Notícias Durante Expoingá
Paraná reforça protagonismo do agro sustentável
Estado apresentou em feira agropecuária iniciativas sustentáveis e fortalece liderança nacional em desenvolvimento rural com responsabilidade ambiental.

A sustentabilidade do setor agropecuário do Paraná é um dos temas de destaque na Expoingá 2025, que acontece em Maringá, Noroeste do Estado. Estão sendo apresentadas ações e projetos de políticas públicas e do setor agro para garantir a produção com preservação do meio ambiente.
“O Paraná é um exemplo de que pode existir equilíbrio entre o desenvolvimento do agro e a preservação do meio ambiente”, afirmou o o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, enaltecendo: “Tem um caminho, em que é possível crescer, se desenvolver, gerar emprego, renda, melhorar a vida das pessoas, preservar, recuperar e cuidar do meio ambiente. Tudo isso ao mesmo tempo. E o Paraná, nesse momento, nessa Expoingá, reflete esse momento extraordinário que o Estado vive”.
Nunes ressaltou que o Paraná cresceu e fortaleceu o agro de forma sustentável nos últimos anos. “O Estado que mais cresceu e mais se desenvolveu, que mais cuidou, mais recuperou e mais preservou o meio ambiente. O Paraná, segundo o índice de competitividade entre os Estados, é tetracampeão em sustentabilidade”, frisou.
O secretário da Agricultura e do Abastecimento citou ainda a parceria firmada pelo Governo do Estado com a Rede ILPF para impulsionar a expansão do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta no Estado, por meio do projeto Integra PR. Assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, na abertura da Expoingá, o acordo garante a disseminação de um modelo mais eficiente e sustentável no campo.
A Rede ILPF é uma parceria entre empresas públicas e privadas, cooperativas, bancos e empresas de tecnologia e combina diferentes atividades agrícolas, pecuárias e florestais na mesma área. Isso ajuda a usar a terra de pequenas ou grandes propriedades de forma mais eficiente, protegendo o solo, reduzindo custos e aumentando a produção.
A iniciativa é uma resposta à degradação de pastagens, especialmente na região Noroeste, onde a pecuária é forte. O sistema busca a melhoria da produtividade e recuperação do solo, com foco em tornar a pecuária mais sustentável e resistente às mudanças climáticas.
Outra medida destacada pelo secretário Nunes é um novo programa do Governo do Estado, que também visa a preservação do solo e da água, combate a erosão e recuperação da fertilidade da terra. Uma das ações será o repasse de recursos para os municípios, para compra de equipamentos necessários para compor uma patrulha ambiental.
Feira
Maria Iraclezia de Araújo, presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), entidade responsável pela organização, explicou que a Expoingá 2025 é 30% maior em números de expositores em relação ao ano anterior e que o apoio do Estado também cresceu. “A Sociedade Rural de Maringá recebe o maior apoio do Governo do Estado do Paraná através de todas as suas empresas, instituições e corporações que fazem uma diferença imensa porque, sem dúvida, faremos a maior feira de pecuária do Paraná esse ano” declarou.
Fazendinha
As raízes do agro na região Noroeste do Paraná e o futuro da atividade, com produção sustentável de alimentos e novas tecnologias. Este é um dos destaque da Fazendinha, espaço que o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) tem na Expoingá.
Com onze unidades didáticas distribuídas em uma área de nove mil metros quadrados, o espaço faz parte do Agromuseu, que reúne um conjunto de métodos de extensão rural que difundem tecnologias e inovações para o campo, promovendo o desenvolvimento rural.
A Fazendinha é uma parceria entre Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), UEM (Universidade Estadual de Maringá), Prefeitura de Maringá, secretaria estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná Ceasa Paraná
A Fazendinha também conta com uma programação de palestras e oficinas disponíveis no site do IDR-Paraná.
Atualização de rebanho
A Campanha de Atualização dos Rebanhos do Paraná de 2025 começou em 1º de maio e se estenderá até 30 de junho. Os produtores presentes na Expoingá interessados em fazer a atualização de rebanho podem comparecer ao estande da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) que realizará o serviço durante toda a feira.
A atualização é obrigatória para todos os produtores rurais com animais de produção de qualquer espécie sob sua guarda.
Aqueles que não cumprirem a exigência ficarão impedidos de obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento que permite a movimentação de animais entre propriedades e para abate nos frigoríficos.
Os produtores também podem atualizar os dados de forma online, pelo aplicativo Paraná Agro ou pelo site da Adapar, além do atendimento presencial no Escritório Local mais próximo, nos Sindicatos Rurais ou nos Escritórios de Atendimento das prefeituras.

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Garantia-Safra libera pagamento para produtores afetados por seca ou excesso de chuva
Benefício atende agricultores familiares com perdas comprovadas na produção de feijão, milho ou mandioca.

