Avicultura
Paraná reforça liderança na avicultura com novos investimentos de R$ 475 milhões da Seara
Empresa quer tornar o Estado autossuficiente em toda a cadeia de produção de frangos, da genética ao abate, enquanto reúne 2 mil produtores para discutir tecnologia e produtividade.

O Paraná, líder nacional na produção e exportação de carne de frango, deve ampliar ainda mais seu protagonismo na avicultura. Durante a primeira edição da Feira Aves Seara, realizada na sexta-feira (26), em Arapongas, a empresa reafirmou investimentos de R$ 475 milhões no Estado, incluindo a implantação de uma granja de genética em Cerro Azul e recursos para financiar a construção e modernização de aviários.

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
O evento reuniu cerca de 2 mil produtores integrados de frangos de corte e matrizes do Paraná e de Mato Grosso do Sul, além de especialistas, fornecedores de tecnologia e representantes do setor.
Segundo dados apresentados durante a feira, o Paraná responde por 34% da produção nacional e 36% das exportações brasileiras de carne de frango. Em 2025, o Estado registrou um recorde de 2,29 bilhões de aves abatidas. “Empresas como a Seara e a JBS, além das nossas cooperativas, fazem com que o Paraná seja o maior produtor de carne de frango do País, respondendo por mais de um terço de todo o volume nacional”, afirmou o governador em exercício, Darci Piana, ressaltando: “Mais de 180 países compram a nossa produção. Feiras como esta ajudam o produtor a melhorar a qualidade e aumentar a capacidade de produção, podendo conquistar novos mercados.”
Um dos principais projetos da Seara é a construção de uma granja de genética em Cerro Azul, na Região Metropolitana

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
de Curitiba, com investimento de R$ 175 milhões. A unidade será responsável pela produção de matrizes e integra a estratégia da empresa de concentrar no Paraná todas as etapas da cadeia produtiva. “O Paraná é muito importante para nós. Estamos fazendo um investimento relevante para trazer o topo da cadeia de aves para cá, com a construção de uma granja de genética. Com isso, faremos do Estado um cluster autossuficiente, desde a avó, a matriz e o frango”, afirmou o diretor-executivo de Agropecuária da Seara, José Antonio Ribas Júnior.
Os outros R$ 300 milhões anunciados pela companhia serão destinados ao FIDC Paraná II, fundo estruturado em parceria com a Fomento Paraná para financiar investimentos em aviários de frangos de corte e matrizes. Desse montante, R$ 240 milhões serão aportados pela Seara e R$ 60 milhões pela instituição estadual.
Além dos anúncios, a Feira Aves Seara promoveu painéis técnicos e uma exposição com mais de 40 empresas fornecedoras de equipamentos, genética, nutrição, bem-estar animal e outras tecnologias voltadas à produção avícola. O objetivo foi apresentar soluções para aumentar a eficiência das granjas e ampliar a competitividade da cadeia produtiva.
- Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
- Darci Piana – Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
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Avicultura
Coopavel investe R$ 30 milhões para ampliar produção de ovos férteis no Oeste do Paraná
Construção de 28 novos aviários em Santa Tereza do Oeste elevará a capacidade para 10 milhões de ovos por mês e criará 60 novos empregos até 2028.

A Coopavel está investindo R$ 30 milhões na ampliação de seu complexo de matrizeiros em Santa Tereza do Oeste, no Oeste do Paraná. O projeto prevê a construção de 28 novos aviários, o que permitirá elevar a produção de 6,5 milhões para 10 milhões de ovos férteis por mês até 2028.

Presidente da Coopavel, Dilvo Grolli: “Esse investimento demonstra a importância da avicultura para as atividades da Coopavel, que abastece o mercado interno e exporta proteínas para mais de 40 países” – Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural
A expansão contempla oito aviários de recria e 20 aviários de produção, que acrescentarão 3,5 milhões de ovos mensais à capacidade atual da cooperativa. Com a conclusão das obras, o complexo passará a contar com 85 aviários, sendo 25 de recria e 60 de produção.
Além do aumento da capacidade produtiva, o investimento terá impacto direto na geração de empregos. O número de colaboradores passará de 240 para 300, com a criação de 60 novas vagas para a operação da unidade.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Coopavel, Dilvo Grolli, a expansão reforça a estratégia da cooperativa de fortalecer sua cadeia agroindustrial. “Esse investimento demonstra a importância da avicultura para as atividades da Coopavel, que abastece o mercado interno e exporta proteínas para mais de 40 países”, afirmou.
A ampliação da estrutura foi discutida durante reunião entre Grolli e o prefeito de Santa Tereza do Oeste, Amarildo Rigolin. No encontro, o prefeito confirmou a pavimentação da estrada rural que dá acesso ao complexo de matrizeiros, na região de Gonçalves Dias.
A obra deve melhorar as condições de transporte de insumos e do escoamento da produção, além de beneficiar moradores da comunidade rural.
Segundo Rigolin, o investimento da Coopavel fortalece a economia local e amplia as oportunidades de desenvolvimento do município, impulsionado por uma das principais cadeias produtivas do Oeste paranaense.
Avicultura
Infraestrutura de frio e energia limpa reforçam liderança de Paranaguá nas exportações de frango
Ampliação do maior pátio de contêineres refrigerados do país e investimentos em eletrificação fortalecem a capacidade do porto para atender à crescente demanda internacional por proteína animal.

