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Paraná recebe grupos empresariais da China interessados em novos negócios

De janeiro a maio desse ano, o gigante asiático foi destino de 24,1% do total das vendas do Estado ao exterior.

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Representantes de dois grandes grupos empresariais da China foram recebidos pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta sexta-feira (30). Eles estão no Estado para prospectar negócios em diversas áreas. No encontro, os empresários da Avic Intrnacional Beijing, uma das maiores corporações de infraestrutura do mundo, e da Coonaal, empresa de desenvolvimento agrícola, apresentaram seus negócios, conheceram os potenciais do Paraná e foram apresentados a algumas cooperativas.

O governador destacou o protagonismo do Paraná na produção e na logística regional. “É uma alegria receber esta comitiva aqui no Paraná. Nós somos hoje a quarta economia do Brasil e temos todo um trabalho que nos consolida como a central logística da região, porque 70% do PIB da América do Sul está a um raio de 2 mil quilômetros do Estado”, afirmou.

A Avic International Beijing avalia o potencial de investimentos em rodovias, na Nova Ferroeste (corredor de exportação que deverá ligar Paranaguá a Maracaju, no Mato Grosso do Sul), bem como no Porto de Paranaguá. Já a empresa de desenvolvimento agrícola Coonaal está no Paraná para negociar diretamente com produtores rurais a aquisição de alimentos – como proteínas animais, grãos, entre outros produtos.

“Essas empresas vêm buscar oportunidade de negócios, mas também ofertar boas parcerias ao Paraná. Atrair o interesse de grandes corporações chinesas mostra que a economia do Paraná, que apresentou crescimento de 9% no primeiro trimestre desse ano, está no momento certo para atrair investimentos estrangeiros de grande porte, que geram mais renda e empregos ao Estado”, avaliou o secretário da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros.

Governador Carlos Massa Ratinho Jr em reunião com chineses – Fotos:Ari Dias/AEN

Infraestrutura

Antes de ser recebida pelo governador, a equipe da Avic se reuniu com representantes da Nova Ferroeste, do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da Invest Paraná, agência de captação de investimentos do Governo do Estado. Foram apresentados os potenciais de investimentos na área de infraestrutura, em especial da Nova Ferroeste. A futura estrada de ferro terá um total de 1.567 quilômetros. O investimento previsto é de R$ 35,8 bilhões.

“A China tem competência muito grande no desenvolvimento de ferrovias, com uma grande gama de construtores com capacidade técnica e financeira para suportar um empreendimento como a Nova Ferroeste. Por isso a reunião foi importante, porque gerou interesse desse grupo que é tão representativo no mercado de construção civil da China. Tanto que eles sinalizaram de abordar o tema com outros parceiros chineses”, disse o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.

Além da Nova Ferroeste, os executivos da Avic também conheceram a estrutura da nova concessão de rodovias do Estado, que já conta com dois editais lançados, bem como as oportunidades de operação no Porto de Paranaguá.

Agronegócio e ZPE

Já os representantes da Coonaal, multinacional que atua em diversos países, vieram ao Paraná para avaliar propostas de compra de alimentos diretamente com os produtores rurais. O grupo se encontrou com a equipe da Invest Paraná e representantes da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar).

Os executivos da multinacional chinesa também receberam informações do plano de instalação de Zonas de Processamento de Exportações (ZPEs) no Paraná. A ZPE é uma área de livre comércio destinada para instalação de empresas voltadas à exportação. É uma espécie de condomínio industrial onde há benefícios para quem se instala, como liberdade cambial, dispensa de determinadas licenças, incentivos tributários, entre outros. “O Paraná tem pressa para avançar na entrega de mais produtos e também para superar suas barreiras de infraestrutura. E para isso precisamos do auxílio e investimento desses grandes grupos internacionais que vêm aqui buscar um bom ambiente de negócio, com a segurança jurídica para que tenham certeza de que o que se investe no Paraná traz retorno”, destacou o diretor-geral da Seic, Christiano Puppi.