O governo federal divulga no dia 15 de abril a lista dos municípios cujos agricultores receberão, neste mês de abril, parcela do programa Garantia-Safra 2024-2025. A norma entra em vigor nesta quinta-feira (16).

Portaria publicada no Diário Oficial da União inclui agricultores familiares dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minhas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Veja aqui a lista completa.
O benefício, de R$ 1,2 mil, ocorrerá em parcela única. O pagamento começa ainda em abril e ocorre na mesma data do calendário do Bolsa Família.
Benefício
O Garantia-Safra é um programa de seguro destinado a pequenos agricultores com renda de até 1,5 salário-mínimo, que cultivam feijão, milho ou mandioca em áreas de 0,6 a 5 hectares e com o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo e atualizado.
O pagamento é feito aos agricultores com perda comprovada de pelo menos 40% a 50% da produção, em razão do fenômeno da estiagem ou do excesso hídrico e que aderiram ao programa.
O benefício pode ser solicitado via aplicativo CAIXA Tem, lotéricas ou agências da Caixa.
Os agricultores com alguma pendência ou imprecisões cadastrais têm até 30 dias para regularizar a situação e, posteriormente, receber o benefício. A consulta pode ser feita no site do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
O Garantia-Safra é vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com a finalidade de assegurar condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares cujas produções sejam sistematicamente afetadas por perdas decorrentes de estiagem ou excesso hídrico.
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Fim da escala 6×1 será avaliado em comissão da Câmara dos Deputados
PEC retorna à pauta da CCJ após pedido de vista e tem parecer favorável à admissibilidade.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019 que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1) será analisada, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Além do fim da escala 6×1, a proposta prevê reduzir a jornada das atuais 44 para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A sessão está marcada para começar às 14h30. 

A PEC volta à pauta da CCJ depois que a oposição pediu vista da matéria na semana passada. O relator da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade da PEC, ou seja, defendeu que a redução da jornada é constitucional.
Se aprovada na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), promete criar comissão especial para analisar o texto. A comissão tem entre 10 e 40 sessões do plenário da Câmara para aprovar ou rejeitar um parecer sobre a PEC. Em seguida, o texto pode ir para apreciação do plenário.
Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.
O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.
Motta comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC. A Proposta de Emenda à Constituição unificou as propostas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ).
O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho.
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Calor extremo já ameaça sistemas de produção de alimentos no mundo
Relatório da FAO e da OMM aponta que mais de 1 bilhão de pessoas já são afetadas pelos impactos do aumento das temperaturas.

Um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que o calor extremo já está colocando os sistemas agroalimentares globais sob forte pressão e ameaçando os meios de subsistência e a saúde de mais de 1 bilhão de pessoas.
O estudo foi elaborado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). As agências destacam que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes, intensas e duradouras, com impactos diretos sobre a agricultura, a pecuária, a pesca e as florestas.
Segundo o relatório, o cenário indica um futuro de maior incerteza, com o aquecimento global em aceleração. Dados recentes mostram que 2025 está entre os três anos mais quentes já registrados, o que tem intensificado eventos climáticos extremos em diferentes regiões do mundo.

Foto: Pixabay
O documento aponta ainda que o calor extremo atua como um “multiplicador de riscos”, agravando secas, incêndios florestais, surtos de pragas e reduzindo a produtividade das lavouras quando são ultrapassados limites críticos de temperatura. Em geral, há queda na produtividade das principais culturas quando os termômetros passam de cerca de 30°C.
O relatório também cita casos como o do Marrocos, que enfrenta seis anos consecutivos de seca, seguidos por ondas de calor recordes.
Outro ponto de alerta é o aumento das ondas de calor marinhas. Segundo o estudo, esses eventos estão mais frequentes e têm reduzido os níveis de oxigênio nos oceanos, afetando estoques pesqueiros. Em 2024, cerca de 91% dos oceanos do mundo registraram ao menos uma onda de calor marinha.

Foto: Divulgação/IDR
As projeções indicam que os riscos tendem a crescer com o avanço do aquecimento global. O relatório estima que a intensidade dos eventos extremos de calor pode dobrar com 2°C de aquecimento e quadruplicar com 3°C, em comparação ao cenário de 1,5°C.
Também foi destacado que cada aumento de 1°C na temperatura média global pode reduzir em cerca de 6% a produção das quatro principais culturas agrícolas do mundo: milho, arroz, soja e trigo.
Diante desse cenário, FAO e OMM defendem maior coordenação entre países e o fortalecimento de sistemas de alerta climático para apoiar agricultores e pescadores na tomada de decisões. As agências afirmam ainda que ações de adaptação, isoladamente, não são suficientes para conter os impactos, e que será necessária uma resposta mais ampla diante da intensificação do calor extremo.









