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Paraná reforça apoio à agricultura familiar com investimentos em cooperativa da região de Maringá

Primeira-dama Luciana Saito Massa acompanhou inauguração de novo espaço de cooperativa da agricultura familiar em Marialva e visitou projeto de turismo pedagógico em uma propriedade da região.

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Foto: Valdelino Pontes

O apoio do governo estadual está fomentando a produção da agricultura familiar em municípios do Noroeste. Alguns empreendimentos que estão se desenvolvendo com projetos e recursos oferecidos pelo Sistema Estadual de Agricultura foram visitados nesta quinta-feira (11) pela primeira-dama do Paraná, Luciana Saito Massa, e pelo secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. As visitas tiveram a coordenação do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná).

Em Marialva, a comitiva participou da inauguração de um novo espaço na sede da cooperativa Comafrut, viabilizado com recursos do Programa de Apoio ao Cooperativismo da Agricultura Familiar do Paraná (Coopera Paraná), e conheceu um projeto de turismo pedagógico na propriedade da família Tamura, que produz morangos e uvas. A propriedade faz parte do Caminho das Uvas de Marialva. A produção da fruta na cidade tem Indicação Geográfica. A história de Marialva com as uvas começou na década de 1960, com os descendentes japoneses da região.

A primeira-dama destacou a relevância de projetos com essa natureza, que possibilitam inclusive que crianças tenham mais contato com o campo e aprendam as práticas agrícolas em visitas guiadas nas propriedades. “Isso é muito importante para o nosso Estado. Marialva é um município que tem a produção de uva como força e desenvolve projetos em parceria com o Governo para crescer”, ressaltou Luciana. A comitiva também visitou a produção do café Bela Esperança, em Mandaguari.

Os recursos do Coopera Paraná destinados à Comafrut somam aproximadamente R$ 780 mil, e possibilitaram a aquisição de equipamentos para a agroindústria, além de veículo com baú refrigerado e usina fotovoltaica e impressora. “Parabéns aos produtores e técnicos pela visão de trabalhar em torno de um objetivo maior, que é chegar ao mercado com qualidade e preço competitivo”, disse Ortigara.

Segundo o secretário, há possibilidade de, em breve, ser lançado edital para nova edição do programa Coopera Paraná. Ele também mencionou o Programa de Revitalização da Viticultura Paranaense (Revitis), que tem como eixos o incentivo à produção de uvas, reorganização da comercialização, desenvolvimento do turismo e apoio à agroindústria. “São mecanismos que estamos aperfeiçoando para possibilitar mais investimentos e agregar valor à agricultura familiar dessa cultura”, acentuou.

O presidente da Comafrut, Nelson Ricieri, agradeceu o apoio do governo estadual e falou sobre novos planos para a cooperativa, entre eles abrir uma loja para vender produtos da agricultura familiar, como sucos e vinhos. “A uva de Marialva já tem Indicação Geográfica, o que valoriza o nosso produto e estamos buscando novas variedades”, salientou.

Pesquisa e extensão

Além das ações de extensão rural que viabilizam soluções para as propriedades, o trabalho do IDR-Paraná para fomentar a fruticultura envolve pesquisas, técnicas de manejo e produção de cultivares.

“Temos três estações de pesquisa na área da fruticultura. Esses espaços foram criados para melhorar a vida do produtor rural”, afirmou o presidente do instituto, Natalino Avance de Souza.

Segundo ele, a contratação de novos servidores para o IDR-Paraná, por meio do concurso que já foi autorizado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, é mais um reforço para a fruticultura e para a olericultura, atendendo em especial a agricultura familiar.

Fonte: Assessoria AEN

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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