Relação comercial

A China é o país para onde o Paraná mais exporta. De janeiro a maio desse ano, o gigante asiático foi destino de 24,1% do total das vendas do Estado ao exterior. Nesses cinco primeiros meses de 2023, a China adquiriu o equivalente a US$ 2,3 bilhões de produtos paranaenses – volume que é 3,4 vezes maior do que o total adquirido pelo segundo maior comprador do Paraná, a Argentina, que no mesmo período movimentou US$ 675 milhões.

Presenças

Também participaram da reunião o vice-governador Darci Piana; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; a líder da API – Plataforma Intercontinental entre a China e Países de Língua Portuguesa, Margarida Xu; o presidente da Avic International Beijing, Jiayan Gong; o vice-presidente da Avic, Jincheng Wang; o diretor-geral da Avic, Yang Wang; o vice-presidente do Departamento Financeiro da Avic, Dao Junfang; o gerente da Avic, Li Yao; o presidente da Coonaal Group, Liu Yong; o vice-presidente da Coonaal Group, Tian Dong; o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti; a coordenadora econômica da Ocepar, Carolina Teodoro; o gerente comercial da Cocamar, Diego Matheus Santos; o gerente de commodities da Coamo, Fernando Bosqueiro; o gerente comercial da C.Vale, Alexandre Tormen; o gerente de exportação da GT Foods, Kendi Okumura; e o sócio fundador da Dinis Lucas & Pedro Fernandes, José Dinis Lucas.

Fonte: AEN-PR

Colunistas

Quando uma empresa do agro se torna irrelevante

Fazer diagnóstico de comunicação e marketing é crucial para identificar problemas.

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Foto: Shutterstock

Certo dia, cheguei na agência, a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio, e tinha um recado pra mim. O gerente de marketing de uma importante empresa de fertilizantes havia ligado e solicitava retorno. Olhei para o celular e vi que o mesmo profissional também havia me enviado uma mensagem por WhatsApp. Era realmente urgente. Ele estava com um dilema e precisava de ajuda.

A mensagem dele terminava de forma abrangente, talvez por entender que não havia uma fórmula mágica: “Capella, você é especialista em marketing para agronegócio. O que você recomenda que eu faça?”.

O dilema em questão era o fato de a empresa perder relevância no mercado. Ele citou o relatório de uma consultoria que apontava justamente para esse cenário. O problema existia e ele precisava resolver.

Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio

Marcamos uma reunião online e o profissional me deu mais detalhes, informando que ano a ano a empresa perdia market share e não conseguia abrir novos mercados. Para ele, a conclusão era clara: a empresa precisava agir logo.

Orientei que o primeiro passo era fazer um diagnóstico de comunicação e de marketing. O que a empresa estava comunicando? Para quem? Com qual objetivo e frequência? Essas e outras perguntas precisavam ser respondidas o quanto antes.

Após algumas semanas, conversando com gerentes, diretores e outros profissionais-chave, percebemos que havia um grande descompasso dentro da empresa, sem ações planejadas e sem um objetivo claro. E pior: não havia um discurso padrão. Cada um denominava a empresa como bem entendesse, o que prejudicava diretamente as vendas.

Como próximo passo, estruturamos e aplicamos um treinamento para unificar as mensagens. Na sequência, elaboramos um planejamento, que englobou presença em eventos, assessoria de imprensa e estruturação de canais digitais.

Em um ano, a realidade da empresa já era outra. A visibilidade tinha aumentado e as vendas haviam subido.

Deste episódio, eu trouxe muitos aprendizados. O principal: uma empresa se torna irrelevante quando deixa de dialogar de forma precisa com o seu público. Nesse caso, identificamos que a comunicação precisava ser feita em eventos, por meio de assessoria de imprensa e em canais digitais.

