Conectado com

Notícias Paraná Trifásico

Paraná realiza modernização da rede elétrica no campo

Serão implantados 25 mil quilômetros de redes trifásica, garantindo mais segurança energética à produção rural

Publicado em

em

Divulgação

O Governo do Paraná vai realizar o maior programa de modernização energética na área rural do Estado. Lançado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na terça-feira (29), o programa Paraná Trifásico será implantado pela Copel e envolve investimentos de R$ 2,1 bilhões e 25 mil quilômetros de redes trifásicas de energia no campo, em todo o Paraná, até 2025.  O lançamento foi em solenidade no Palácio Iguaçu, junto com o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero.

É o maior investimento da Copel Distribuição e o principal do País nesta área. A espinha dorsal da rede de distribuição no campo será trifaseada, substituindo a tecnologia monofásica hoje existente, que foi implantada na década de 1980.

A modernização, afirmou o governador,  acompanha o desenvolvimento do agronegócio paranaense, que é cada dia mais produtivo. “É o maior programa do Brasil de linha trifásica, que trará um aumento de produtividade a todo o setor, desde o pequeno agricultor até as grandes cooperativas”, disse Ratinho Junior.

Ele ressaltou que um produtor que tenha uma granja de frango, por exemplo, muitas vezes não consegue ampliar a produção porque a rede não aguenta os equipamentos ou novas tecnologias. O novo sistema elimina essa dificuldade. “O programa vai transformar as cadeias produtivas do leite, da avicultura, piscicultura e suinocultura e, acima de tudo, vai levar uma energia de qualidade, garantir que não tenha queda e dar a tranquilidade para o Paraná crescer nos próximos 30 anos”, completou.

O presidente da Copel afirmou que o investimento eleva a área de distribuição da companhia a outro patamar. “O programa vai atender melhor o nosso consumidor, permitir que ele continue crescendo e melhore a sua produção para contribuir com o desenvolvimento do Estado”, afirmou.

“A Copel terá um benefício triplo: ela melhora o fornecimento de energia, reduz os custos, porque a rede demanda um custo menor de manutenção, e aumenta sua base regulatória, por onde é remunerada pelos seus ativos”, explicou Slaviero.

Menos quedas

Com o Paraná Trifásico, a Copel vai garantir melhoria da qualidade no fornecimento de energia para o campo, além de renovar seus ativos e prover mais segurança aos seus empregados e à população. Os novos cabos são todos protegidos, com nível de resistência reforçada quando atingidos por galhos de árvores ou outros objetos.

Hoje, redes isoladas sofrem com a queda de energia. Com o trifaseamento, haverá interligação entre elas. O efeito será a criação de redundância no fornecimento, ou seja, redes que hoje estão próximas mas não se conversam, passarão a ser interligadas. Se acabar a energia em uma ponta, a outra fornece o abastecimento e, em caso de desligamentos, os produtores rurais terão o restabelecimento da energia mais rápido.

Beneficiados

Culturas que dependem da energia elétrica intensiva para a sua produção, como de leite e derivados, suinocultura, avicultura, piscicultura e fumo, serão as grandes beneficiadas. O reforço nas redes também será importante para a irrigação das lavouras e abastecimento de água pelos poços artesianos, que dependem de energia de qualidade.

Agronegócio

O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, afirmou que o investimento representa um grande ganho para o agronegócio paranaense.

“Energia é um insumo cada vez mais importante no campo. A produção evolui na mecanização, digitalização e nos processos de produção de animais, que têm uso intensivo de energia”, explicou. “O agronegócio paranaense cresceu muito, mas não houve investimentos mais consistentes na área energética que acompanhasse esse crescimento”, afirmou.

De acordo com o secretário, o trifaseamento das redes de distribuição contribuirá muito com o crescimento ainda maior da produção paranaense e do processamento industrial. “Os produtores às vezes ficam sem o lucro do ano porque perderam uma fornada de tabaco, um tanque de expansão de leite, morreram pintainhos ou leitões por causa da queda de energia”, disse.

