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Paraná lança modalidade exclusiva de habitação para agricultores familiares

A nova modalidade foi apresentada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (13).

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Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O Governo do Paraná celebrou na terça-feira (13), em Curitiba, a assinatura de novos convênios do Casa Fácil Paraná, o maior programa habitacional do Brasil. O evento marcou ainda o lançamento de novas modalidades do programa, entre elas o Casa Fácil Rural, voltado ao atendimento habitacional de agricultores familiares. A modalidade terá um investimento inicial de R$ 13,6 milhões do governo estadual.

A nova modalidade foi apresentada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior durante o evento na terça, em que foram assinados os primeiros convênios com prefeituras de 14 municípios, onde serão construídas 383 unidades habitacionais voltadas ao público rural. Outros nove municípios também serão contemplados, totalizando 23 cidades e 1.045 unidades construídas.

O investimento contará com subsídios estaduais e aporte complementar do governo federal. “Eu falo que o Paraná é o supermercado do mundo por sermos um grande produtor e exportador de alimentos. Isso não e à toa, temos milhares de famílias que trabalham e tiram o seu sustento do campo, tornando o nosso Estado uma potência da agricultura. Levar moradia digna para agricultores familiares e trabalhadores rurais é uma maneira de reconhecer esse trabalho árduo que coloca o Paraná nos holofotes do mundo”, disse o governador Ratinho Junior.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Desenvolvido e executado pela Cohapar, o Casa Fácil Paraná tem se consolidado como referência nacional em políticas públicas de habitação. Mais de 110 mil famílias paranaenses já foram atendidas pelo programa. “Hoje assinamos convênios com as prefeituras e mais de mil famílias que moram no meio rural em moradias com muita dificuldade, vão receber suas casas próprias, com obras iniciando já no próximo mês de junho”, adianta o diretor-presidente da Cohapar, Jorge Lange.

Como funciona

O Casa Fácil Rural está inserido dentro do Programa Nacional de Habitação Rural e, dessa forma, segue critérios específicos. O desenvolvimento da modalidade se dará através da parceria com a Caixa Econômica Federal e o Programa Minha Casa Minha Vida Rural, conforme normativas do Governo Federal.

Poderão fazer a adesão a modalidade rural do Casa Fácil, agricultores familiares e trabalhadores rurais, atendidos por intermédio de uma entidade organizadora (como cooperativas, por exemplo), de natureza pública ou privada, representativa do grupo de beneficiários.

Os agricultores e trabalhadores rural, também deverão ter renda máxima de R$ 40 mil ao ano, considerado o valor total da renda rebatida indicada na Declaração de Aptidão (DAP) apresentada ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), no caso dos agricultores familiares; ou comprovar renda por carteira de trabalho e os últimos três contracheques, no caso de trabalhadores rurais.

As moradias serão viabilizadas com subsídios estaduais e federais, com quase 100% do valor do imóvel subsidiado, com o pagamento de R$ 750 a título de contrapartida. Esse valor não será cobrado dos beneficiários do Bolsa Família. As obras serão realizadas por construtoras contratadas via licitação e executadas em áreas doadas pelos municípios ou da própria Cohapar.

Entre os municípios beneficiados está Prudentópolis, nos Campos Gerais. O prefeito Adelmo Luiz Klosowski, presente no evento, comemorou a iniciativa. “Nós somos o quinto maior município do Paraná em extensão territorial, com mais de 7 mil habitações rurais, com muitas regiões carentes de agricultura familiar. Então, essas casas vêm suprir aquele sonho antigo das famílias terem as suas próprias moradias”, disse.

Com investimento de R$ 13,6 milhões, Casa Fácil lança modalidade para agricultores Foto: Gustavo Pontes/CC

Casa fácil

O evento desta terça-feira também celebrou os resultados já alcançados pelo programa. Com subsídios de até R$ 20 mil por família, o Casa Fácil tem facilitado o acesso de milhares de paranaenses à casa própria. Desde 2019, 85 mil novas moradias foram construídas, além da regularização fundiária de 18 mil imóveis. Nos últimos seis anos, o Casa Fácil movimentou R$ 17,2 bilhões com a construção de casas no Estado.

Para acompanhar os empreendimentos disponíveis e manifestar interesse nas facilidades do programa, as famílias devem fazer o cadastro no site www.cohapar.pr.gov.br/cadastro, preenchendo suas informações e indicando o município de interesse.

O cadastro é gratuito, válido por dois anos e fundamental para participar dos projetos futuros, inclusive da nova modalidade rural.

