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Paraná recebe maior conferência mundial de parasitologia veterinária

Entre os destaques do WAAVP 2025 está a presença da ONU, da Fundação Gates e Fundação Oswaldo Cruz debatendo o desenvolvimento de vacinas, zoonoses urbanas e rurais, inteligência artificial aplicada à epidemiologia e políticas públicas de saúde animal.

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Fotos: Divulgação/WAAVP

A partir deste domingo (17), a Capital do Paraná recebe a 30ª Conferência da Associação Mundial para o Avanço da Parasitologia Veterinária (WAAVP 2025), o mais importante evento internacional dedicado à saúde animal e às doenças parasitárias, com impacto direto na saúde humana.

A programação segue até quinta-feira (21), reunindo mais de 500 participantes de 38 países, entre pesquisadores, profissionais da saúde, autoridades, organismos internacionais e representantes da indústria farmacêutica veterinária. O evento contará com apresentações científicas, simpósios, workshops e a entrega de prêmios de reconhecimento internacional à pesquisa. A programação completa você pode conferir aqui.

Consultor da FAO/ONU e da Organização Mundial da Saúde/OPAS, médico-veterinário Marcelo Beltrão Molento: “O retorno do WAAVP ao Brasil após quatro décadas reflete o protagonismo crescente do país na área de saúde animal e na pesquisa veterinária” – Fotos: Divulgação/WAAVP

Quarenta anos após a última edição brasileira, realizada em 1985 no Rio de Janeiro, a WAAVP retorna ao país em um momento estratégico para o setor, que registrou crescimento de 10,1% em 2024, alcançando um faturamento de R$ 11,9 bilhões segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).

Destaque para a presença da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Fundação Gates, que realizarão em conjunto na próxima terça-feira (19), das 14 horas às 15h30, o Simpósio Abordagem de uma saúde para o controle integrado de vetores: salvaguardando a segurança alimentar, a saúde global e o meio ambiente, com a abertura de Thanawat Tiensin, da FAO; e de Carlos Goulart, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A organização do evento está a cargo de médicos-veterinários. A edição 2025 da WAAVP será presidida por Domenico Otranto, professor da Universidade de Bari, na Itália, que também integra o Comitê Científico junto com Lívio Martins Costa Junior, da UFMA, e Marcelo Beltrão Molento, da UFPR. “O retorno do WAAVP ao Brasil após quatro décadas reflete o protagonismo crescente do país na área de saúde animal e na pesquisa veterinária. O evento deverá gerar intercâmbio científico, oportunidades de inovação, negócios e cooperação internacional em políticas públicas em saúde animal como estratégia essencial de saúde pública global”, diz Marcelo Beltrão Molento, que também é consultor da FAO/ONU e da Organização Mundial da Saúde/OPAS em assuntos de resistência aos antimicrobianos e saúde animal.

Parasitologia Veterinária e Saúde Global

A conferência aborda uma ampla gama de temas ligados às doenças parasitárias, incluindo parasitas de animais domésticos, selvagens, de produção e aquáticos. O foco será o impacto dos parasitas no bem-estar animal, nos prejuízos econômicos, estimados em US$ 14 bilhões por ano no setor de produção animal, e na saúde humana.

Estima-se que 60% das doenças infecciosas humanas tenham origem zoonótica, com transmissão entre humanos e animais e vice-versa. Isso inclui doenças como tuberculose (transmitida por primatas, bovinos e cães), neurocisticercose, toxoplasmose, entre outras enfermidades comuns nos países em desenvolvimento. As zoonoses urbanas, como as que envolvem pombos, ratos e animais sinantrópicos, também estão no centro dos debates, sob a abordagem do conceito One Health (Saúde Única) – integrando saúde animal, humana e ambiental.

Entre os principais temas científicos, estarão a resistência aos medicamentos antiparasitários, o desenvolvimento de vacinas e diagnósticos, epidemiologia e modelagem com IA, parasitos em animais urbanos, silvestres e de produção e a necessidade de políticas públicas e educação em saúde animal.

O WAAVP 2025 reforça a importância estratégica da indústria veterinária, que detém 30% do mercado global de antiparasitários. Produtos para controle de sarna, carrapatos e vermes representam a maior fatia de medicamentos veterinários no mundo, especialmente no Brasil, um dos líderes do mercado.

Para mais informações e inscrições clique aqui.

Fonte: Assessoria WAAVP 2025

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Frísia amplia faturamento e alcança R$ 5,99 bilhões em 2025

Com recordes na produção de leite e soja, crescimento na suinocultura e avanço em diferentes frentes do agro, a cooperativa consolida resultados históricos apresentados na Assembleia Geral em Carambeí (PR).

