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Paraná passa a ter decreto de regulamentação ambiental em áreas rurais

Serão beneficiados principalmente pequenos proprietários, que representam 80% do total de 470 mil produtores do Paraná

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A governadora Cida Borghetti assinou nesta segunda-feira (29) decreto que regulamenta a Lei 18.295/2014, definindo formas, prazos e procedimentos para a regularização ambiental das propriedades rurais do Paraná. Quase 400 mil pequenas propriedades serão beneficiadas.

O texto trata da inclusão da propriedade no Cadastro Ambiental Rural (CAR), desburocratiza os procedimentos para este cadastro, estabelece regras para a delimitação das reservas legais, para a recomposição de áreas degradadas ou alteradas e cria a Central do Proprietário/Possuidor, que passa a ser o meio de comunicação eletrônica com o órgão ambiental. “Nossa missão é assegurar o desenvolvimento econômico do Paraná aliado à conservação, proteção e preservação ambiental”, afirmou a governadora.

Cida lembrou as etapas para chegar a este decreto. Desde a votação do Código Florestal, em 2011, quando ela era deputada federal, passando pela criação da lei paranaense, em 2014, e chegando agora à sua regulamentação. “Em seis meses à frente do governo, ouvimos o setor e tivemos a coragem e a determinação para concluir este processo”, contou.

O diretor-presidente do IAP, Luiz Carlos Manzato, destacou as melhorias para o setor. “Este decreto oferece maior segurança jurídica, principalmente para os pequenos proprietários, que representam 80% do total de 470 mil produtores do Paraná”, afirmou. “A medida beneficia quase 400 mil produtores que estavam com dificuldades para regularizar suas licenças e voltar a ficar aptos para obter financiamento agrícola, por exemplo”, explicou Manzato.

Reserva legal 

Uma das mudanças está na questão da reserva legal. Pequenas propriedades, com até quatro módulos fiscais, o que corresponde, em média, a 18 hectares, não precisam mais se fixar no mínimo de 20% de reflorestamento, mas são obrigadas a manter a reserva como estava em 2008. Na média, tanto o governo como o setor acreditam que o total poderá superar esse percentual. Cálculos da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) indicam que as propriedades do Estado têm cerca de 28% da sua área preservada.

“Fizemos a nossa parte e agora agradecemos a governadora por esse decreto, que vai agilizar os processos da pequena propriedade para a regularização das reservas”, afirmou o presidente da entidade, José Roberto Ricken.

Central do proprietário 

Representantes do agronegócio comemoraram os avanços contidos no novo texto. Um dos mais aplaudidos é a criação da Central do Proprietário, que unifica a comunicação com o órgão ambiental. Pela central serão encaminhadas as notificações geradas, recebidos documentos e retificações e realizado todo o atendimento.

Outro item destacado é a introdução de novas tecnologias, como a análise, adequação e validação das propriedades ou posses rurais de forma automática, utilizando inteligência artificial, através dos dados armazenados no SICAR – Sistema Nacional do Cadastro Ambiental Rural.

Resultados 

O presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná, Ademir Mueller, que representa mais de 300 sindicatos, acredita que os resultados do agronegócio poderão melhorar com a regulamentação da lei. Para ele, trata-se de uma iniciativa de grande importância para todos os agricultores do Paraná, do micro ao grande.

Já o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Ágide Meneguette, lembrou que esta era uma questão que estava pendente. “Agora temos os instrumentos para regularizar as propriedades. A governadora teve a coragem que muitos que passaram por aqui não tiveram”, afirmou.

Fonte: AEN/Pr

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Excelência em cultivo de soja na Região Norte/Nordeste é destaque do próximo evento da CESB

Em 24 de setembro, Fórum Regional de Máxima Produtividade de Soja apresenta número relativos à sojicultura nordestina

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A valorização das práticas de inovação, sustentabilidade e eficiência é uma das principais metas do Comitê Estratégico de Soja Brasil (CESB). Por meio do Desafio CESB, os produtores regionais são estimulados a aumentar sua produtividade de soja utilizando tecnologias inteligentes, e assim eles são premiados por seu desempenho. Em 24 de setembro, durante o Fórum Regional de Máxima Produtividade de Soja, os produtores da região Norte/Nordeste serão contemplados.