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou que muitas cooperativas aguardam o fortalecimento da rede de energia para ampliar seus investimentos. “Energia em quantidade e qualidade é um fator de desenvolvimento, o produtor tem possibilidade de se modernizar e evoluir”, afirmou.

Menos custos

Além de garantir energia de mais qualidade e com maior segurança, o investimento da estatal vai proporcionar o acesso do produtor rural à rede trifásica a um custo muito inferior ao que hoje é pago. Além disso, equipamentos com motores trifásicos normalmente são mais eficientes, baratos e têm uma taxa de falha menor.

Fonte: AEN/Pr
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

4 × 3 =

Notícias Mercado

Cotação é referência para comercialização de suínos no Rio Grande do Sul

Acsurs reuniu os preços registrados desde 1999, em uma série histórica de 21 anos

Publicado em

em

Divulgação

A Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul – ACSURS reuniu os preços do suíno independente gaúcho em uma série histórica iniciada em janeiro de 1999, quando o preço pago pelo quilo do suíno era de R$ 0,91, segundo pesquisa realizada na época. Hoje, a cotação está em R$ 6,51.

O preço do suíno, que entrou 2020 na casa dos R$ 5, apresentou a primeira grande queda na primeira semana de abril, quando passou de R$ 5,02 para R$ 4,50, o que representa 10,35% a menos no valor do quilo do suíno vivo. Na última semana de abril, a cotação chegou a R$ 3,83, menor preço registrado em 2020, equivalendo a uma queda de 32,09% se comparado com a cotação da primeira semana do ano.

No mês de maio iniciou-se a reação do preço do suíno gaúcho, mas ainda baixa. Os aumentos seguiram nas semanas seguintes, porém, foi na terceira semana do mês de julho que a pesquisa apontou a primeira alta nunca antes registrada, a cotação de R$ 5,88. Já na semana seguinte, o preço do suíno subiu ainda mais e chegou a R$ 6,01. O aumento no preço continuou na primeira semana de agosto, quando a pesquisa semanal apontou a cotação de R$ 6,10 e nesta mesma semana, momento em que a pesquisa passou a ser realizada na sexta-feira, a R$ 6,51, patamar recorde ao longo da série histórica de 21 anos.

A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, Milho e Farelo de Soja, feita pela Acsurs, tornou-se referência para os produtores gaúchos. O empresário Jean Marcelo Fontana, suinocultor com granja em Charrua, utiliza a cotação para a comercialização de suínos “desde sempre”, como ele mesmo diz. “Exatamente por ser a referência do preço do suíno no Rio Grande do Sul”, frisa Jean, ao ser questionado sobre o porquê de utilizar essa cotação como instrumento para negociação.

Produtor de Santo Cristo, o suinocultor Marino Birck também tem a pesquisa como base. “Tem alguns que pagam um pouco mais que o preço médio gaúcho, uns pouco menos; mas a referência, sempre, é o base da cotação levantada pela Acsurs”, destaca.

Em 2020, se comparado o preço atual com o da primeira semana do ano, constatou-se aumento de R$ 0,87 no preço pago pelo quilo do suíno vivo, ou seja, 15,42%.

A pesquisa

Realizada desde 2013 todas as segundas-feiras, a Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, Milho e Farelo de Soja no RS passará a ser feita e divulgada às sextas-feiras. A mudança iniciou na última semana.

O presidente da ACSURS, Valdecir Luis Folador, explica que é uma forma de antecipar as informações de comercialização e anunciar antes para o mercado o levantamento dos preços para semana seguinte. “Todos os outros estados já fazem isso”, comenta.