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Foto: Frísia/Divulgação

A Frísia Cooperativa Agroindustrial faturou R$ 5,99 bilhões em 2025, resultado superior ao registrado no ano anterior, quando a cooperativa somou R$ 5,79 bilhões.

O desempenho foi apresentado no último sábado (28), durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada no Auditório Leendert de Geus, na sede da cooperativa, em Carambeí (PR). “A Assembleia é um dos momentos mais importantes do ano para a cooperativa. É quando prestamos contas com transparência, apresentamos os resultados alcançados e, principalmente, ouvimos o cooperado. A Frísia é construída por pessoas, e cada decisão precisa refletir os interesses e as expectativas de quem faz parte dela. O crescimento que apresentamos hoje é resultado de planejamento, gestão responsável e da confiança dos nossos cooperados, que seguem investindo, produzindo com eficiência e acreditando no modelo cooperativista”, destaca o presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob.

O crescimento reflete o avanço nos segmentos de atuação da Frísia: agricultura, pecuária leiteira, suinocultura e florestal. Em 2025, a cooperativa contou com 1.090 cooperados e 1.373 colaboradores, distribuídos em 12 entrepostos no Paraná e dois no Tocantins.

Entre os principais indicadores do ano, a Frísia registrou o recebimento de 1 milhão de toneladas de grãos em seus armazéns, produziu 369,3 milhões de litros de leite, contabilizou 29,7 mil toneladas de suínos e 136 mil toneladas de madeira. A produção total de leite manteve uma curva de crescimento ao longo dos últimos anos, atingindo em 2025 o maior volume da série histórica da cooperativa.

Na agricultura, a safra de soja 2024/2025, por exemplo, foi marcada por condições climáticas favoráveis, eficiência operacional dos cooperados e elevado nível de manejo agronômico. O resultado foi uma produtividade média 14% superior ao ciclo anterior, a maior já registrada pela Frísia. No Tocantins, a produção de soja alcançou safra recorde em 2025, impulsionada pela ampliação da área cultivada e por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo.

Outra cultura que apresentou desempenho expressivo em qualidade e produtividade foi a cevada. O grão teve crescimento de 45% em relação ao ciclo anterior e rendimento 5,1% acima da média paranaense.

O setor de suínos também teve desempenho positivo. Em um cenário de fortalecimento da suinocultura paranaense, a Frísia ampliou investimentos e intensificou sua expansão, especialmente na produção de leitões. O modelo de integração, aliado à operação da Aurora Coop na Unidade Industrial de Castro (PR), garantiu previsibilidade de escoamento, segurança comercial aos criadores e bases sólidas para o crescimento das entregas previstas para 2026 e 2027.

O desempenho e as ações detalhadas realizadas pela cooperativa no ano passado constam no Relatório de Gestão 2025, que foi entregue aos cooperados na AGO.

Homenagem

Na Assembleia foram homenageados os cooperados João Dykstra, Cornélio Dykstra e Reinder Jacobi, pelos 50 anos como cooperados da Frísia; e Albert Kuipers e Reinder Kuipers, pelos 60 anos como cooperados da Frísia.

Conselho Fiscal 

Durante a AGO, também foi eleita a nova chapa do Conselho Fiscal para a gestão de 2026. Fazem parte do grupo Deborah de Geus, Gaspar João de Geus, Juan van der Vinne, Janus Katsman, Pieter Arthur Biersteker e Paulo Eduardo Piotrowski.

Fonte: Assessoria Frísia
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Pesquisa gaúcha avança em projeto internacional sobre resistência a carrapaticidas

Missão técnica na Austrália inclui intercâmbio com a Queensland Alliance for Agriculture and Food Innovation, visitas a propriedades e apresentação de resultados na Northern Beef Research Update Conference 2026.

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Pesquisador do IPVDF, Guilherme Klafke, com a doutora Hannah Siddle, coordenadora do projeto pela Universidade de Queensland - Foto: Divulgação/Seapi

O pesquisador do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF/Seapi), Guilherme Klafke, está em missão técnica na Austrália com o objetivo de fortalecer a cooperação científica internacional na área de resistência de carrapatos a carrapaticidas. A visita iniciou na última segunda-feira (02) e segue até 13 de março.

A missão integra ações de alinhamento de um projeto colaborativo entre o IPVDF e a University of Queensland (UQ), por meio da Queensland Alliance for Agriculture and Food Innovation (QAAFI), voltado à análise genômica de populações de carrapatos resistentes. “A iniciativa busca aprofundar o entendimento dos mecanismos envolvidos na resistência e aprimorar estratégias de diagnóstico e vigilância”, destaca Klafke.

Durante a missão, serão promovidas atividades de intercâmbio técnico-científico e troca de experiências entre as equipes brasileiras e australianas, com foco na integração de abordagens laboratoriais, ferramentas moleculares e estratégias de monitoramento em campo.

