Notícias Em encontro com embaixador
Paraná manifesta intenção de exportar carne suína para o Japão
Assunto foi tratado pelo governador Ratinho Junior junto ao embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, que esteve nesta quarta-feira (16), em Curitiba. Com a conquista do selo de área livre de febre aftosa sem vacinação, Paraná tem a possibilidade de conquistar novos mercados para comercialização de proteína animal.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta quarta-feira (16), em Curitiba, o embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, e confirmou o interesse do Paraná em comercializar carne suína ao país asiático. O Estado conquistou, em 2021, o selo de área livre de febre aftosa sem vacinação, o que permite a abertura de mercados para a carne do Paraná, que é o principal produtor de proteína animal do Brasil.
“Além da questão econômica, o grau de exigência do mercado japonês com relação à qualidade seria uma importante vitrine para a carne paranaense, um selo que permitiria abrir ainda para a exportação a outros países”, afirmou o governador. “A chancela da Organização Mundial de Saúde Animal atestou a qualidade sanitária do Paraná. Temos importantes cooperativas e grandes frigoríficos, que têm o cuidado com o bem-estar animal, qualidade e segurança na produção”.
Além disso, o Estado tem reconhecimento internacional na área de sustentabilidade, confirmado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Somos o maior produtor de energia renovável do país e criamos um programa específico para ampliar a geração de energia fotovoltaica nas propriedades rurais. A produção de alimentos de forma sustentável é também grande diferencial para acessar mercados externos”, disse.
Ratinho Junior reforçou ainda os laços de amizade com o Japão e destacou que o Estado tem uma das maiores comunidades japonesas do Brasil, que tem grande importância na economia e na cultura paranaense. Além disso, o Paraná tem um acordo de irmandade com província de Hyogo há mais de 50 anos.
Esta foi a primeira visita oficial do diplomata ao Paraná. Hayashi assumiu a embaixada japonesa em Brasília em dezembro do ano passado.
O embaixador lembrou que o Japão é um grande consumidor da carne de frango paranaense, e afirmou que ainda é necessário alguns ajustes técnicos para viabilizar a exportação de carne suína. “Sabemos do potencial da carne suína no mercado japonês, mas ainda é preciso avançar nesses acordos. Uma vez resolvida essa questão, temos grande possibilidades de acordos”, afirmou.
“Temos importantes acordos em diversas áreas com o Paraná e queremos manter essa cooperação. Além disso, esperamos contar com a presença do Paraná na Expo Mundial, que em 2025 será em Osaka”, completou o embaixador.
Cooperação
A relação de amizade do Paraná com o Japão tem sido essencial para o desenvolvimento de acordos de cooperação em diferentes áreas. Um exemplo é a instalação de estruturas nas estradas, as chamadas Michi no Eki, para a comercialização de produtos típicos paranaenses. A iniciativa está em andamento dentro do projeto de promover as Vocações Regionais do Estado, desenvolvido pela Invest Paraná.
Na área da cultura, a Biblioteca Pública do Paraná recebeu na segunda-feira (14) uma coleção com 792 exemplares de mangás, narrativas gráficas japonesas muito populares entre os jovens brasileiros. Os mangás vão fortalecer o acervo disputado da Biblioteca Pública, que conta com 1.500 mangás. “Foi um presente para a nossa biblioteca, que completou 165 anos na semana passada”, salientou a superintendente-geral da Cultura, Luciana Casagrande Pereira.
Entre as obras estão clássicos do gênero, como “Akira”, de Katsuhiro Otomo, ou “Ghost in the Shell (Fantasma do Futuro)”, de Masamune Shirow, “Naruto”, de Masashi Kishimoto; “One Punch Man”, de Yusuke Murata; e “Jojo’s Bizarre Adventure”, de Asami Araki.
Presenças
Também participaram da reunião o vice-governador Darci Piana; os secretários estaduais do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes; e da Comunicação Social e da Cultura, João Evaristo Debiasi; o diretor de Relações Internacionais e Institucionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco; o cônsul-geral do Japão em Curitiba, Keiji Hamada; o chefe do Escritório de Representação do Itamaraty no Paraná, Igor Kipman; e o deputado federal Luiz Nishimori.

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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento
Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.
O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.
Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.
No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.
A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.
Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.
A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo
Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.
A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.
As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.
Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.
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Entidades de imprensa do Sul lançam campanha contra desinformação
Iniciativa inédita reúne associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para alertar sobre fake news e conteúdos gerados por inteligência artificial.

As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem, de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.
O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.
Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito: “Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”
A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.
O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.
Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV, portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”
A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.
Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.
Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.



