulação de políticas públicas, gestão e apoio ao desenvolvimento agropecuário. Os cargos são para assistente social, engenheiro agrônomo, economista, nutricionista, contador, administrador, psicólogo, técnico de manejo e meio ambiente, engenheiro florestal, engenheiro civil, técnico de Tecnologia da Informação e geógrafo.
Carolinne Roque de Freitas, uma das novas servidoras empossada na Seab, sente-se bastante motivada e satisfeita com o trabalho. “Sou psicóloga e entrei na Seab para trabalhar diretamente com os servidores. No momento, estamos fazendo um levantamento de dados em parceria com a Adapar, para promoção da saúde e qualidade de vida dos servidores. Pelos dados já conseguimos ver que os índices de risco psicossocial é bem baixo na Seab. Então, pretendemos apenas promover e reforçar essa gestão humanizada”, contou Carolinne.
O IDR-Paraná recebeu 111 novos servidores, admitidos por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS). O reforço contempla diferentes

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
áreas técnicas e de pesquisa, com engenheiros agrônomos, administradores, médicos veterinários, engenheiro florestal, técnicos agrícolas e de agropecuária, e pesquisadores, ampliando a capacidade de atendimento aos produtores rurais e de geração de conhecimento aplicado ao campo.
Já a Adapar incorporou 40 novos servidores efetivos, distribuídos entre o Quadro Próprio do Poder Executivo e o Quadro Próprio da Adapar. Entre os profissionais empossados estão médicos veterinários, técnicos agrícolas e de agropecuária, administradores, economista, engenheiro do trabalho e psicólogo, bem como especialistas em Tecnologia da Informação, fortalecendo as ações de defesa sanitária animal e vegetal no Estado. “Esses novos servidores vão ocupar, basicamente, cargos na área administrativa, mas também na parte técnica. E temos a perspectiva ainda de contratar mais de 50 engenheiros agrônomos, que já prestaram o concurso, para atuarem como fiscais nas várias regiões do Estado”, explicou o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, frisando: “É um momento importante para a defesa agropecuária do Paraná, que é cheia de desafios, mas temos criado soluções para esses desafios”.

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Governo do Paraná lança programas que levam energia mais potente e conectividade às propriedades rurais
Se Liga Aí Paraná busca incentivar a migração das propriedades rurais para a rede elétrica trifásica, que oferece maior estabilidade e capacidade de fornecimento de energia, com investimento direto da Copel e juros subsidiados pelo Estado. E o Paraná Conectado foi estruturado para ampliar a conectividade rural por meio de duas frentes complementares: credenciamento de provedores de internet e instalação de novas estações de rádio base.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou na segunda-feira (26) dois programas estratégicos para fortalecer a infraestrutura do meio rural paranaense, com foco em energia elétrica mais estável e ampliação da conectividade no campo. As iniciativas Se Liga Aí Paraná e Paraná Conectado têm como objetivo modernizar as propriedades rurais, impulsionar a produção agropecuária, ampliar a inclusão digital e melhorar a qualidade de vida das famílias do interior do Estado.

Governador do Paraná, Ratinho Junior: “O Paraná é o maior produtor de alimentos por metro quadrado do Brasil e um dos que mais produzem no mundo, e essas ações ajudam a manter o Estado como um verdadeiro supermercado do mundo” – Foto: Geraldo Bubniak/AEN
As ações integram uma política mais ampla do Governo do Estado para reduzir desigualdades entre áreas urbanas e rurais e criar condições para que produtores, jovens e famílias tenham acesso à tecnologia, informação e serviços essenciais ao desenvolvimento econômico e social. “Hoje é um dia muito importante para a agricultura do Paraná porque estamos falando de investimentos em várias áreas para atender o agricultor e fortalecer a vocação do nosso Estado, que é produzir alimentos. O Paraná é o maior produtor de alimentos por metro quadrado do Brasil e um dos que mais produzem no mundo, e essas ações ajudam a manter o Estado como um verdadeiro supermercado do mundo”, afirmou o governador.
O programa Se Liga Aí Paraná busca incentivar a migração das propriedades rurais para a rede elétrica trifásica, que oferece maior estabilidade e capacidade de fornecimento de energia. Atualmente, a maior parte das propriedades do Estado ainda utiliza redes monofásicas ou bifásicas, que atendem ao consumo básico, mas não garantem energia firme para atividades produtivas que dependem de funcionamento contínuo.
Ratinho Junior ressaltou que o programa vai ampliar a segurança energética no campo e permitir a expansão da produção. “O Paraná investiu nos últimos anos cerca de 25 mil quilômetros de rede trifásica, mas muitas propriedades ainda não estão conectadas. Com esse programa, vamos ajudar o produtor a fazer essa ligação, garantindo mais estabilidade no fornecimento de energia e dando condição para que ele amplie a produção, seja no aviário, na piscicultura ou em outras atividades que dependem de energia firme”, salientou.
O diretor-presidente da Copel, Daniel Slaviero, explicou que o desafio agora é ampliar a adesão dos produtores à rede trifásica. “Não

