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Notícias Durante Expoingá

Paraná reforça protagonismo do agro sustentável

Estado apresentou em feira agropecuária iniciativas sustentáveis e fortalece liderança nacional em desenvolvimento rural com responsabilidade ambiental.

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Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

A sustentabilidade do setor agropecuário do Paraná é um dos temas de destaque na Expoingá 2025, que acontece em Maringá, Noroeste do Estado. Estão sendo apresentadas ações e projetos de políticas públicas e do setor agro para garantir a produção com preservação do meio ambiente.

Foto: Alanis Moura Barbosa/SEAB

“O Paraná é um exemplo de que pode existir equilíbrio entre o desenvolvimento do agro e a preservação do meio ambiente”, afirmou o o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, enaltecendo: “Tem um caminho, em que é possível crescer, se desenvolver, gerar emprego, renda, melhorar a vida das pessoas, preservar, recuperar e cuidar do meio ambiente. Tudo isso ao mesmo tempo. E o Paraná, nesse momento, nessa Expoingá, reflete esse momento extraordinário que o Estado vive”.

Nunes ressaltou que o Paraná cresceu e fortaleceu o agro de forma sustentável nos últimos anos. “O Estado que mais cresceu e mais se desenvolveu, que mais cuidou, mais recuperou e mais preservou o meio ambiente. O Paraná, segundo o índice de competitividade entre os Estados, é tetracampeão em sustentabilidade”, frisou.

Foto: Alanis Moura Barbosa/SEAB

O secretário da Agricultura e do Abastecimento citou ainda a parceria firmada pelo Governo do Estado com a Rede ILPF para impulsionar a expansão do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta no Estado, por meio do projeto Integra PR. Assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, na abertura da Expoingá, o acordo garante a disseminação de um modelo mais eficiente e sustentável no campo.

A Rede ILPF é uma parceria entre empresas públicas e privadas, cooperativas, bancos e empresas de tecnologia e combina diferentes atividades agrícolas, pecuárias e florestais na mesma área. Isso ajuda a usar a terra de pequenas ou grandes propriedades de forma mais eficiente, protegendo o solo, reduzindo custos e aumentando a produção.

Fotos: Alanis Moura Barbosa/Seab

A iniciativa é uma resposta à degradação de pastagens, especialmente na região Noroeste, onde a pecuária é forte. O sistema busca a melhoria da produtividade e recuperação do solo, com foco em tornar a pecuária mais sustentável e resistente às mudanças climáticas.

Outra medida destacada pelo secretário Nunes é um novo programa do Governo do Estado, que também visa a preservação do solo e da água, combate a erosão e recuperação da fertilidade da terra. Uma das ações será o repasse de recursos para os municípios, para compra de equipamentos necessários para compor uma patrulha ambiental.

Feira

Maria Iraclezia de Araújo, presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), entidade responsável pela organização, explicou que a Expoingá 2025 é 30% maior em números de expositores em relação ao ano anterior e que o apoio do Estado também cresceu. “A Sociedade Rural de Maringá recebe o maior apoio do Governo do Estado do Paraná através de todas as suas empresas, instituições e corporações que fazem uma diferença imensa porque, sem dúvida, faremos a maior feira de pecuária do Paraná esse ano” declarou.

Fazendinha

As raízes do agro na região Noroeste do Paraná e o futuro da atividade, com produção sustentável de alimentos e novas tecnologias. Este é um dos destaque da Fazendinha, espaço que o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) tem na Expoingá.

Com onze unidades didáticas distribuídas em uma área de nove mil metros quadrados, o espaço faz parte do Agromuseu, que reúne um conjunto de métodos de extensão rural que difundem tecnologias e inovações para o campo, promovendo o desenvolvimento rural.

A Fazendinha é uma parceria entre Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), UEM (Universidade Estadual de Maringá), Prefeitura de Maringá, secretaria estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná Ceasa Paraná

A Fazendinha também conta com uma programação de palestras e oficinas disponíveis no site do IDR-Paraná.

Atualização de rebanho

A Campanha de Atualização dos Rebanhos do Paraná de 2025 começou em 1º de maio e se estenderá até 30 de junho. Os produtores presentes na Expoingá interessados em fazer a atualização de rebanho podem comparecer ao estande da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) que realizará o serviço durante toda a feira.

A atualização é obrigatória para todos os produtores rurais com animais de produção de qualquer espécie sob sua guarda.

Aqueles que não cumprirem a exigência ficarão impedidos de obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento que permite a movimentação de animais entre propriedades e para abate nos frigoríficos.

Os produtores também podem atualizar os dados de forma online, pelo aplicativo Paraná Agro ou pelo site da Adapar, além do atendimento presencial no Escritório Local mais próximo, nos Sindicatos Rurais ou nos Escritórios de Atendimento das prefeituras.

Fonte: AEN-PR

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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