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Paraná recebe autorização para exportar carne bovina ao Canadá

Agência Canadense de Inspeção Alimentar aprovou que regiões que recentemente foram reconhecidas como livres de febre aftosa sem vacinação possam comercializar seus produtos. Medida é considerada um marco para o setor agropecuário.

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Foto: Jaelson Lucas/AEN

O Paraná está entre os estados autorizados a exportar carne bovina para o Canadá, ampliando as possibilidades de comércio com aquele país. O anúncio foi feito no início desta semana pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A análise foi realizada pela Agência Canadense de Inspeção Alimentar, que aprovou a importação de regiões recentemente reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação.

As discussões tinham ganhado impulso após a reunião da Comissão Alimentar Codex, em Roma, em novembro do ano passado. O avanço possibilita que Paraná, Acre, Rio Grande do Sul, Rondônia e 14 municípios do Amazonas e cinco do Mato Grosso se juntem a Santa Catarina na exportação de carne bovina maturada, desossada e sem linfonodos. “Este é mais um dos resultados pelos quais os pecuaristas, as entidades públicas e privadas, e a própria população do Estado esperava quando fez grandes esforços e até sacrifícios por vários anos para conseguir o certificado de livre de aftosa sem vacinação”, comemorou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

“A decisão representa um marco importante para o setor agropecuário brasileiro e reforça a importância do comprometimento contínuo dos pecuaristas com os padrões sanitários”, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa.

Em 2023 o Brasil exportou mais de US$ 10,5 bilhões em carne bovina, correspondendo a 2,28 milhões de toneladas. Para o Canadá foram 8,1 mil toneladas, com ingresso de US$ 39 milhões. Do Paraná seguiram apenas 2 toneladas a um custo de US$ 21 mil. No total, o Paraná enviou 136 mil toneladas de produtos diversos ao Canadá, resultando em US$ 85,5 milhões de comércio bilateral.

Fonte: AEN-PR

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Exportações sustentam mercado da carne bovina

Demanda externa absorve maior oferta de animais, enquanto preços do boi voltam a subir no início de junho.

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Fotos: Shutterstock

As exportações de carne bovina seguiram dando sustentação ao mercado, mesmo com a queda nos preços do boi gordo registrada em maio. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a arroba teve desvalorização de 3,9% em relação ao mês anterior, com média de R$ 349. Já no início de junho, as cotações voltaram a subir, alcançando R$ 354/@ no dia 11.

Foto: Divulgação/Freepik

Apesar da oferta de gado terminado ter sido um pouco maior do que a registrada no ano anterior, a demanda internacional absorveu a produção ao longo do ano. Em maio, os embarques de carne bovina in natura totalizaram 262 mil toneladas, volume 20% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e 16% acima do desempenho anual.

Segundo dados do IBGE, os abates de bovinos cresceram 3,3% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, a menor participação de fêmeas no abate e o maior peso médio das carcaças elevaram a produção de carne em 5,1%.

Ainda de acordo com a Consultoria Agro Itaú BBA, o mercado também registrou alta de 2% nos preços do bezerro em maio, enquanto a carcaça casada permaneceu estável no atacado.

No mercado externo, a China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira. Entre janeiro e maio de 2026, os embarques para o país asiático cresceram 24% em relação ao mesmo período de 2025, representando 51% do volume total exportado. Além do aumento nas vendas, o preço médio da tonelada exportada para a China subiu de US$ 5.400, em janeiro, para US$ 6.800, em maio.

Com o boi em dólares 3% mais barato no mês e a carne bovina 4,2% mais valorizada, o spread das exportações passou de 0% em abril para 7% em maio. Além disso, a menor participação de fêmeas nos abates e a valorização do bezerro continuam indicando avanço do processo de reconstrução do rebanho bovino.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Rompimento de cabo de alta tensão mata 32 bovinos leiteiros em Santa Catarina

Ocorrência foi registrada na manhã de quarta-feira em assentamento no município de Abelardo Luz. Rebanho era principal fonte de renda de uma família rural.

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Foto: Reprodução

Um rompimento de um cabo de alta tensão provocou a morte de cerca de 32 bovinos leiteiros no Assentamento José Maria, no interior do município de Abelardo Luz, em Santa Catarina, na manhã de quarta-feira (01°), por volta das 10h30.

Segundo o relato do proprietário, o problema ocorreu logo após os animais terem sido tratados. Pouco depois, ao retornar ao pasto, o filho do produtor encontrou os animais mortos próximos ao local onde a fiação elétrica havia caído sobre o solo. O rebanho era a principal fonte de renda da família e sustentava a produção de leite da propriedade.

O impacto da ocorrência vai além das perdas materiais. A atividade leiteira, desenvolvida ao longo de anos com investimento em manejo e melhoramento genético, foi interrompida de forma repentina, comprometendo a subsistência da família.

A Celesc foi acionada logo após o incidente. Até o fechamento desta reportagem, a concessionária ainda não havia enviado equipe técnica ao local para isolamento da área, análise da ocorrência ou verificação das causas do rompimento do cabo.

A família permanece aguardando a chegada de técnicos e um posicionamento oficial da empresa sobre as medidas que serão adotadas, incluindo eventual perícia e possível ressarcimento dos prejuízos.

Fonte: O Presente Rural com Click Xaxim
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Boi gordo fecha primeiro semestre em alta no mercado brasileiro

Cepea aponta valorização da arroba impulsionada pela menor oferta de animais e pelo aquecimento das exportações.

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Foto: Ana Maio

O mercado pecuário encerrou o primeiro semestre de 2026 com valorização em todos os segmentos da cadeia, sustentada pela combinação de menor oferta de boi gordo para abate, alta no preço do bezerro, elevada participação de fêmeas nos abates e forte demanda internacional pela carne bovina brasileira, principalmente da China.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário favoreceu a manutenção dos preços ao longo dos seis primeiros meses do ano.

Foto: Luiz Pfeifer

Em junho, o Indicador do Boi Gordo Cepea/ESALQ, referente ao estado de São Paulo, registrou média à vista de R$ 347,59 por arroba. O valor representa alta real de 4,6% em relação à média de janeiro, de R$ 332,14, considerando a correção pelo IGP-DI de maio de 2026.

Ainda conforme o Cepea, a maior cotação da arroba no primeiro semestre foi registrada em abril, quando a média real atingiu R$ 365,93. O resultado foi influenciado pela transição do período de safra para a entressafra.

Os pesquisadores também destacam que, de acordo com a série histórica do Cepea, iniciada em 1997, é comum que os preços da arroba recuem entre janeiro e junho, devido à maior oferta de animais para abate nesse período. Em 2026, no entanto, o comportamento foi diferente, com valorização do indicador ao longo do semestre.

Fonte: Assessoria Cepea
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