Diretor-presidente da Copel, Daniel Slaviero: “Não adianta a rede passar na frente da propriedade se o produtor não se conectar” – Foto: Geraldo Bubniak/AEN
adianta a rede passar na frente da propriedade se o produtor não se conectar. O investimento médio para essa ligação é de aproximadamente R$ 32 mil. Com o programa, a Copel paga metade desse valor e o restante é financiado pelo Governo do Estado, por meio do Banco do Agricultor, com juros zero. É o maior estímulo que podemos dar para promover esse salto de produtividade no campo”, analisou.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes, destacou que o programa foi pensado para caber no bolso do produtor rural. “Em uma ligação que custa em torno de R$ 32 mil, a Copel paga metade. Os outros R$ 16 mil são financiados pelo Governo do Estado. Para o agricultor familiar enquadrado no Pronaf, isso significa cinco anos para pagar, sem juros. Na prática, dá cerca de R$ 200 por mês para sair da rede monofásica e entrar na trifásica”, destacou.
A rede trifásica utiliza três fios de energia, o que aumenta a estabilidade e reduz oscilações no fornecimento. Esse tipo de estrutura é fundamental para atividades como produção de leite, aves, suínos, peixes, agroindústrias e secagem de fumo, nas quais a falta de energia pode causar perdas significativas de produção e prejuízos ao produtor. “O produtor que trabalha com proteína animal ou com agroindústria não pode correr o risco de ficar sem energia. Se faltar luz, ele perde o produto. A ideia do programa é dar segurança, estabilidade e qualidade de energia para evitar essas perdas e preservar a riqueza que é produzida no campo”, afirmou o coordenador de Energias Renováveis e Conectividade Rural da Seab, Herlon de Almeida.

Foto: Divulgação/Copel
O Se Liga Aí Paraná prevê a subvenção de parte dos juros do crédito rural para estimular a adesão dos produtores. “O Estado vai subvencionar cinco pontos percentuais da taxa de juros do crédito rural. Para o agricultor familiar, que normalmente acessa linhas com juros em torno de 5%, isso significa juros zero. Já o produtor médio, que hoje paga em média 10%, passa a pagar 5%. É uma forma de garantir energia firme, estável e de qualidade para quem precisa e evitar a perda de produto no campo”, explicou Herlon Almeida.
A meta é beneficiar 12,5 mil propriedades nos próximos cinco anos, ampliando de forma consistente a presença da rede trifásica no meio rural paranaense.
Para participar do programa, os produtores rurais podem inscrever projetos individuais ou coletivos. O primeiro passo é solicitar a avaliação técnica para verificar a possibilidade de ligação à rede trifásica. A partir disso, é possível solicitar orçamento da extensão da rede à Copel pelo site copel.com ou pelo telefone 0800 51 00116.
Como vai funcionar:
- Investimento direto de R$ 15 mil da Copel
- Investimento com juro subsidiado pelo Estado para complementar o projeto
Paraná Conectado
O segundo programa lançado nesta segunda-feira, o Paraná Conectado, foi estruturado para ampliar a conectividade rural por meio de duas frentes complementares. A primeira é a expansão do acesso à internet fixa, por fibra óptica ou rádio, especialmente em regiões onde o investimento privado é mais limitado devido às grandes distâncias e ao baixo número de usuários por quilômetro de rede.
Nesse modelo, o Governo do Estado vai abrir um processo de credenciamento de provedores de internet que atuam no meio rural. As