Para o diretor de Marketing do CESB, Nilson Caldas, a ação é uma importante forma de reconhecer e valorizar os produtores regionais, que estão aumentando os índices médios de produtividade. “Com a realização do evento, vamos contribuir para que os sojicultores extraiam ainda mais o potencial máximo da cultura, aliando dois pontos fundamentais: sustentabilidade e rentabilidade”, diz o diretor.

O campeão do 12º Desafio CESB NO/NE é o Condomínio Milla, uma propriedade que está na sua primeira geração familiar com 15.197 hectares destinados à produção de soja. Na safra 2019/2020, foram produzidas 101,8 sacas de soja por hectare (sc/ha). A média nacional, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foi de 55,5 sc/ha. A produção teve consultoria de Luis Gabriel de Moraes Jr.

Uma vez que a propriedade está localizada na Baixa Grande do Ribeiro (PI), o clima foi uma das principais vantagens da produção, aliado com o aporte de matéria orgânica no solo e a qualidade geral das técnicas agrícolas.

As estratégias utilizadas para atingir excelência em cultivo serão discutidas no Fórum Regional de Máxima Produtividade de Soja, evento online e gratuito com apoio de Leonardo Wink da Destaque Rural. O consultor Luis Gabriel de Moraes Jr. falará a respeito acompanhado do pesquisador Sergio Abud, membro efetivo do CESB e pesquisador do programa de melhoramento genético e manejo da cultura da soja. O debate será mediado por Leandro Zancanaro, também membro efetivo do CESB e mestre em Ciência do Solo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O case completo da Região Norte/Nordeste já está disponível para download no site do Cesb, juntamente com os outros cases campeões. Com grande relevância nacional, o Comitê Estratégico de Soja Brasil (CESB) é uma entidade sem fins lucrativos, formada por renomados profissionais e pesquisadores de importantes áreas do agronegócio, que formam uma rede sustentável em defesa da sojicultura brasileira.

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Notícias Clima

Primavera começa hoje com transição entre estações seca e chuvosa

Com o gradativo aumento das chuvas em grande parte do país nesta época do ano, tem-se o início do plantio das principais culturas de verão

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Divulgação/MAPA

A Primavera no Hemisfério Sul inicia nesta terça-feira (22) às 10h31 e termina no dia 21 de dezembro às 07h02. Climatologicamente, é um período de transição entre as estações seca e chuvosa no setor central do Brasil, e marca o início da convergência de umidade oriunda da Amazônia, que define a qualidade do período chuvoso sobre as Regiões Centro-Oeste, Sudeste e parte centro-sul da Região Norte.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), durante a estação, os volumes acumulados de precipitação no norte da Região Nordeste costumam ser inferiores a 100 mm, principalmente no norte do Piauí e noroeste do Ceará. As temperaturas são mais elevadas em grande parte da Região Norte, interior da Região Nordeste e em alguns pontos da parte central do Brasil.

Os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) podem ocorrer durante a primavera, com chuvas no Sudeste, Centro-Oeste, Acre e Rondônia. Já na Região Sul, podem ocorrer episódios de Complexos Convectivos de Mesoescala (CCM), que estão associados a chuvas fortes, rajadas de vento, descargas atmosféricas e eventual granizo. Com o gradativo aumento das chuvas em grande parte do país nesta época do ano, tem-se o início do plantio das principais culturas de verão.

Para os próximos meses, os modelos de previsão de ENOS do IRI (Research Institute for Climate and Society) indicam uma probabilidade acima de 70% de que estas condições de La Niña se iniciem durante a primavera de 2020 e permaneçam até o verão 2020/2021. Neste sentido, é fundamental esperar por atualizações futuras através do monitoramento da temperatura da superfície do mar no Pacífico, pois existem outros fatores, como a temperatura na superfície do oceano Atlântico Tropical e na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da Região Sul, que poderão influenciar o regime de chuvas no Brasil, dependendo da combinação destes fatores durante esta estação.

Confira o prognóstico por região para o período entre outubro e dezembro de 2020:

Região Norte

A previsão climática para o trimestre indica um predomínio de áreas com probabilidade de chuvas acima da faixa normal, exceto sobre a parte norte da região, sudeste do Pará e noroeste do Tocantins, onde existe uma tendência das chuvas ocorrerem abaixo da média. Para o próximo trimestre, a previsão para a temperatura do ar próximo a superfície indica que deverá prevalecer acima da média. Entretanto, na divisa entre os estados do Pará e Amazonas, as temperaturas devem ser mais amenas, devido à persistência das chuvas nesta área.