Segundo o pesquisador, a missão representa uma oportunidade estratégica de aproximação entre duas regiões com características produtivas semelhantes. “O Rio Grande do Sul e o estado de Queensland possuem sistemas de produção pecuária comparáveis e enfrentam desafios semelhantes relacionados ao carrapato bovino. A troca de experiências entre os grupos permite comparar cenários epidemiológicos, estratégias de manejo e abordagens diagnósticas, fortalecendo soluções baseadas em evidências para realidades produtivas muito parecidas”, afirma Klafke.

Programação

A programação inclui visita ao Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), uma das principais instituições de pesquisa da Austrália e pioneira no desenvolvimento dos primeiros testes diagnósticos de resistência a carrapaticidas na década de 1960. Esses protocolos, posteriormente aprimorados ao longo das décadas, continuam sendo referência internacional e base para os métodos utilizados atualmente no diagnóstico de resistência.

Além de conhecer as estruturas e rotinas de pesquisa australianas, o pesquisador do IPVDF apresentará aos grupos da UQ e do CSIRO a experiência do Rio Grande do Sul na área de diagnóstico e vigilância da resistência, destacando as metodologias desenvolvidas e aplicadas pelo laboratório, bem como as ações de monitoramento conduzidas junto ao setor produtivo.

Estão previstas também visitas a propriedades de gado de corte, com realização de coletas de carrapatos e execução de testes de resistência, possibilitando a integração entre a pesquisa laboratorial e a realidade produtiva.

A missão inclui ainda a participação e apresentação de trabalho científico na Northern Beef Research Update Conference (NBRUC 2026), em Brisbane, onde serão divulgados os avanços das pesquisas conduzidas no IPVDF voltadas ao diagnóstico rápido da resistência a carrapaticidas.

O projeto desenvolvido em parceria entre o IPVDF e a University of Queensland  (UQ) tem uma previsão de quatro anos de execução. Uma nova visita está programada para o ano de 2028.

De acordo com o pesquisador, a iniciativa reforça o compromisso da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e do IPVDF com a inovação, a cooperação internacional e o desenvolvimento de estratégias sustentáveis para o controle de carrapatos, problema sanitário que impacta diretamente a produtividade e a competitividade da pecuária.

Fonte: Assessoria IPVDF/Seapi
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Área de trigo tropical cresce 80% no Brasil e chega a 360 mil hectares em 2025

Expansão ocorre no Cerrado e na Mata Atlântica, com avanço do cultivo em estados do Centro-Oeste e Sudeste.

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Foto: Fábio Carvalho

O cultivo de trigo em ambiente tropical tem avançado no Brasil e pode ser realizado tanto em sistema irrigado quanto em sequeiro. A escolha depende do nível de investimento e da organização do sistema produtivo, mas em ambos os casos o planejamento é decisivo para o resultado da lavoura.

Antes mesmo da implantação, é necessário definir fatores como tipo de solo, altitude, clima, época de semeadura, disponibilidade de insumos, estrutura de colheita, armazenagem e logística de comercialização. Também é fundamental considerar o calendário agrícola da propriedade, especialmente a rotação de culturas. A colheita da soja ou do milho precisa estar alinhada ao período ideal de semeadura do trigo, e áreas que receberam hortaliças podem aproveitar o residual de adubação.

Foto: Cleverson Beje

A área apta ao cultivo de trigo em ambiente tropical, especialmente nos biomas Cerrado e Mata Atlântica, vem crescendo nos estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia e no Distrito Federal. Em 2018, o trigo tropical ocupava cerca de 200 mil hectares. Em 2025, essa área chegou a 360 mil hectares.

No sistema de sequeiro, a produtividade média é de 40 sacas por hectare, embora existam cultivares com potencial superior a 70 sacas por hectare. A semeadura ocorre, em geral, entre março e abril, aproveitando o final do período chuvoso no Cerrado. Apesar do menor custo de implantação e da oportunidade de cultivo em uma janela com menos alternativas agrícolas, o risco climático é elevado, especialmente em caso de estiagem durante o desenvolvimento e enchimento de grãos.

Em Minas Gerais, uma propriedade em Sacramento cultivou 1.100 hectares de trigo em 2025 no sistema de sequeiro. A interrupção das chuvas em abril resultou em produtividade média de 45 sacas por hectare. Já em área experimental, outra cultivar apresentou rendimento médio de 67 sacas por hectare. A escolha da variedade também influencia o manejo, já que algumas são mais suscetíveis a doenças como a brusone quando semeadas antes do período recomendado, enquanto outras permitem antecipar o plantio e aproveitar melhor as chuvas.

Fonte: O Presente Rural com Embrapa Trigo
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