Foto: Divulgação/Copel
empresas interessadas poderão acessar financiamento com subvenção de juros para investir na ampliação das redes, tornando viável a chegada do sinal a comunidades, assentamentos e propriedades hoje sem cobertura adequada. A proposta é estimular a atuação de provedores locais, garantindo preços mais acessíveis e maior capilaridade do serviço.
Ratinho Junior explicou que o Paraná Conectado vai ampliar o acesso à internet no meio rural e permitir que o produtor utilize melhor a tecnologia disponível nas propriedades. “Hoje, muitos equipamentos agrícolas modernos têm alta tecnologia, mas acabam sendo subutilizados por falta de conectividade. Com o Paraná Conectado, queremos garantir internet no campo para que o produtor possa usar todo o potencial do maquinário, acessar informação, aprender novas técnicas e emitir nota fiscal eletrônica”, destacou.
A segunda frente do programa é a ampliação do sinal de telefonia móvel 4G no campo, por meio da instalação de novas estações rádio base. Para isso, o Estado foi dividido em 22 regiões e vai realizar processos licitatórios por área. O projeto piloto começa no Vale do Ivaí, abrangendo 33 municípios.
Antes da licitação, será feito um mapeamento técnico das áreas com baixa ou nenhuma cobertura de celular, utilizando softwares e imagens de satélite para identificar a concentração de pessoas e propriedades rurais e definir os pontos ideais para a instalação das torres. As empresas vencedoras serão aquelas que apresentarem o menor custo para implantação das estações e o menor valor de pacote para o usuário rural.

Foto: Divulgação/Copel
Após a execução das obras e a verificação do sinal nas coordenadas definidas em projeto, o Estado fará o pagamento às empresas responsáveis. A partir da implantação, as operadoras estarão habilitadas a comercializar chips e prestar o serviço de telefonia móvel nas áreas atendidas.
Segundo Herlon de Almeida, o foco do programa é levar conectividade onde ela é mais necessária. “A gente não fala em cobrir todo o território, porque nem na área urbana isso acontece. O Paraná Conectado vai priorizar distritos e comunidades rurais com maior concentração de pessoas, usando critérios técnicos para garantir que o investimento chegue onde gera mais impacto social”, afirmou.
Almeida reforçou que o acesso à internet no campo vai além da comunicação. “A conectividade rural permite que o produtor e a família tenham acesso à informação, à educação e à capacitação. O aluno do campo passa a ter as mesmas condições de estudar e entregar atividades que um aluno da cidade, e o produtor consegue acessar tecnologia, emitir nota fiscal eletrônica e melhorar a gestão da propriedade”, explicou.
Como vai funcionar:
- Credenciamento de provedores de internet, que terão subvenção do Estado nos investimentos

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
- Instalação de novas estações de rádio base para cobertura 4G
Outros anúncios
Além do lançamento dos programas, o governador Ratinho Junior entregou 250 veículos novos para o Sistema Estadual de Agricultura do Paraná (Seagri), e empossou 250 novos servidores que atuarão nos órgãos ligados à agricultura do Estado (Seab, Adapar e IDR-PR). O governador também entregou à Campo Mourão o 200° selo Susaf, o que permite a padronização dos serviços de inspeção municipal e estadual, o que traz maior segurança alimentar e comercialização dos produtos da agricultura familiar e agroindústrias de pequeno porte.
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Brasil registra recorde na importação de fertilizantes e amplia exportações agrícolas em 2025
Entrada histórica de insumos, crescimento nos embarques de milho, soja e farelo de soja e logística portuária fortalecida sustentam perspectivas positivas para a produção agrícola e o mercado de fretes em 2026.

As importações brasileiras de fertilizantes alcançaram 45,5 milhões de toneladas durante o ano passado, superando as 44,28 milhões de toneladas registradas no ano de 2024, estabelecendo um novo recorde da série histórica. Isso é o que mostra o Boletim Logístico referente janeiro de 2026, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na segunda-feira (26).