Mas, e em sua empresa? A comunicação está realmente assertiva?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Corrente de comércio do Brasil atinge US$ 48,4 bilhões em fevereiro

País registra crescimento de 5,3% na corrente de comércio, com destaque para expansão das exportações e redução das importações.

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Nesta quinta-feira (05), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou o recorde das exportações em fevereiro, com crescimento de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, além do avanço da corrente de comércio e das iniciativas do governo para ampliar a inserção internacional do Brasil. Ele abriu a entrevista coletiva de apresentação dos dados da Balança Comercial.

“Destacar o recorde de exportação no mês de fevereiro. Cresceu 15,6% as exportações, comparada com fevereiro do ano passado. Então, recorde para meses de fevereiro de exportação. Recorde de corrente de comércio para os meses de fevereiro. O Brasil está se integrando ao mundo como nunca”, avaliou o ministro

Fotos: Claudio Neves

Em fevereiro de 2026, as exportações somaram US$ 26,3 bilhões e as importações, US$ 22,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,208 bilhões e corrente de comércio de US$ 48,404 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 51 bilhões e as importações, US$ 42,9 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 93,82 bilhões.

Fazendo a análise comparativa dos totais somente de fevereiro/2026 (US$ 26,31 bilhões), nas exportações, com fevereiro/2025 (US$ 22,75 bilhões), houve crescimento de 15,6%. Em relação às importações houve queda de 4,8% na comparação entre o mês de fevereiro/2026 (US$ 22,1 bilhões) com o mês de fevereiro/2025 (US$ 23,22 bilhões).

Assim, no mês de fevereiro/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 48,4 bilhões e o saldo foi de US$ 4,21 bilhões. Comparando-se este período com o de fevereiro/2025, houve crescimento de 5,3% na corrente de comércio.

Já comparando o valor das exportações de janeiro/fevereiro – 2026 (US$ 50,92 bilhões) com o de janeiro/fevereiro – 2025 (US$ 48,15 bilhões) houve crescimento de 5,8%. Em relação às importações, houve queda de 7,3% na comparação do valor do período de janeiro/fevereiro – 2026 (US$ 42,9 bilhões) com janeiro/fevereiro – 2025 (US$ 46,28 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 93,82 bilhões e apresentou queda de 0,6% na comparação entre estes períodos.

Exportações e importações por Setor

No mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,3 bilhão (6,1%) em Agropecuária; de US$ 2,37 bilhões (55,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,85 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: queda de US$ 0,11 bilhão (20,0%) em Agropecuária; de US$ 0,11 bilhão (12,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,87 bilhão (4,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

Já com relação aos meses de janeiro/fevereiro 2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,36 bilhão (4,2%) em Agropecuária; de US$ 1,85 bilhão (16,0%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,53 bilhão (1,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

Já o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: queda de US$ 0,28 bilhão (24,7%) em Agropecuária; de US$ 0,45 bilhão (21,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 2,61 bilhões (6,1%) em produtos da Indústria de Transformação.

Fonte: Assessoria MDIC
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Notícias Em Foz do Iguaçu

36º Congresso Brasileiro de Zoologia reúne 1,6 mil participantes no Oeste do Paraná

Evento aproxima ciência, indústria e poder público, com debates sobre biodiversidade, polinização, espécies invasoras e saúde pública.

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O 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ), que teve início na última segunda-feira (02) e termina nesta quinta-feira (05), marca uma nova fase nos 66 anos do mais tradicional encontro da área no país, ao ampliar o diálogo entre ciência, indústria e poder público. Ao reunir cerca de 1.600 pesquisadores, professores, estudantes e profissionais de todas as regiões do Brasil, e também do exterior, o evento fortalece parcerias institucionais e consolida a integração entre produção científica, setor produtivo e formulação de políticas públicas.