Outras modalidades

Além do Casa Fácil Rural, o Governo do Paraná lançou as modalidades para atender a população a partir de 60 anos (Casa Fácil Terceira Idade), as famílias residentes em favelas e assentamentos em extrema vulnerabilidade ou com risco ao meio ambiente (Casa Fácil Vida Nova), a modalidade Banheiro em Casa, que ofertará 3.419 módulos sanitários para famílias que não possuem banheiro ou dispõe de banheiros em situação improvisada; e a modalidade Paraná Regularizado que visa titular até 50 mil lotes irregulares de famílias com renda de até três salários mínimos.

Fonte: Assessoria AEN

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Mapa lança projeto para ampliar mercado de pequenas agroindústrias

Iniciativa busca facilitar acesso ao Sisbi-POA e fortalecer negócios rurais.

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Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, durante a Feira Brasil na Mesa, o projeto SIMples AsSIM, iniciativa desenvolvida em parceria com o Sebrae para ampliar a inserção de pequenas agroindústrias no mercado nacional e fortalecer os pequenos negócios rurais.

Durante a palestra, a coordenadora-geral do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), Claudia Valéria, destacou que os avanços do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) abriram caminho para a criação do projeto. Segundo ela, a modernização dos processos foi essencial para ampliar a adesão ao sistema.

O projeto busca ampliar o acesso de produtos de origem animal ao mercado nacional por meio de qualificação técnica, modernização da inspeção, apoio à adequação sanitária, entre outras ações. A proposta também prevê identificar os principais desafios enfrentados pelos empreendedores e apoiar a integração ao Sisbi-POA.

A regularização de agroindústrias de pequeno porte é considerada estratégica para promover a inclusão produtiva, reforçar a segurança alimentar e impulsionar o desenvolvimento econômico local.

Durante a apresentação, Cláudia também ressaltou a importância de outras iniciativas, como o Projeto ConSIM, que contribuiu para a integração de consórcios públicos ao sistema. “Entre 2020 e 2025, 68 consórcios públicos no Brasil se integraram ao sistema, permitindo que muitos municípios ampliassem a comercialização de seus produtos”, afirmou.

Apesar dos avanços, o número de estabelecimentos ainda não acompanha o crescimento dos serviços de inspeção integrados. “Observamos um grande número de serviços integrados, mas os estabelecimentos não cresceram na mesma proporção. Por isso, surgiu a necessidade de fortalecer esses produtores e capacitá-los para acessar o mercado nacional”, pontuou.

O projeto está estruturado em três eixos: inclusão de agroindústrias no Sisbi-POA; fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal com base em análise de risco; e apoio técnico à estruturação de agroindústrias de pequeno porte.

O projeto-piloto será iniciado em Santa Catarina, estado com grande número de agroindústrias e potencial de expansão. A iniciativa prevê diagnósticos in loco e planos de ação personalizados para apoiar a adequação dos estabelecimentos. “Mais de 80% das agroindústrias demonstraram interesse em expandir seus mercados. Isso mostra que há demanda e que precisamos criar condições para que esses produtores avancem”, concluiu a coordenadora-geral.

O analista do Sebrae Warley Henrique também apresentou os resultados iniciais do projeto. Entre eles, o diagnóstico on-line que identificou as principais dificuldades relacionadas à estrutura dos serviços de inspeção que limitam a integração dos estabelecimentos ao Sisbi, com 217 respondentes.

Também foi realizada pesquisa com técnicos dos estabelecimentos, que reuniu 114 participantes, sobre os principais entraves para obtenção do selo Sisbi, além do levantamento das orientações técnicas necessárias para cada estabelecimento.

Após a fase de levantamento, o projeto avança para a estruturação da metodologia de atendimento e para a implementação das ações em campo, com início previsto para maio de 2026, em Santa Catarina.

Fonte: Assessoria Mapa
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Copacol recebe Prêmio de Melhor do Biogás pelo segundo ano consecutivo

Projeto premiado destaca eficiência na geração de energia a partir de resíduos e reforça liderança da cooperativa em sustentabilidade.

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Foto: Divulgação

A Copacol consolidou mais uma vez sua posição de referência nacional em energias renováveis ao conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio Melhores do Biogás Brasil 2026, na categoria Melhor Planta Indústria.
O reconhecimento apresentado no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu, destaca o desempenho da Usina de Biogás instalada na UPL (Unidade de Produção de Leitões), em Jesuítas, e evidencia o compromisso da Cooperativa com inovação, eficiência energética e preservação ambiental. “É uma satisfação imensa receber o Prêmio de Melhor do Biogás, que reconhece o desempenho desse importante investimento em sustentabilidade. O respeito ao meio ambiente é uma prática em nossas atividades, por isso, buscamos alternativas que consolidem esse comportamento e preservem ainda mais nossas riquezas”, complementa o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

A premiação reforça os resultados obtidos pela cooperativa ao longo dos últimos anos, especialmente no aproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de energia limpa. Somente em 2025, a usina produziu 6.813.437 kWh de energia a partir dos resíduos gerados pela Unidade de Produção de Leitões e pela Unidade de Produção de Desmamados, resultado que representou economia em energia elétrica e aproveitamento de resíduos equivalentes a R$ 6,4 milhões. “O Prêmio de Melhor do Biogás demonstra o compromisso da Copacol com a sustentabilidade, a destinação correta de resíduos, principalmente com e uso de energia renovável”, afirma o gerente de Meio Ambiente da Copacol, Celso Brasil.