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná
Esse bom desempenho reforça um cenário positivo para a agricultura nacional, pois indica uma maior disposição dos produtores em ampliar a área plantada de grãos e elevar a produtividade média de suas lavouras. Ao longo de 2025, o volume crescente de aquisições já sinalizava confiança do setor produtivo nas perspectivas da safra. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo de fertilizantes no país, confirmando o protagonismo dessas unidades da federação na produção agrícola brasileira.
O resultado consolidado da entrada de fertilizantes pelos principais terminais portuários brasileiros reafirma a robustez da cadeia de suprimento de insumos e sustenta expectativas favoráveis para o avanço da produção agrícola brasileira. Somados os recebimentos nos Portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e do Arco Norte, o volume importado em 2025 foi de 45,50 milhões de toneladas, frente a 44,28 milhões de toneladas em 2024, o que significa dizer um aumento de 1,22 milhão de toneladas (+2,68%).
Como principal canal de entrada de fertilizantes importados no país, manteve-se o Porto de Paranaguá (PR), terminal pelo qual foram

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
internalizadas 10,89 milhões de toneladas no período, volume próximo ao registrado no ano anterior, que foi 11,04 milhões de toneladas, ou seja, uma leve redução de 150 mil toneladas (-1,36%). Também apresentaram desempenho positivo os portos do Arco Norte, com a movimentação de 8,27 milhões de toneladas em 2025, acima das 7,5 milhões de toneladas registradas no ano anterior, evidenciando o fortalecimento logístico da região. Já o Porto de Santos (SP) recebeu 8,42 milhões de toneladas, em comparação com 8,88 milhões de toneladas no ano anterior, ou seja, uma diminuição de 5,18% nas importações de insumos.
Exportações
Em 2025, o Brasil ampliou os embarques de milho, soja e farelo de soja, com crescimento dos volumes exportados e reconfiguração positiva da logística portuária, destaque para o avanço dos Portos de Paranaguá (PR) e do Arco Norte, além do protagonismo dos estados do Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul na origem das cargas. Ao todo, as exportações das três commodities totalizaram 172,3 milhões de toneladas no ano passado, uma acréscimo de 6,21% – o que quer dizer 10,7 toneladas a mais que em 2024, ano no qual o resultado foi de 161,6 milhões de toneladas.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
As exportações de milho em grãos em dezembro de 2025 alcançaram 40,9 milhões de toneladas, acima das 39,7 milhões de toneladas registradas em igual período do ano anterior. Pelos portos do Arco Norte foram escoados 39,3% da movimentação, contra 46,4% no mesmo período do ano passado, enquanto o Porto de Santos respondeu por 35,8% dos volumes embarcados, frente a 42% no exercício anterior. O Porto de Paranaguá ampliou de forma expressiva sua participação, com 12,3% dos embarques, ante 3,1% no ano passado, e o Porto de São Francisco do Sul respondeu por 7,7%, contra 6% no exercício anterior. Os estados que mais atuaram nas vendas externas foram Mato Grosso, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul.
As exportações brasileiras de soja em grãos, acumuladas até dezembro de 2025, somaram 108,1 milhões de toneladas, superando as 98,8 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior. Pelos portos do Arco Norte foram expedidos 36,2% das exportações nacionais, acima dos 34,8% do exercício anterior, enquanto o Porto de Santos concentrou 32% dos embarques, contra 28,3% no mesmo período do ano passado. O Porto do Rio Grande respondeu por 8% do montante nacional, ante 10,9%, e o Porto de São Francisco do Sul por 5,7%, frente a 7% no exercício anterior. A origem das cargas ocorreu, prioritariamente, nos estados de Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.
As exportações de farelo de soja, no período de janeiro a dezembro de 2025, atingiram 23,3 milhões de toneladas, levemente acima das