O congresso conta com apoios e parcerias da Petrobras, Itaipu Binacional, Sebrae e Confederação Nacional da Indústria (CNI) em uma agenda que aproxima ciência, indústria e políticas públicas. Um dos temas centrais é a discussão sobre métricas de biodiversidade, ferramentas científicas que permitem mensurar e mitigar impactos ambientais de grandes empreendimentos, reforçando a busca por desenvolvimento com responsabilidade ambiental.

Zoologia no dia a dia das pessoas

Presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ) e do 36º CBZ, Luciane Marinoni: “Tudo tem a ver com zoologia. Da produção de alimentos ao controle de pragas, da conservação ambiental à saúde pública” – Foto: Silvio Vera

Para além dos laboratórios e publicações científicas, a zoologia impacta diretamente a vida da população. O congresso traz debates sobre polinização, espécies invasoras, transmissão de doenças e manejo de fauna, temas que influenciam desde a produção agrícola até a saúde pública.

A preservação de abelhas e outros polinizadores, por exemplo, é fundamental para a segurança alimentar. Espécies exóticas invasoras, como o javali, já causam prejuízos à agricultura brasileira. Insetos transmissores de doenças, como o mosquito da dengue, também fazem parte das discussões científicas. “Tudo tem a ver com zoologia. Da produção de alimentos ao controle de pragas, da conservação ambiental à saúde pública. Nosso objetivo é mostrar que o conhecimento científico precisa dialogar com a realidade da sociedade”, destaca Luciane Marinoni, presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ) e do 36º CBZ.

Ao longo do evento, serão realizadas cerca de 70 atividades formais. Também será apresentado um livro com aproximadamente 1.500 resumos de pesquisas desenvolvidas por estudantes e pesquisadores de todo o país, um retrato da produção científica nacional na área.

Foz do Iguaçu como território estratégico

A escolha de Foz do Iguaçu como sede do congresso reforça o simbolismo do encontro. A cidade reúne infraestrutura para receber um evento de grande porte e está localizada em uma das regiões de maior relevância ambiental do Brasil.

Com o Parque Nacional do Iguaçu, as Cataratas, o Parque das Aves, o AquaFoz e diversos projetos de conservação da fauna, o município se consolida como um território estratégico para discutir biodiversidade, sustentabilidade e convivência harmoniosa com a natureza. “Foz é um lugar com forte vocação ambiental, infraestrutura adequada e conexão direta com os temas que debatemos”, afirma Luciane.

Bióloga Yara Barros fez a palestra de abertura do 36º CBZ

Tradicionalmente, o Congresso Brasileiro de Zoologia também resulta na elaboração de documentos técnicos e recomendações construídas a partir de simpósios e mesas-redondas. Esses materiais são encaminhados a órgãos governamentais e ministérios, especialmente do Executivo Federal, como contribuição técnica da comunidade científica à formulação de políticas públicas.

A proposta é que a produção científica apresentada no evento ultrapasse os limites do ambiente acadêmico e contribua para decisões estratégicas em nível federal, estadual e municipal. “Precisamos trabalhar juntos, ciência, indústria e governos, para mitigar impactos e construir soluções sustentáveis para o país”, reforça a presidente da SBZ.

Voz feminina na ciência

A edição de 2026 também reforçou o protagonismo feminino na ciência. A palestra de abertura foi ministrada pela bióloga Yara Barros, vencedora do Prêmio Whitley 2025, conhecido como o “Oscar Verde” da conservação ambiental. Em vez de abordar apenas o projeto de conservação da onça-pintada, Yara compartilhou sua trajetória profissional, desde a formação como bióloga até o reconhecimento internacional, e refletiu sobre a profissão de biólogo é necessária tanto para a conservação quanto para o mundo em transformação.

A fala prendeu a atenção de centenas de estudantes que lotaram a abertura do congresso, destacando a importância de referências femininas na ciência e inspirando novas gerações de pesquisadores.

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