A pesquisa é composta por dados de suinocultores com granjas situadas em vários municípios do Rio Grande do Sul, sendo solicitado o preço do suíno que foi comercializado, a quantidade de animais vendidos, o peso do animal. A partir disso, é feita a média ponderada e assim resulta na cotação do suíno gaúcho da semana.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias Mercado

Exportação de milho do Brasil acumula 2 mi t e supera soja na 1ª semana de agosto

Média diária de embarques de milho passou de 332,8 mil toneladas em agosto de 2019 para 408,5 mil toneladas nos cinco primeiros dias úteis deste mês

Publicado em

em

Divulgação/AENPr

As exportações brasileiras de milho alcançaram 2 milhões de toneladas na primeira semana de agosto e superaram os embarques de soja no período, conforme dados do governo federal divulgados na segunda-feira (10), à medida que avança a colheita da segunda safra do cereal no país. A média diária de embarques de milho passou de 332,8 mil toneladas em agosto de 2019 para 408,5 mil toneladas nos cinco primeiros dias úteis deste mês, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Na soja, as exportações somaram 1,59 milhão de toneladas na primeira semana do mês, com média diária de 318,7 mil toneladas, ante 227,5 mil em agosto do ano passado.

A colheita da safrinha de milho já ultrapassou 90% da área em Mato Grosso e um terço das lavouras do Paraná, os dois principais Estados produtores do cereal, aumentando a disponibilidade do grão para exportação. Com o avanço dos trabalhos, a expectativa é que os embarques se intensifiquem ao longo do segundo semestre. Os embarques de milho devem agora ganhar ritmo, após o Brasil exportar volumes recordes de soja no primeiro semestre, o que reduziu a disponibilidade da oleaginosa.

Outro destaque entre as commodities ficou com o açúcar, cujas vendas externas mais que dobraram na primeira semana de agosto, com alta de 127% na média diária de embarques para 164 mil toneladas. Em cinco dias úteis, o país exportou 820 mil toneladas do adoçante.

O ritmo de exportação de café verde aumentou 50,9%, para 12,9 mil toneladas ao dia, acumulando 64,8 mil toneladas (1,08 milhão de sacas de 60 kg) na parcial deste mês.

Na indústria extrativa, petróleo acumulou 1,67 milhão de toneladas exportadas na primeira semana de agosto, com média diária de 335,2 mil toneladas ante 216,5 mil em agosto do ano passado.

A média de embarques do minério de ferro saiu de 1,5 milhão de toneladas em agosto de 2019 para 1,64 milhão, totalizando 8,2 milhões de toneladas neste mês.

Fonte: Reuters
Continue Lendo

Notícias Mercado

Mato Grosso inicia vendas de soja 21/22, diz Imea

Segundo o levantamento, as vendas já alcançaram 1,29% da produção total projetada até o fim de julho

Publicado em

em

Danilo Estevão/Embrapa

Os agricultores de Mato Grosso, maior Estado produtor de soja no Brasil, iniciaram a comercialização da oleaginosa da safra 2021/22, que será plantada somente em setembro do ano que vem, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgados na segunda-feira (10).

Segundo o levantamento, as vendas já alcançaram 1,29% da produção total projetada até o fim de julho. Na média histórica dos últimos cinco anos, a comercialização começaria em meados de dezembro.

O alto nível de capitalização dos produtores, aliado à valorização do dólar ante o real, melhorou o poder de compra do agricultor, fazendo com que travassem as primeiras vendas de soja paralelas às aquisições iniciais de insumos para 2021/22, como fertilizantes.

Para a safra 2020/21, que será semeada a partir de setembro deste ano, as vendas da soja de Mato Grosso avançaram para 50,54% do total projetado, ante 23,54% registrado na média histórica para o período, disse o Imea.

Na mesma toada, a comercialização de milho 2020/21 do Estado atingiu 45,88% do projetado, também muito à frente da média histórica para o período, de 14,22%.

Já o cereal da safra 2019/20, cuja colheita já foi praticamente finalizada, tem vendas de 90,45% do total estimado, versus 80,42% na média.

Enquanto isso, a comercialização de algodão 2020/21 alcançou 36,39% do total projetado, abaixo da média história que sinaliza 40,06%, no momento em que uma parcela dos produtores da pluma tende a migrar para o milho safrinha, após prejuízos deixados pela pandemia do novo coronavírus.

Já na safra 2019/20, a comercialização de algodão chegou a 79,63% do total projetado, em linha com a média histórica para o período, acrescentou o Imea.

Fonte: Reuters
Continue Lendo
PORK EXPO

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.