Foto: Daiane Mendonça
23,1 milhões de toneladas registradas em igual período do ano anterior. O escoamento pelo Porto de Santos concentrou 43,2% da oferta nacional, contra 44,5% no mesmo intervalo de 2024, seguido por Paranaguá, com 27,8%, ante 27,2% do ano passado, e pelo Porto do Rio Grande, com 16,9%, frente a 15,2%. O Porto de Salvador respondeu por 7,4% dos embarques, acima dos 6,6% registrados em igual período de 2024, com Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás aparecendo como os principais estados originadores das exportações.
Mercado de Fretes
O mercado de fretes rodoviários apresentou, em dezembro, um comportamento heterogêneo entre as regiões, entretanto em um quadro predominantemente de estabilidade nas cotações, com ajustes pontuais de alta ou queda conforme a intensidade da demanda local, os níveis de estoque e os custos operacionais. Em diversas regiões, a menor movimentação de grãos, típica do fim de ano, contribuiu para um comportamento mais equilibrado dos preços, enquanto a maior oferta de caminhões atuou como fator de contenção de pressões altistas, mesmo onde houve aumento no volume transportado.

Foto: O Presente Rural
Na Bahia e no Maranhão, a redução dos estoques e o menor fluxo de grãos mantiveram os fretes estáveis, com exceções pontuais de recuo em rotas menos demandadas. No Distrito Federal, houve aumento generalizado entre 1% e 4%, pressionado principalmente pelos custos do diesel e pelo ambiente financeiro restritivo, apesar da menor demanda agrícola. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, a maior movimentação de milho e soja, sobretudo para exportação, sustentou o mercado, com leve valorização ou estabilidade das cotações, mesmo diante de maior oferta de caminhões.
Já em Mato Grosso, os fretes seguiram em patamar elevado na comparação anual, sustentados por estoques elevados, safra recorde e expectativa de intensificação da colheita da soja, com perspectiva de alta gradual nos próximos meses. No Paraná e em São Paulo, as variações foram discretas, refletindo o período de fim de ano, enquanto no Piauí predominou forte retração da demanda, com queda média de preços superior a 9%.
Para o início de 2026, a perspectiva é de manutenção do equilíbrio no curto prazo, com expectativa de aquecimento gradual do mercado

Foto: Freepik
de fretes a partir de janeiro e maior pressão altista em fevereiro, com possibilidade de elevação das cotações acompanhando o avanço da colheita da soja, o aumento da demanda por transporte e a intensificação do escoamento da produção agrícola.
O Boletim Logístico da Conab é uma publicação mensal que reúne informações de dez estados produtores, apresentando análises sobre logística do setor agropecuário, desempenho das exportações brasileiras, movimentação de cargas e principais rotas de escoamento da safra, além de informações sobre o volume exportado de soja, milho e farelo de soja bem como dados de importação de adubos e fertilizantes. A edição completa do Boletim Logístico referente dezembro de 2025 já está disponível no site da Companhia
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Trigo começa 2026 com mercado lento e procura limitada
Produtores seguem concentrados em safras de verão e segunda safra; compradores atuam apenas para renovação de estoques, e comércio exterior não dá tração às cotações, aponta Cepea.

O mercado de trigo encerra o primeiro mês de 2026 em ritmo lento, com pouca movimentação e preços sem direção definida, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O cenário reflete a combinação de oferta ainda ativa no campo e demanda restrita no curto prazo.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
Segundo pesquisadores do Cepea, produtores permanecem focados na colheita da safra de verão e na condução das lavouras de segunda safra, o que mantém o trigo em segundo plano nas prioridades de comercialização. “O que se observa é uma atuação mais seletiva do vendedor, com negociações pontuais”, explicam, citando necessidades específicas como fazer caixa ou liberar espaço nos armazéns.
Do lado da demanda, o quadro também é de acomodação. Compradores, sobretudo indústrias e tradings, têm comprado apenas para renovação parcial de estoques, sem intensificar as compras no mercado spot. Parte desse comportamento se deve ao fato de que muitos agentes já estão abastecidos com volumes remanescentes ou com contratos fechados para os meses de janeiro e fevereiro.
O comércio exterior também não trouxe dinamismo ao mercado. As importações e exportações de trigo em janeiro de 2026 ficaram abaixo dos níveis registrados em janeiro de 2025, reforçando a falta de pressão para cima nas cotações.
Em resumo, o início de 2026 tem sido marcado por um mercado de trigo com pouca liquidez e pouca urgência na compra e venda. A expectativa de recuperação depende da retomada da demanda no spot e de sinais mais claros de movimentação no comércio internacional, fatores que ainda não se mostraram presentes neste começo de ano.