Região Nordeste

Na Região Nordeste, a previsão para a primavera indica chuvas próximas à média ou acima em grande parte da região, com exceção de algumas localidades sobre o norte da Bahia e leste do Nordeste Brasileiro, onde as chuvas permanecerão ligeiramente abaixo da climatologia. As temperaturas serão predominantemente elevadas nos estados do Maranhão e Piauí, porém, nas localidades onde há a probabilidade de chuvas acima da média, os termômetros devem registrar temperaturas próximas à climatologia ou levemente inferiores à média.

Região Centro-Oeste

A previsão do INMET para a Região Centro-Oeste aponta para uma irregularidade das chuvas para o próximo trimestre, onde devem permanecer acima da média sobre a parte central e norte de Mato Grosso, norte de Goiás e centro do Mato Grosso do Sul, principalmente no mês de novembro. Nas demais áreas, as chuvas devem permanecer próximas a média ou ligeiramente abaixo. Já para as temperaturas, as previsões indicam que as mesmas devem ultrapassar a média ao longo da estação, com exceção do Mato Grosso do Sul e sudoeste do Mato Grosso, onde as temperaturas poderão ser ligeiramente abaixo de seus valores climatológicos.

Região Sudeste

Para a Região Sudeste, a previsão do modelo do INMET para os próximos três meses é de chuvas acima da média em grande parte da região. No leste de São Paulo e centro de Minas Gerais, as probabilidades indicam o risco de chuvas abaixo da média. Com o retorno das chuvas mais regulares no mês de novembro, a previsão indica o predomínio de temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média.

Região Sul

A previsão indica maior probabilidade de chuvas abaixo da climatologia em praticamente toda a região, exceto no norte do Paraná, onde as chuvas previstas devem ser acima da média. As temperaturas serão próximas à climatologia e ligeiramente acima da média em grande parte da Região Sul, entretanto as entradas de sistemas frontais ainda poderão provocar declínio nas temperaturas, principalmente sobre o nordeste do Rio Grande do Sul e leste de Santa Catarina.

Fonte: MAPA
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Notícias Previsão do tempo

Chuvas voltam de forma gradativa para o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil

Temperaturas devem continuar elevadas, com máximas acima dos 30°C em praticamente todo o Brasil

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De acordo com o modelo numérico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a semana entre os dias 21 e 28 de setembro deverá marcar o retorno gradativo das chuvas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Há previsão de chuvas esparsas para a região Centro-Oeste com totais acumulados entre 07 e 40 mm durante a semana.

Na Região Sul, os acumulados de chuva deverão ser concentrados principalmente no sul do Rio Grande do Sul e extremo norte do Paraná, com valores variando entre 07 e 40 mm. Há pouca possibilidade de chuva em Santa Catarina.

No Sudeste, previsão de chuvas em quase toda a região, principalmente no norte de São Paulo, sul de Minas Gerais, sul do Espírito Santo e todo o Rio de Janeiro, onde as chuvas podem ficar na faixa entre 20 e 100 mm.

Na Região Nordeste, predominarão áreas sem chuva. Chance de chuvas com baixo volume apenas no litoral da Bahia e de Sergipe. Na Região Norte, os maiores acumulados de chuva deverão se concentrar na metade oeste, com totais variando entre 40 150 mm.

As temperaturas devem continuar elevadas, com máximas acima dos 30°C em praticamente todo o Brasil, podendo chegar em torno de 40°C, e mínimas entre 12 e 24°C.

Próxima semana 

A previsão numérica para o período de 29 de setembro a 07 de outubro de 2020 indica que as chuvas devem ficar concentradas no oeste da Região Norte, com totais entre 20 e 90 mm e no leste da Região Nordeste, com totais entre 05 e 30 mm. Na Região Sul, os totais de chuva devem ocorrer na faixa entre 15 e 125 mm, porém, os maiores volumes devem ocorrer no Rio Grande do Sul.

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, volta a predominar áreas sem chuva ou com chuvas de baixa intensidade. Os volumes mais significativos devem se concentrar na faixa leste do sudeste, com totais inferiores a 25 mm.

Fonte: MAPA
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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