O modelo premiado de geração de energias renováveis recebeu a visita de empresários do ramo do Brasil e do exterior. A programação contou com apresentação técnica e um passeio guiado às instalações, mostrando a realidade operacional da planta e os processos utilizados para transformar resíduos em energia. A Copacol foi escolhida como destino técnico pelo reconhecimento do projeto como modelo de sucesso no setor. “Existe muito estudo no desenvolvimento do projeto da Copacol e isso é fundamental. A operação leva em consideração dados diários de composição dos substratos, concentração de material orgânico e existe um monitoramento contínuo da planta. As tomadas de decisão são baseadas nos dados gerados. Isso dá segurança e impressiona bastante”, afirma a analista da Embrapa, Fabiane Goldschnidt, que atua em projetos de gerenciamento de resíduos, produção de biogás e biometano.

A usina também chamou a atenção de representantes da área acadêmica. Rosiany de Vasconcelos Vieira Lopes, professora da Universidade de Brasília, natural de Campina Grande e atualmente residente em Brasília, participou da visita técnica. “Fiquei muito surpresa com a estrutura. Percebemos na prática a utilização de resíduos aproveitados de uma maneira renovável e sustentável para a produção de energia.”

Fonte: Assessoria Copacol
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Selos distintivos ganham destaque como estratégia de valorização no agro

Certificações reforçam origem, qualidade e ajudam produtores a acessar mercados.

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Fotos: Divulgação

Os selos distintivos são certificações voltadas para os produtores rurais que objetivam o desenvolvimento, a valorização e a diferenciação na agricultura brasileira. Para tratar do tema, foi realizada a palestra “Chefs de Origem: Estratégia de Valorização dos Produtos de Origem e dos Pequenos Negócios”, durante a Feira Brasil na Mesa.

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o coordenador-geral de Fomento à Agroindústria, Nelson Andrade, apresentou os selos distintivos sob a coordenação do Mapa. “Os selos distintivos são certificações que comprovam origem, qualidade, autenticidade e conformidade com padrões específicos. Eles geram confiança, credibilidade e ajudam o consumidor a fazer escolhas mais conscientes”, explicou Nelson Andrade.

Os principais selos e certificações são: Boas Práticas Agropecuárias; Produção Integrada; Selo Arte; Selo Queijo Artesanal; Indicação Geográfica e Marcas Coletivas.

As Boas Práticas Agropecuárias (BPA) são um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas aplicadas nas etapas da produção, processamento e transporte de produtos alimentícios e não alimentícios.

Já os selos Arte e Queijo Artesanal buscam trazer agregação de valor para produtos alimentícios artesanais de origem animal com características especiais e diferenciadas.

As marcas coletivas são sinais distintivos utilizados para identificar produtos ou serviços provenientes de membros de uma entidade coletiva, possibilitando a diferenciação de mercado, a proteção jurídica e a valorização de produtos e serviços, sendo utilizadas por associações, cooperativas, sindicatos e outras entidades.

As Indicações Geográficas (IGs) são sinais que identificam a origem de um produto ou serviço quando determinada qualidade, reputação ou característica está vinculada à sua origem. Protegem a origem, a tipicidade e a reputação do produto. São duas modalidades: indicação de procedência, que considera a região reconhecida como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço; e denominação de origem, quando qualidade e características estão vinculadas a uma indicação geográfica.

São mais de 150 IGs para produtos da agricultura e da agropecuária brasileiras, principalmente de mel, própolis, carnes, pescados e derivados.

Durante a apresentação, Nelson destacou que o impacto dos selos vai além da certificação. “Eles fortalecem a origem, valorizam tradições e impulsionam o desenvolvimento do campo. Valorizam os produtos, evidenciam a cultura local, destacam a qualidade e a singularidade, valorizam a diversidade e fortalecem as agroindústrias”, salientou.

O coordenador também ressaltou o papel das políticas públicas no apoio aos pequenos produtores. “Essas iniciativas são fundamentais para que o produtor consiga acessar mercados de forma estruturada, manter sua atividade e agregar valor ao que produz”, pontuou.

Ao final, representantes do Sebrae apresentaram o projeto “Chefes de Origem”, que busca a produção, a organização e o fornecimento qualificado por meio da conexão entre produtores locais e restaurantes, promovendo a transformação gastronômica e dando visibilidade aos pequenos produtores.

Fonte: Assessoria Mapa
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