A liderança do Porto de Paranaguá na exportação nacional de frango congelado ganhou um novo impulso nos primeiros cinco meses deste ano. O complexo portuário paranaense registrou uma mega movimentação do produto, consolidando o estado como o principal corredor de escoamento dessa proteína para o mercado global. Um dos critérios fundamentais para sustentar esse volume histórico é a robusta infraestrutura de frio disponível dentro do porto, que passou por importantes ampliações voltadas à eficiência e à sustentabilidade.

Foto: Cláudio Neves/Portos do Paraná
Parte da estrutura que dá suporte às exportações do agronegócio é o pátio do terminal, equipado com 5.280 tomadas elétricas dedicadas aos contêineres refrigerados utilizados para acondicionar os mais variados tipos de proteínas de origem animal.
Toda a operação de refrigeração dessa estrutura é integralmente sustentada por energia elétrica de origem renovável, certificada internacionalmente por meio do sistema I-REC, que atesta o uso de fontes limpas. O modelo contribui diretamente para a redução da pegada de carbono no porto e reforça a política de sustentabilidade capitaneada pela empresa pública Portos do Paraná.
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, destaca que a expansão reflete o compromisso

Foto: Cláudio Neves/Portos do Paraná
da autoridade portuária em dar suporte ao crescimento sustentável das operações. “A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra a nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Unir essa eficiência logística ao uso de energia 100% renovável eleva o padrão de competitividade do nosso estado, garantindo uma cadeia de exportação mais limpa e segura”, afirma.
No campo da transição energética da infraestrutura, foi implementado um projeto-piloto de eletrificação de equipamentos de pátio, com a conversão de três RTGs (guindastes sobre pneus utilizados na movimentação de contêineres) de operação a diesel para energia elétrica na área ferroviária. O terminal conta com 40 equipamentos desse tipo em operação, e a iniciativa representa a primeira etapa de testes para eventual ampliação do modelo sustentável no complexo.

Foto: Cláudio Neves/Portos do Paraná
A infraestrutura energética do porto inclui ainda uma nova subestação do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade isolada a gás para distribuição elétrica. O terminal, controlado pelo grupo CMPort, mantém um histórico recente de investimentos da ordem de R$ 500 milhões aplicados em expansão e modernização operacional. Um novo ciclo de aportes, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ser formalizado junto à autoridade portuária em etapa futura.
Garcia reforça que esse volume de investimentos consolida o planejamento estratégico desenhado para o complexo. “A modernização energética e os aportes estruturantes que acompanhamos no porto mostram que Paranaguá se antecipa às demandas globais. Nosso papel como autoridade portuária é garantir que essa expansão técnica aconteça em total sintonia com a eficiência operacional e o respeito ambiental, mantendo o Paraná na vanguarda da infraestrutura

Foto: Cláudio Neves/Portos do Paraná
portuária nacional”, salienta
Certificação ISO 50001
Alinhado à gestão eficiente de energia, o terminal possui certificação ISO 50001 e mantém metas relacionadas à redução de emissões de gases de efeito estufa e ao aumento da eficiência operacional, em consonância com os padrões internacionais de sustentabilidade adotados pelo porto.
A movimentação logística do complexo atende uma das principais cadeias exportadoras do país, com destaque para o setor de proteínas animais destinadas a mercados da Ásia, América do Norte, Oriente Médio e Europa.
As iniciativas fazem parte das ações de modernização da infraestrutura portuária de Paranaguá e ampliam a competitividade do sistema logístico paranaense no cenário internacional, com foco em eficiência, sustentabilidade e integração às cadeias globais de comércio.
Avicultura
Queda da demanda pressiona preços dos ovos na segunda quinzena de junho
Com consumo enfraquecido no fim do mês, produtores reduzem valores para manter o escoamento e já avaliam ajustes na oferta para o período de férias escolares.

Após um período de estabilidade na primeira metade de junho, o mercado de ovos registrou desaceleração nas negociações e voltou a apresentar queda nas cotações nas regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Foto: Shutterstock
Segundo o centro de pesquisas, a retração da demanda pela proteína, comportamento comum na segunda quinzena do mês, aumentou a pressão sobre os preços. Diante do ritmo mais lento das vendas, produtores passaram a conceder descontos para garantir o escoamento da produção.
A atenção do setor agora se volta para julho, quando o período de férias escolares costuma reduzir ainda mais o consumo de ovos. Com expectativa de demanda enfraquecida, agentes de mercado acompanham de perto a evolução das vendas e avaliam estratégias para equilibrar a oferta.
Em algumas regiões, produtores já relatam a programação do descarte de poedeiras mais velhas como forma de reduzir a disponibilidade de ovos no mercado interno e minimizar quedas mais acentuadas nas cotações nas próximas semanas, conforme apontam pesquisadores do Cepea.
















